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21 de dezembro de 2017

  • Chuvas do verão de 2018 deverão garantir a produção agrícola

    O verão começa oficialmente no dia 21 de dezembro, às 14h28, e vai até 13h15 do dia 20 de março de 2018, pelo horário de Brasília. A expectativa sobre o comportamento da chuva e da temperatura é maior em relação ao verão do que nas outras estações. É a chuva do verão que vai garantir o abastecimento de água para o consumo, para a produção agrícola, industrial e de energia hidrelétrica. Há ainda previsão de que haja grande pressão para pragas e doenças na agricultura.

     Nos últimos meses, a temperatura das águas do Oceano Pacífico Equatorial, mantiveram-se abaixo da média. Esse resfriamento vem sendo observado desde agosto de 2017 e indica a permanência do fenômeno La Niña pelo menos até março de 2018. Os modelos de previsão climática, gerados pelos principais centros de Meteorologia, indicam que as temperaturas da superfície do mar devem continuar abaixo da média até o mês de março de 2018, o que mostra uma tendência de continuidade do La Nina de fraca intensidade.
    Conforme os dados do INMET, a maior parte da chuva no sudeste e no centro-Oeste ocorrerá principalmente na primeira metade do verão com risco elevado para enchentes.  O sul do Brasil, em média, deve ter chuva abaixo da média, mas não será completamente seco, diferente da região norte, que terá muita chuva na estação. A região nordeste terá muito calor e pouco chuva, porém nas áreas produtoras terão chuva suficiente.
    Fonte: Agrolink
  • Ano da soja é marcado por supersafras e oscilações nos preços

    A safra de soja 2016/2017, colhida entre janeiro e março, foi recorde, e as exportações seguiram a mesma tendência, atingindo patamares nunca vistos no país. Tudo isso estimulou o aumento da área plantada no Brasil e nos Estados Unidos. O mercado, acreditando em uma segunda supersafra, derrubou os preços. A falta de chuvas no início da semeadura brasileira da safra 2017/2018 atrasou os trabalhos, mas não afetou a qualidade do plantio. Veja a retrospectiva de como foi o ano da principal commodity agrícola do Brasil.
    O ano começou com a colheita de uma produção recorde de soja no Brasil, no ciclo 2016/2017: 114 milhões de toneladas de soja, 19,5% a mais que a safra anterior. A marca foi festejada em janeiro, durante a Abertura Nacional da Colheita da Soja, realizada pelo projeto Soja Brasil, do Canal Rural, no município de Ponta Porã (MS).
    O resultado da safra 2016/2017 também elevou a produtividade média brasileira a um novo patamar, de 56 sacas por hectare, ou 13% a mais que no ciclo anterior. “Este ano foi muito bom. A chuva incidiu bem. Teve um enchimento bom das vagens da soja. Foi show de bola, não temos do que reclamar. Este ano foi um ano excepcional para a produção de soja”, comenta o produtor rural Nelson Miranda.
    Preços baixos
    Claro que a produção histórica do Brasil, aliada ao recorde colhido nos Estados Unidos (120 milhões de toneladas) derrubaram os preços da oleaginosa. E esta foi a marca do ano: preços baixos e pouca comercialização. “A preocupação é grande. Ficamos esperando o preço, que é formado por Chicago, e o dólar melhorarem. Acompanhamos diariamente a movimentação, aquele sobe e desce, e nós esperando mais. Mas não é a gente que coloca o preço na commodity, é o mercado internacional”, conta o produtor José Cusinato.
    “Trabalhamos com preços de 20% a 25% menores do que na safra anterior. Estamos com uma grande safra, mas com rentabilidade baixa ou negativa em algumas regiões”, relembra o ex-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin.
    Os preços bastante abaixo das cotações do ano anterior deixou a comercialização lenta no país. Muitos sojicultores preferiram deixar a soja armazenada do que tentar vender parcialmente a valores menos atraentes e isso não foi um bom negócio.
    “No começo da safra, travamos a soja a uma média de R$ 73 a saca. Depois, o preço caiu muito e essa soja ficou estocada. Aos poucos a gente está negociando o restante, a R$ 65. A média baixou bastante para nós e ainda tivemos que pagar o custo com o armazém”, diz o produtor Gustavo Borsato.
    Exportação recorde
    Além da produção recorde, a demanda por soja seguiu aquecida no mundo e a exportação brasileira também foi a melhor da história em 2017. De janeiro a novembro, foram embarcadas mais de 65,7 milhões de toneladas do grão, 29% acima do mesmo período do ano passado. A receita com as vendas aumentou 30%, chegando a quase US$ 25 bilhões.
    A China continua sendo o principal comprador da soja brasileira. “A China foi comprando, comprando, e agora, no final de outubro, os números oficiais indicam que comprou 52 milhões de toneladas do Brasil. Um volume enorme”, diz o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Fábio Trigueirinho.
    Safra 2017/2018
    A safra atual iniciou com atraso no plantio por causa da estiagem. A região Centro-Oeste foi uma das mais afetadas pela condição climática, que, mas tarde, também complicou bastante a vida dos produtores mineiros e paulistas.
    “A chuva demorou a cair e, infelizmente, acarretou outros problemas devido ao atraso da semeadura. Tivemos que fazer uma mudança de estratégia: ao invés de plantar uma variedade de ciclo mais longo, em setembro, cultivamos uma precoce depois. Mas não sabemos o milho se vai dar. Muda totalmente o manejo na lavoura”, conta o produtor Eberson Luiz de Oliveira.
    Fonte: Canal Rural
  • Reforma da Previdência: “Nada muda para trabalhador rural”

    “Há uma confusão sendo feita por falta de informação. Tal como está colocada hoje, a reforma não altera em absolutamente nada as regras vigentes na previdência do trabalhador rural, seja ele segurado especial, o agricultor familiar, seja ele empregado rural”. A afirmação é do secretário da Previdência Social do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano.

    De acordo com Caetano, o “agricultor familiar mantém a previdência exatamente como é hoje. A reforma é para quebrar privilégios, e o agricultor familiar não é um privilegiado”. Quem apoio as mudanças é o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS): “A realidade é esta. Isso é um fato. Muitos se usam de má fé e falsas informações para dizer o contrário. O agricultor familiar está garantido e preservado, assim como toda a população brasileira”.

     De acordo com o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), também presente à reunião, a FPA está aberta a discutir a reforma e que há uma tendência favorável à sua aprovação: “Não há um posicionamento fechado, mas não há resistência em se entrar num consenso satisfatório para todos os lados. Vamos debater melhor o assunto e vamos buscar o melhor para a sociedade como um todo”.

    Segundo o secretário da Previdência, o ganho para a economia do País com a reforma está projetado em cerca de 40%. “Com o texto original, a economia seria de R$ 8oo bilhões em 10 anos. Agora, com as mudanças propostas, a economia ainda vai chegar em R$ 500 bilhões em 10 anos”, concluiu.

    Fonte: Agrolink