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16 de janeiro de 2018

  • Soja retoma negócios em Chicago operando em alta nesta 3ª feira de olho no clima e no dólar

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago retomou seus negócios pós-feriado do dia de Martin Luther King atuando do lado positivo da tabela. No pregão desta terça-feira (16), por volta de 7h45 (horário de Brasília), os preços subiam entre 3,75 e 5 pontos, com o março de volta aos US$ 9,65 e o maio/18 – que é referência para a safra brasileira – sendo negociado a US$ 9,76 por bushel.

    Os traders voltam a atuar deixando um pouco de lado os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trazidos na sexta-feira (12) e focando, mais uma vez, a condição climática na América do Sul. No entanto, segue esperando por novidades mais intensas para movimentar os futuros da commodity, assim com o do milho também.

    As preocupações maiores ainda são com a Argentina. Algumas chuvas chegaram ao país no último final de semana, porém, trazendo um alívio apenas pontual, localizado e insuficiente para os problemas que vêm sendo enfrentados em importantes regiões produtoras.

    “O stress já está presente em algumas áreas e isso não está previsto para acabar tão cedo. E esse stress pode trazer um impacto negativo sobre a produção argentina de grãos”, diz o analista internacional Tobin Gorey, do Commonwealth Bank da Austrália ao portal Agrimoney.

    Em seu último reporte, o USDA reduziu sua estimativa para a produção de soja do país de 57 para 56 milhões de toneladas, enquanto a Bolsa de Rosario acredita em uma colheita de pouco mais de 52 milhões.

    Outro fator que contribui com a alta da soja neste começo de semana para os negócios em Chicago é a continuidade da baixa do dólar. Nos últimos dias, a divisa alcançou sua mínima em três anos frente a uma cesta de outras moedas. No Brasil, na última semana, a moeda perdeu mais de 3% frente ao real.

    Ainda nesta terça-feira, atenção também à atualização dos embarques semanais norte-americanos de grãos, que serão atualizados pelo USDA no início da tarde.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Brasil não faz parte da lista de 83 países com problemas em leite, diz Lactalis

    A empresa é proprietária das marcas Parmalat, Batavo, Elegê e Poços de Caldas

    A companhia francesa Lactalis informou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o Brasil não faz parte da lista de 83 países com problemas no leite em pó infantil produzido pela fábrica de Craon, no Noroeste da França. A Lactalis é proprietária das marcas Parmalat, Batavo, Elegê e Poços de Caldas.

    Em dezembro, a companhia descobriu a bactéria salmonela em lotes do leite produzido em Craon. Até agora, 35 bebês foram contaminados na França, dois na Espanha e há um caso suspeito na Grécia. Em reação, o presidente da Lactalis, Emmanuel Besnier, ordenou o recolhimento de 12 milhões de caixas de produtos em 83 países.

    A lista completa não havia sido divulgada, mas a assessoria de imprensa da Lactalis na França confirmou que o Brasil não faz parte do grupo de países em risco.

    Na noite do domingo, o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Eduardo Rangel, informou ao Broadcast que a Pasta não havia recebido nenhuma notificação oficial a respeito de eventuais problemas com os produtos da Lactalis. “Não temos nenhum óbice sobre nossos produtos em questões sanitárias”, afirmou.

    Por: Correio do Povo

  • Governo muda regras para empréstimo a agricultores familiares

    Alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para o acesso às linhas de financiamento

    O governo federal editou, nesta semana, decreto mudando as regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). As alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para acesso às linhas de financiamento. Para agricultores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais, a exigência de renda máxima saiu de R$ 9 mil para R$ 20 mil, enquanto a de patrimônio foi de R$ 30 mil para R$ 40 mil.

    Na faixa intermediária, os ganhos máximos permitidos passaram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Para esses produtores, o patrimônio deixou de ser R$ 60 mil e passou para R$ 80 mil. Foi criada uma nova linha para famílias com renda de até R$ 216 mil e patrimônio de até R$ 500 mil. Para todos os casos, o valor máximo a ser financiado é R$ 140 mil. O produtor deve comprovar experiência de pelo menos cinco anos no campo para ter acesso ao financiamento.

    Segundo a subsecretária de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura e Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Raquel Santori, a atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, uma vez que estes haviam sido reajustados pela última vez há cinco anos.

    Como não houve recomposição, os financiamentos do programa se tornaram insuficientes para a aquisição de imóveis. Em razão disso, o PNCF beneficiou apenas 985 famílias em 2016, segundo dados da Sead. No ano passado, o número foi mais reduzido: 289. Essa baixa deveu-se ao encerramento dos acordos com bancos que oferecem os empréstimos. Com as novas regras, a secretaria espera chegar em 2018 a 2 mil famílias.

    PNCF

    O Programa Nacional de Crédito Fundiário envolve a gestão de empréstimos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. As verbas podem ser utilizadas para a compra de imóveis rurais ou de infraestrutura voltada à produção agrícola. As taxas de juros variam de 0,5% a 2% ao ano.

    Ao longo da existência do PNCF, foram beneficiadas agricultores de 2.300 municípios de 21 estados. Já foram disponibilizados R$ 3,4 bilhões para aquisição de terras e R$ 600 milhões para investimentos. O saldo disponível do Fundo está em R$ 730 milhões.

    Mais recursos

    Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), as novas regras representam um avanço por ampliar o escopo do financiamento, mas ainda há problemas. Um deles é o fato de o valor máximo do empréstimo ainda ser baixo para algumas regiões, como Sul e Sudeste.

    Outra questão é o montante aportado pelo Executivo no Fundo de Terras. “O governo não está colocando recurso dentro do programa, e isso é preocupante. O fundo [de Terras] tem hoje mais de R$ 700 milhões, sendo apenas R$ 8 milhões de verba federal. É muito pouco. E ainda não há nada para infraestrutura ou habitação”, afirma o secretário de Política Agrária da Contag, Elias Borges.

    O dirigente sindical considera um desafio o trâmite dos processos, que em alguns casos chega a levar até dois anos até a liberação do empréstimo. Isso dificulta a efetivação das negociações, como a compra de imóveis. “O que se promete na nova modalidade é agilizar o trâmite do processo. A gente entende que isso é importante”, acrescenta Borges.

    Fonte: Correio do Povo