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27 de dezembro de 2017

  • Agronegócio terá participação recorde em desembolsos do BNDES

    O agronegócio terá participação recorde nos desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017. Somente no acumulado de janeiro a novembro, dos R$ 61 bilhões liberados pela instituição, R$ 13 bilhões, ou 21, 4%, foram para o setor.

    O volume de crédito é 8% superior ao verificado nos 11 meses do ano passado. Considerados os últimos doze meses, esse crescimento é ainda maior: 13%, com R$ 14,8 bilhões desembolsados no período compreendido entre dezembro de 2016 e novembro de 2017.

    De acordo com dados levantados pelo BNDES a pedido da SNA, os financiamentos para o cultivo de soja lideraram o ranking das liberações, respondendo por R$ 5,5 bilhões. Em seguida estão os financiamentos concedidos a bovinos para corte (R$ 1,6 bilhão) e cultivo de cana-de-açúcar (R$ 1 bilhão).

    Quando observada a participação do agronegócio nas liberações feitas pelo BNDES, a participação é crescente. Em 2008, o setor respondia por 6,2%, do montante total, passando a 7,3% em 2012 e fechando 2016 em 15,7%. Estes números reforçam a importância e o peso dos negócios ligados ao campo na economia brasileira.

    O peso e o dinamismo do setor se estendem ainda mais. O recorte feito pelo banco pode não abranger a aquisição de algumas máquinas e equipamentos, que contam com recursos de uma linha exclusiva, o Finame. De janeiro a novembro deste ano, o desembolso desta modalidade atingiu R$ 17,6 bilhões.

    Considerado um dos principais termômetros da economia brasileira, o BNDES registrou R$ 60,1 bilhões em aprovações e R$ 61 bilhões em desembolsos, entre janeiro e novembro de 2017, recuo de 13% e 20%, respectivamente, quando comparados a igual período do ano anterior. Nos últimos 12 meses, as aprovações registraram R$ 69,8 bilhões (-20%) e os desembolsos, R$ 72,8 bilhões (-24%).

    As liberações do BNDES, de janeiro a novembro de 2017, mantiveram a trajetória crescente na participação de micro, pequenas e médias empresas. O banco liberou, no período, R$ 26,5 bilhões para as empresas de menor porte, o que representa 43,4% do total.

    No setor de Infraestrutura, o segmento de Energia Elétrica também apresentou expansão, com R$ 11,5 bilhões desembolsados de janeiro a novembro de 2017, o que representa crescimento de 55%, em comparação com o mesmo período de 2016.

    Fonte: Só Notícias/Agronotícias

  • Brasil supera EUA em exportação de soja para ração

    Em uma época em pessoas de todo o mundo estão consumindo mais carnes, aves e laticínios do que nunca, talvez os agricultores americanos percam ainda mais terreno para o Brasil na disputa para alimentar todos esses animais.

    Já se projetava que as exportações americanas de safras para ração cairiam neste ano por causa do aumento das vendas realizadas por produtores sul-americanos e europeus. Mas, após o clima péssimo no Centro-Oeste dos EUA neste ano, a safra rendeu soja com menos proteína, ingrediente fundamental que ajuda a aumentar a musculatura dos animais. O teor de proteína, 34,1 por cento por bushel, igualou o de 2008, o mais baixo desde que começaram as medições, em 1986, segundo dados do governo.

    Muitos exportadores dos EUA têm que concorrer com a soja brasileira, cujo teor de proteína é superior – cerca de 37 por cento -, mas a diferença de qualidade cada vez maior poderia abalar ainda mais a demanda de lugares como a China, o maior comprador do mundo. Os exportadores brasileiros estão tentando tirar proveito dessa diferença para vender uma parte maior da safra recorde da temporada passada e aproveitar o aumento da capacidade exportadora, como novos portos no norte do país.

    Fonte: UOL