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21 de agosto de 2017

  • Dólar tem leves variações ante o real de olho em cena política

    SÃO PAULO (Reuters) – O dólar era negociado com leves variações sobre o real nesta segunda-feira, com a cautela ainda prevalecendo entre os investidores sobre se o governo conseguirá base política para dar andamento às reformas e medidas fiscais no Congresso Nacional.

    O cenário externo também era acompanhado pelo mercado, onde as negociações igualmente tinham intervalos reduzidos diante da semana mais vazia em termos de indicadores e acontecimentos importantes.

    Às 10:10, o dólar recuava 0,12 por cento, a 3,1420 reais na venda, depois de recuar 1 por cento no pregão anterior com movimento de correção. O dólar futuro tinha leve queda de 0,22 por cento.

    “O mercado está trabalhando do jeito que dá, com cenário externo e interno”, afirmou o gerente de câmbio da corretora Fair, Mário Battistel, acrescentando que ainda havia alguma entrada de capital externo sobretudo para o mercado de juros.

    Entre os dias 7 e 11 passados, segundo dados mais recentes do Banco Central, o fluxo cambial foi positivo em 2,168 bilhões de dólares no Brasil.

    O governo enfrenta grande dificuldade no Congresso diante de uma base instável, e deve se mobilizar para atender às demandas de aliados de forma a angariar apoio suficiente para aprovar ao menos os projetos que não exigem maioria qualificada, caso dos que integram o pacote envolvendo as mudanças das metas fiscais para 2017 e 2018.

    A mudança da meta foi acompanhada de medidas, como a elevação da contribuição previdenciária de servidores, que também precisam de aprovação do Congresso. Além disso, o governo também quer garantir no Legislativo a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) e o Refis, renegociação de dívidas tributárias. Isso sem contar a reforma da Previdência, considerada essencial para colocar as contas públicas em ordem.

    Para impedir que a denúncia por crime de corrupção passiva avançasse no Congresso, o presidente Michel Temer gastou bastante de seu capital político e agora tem que aprofundar as negociações para a aprovação de reformas.

    No exterior, sem dados importantes nesta semana, o dólar tinha leve queda de cerca de 0,20 por cento contra uma cesta de moedas. Também recuava frente ao euro, depois de a moeda única sofrer a maior queda semanal em mais de dois meses com os mercados julgando que os ganhos de dois dígitos neste ano podem ser demais para o Banco Central Europeu, que ainda está cauteloso em remover o estímulo.

    Fonte: Reuters

  • Com chuvas no Meio-Oeste, soja inicia a semana em queda em Chicago

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta segunda-feira (21) do lado negativo da tabela. As principais posições da oleaginosa testavam quedas entre 6,00 e 6,50 pontos, perto das 8h46 (horário de Brasília). O contrato novembro/17 era cotado a US$ 9,31 por bushel, enquanto o janeiro/18 trabalhava a US$ 9,39 por bushel.

    De acordo com informações das agências internacionais, as cotações da oleaginosa são pressionadas pelas previsões de chuvas no Meio-Oeste americano. “As condições climáticas melhoraram e independentemente da ameaça algumas culturas já foram aprovadas”, destacou Phin Ziebell, economista de agronegócio do National Australia Bank, em entrevista à Reuters internacional.

    Até a semana anterior, cerca de 59% das lavouras de soja estavam em boas ou excelentes condições, conforme dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Os números serão atualizados no final da tarde desta segunda-feira.

    Entretanto, o noticiário internacional reforça que o suporte aos preços pode vir do lado da demanda. “Os últimos dados semanais de vendas dos EUA foram as maiores combinadas”, informou CHS Hedging. O USDA divulga os números dos embarques semanais hoje.

    Fonte: Notícias Agrícolas