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Soja: Mercado segue com ajuste técnico em Chicago, mas clima na Argentina continua no radar

As cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) permanecem em campo negativo ao longo do pregão desta quarta-feira (31). Os vencimentos da commodity reduziram as perdas e, por volta das 11h44 (horário de Brasília), testavam desvalorizações de mais de 5 pontos. O março/18 operava a US$ 9,95 por bushel, enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 10,06 por bushel.

Os participantes do mercado ainda realizam ajustes técnicos após as altas registradas recentemente. O março/18 rompeu o importante patamar de US$ 10,00 por bushel e as posições mais longas o nível de US$ 10,20 por bushel, conforme explicam os analistas.

E embora o mercado passe por uma correção, o clima seco na Argentina ainda continua a ser uma fator de suporte aos preços da commodity em Chicago. E, segundo as previsões climáticas, as chuvas ainda deverão ficar abaixo da normalidade e as temperaturas acima da média nos próximos 10 dias.

Como reportou Tobin Gorey, da CBA, ao Agrimoney.com, “os meteorologistas continuam a esperar temperaturas muito altas e pouca chuva em muitas regiões de soja da Argentina”, um importante suporte aos preços.

Além disso, as previsões de chuvas na faixa central do Brasil também seguem no radar dos investidores. A preocupação dos participantes do mercado é com o andamento da colheita da soja no país.

“O mercado também tem uma preocupação secundária sobre o Brasil. Algumas das regiões de soja enfrentam o problema oposto: as chuvas contínuas. A preocupação é que o cenário afetaria o fluxo da soja do país para o mercado”, ainda segundo explica Tobin Gorey.

Fonte: Notícias Agrícolas