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31 de janeiro de 2018

  • Soja: Mercado segue com ajuste técnico em Chicago, mas clima na Argentina continua no radar

    As cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) permanecem em campo negativo ao longo do pregão desta quarta-feira (31). Os vencimentos da commodity reduziram as perdas e, por volta das 11h44 (horário de Brasília), testavam desvalorizações de mais de 5 pontos. O março/18 operava a US$ 9,95 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 10,06 por bushel.

    Os participantes do mercado ainda realizam ajustes técnicos após as altas registradas recentemente. O março/18 rompeu o importante patamar de US$ 10,00 por bushel e as posições mais longas o nível de US$ 10,20 por bushel, conforme explicam os analistas.

    E embora o mercado passe por uma correção, o clima seco na Argentina ainda continua a ser uma fator de suporte aos preços da commodity em Chicago. E, segundo as previsões climáticas, as chuvas ainda deverão ficar abaixo da normalidade e as temperaturas acima da média nos próximos 10 dias.

    Como reportou Tobin Gorey, da CBA, ao Agrimoney.com, “os meteorologistas continuam a esperar temperaturas muito altas e pouca chuva em muitas regiões de soja da Argentina”, um importante suporte aos preços.

    Além disso, as previsões de chuvas na faixa central do Brasil também seguem no radar dos investidores. A preocupação dos participantes do mercado é com o andamento da colheita da soja no país.

    “O mercado também tem uma preocupação secundária sobre o Brasil. Algumas das regiões de soja enfrentam o problema oposto: as chuvas contínuas. A preocupação é que o cenário afetaria o fluxo da soja do país para o mercado”, ainda segundo explica Tobin Gorey.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • BB vai liberar R$ 12,5 bilhões para pré-custeio

    Recurso da safra 2017/18 é 16% maior do que o da safra atual. O prazo de amortização é de 14 meses e os juros vão variar de 7,5% a 8,5% ao ano.

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou na manhã desta terça-feira, 30 de janeiro, que o Banco do Brasil (BB) liberará R$ 12,5 bilhões em pré-custeio para o financiamento da aquisição antecipada de insumos para a safra 2018/2019.

    O valor foi confirmado pela instituição financeira. O total de recursos é 4,2% maior que os R$ 12 bilhões anunciados e 16% superior aos R$ 10,8 bilhões liberados em 29.000 contratos na safra atual, que segue até junho de 2018, segundo o BB.

    O prazo de amortização é de 14 meses e os juros vão variar de 7,5% a 8,5% ao ano, ante 8,5% ao ano a 9,5% ao ano em 2017/2018.

    As linhas têm recursos controlados, oriundos das captações próprias da poupança rural e dos depósitos à vista.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Exportações do agronegócio batem novo recorde

    As exportações agrícolas brasileiras bateram novo recorde em 2017 depois do difícil ano de 2016, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. A maior participação nos embarques foram de milho e soja, que tiveram a maior produção da história. As exportações de carne bovina também tiveram muito aporte para o desempenho positivo.

    O aumento das exportações brasileiras de produtos agrícolas foi de 14% em volume com uma valorização de 3,8% em dólares. O faturamento em dólar cresceu 12%, chegando a US$ 96 bilhões. Na moeda brasileira, o faturamento subiu 4%.

    O principal parceiro comercial do país continua sendo a China. Segundo os dados do Cepea, a participação chinesa nas exportações agrícola subiu para 28,2%, sendo que os chineses compram 79% da soja exportada pelo Brasil. O segundo destino mais importante para a soja brasileira é a Europa e a Zona do Euro compra 16% dos produtos agrícolas brasileiros. Já os Estados Unidos ficam no terceiro lugar com uma participação de 7% neste tipo de produto.

    As exportações do agro correspondem a 44% do valor das exportações do país, o que baixou em relação a 2016. Por outro lado, o saldo comercial de outros setores foi negativo em US$ 15 bilhões em 2017. Já o superávit do agronegócio foi superior a US$ 81 bilhões no ano. Com isso, a balança comercial brasileira ficou com um saldo positivo de US$ 66 bilhões com a compensação das exportações agrícolas, de acordo com levantamento do Cepea feito no ano passado.

    Fonte: Agrolink