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22 de dezembro de 2017

  • Soja tem novo dia de estabilidade em Chicago nesta 6ª com fundos se ajustando antes do fim do ano

    Ainda sem força em Chicago, os futuros da soja trabalham, por mais um dia, com estabilidade. Por volta de 8h40 (horário de Brasília), os preços perdiam de 0,50 e 0,75 ponto, com o março/18 sendo negociado a US$ 9,58 por bushel. O maio/18, que é referência para a safra brasileira, tinha US$ 9,70.

    Os negócios acontecem em ritmo cada vez mais lento e com baixo volume dada a proximidade do final do ano. Além da falta de novidades – principalmente sobre o clima na América do Sul – os fundos seguem ajustando suas posições e evitando movimentos muito intensos nesse período.

    As condições climáticas seguem favoráveis para o desenvolvimento das lavouras sul-americanas, com apenas problemas pontuais sendo registrados até esse momento. Na última semana, os trabalhos de campo argentinos evoluíram de forma bastante satisfatória com a chegada de chuvas melhor distribuídas e mais volumosas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Clima poderá reduzir a produtividade dos grãos no Rio Grande do Sul

    A última semana apresentou tempo seco e altas temperaturas no Estado, e nem mesmo as precipitações esparsas que amenizaram o forte calor foram suficientes para recompor a umidade no solo. Segundo a Emater, esse cenário, aliado à perspectiva de um verão com chuvas abaixo da média, tem preocupado os produtores.

    Importantes culturas, como milho e soja, se encontram em fases críticas quanto à deficiência hídrica. Caso se confirme o prognóstico de pouca chuva, neste momento em que a maioria das lavouras se encontra em fases de floração e formação de grãos, a probabilidade de uma redução na produtividade das culturas aumenta de maneira significativa.

    O milho começa a ser prejudicado de forma mais incisiva pela falta de umidade no solo. As lavouras em plena formação de espiga e enchimento de grãos apresentam leve redução do tamanho dos mesmos. O momento é extremamente crítico para a cultura, uma vez que 75% das lavouras estão entre as fases de floração e enchimento de grãos, 35% e 40%, respectivamente. Em nível estadual, a colheita do milho atinge 2% da área, aproximando-se bastante da média dos últimos anos. A soja está com crescimento muito lento, também devido às altas temperaturas e à baixa umidade no solo.

    Nas horas mais quentes do dia, as plantas apresentam sintomas de estresse hídrico, com folhas murchas e pequena distância dos entrenós. O controle de ervas invasoras realizado antes da diminuição da umidade do solo foi considerado satisfatório, embora alguns produtores tenham deixado passar o ponto ideal de aplicação dos herbicidas, resultando em permanência de plantas daninhas em algumas áreas.

    A aplicação de fungicidas também começa a ficar prejudicada devido à baixa umidade. As lavouras começam a entrar em fase de floração de modo mais intenso, alcançando 3% do total da área semeada, que é de 5,7 milhões de ha, aproximadamente.

    Colheita do feijão está acelerada

    A colheita da primeira safra de feijão está em andamento, com produtividade considerada satisfatória até o momento, variando de 1.200 kg/ha a 1.500 kg/ha na maioria das lavouras para fins de subsistência familiar. Já nas lavouras comerciais, foram obtidos rendimentos maiores, girando ao redor dos 1,8 mil kg/ha de boa qualidade.

    Segundo a Emater, das culturas de sequeiro, o feijão da primeira safra é o menos afetado pela falta de umidade neste momento. A cultura se encaminha para o final do ciclo, com a colheita acelerada devido ao clima. Já foi colhida 25% da área plantada. Outros 15% já estão maduros e 35%, em fase final de formação de grão.

    Fonte: Jornal do Comércio