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janeiro 2018

  • Soja: Em Chicago, traders se ajustam nesta 3ª antes do USDA e de olho no clima da América do Sul

    Nesta terça-feira (9), os futuros da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago, porém, apresentando baixas um pouco mais tímidas do que as da sessão anterior. Por volta de 8h20 (horário de Brasília), as cotações cediam pouco mais de 3 pontos, com o março/18 valendo US$ 9,63 e o maio/18, US$ 9,74 por bushel.

    Segue o acompanhamento dos traders sobre o clima na América do Sul e os impactos sobre a nova safra, além da espera pelos novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima sexta-feira (12).

    “Mesmo que o USDA reduza a safra da Argentina (em função das adversidades climáticas), pode haver um aumento dos números da safra brasileira”, explica a consultoria internacional Benson Quinn Commodities em em seu reporte diário, afirmando que esse ainda pode ser um fator de pressão sobre as cotações.

    Na outra ponta, há ainda a pressão que vem dos novos mapas climáticos atualizados mostrando condições um pouco melhores para a Argentina nos próximos dias.

    “O clima segue no foco, mas os traders começam ajustar posições para o relatório do USDA de sexta-feira”, explica o diretor da Labhoro Corretora, Ginaldo Sousa.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Soja: À espera do USDA e de olho no clima da América do Sul, Chicago segue estável nesta 2ª

    Os preços da soja seguem atuando com estabilidade na Bolsa de Chicago no início de tarde desta segunda-feira (8). O mercado futuro norte-americano já mostra mais cautela à espera de novos boletins governamentais que chegam nesta semana, com os traders buscando um bom posicionamento antes da divulgação dos dados atualizados.

    Assim, perto de 12h50 (horário de Brasília), as cotações recuavam de 0,50 a 0,75 ponto, com o março/18 sendo cotado a US$ 9,70 e o maio/18, referência para a safra americana, valendo US$ 9,81 por bushel.

    O mercado internacional, além de seguir acompanhando as condições de clima na América do Sul, se ajusta á espera do novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que serão reportados nesta sexta-feira, dia 12. Novos dados da Conab também são esperados pelos traders.

    Para analistas internacionais, os números atualizados não deverão trazer espaço para um avanço das cotações da oleaginosa, com perspectivas de um novo aumento entre os estoques globais não só da soja, mas dos grãos de uma forma geral.

    Ao mesmo tempo, acreditam ainda que uma nova correção para baixo poderia ser feita entre as exportações norte-americanas. Embora a demanda internacional siga muito aquecida, os compradores têm se focado mais no produto brasileiro, o que acaba pesando sobre os números e refletindo na CBOT.

    Ainda assim, segue sobre um cenário de incerteza a produção 2017/18 da América do Sul. No Brasil, as preocupações são pontuais até este momento, enquanto na Argentina preocupam mais diante das previsões de um novo período de tempo mais seco nas regiões produtoras do país.

    Dessa forma, se coloca em dúvida ainda o impacto desse quadro sobre a produção de derivados de soja argentinos – já que a nação é a maior produtora e exportadora mundial de farelo e óleo – e o efeito que isso poderia exercer sobre as cotações de ambos.

    “Os dois eventos que temos nesta semana – Conab e Suplly e Demand do USDA – deverão ser capazes de influenciar apenas no dia, pois o que relamente irá definir preços e tendências, sem dúvidas, será o comportamento do clima nos próximos 15 dias”, diz Ginaldo Sousa, diretor da Labhoro Corretora.

    Ainda nesta segunda, o que ajudou a limitar as baixas foi o anúncio de duas novas vendas de soja dos EUA. Uma delas foi de 120 mil toneladas para o Egito e outra de 132 mil toneladas para destinos não revelados.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Brasil bate recorde de registro de agroquímicos

    Aumento de 17,68% na comparação com 2016

    O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou que o ano passado registrou mais um recorde de registros de defensivos. De acordo com Mapa, foram liberados 326 produtos agroquímicos durante 2017, o que representou um aumento de 17,68% na comparação com o auge atingido no ano anterior (2016), quando haviam sido registrados 277 produtos.

    De acordo com o Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério, Luís Eduardo Pacifici Rangel, um em cada três defensivos agrícolas aprovados no ano que passou foram biológicos. Segundo ele, é falsa a “imagem” de que o Mapa não visa a sustentabilidade no uso de pesticidas.

    Outro ponto destacado por Rangel é a abertura de consulta pública para regulamentar e liberar a mistura em tanque. A Portaria Mapa 148 apresenta uma minuta de Instrução Normativa Conjunta (Mapa-Anvisa-Ibama) com critérios e procedimentos para recomendação de mistura em tanque de agrotóxicos, bem como sua prescrição em receituário agronômico. A Portaria foi publicada em 28 de Dezembro de 2017 e estará sob Consulta Pública por 60 dias.

    A tabela atualizada de registros aprovados em 2017 perfaz 326 produtos até 13 de Dezembro de 2017:

    — Produto Técnico Equivalente (PTE) = 134
    — Produto Técnico = 04
    — Produto Formulado (PF) = 46
    — Produto Formulado à base de PTE = 112
    — Pré-mistura = 02
    — PF Biológico ou Microbiológico = 13
    — PF Biológico ou Microbiológico para a Agricultura Orgânica = 15
    — Produto Formulado à base de Extrato Vegetal = Zero
    — PF à base de Extrato Vegetal para a Agricultura Orgânica = Zero

     

    Por: AGROLINK

  • O que esperar da soja em 2018?

    “Um fator baixista e pelo menos três fatores altistas”

    “O ano começa com um fator baixista e pelo menos três fatores altistas, o que nos leva a ser otimistas (mas não muito) quanto aos preços da soja para 2018”. A projeção é do analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco.

    O fator baixista, segundo ele, diz respeito aos estoques mundiais, que passaram de 77,92 milhões de toneladas na safra 2015/16, para 96,62 MT na safra 2016/17, um aumento considerável de 24% e para uma projeção de 98,32MT em 2017/18, mais 1,76%. Estes estoques se concentram principalmente no Brasil (18,20MT, 24,86MT e 22,26MT, respectivamente, segundo o USDA) e na Argentina (31,7MT, 36,42MT e 37,17MT, respectivamente).

    “O estoque brasileiro teve uma leve queda nesta temporada, porque a demanda por soja do país por parte da China aumentou inusitadamente, durante um período fora do costumeiro [agosto-dezembro] mais do que o esperado. Os estoques americanos também aumentaram no período, mas são bem menores (5,35MT, 8,20MT e 12,12MT, respectivamente, segundo o USDA). Além disso, as vendas do grão no Brasil estão atrasadas (não precificadas): há 30 dias eram de apenas 26,7%, contra 28% no ano anterior, 46% em 2015 e 33% da média dos últimos 5 anos”, afirma.

    De acordo com Pacheco, os fatores altistas são três:

    1º) A dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, reduzindo a produção esperada, é o primeiro e principal deles. Por enquanto, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, mas, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias. Este fator é sobremaneira importante porque afetaria o fornecimento e soja em grão de dois dos três maiores exportadores mundiais (Brasil e Argentina) e de farelo e óleo (Argentina), principalmente para a China, cuja indústria de carnes aumentou a demanda nesta temporada;

    2º) No mercado interno brasileiro, a antecipação do B10 – mistura de 10% de biodiesel no diesel mineral – para março de 2018, o que demandará mais de 3,5 milhões de toneladas de soja para a obtenção de 700 mil t de óleo. Desse processamento resultarão 2,8 milhões de t de farelo proteico;

    3º) O comportamento do dólar no Brasil em 2018 deverá ser extremamente errático e para cima, com as oscilações provenientes das negociações sobre a Reforma da Previdência, no primeiro trimestre e, depois, com os humores da disputa eleitoral, no segundo e terceiro trimestres. Os agricultores deverão estar atentos para aproveitar os picos que o dólar oferecer, pois não serão altas contínuas, mas muitos altos e baixos no decorrer do período. A recuperação da economia brasileira é outro fator de alta do dólar internamente. Do ponto de vista externo, a redução de impostos nos EUA deverá fortalecer o dólar a nível mundial, jogando contra as altas internas no Brasil.

     

    Por: AGROLINK

  • Soja: Mercado sobe em Chicago nesta 6ª feira recuperando as baixas da sessão anterior

    A sexta-feira (5) começa com os preços da soja em alta na Bolsa de Chicago. Por volta de 8h05 (horário de Brasília), os ganhos variavam de 3,25 a 4 pontos nos principais contratos, levando o março/18 a US$ 9,71 e o maio/18, referência para a safra brasileira, a US$ 9,82 por bushel.

    O mercado internacional recupera parte das ligeiras baixas registradas na sessão anterior, porém, ainda caminha com oscilações bastante limitadas.

    Na medida em que as condições de clima na América do Sul, segundo os últimos mapas climáticos, começam a trazer alguma melhora para pontos da Argentina, e que os traders se ajustam antes do relatório mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado se mostra mais cauteloso.

    As vendas norte-americanas para exportação – as quais serão atualizadas hoje pelo USDA em seu reporte semanal – também continuam a ser acompanhadas de perto, dado o seu ritmo um pouco mais lento em relação ao ano passado.

    “Operadores do mercado têm discutido o lento ritmo de exportações norte-americanas que coloca um sentimento de baixa, enquanto que as projeções climáticas para a Argentina e o Sul do Brasil trazem um possível ânimo altista para as cotações. Nenhuma das duas variáveis possuem um poder de conclusão definitivo, dificultando a tomada de uma tendência no mercado”, diz o relatório diário da AgResource Mercsoul.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja tem leves baixas em Chicago nesta 5ª feira à espera de novidades e direção do clima

    Nesta quinta-feira (4), os futuros da soja negcociados na Bolsa de Chicago seguem atuando com estabilidade, porém, nesta sessão em campo negativo. As cotações recuavam, por volta de 8h10 (horário de Brasília), entre 0,75 e 1,25 ponto. Com isso, o março/18 tinha US$ 9,67 por bushel.

    Os traders seguem esperando por novidades mais fortes para promover oscilações mais intensas entre as cotações, principalmente aquelas que poderiam vir de notícias do clima na América do Sul.

    Os mapas climáticos seguem divergindo entre os modelos mais utilizados no mercado internacional e, com isso, a volatilidade poderia se acentuar nos próximos dias, segundo acreditam analistas e consultores de mercado.

    Além disso, na análise da Informa Economics, os prçeos poderiam ser favorecidos ainda por um aperto na relação entre a oferta e demanda no cenário global, com uma oferta que ainda é incerta na América do Sul, diante de um consumo crescente não só no Brasil, mas mundo a fora.

    Os preços mais baixos da oleaginosa podem atrair ainda mais os compradores, principalmente em setores em que a demanda é crescente, como a pecuária e a produção de biodiesel, no Brasil, por exemplo.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Manejo do solo: como produzir matéria orgânica?

    O manejo adequado do solo promove o aumento da produtividade das lavouras

    A produção de matéria orgânica é um assunto importante para o produtor rural. As técnicas de preparo de solo, como a aragem, e o plantio de culturas de cobertura que aumentam a qualidade do solo podem ajudar ou até mesmo diminuir o rendimento agrícola. O produtor americano Dave Legvold, de Northfield, no estado de Minnesota, descobriu este equilíbrio quando assumiu a administração de uma fazenda, há 13 anos.

    A área arrendada por ele era fortemente cultivada e mal drenada. “Era horrível”, diz o produtor. Legvold, um defensor do cultivo em faixas, queria melhorar a qualidade geral do campo. Ele implementou medidas que aumentaram a matéria orgânica de 1,7%  para 5,5% e até 6,5% em algumas áreas.

    De acordo com Chad Watts, diretor executivo do Conservation Technology Information Center, cada solo é diferente. “Temos de tratá-los caso a caso”, diz Watts. Via de regra, Watts sugere menos perturbações físicas e mais diversidade vegetal. “Quanto mais matéria orgânica tivermos, melhores vantagens teremos”, afirma Chad Watts, diretor executivo do Conservation Technology Information Center.

    O solo recebe muitos benefícios da matéria orgânica, afirma Watts. O cultivo adequado e práticas que garantem um solo saudável acentuam os benefícios. “Você pode tornar o cultivo mais eficiente com um solo saudável, pois é possível trabalhar o ar e água de maneira mais eficaz”, diz Watts.

    Melhore a drenagem

    A primeira medida que o produtor Legvold adotou foi melhorar a drenagem. “O funcionário anterior trabalhava com uma hidrologia incomum com um arado de aiveca, passando o cultivador no outono”, diz Legvold.

     De acordo com Watts, a humidade pode limitar o solo. E a drenagem, se adotada adequadamente, é uma boa técnica para o sistema agrícola. “Há uma terra muito produtiva que precisa de preparo de solo”, ele afirma. Com a drenagem, o produtor Legvold consegue iniciar o cultivo mais cedo. “Não preciso esperar que as poças sequem”, ele diz.

    Análise do preparo do solo

    Reduzir o preparo do solo é o próximo passo na equação de Legvold. O preparo de solo incorpora a matéria orgânica e causa a volatilização. Isto faz com que a matéria sofra combustão e seja convertida em carbono atmosférico.

    O preparo injeta ar no solo. No outono, quando o ar deixa o solo, o preparo é novamente necessário. “Não é um ciclo saudável. Quanto mais preparo você faz, mais preparo é necessário”, afirma Watts.

    Segundo Watts, cinquenta por cento do solo deveria consistir de ar e água, enquanto os outros 50% deveriam ser de matéria orgânica. “Se 75% for de matéria do solo, você não tem porosidade para mover o ar e a água. À medida que você cria porosidade, você pode movê-los”, afirma ele.

    Embora Watts defenda menos alterações no solo, ele considera que o plantio direto não deve ser a regra para todas as fazendas. “Há técnicas de manejo que devem ser feitas em solos diferentes, mas há muitos lugares que não precisamos usar o plantio direto”, afirma ele.

    Logo após a transição, os solos podem não ser eficientes na movimentação do ar e da água. Com menos alterações você também poderá melhorar a drenagem, explica Legvold. “Se você for paciente e permitir que o solo se desenvolva, terá estabilidade agregada”, diz o produtor. “Consigo usar a plantadeira porque o solo está sólido enquanto outras pessoas não conseguem.”

    Vantagens da matéria orgânica

    Há potencial para reduzir a aplicação de nutrientes, mas isso não ocorre de imediato. “Com as culturas de cobertura, podemos mudar a maneira como pensamos sobre estratégia de nutrição”, diz Watts.

    Esse manejo favoreceu o plano nutricional criado por Legvold. Além de inserir os nutrientes pelas raízes, ele também vê os benefícios do solo. “No passado, eu tinha de colocar muito fertilizante para produzir”, diz ele. “O rendimento aumenta à medida que o solo melhora”, afirma Legvold.

    Agora que ele melhorou a qualidade da lavoura, pode contar com a reciclagem dos nutrientes do solo e usar até 30% menos fertilizantes. O cultivo de cobertura também é outra prática que ajuda no processo de produção da matéria orgânica, melhorando a qualidade do solo e a fertilidade.

    Outra vantagem é que Legvold está economizando combustível porque, com a redução do preparo de solo e menor necessidade de nutrientes, ele tem feito menor número de aplicações de fertilizantes durante a safra.

    Atenção ao solo

    O melhoramento genético, avanços no manejo de pragas e doenças, o melhor gerenciamento de fertilizantes e novas tecnologias impulsionam a produtividade. Então, muitas vezes os problemas causados por práticas inadequadas do manejo de solo podem passar despercebidas. “Há um fenômeno de mascaramento da perda de produtividade devido à diminuição da qualidade do solo”, diz Legvold. “Se a qualidade do solo continuar a diminuir devido ao preparo, em breve chegaremos a um ponto em que não poderemos superar a perda de produtividade, não importa a estratégia.”

    Segundo Watts, toda prática de manejo tem implicações associadas. Por isso, é recomendado que haja uma abordagem de sistemas, que promova adaptações em todas as áreas da fazenda, com um trabalho integrado. “É um efeito dominó”, diz Watts.

    Por: SFAGRO

  • Soja em Chicago trabalha ainda com estabilidade com fundos cautelosos e o clima incerto na América do Sul

    As diferenças entre as previsões climáticas para a América do Sul têm trazido bastante cautela aos operadores na Bolsa de Chicago, mantendo os preços ainda caminhando de lado neste início de 2018. No pregão desta quarta-feira (3), os futuros da soja trabalhavam com pequenas variações de menos de 1 ponto entre os vencimentos mais negociados.

    O contrato março/18, por volta de 7h40 (horário de Brasília), tinha US$ 9,64 por bushel, perdendo 0,25 ponto, enquanto o julho/18 era cotado a US$ 9,86 e subia 0,25 ponto.

    Essas incertezas, embora ainda não tenham se tornado ameaças, mantêm os fundos ajustando suas posições, principalmente nestes dias que antecedem o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz na próxima semana.

    “Fundos com um excedente de posições vendidas no Mercado, agora preferem diminuir um pouco de sua exposição ao risco, uma vez que as variações climáticas para a América do Sul continuam agressivas. Além do mais, as cotações na Bolsa de Chicago se mostram pouco alteradas em relação ao ano passado”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul. “A volatilidade deverá aumentar nos próximos dias”, completa o reporte.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Clima indica que preço da soja pode subir

    Possível intensificação da interferência de La Niña

    Diferentemente dos últimos anos, a Consultoria AgResource (ARC) afirma que não irá entrar em um novo ano com uma visão baixista dos preços. “Pelo contrário, em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”, afirmam os especialistas.

    Um indicativo dessa tendência é que a Bolsa de Chicago (CBOT) fechou o último dia de 2017 em alta, após uma sessão de pressão com incertezas climáticas ainda sendo sondadas para a Argentina e partes do Sul do Brasil: “Os mapas climáticos atualizados nesta última madrugada trouxeram uma redução dos níveis de umidade do solo previstos para os próximos 10 dias na Argentina”, confirma a ARC.

    “O padrão climático previsto para os próximos 10 dias na Argentina continua similar às previsões passadas. No entanto, os totais pluviométricos previstos foram reduzidos sucintamente, especialmente a partir do dia 2 de janeiro, quando um cenário mais seco se alastra pela Argentina e parece perdurar até o dia 11 do mesmo mês. O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, explica a Consultoria.

    “No geral, nenhuma perda de produção por conta de intempéries climáticas já foi contabilizada, no entanto, o cenário é delicado e sensível à qualquer variação meteorológica. Rodadas extras de chuvas ainda são necessárias para a Argentina, as melhores chances de precipitações são previstas para os próximos 3 dias”, conclui a ARC.

    Por: AGROLINK

  • Soja começa 2018 em alta na Bolsa de Chicago com novas previsões de tempo seco na Argentina

    Os preços da soja deram início a 2018 trabalhando com altas de mais de 1% entre seus futuros negociados na Bolsa de Chicago. Por volta de 12h40, o contrato março/18 era cotado a US$ 9,66 e registrando uma alta de 10,15 pontos. O foco do mercado internacional permanece sobre o clima na América do Sul.

    A atenção dos traders se volta para as previsões mostrando a volta do tempo quente e seco para a Argentina nos próximos dias, o que dá suporte e estímulo às cotações mesmo depois das boas chuvas que chegaram a regiões importantes na produção de soja do país no último final de semana.

    Para a consultoria AgResource Mercosul, “em meio à dinâmica climática que tem sido presenciada na América do Sul e a grande possibilidade de uma intensificação da interferência de um La Niña na Argentina e Sul do Brasil, é difícil manter uma posição baixista para os próximos meses”.

    E essas expectativas se dão diante de novos mapas climáticos que mostram um novo período de tempo seco na Argentina. De acordo com informações apuradas pela consultoria, a partir deste 2 de janeiro, as chuvas já ficam mais escassas nas áreas produtoras argentinas e esse padrão deverá ser observado até o dia 11.

    “O período de estiagem é considerado grave, uma vez que os níveis de umidade do solo no país ainda não foram reestabelecidos para níveis adequados, sofrendo com precipitações abaixo da média desde o começo de novembro”, informa a AgResource.

    Segundo analistas internacionais, o bom momento dos preços dos óleos vegetais em Chicago e em mais bolsas de valores mundo a fora também favorece as cotações.

    Além disso, há ainda o dólar em queda contribuindo, uma vez que torna os produtos negociados nas bolsas americanas mais atrativos.

    No Brasil, frente ao real, a moeda americana começou o ano bastante pressionada e perdendo mais de 1%. Às 12h50 (Brasília), a divisa valia R$ 3,268 e tinha queda de 1,42%.

    O adiamento no final do ano passado da votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados para fevereiro frustrou o mercado e levou investidores a precificarem um corte na nota de crédito do Brasil em dezembro, de acordo com o operador de câmbio da H.Commcor Corretora Cleber Alessie Machado à agência de notícias Reuters.

    “O mercado se protegeu do que era um iminente rebaixamento da nota do Brasil. As notícias e os dados indicavam um novo rebaixamento pela S&P, que não aconteceu”, assinalou.

     

    Fonte: Notícias Agrícolas