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fevereiro 2018

  • Brasil deve passar Estados Unidos na exportação de milho

    O Brasil já ultrapassou os Estados Unidos como exportador número um de soja e baterá o país norte-americano como maior exportador de milho no curto ou no médio prazo, segundo previsão feita pelo diretor da Agroconsult em conferência na última sexta-feira em Arlington, na Virgína.

    André Pessoa, presidente da Agroconsult, fez uma previsão de exportações brasileiras de milho de 60 milhões de milho até a safra 2027/2028, o que seria aproximadamente o dobro das 35 milhões de toneladas atuais. Já a previsão de longo prazo do USDA é de exportações americanas de milho em 55,9 milhões de toneladas. Enquanto o USDA espera um importante aumento das exportações do Brasil, o órgão diz que as exportações do gigante sul-americano seriam de 44,8 milhões de toneladas em 2027/28, sendo que neste caso os Estados Unidos permaneceriam o maior exportador por uma margem grande e o Brasil permaneceria como número dois.

    Durante um painel de discussão do Fórum de Perspectivas do USDA, Pessoa lembrou que os espectadores que no início dos anos 2000 já haviam previsões de que o Brasil seria o maior exportador mundial de soja. “Nós faremos o mesmo com o milho no futuro”, disse, explicando que é em função da safrinha nos estados do Centro-Oeste. “Isso significa que vamos dobrar exportações de milho em 10 anos”.

    A safrinha, plantada imediatamente depois que a soja é colhida, está tendo uma maior participação na produção brasileira de milho. É semeado em uma região que é mais próxima aos terminais de exportação do Norte do país do que o setor de pecuária, então está disponível para vendas internacionais em épocas em que os portos não estão entupidos pela safra de soja.

    Pessoa também contou que a safrinha tem aumentado a produtividade e os custos de produção tem caído e portanto a competitividade do Brasil aumenta em relação aos Estados Unidos. Os produtores olham para a safrinha como uma forma de optimizar equipamento e custos trabalhistas e como uma rotação que ajuda a controlar doenças e pragas.

    As exportações brasileiras de milho triplicaram na última década, disseram os analistas do USDA. “O aumento da exportação reflete maior área de milho e maior produtividade, melhor infraestrutura exportadora e moderadamente melhores preços internacionais”. “O Brasil atualmente produz 95 milhões de toneladas de milho e o USDA projeta uma produção de 130 milhões de toneladas em 2027/28”.

    Fonte: Agrolink

  • Royalties: Monsanto teria chegado a acordo na Argentina

    Agricultores da Argentina fizeram um acordo com empresas produtoras de sementes transgênicas sobre o pagamento de royalties pelo uso de sementes obtidas de suas colheitas, o que poderia por um fim a uma disputa com a gigante Monsanto e abriria o caminho para a chegada de novas tecnologias ao campo.

    O acordo, entregue ao governo em Dezembro, chegou mais de um ano depois de que fracassou no Congresso uma iniciativa oficial para modificar a Lei de Sementes, que é de 1973 e permite o uso gratuito de sementes de segunda geração – por diferenças sobre o prazo durante o qual se teria que pagar pelos direitos de uso.

    Mas esse cenário mudou e agora os produtores estão dispostos a desembolsar royalties pela pesquisa e biotecnologia investida pelas empresas quando usem sementes reproduzidas em sua colheita, disseram à Reuters representantes dos produtores e da indústria que desenvolve sementes.

    “Há um reconhecimento de isso há que pagar e que todos os produtores que temos que pagar por essa contraprestação. O uso próprio seria oneroso em todas as suas formas”, disse Daniel Pelegrina, presidente da Sociedade Rural Argentina, principal organização de produtores do país.

    Uma nova Lei de Sementes impulsaria a competitividade dos produtores argentinos, segundo Pelegrina, já que o setor tem sofrido depois que em 2016 a Monsanto decidiu não lançar no país suas novas variedades de soja, o principal cultivo da Argentina, em função da incerteza do novo marco regulatório.

    “Este acordo é produto de um ano de diálogo entre produtores e desenvolvedores, algo que não havia acontecido nunca”, disse a Reuters Alfredo Paseyro, gerente da Associação de Sementeiros Argentinos, que representa a Monsanto e dezenas de outras empresas que desenvolvem sementes.

    Por outro lado, até que se promulgue uma nova lei, o acordo não se levaria prática. O governo reconheceu que é necessária uma nova norma, mas não esclareceu se enviará um projeto ao Congresso este ano.

    Consultado pela Reuters, um porta-voz do Ministério da Agricultura não quis precisar o estado do assunto e se limitou a dizer que se está “avançando”.

    A ata de entendimento foi assinada por todas as associações de agricultores, exceto a Federação Agraria, que representa produtores pequenos.

    Pelegrina e Paseyro disseram que o acordo assinala que para garantir a previsibilidade do negócio, deve-se fixar o valor dos royalties pelo uso de sementes de segunda geração nos primeiros três anos depois da compra original e depois o valor se atualizaria a cada três anos.

    “É urgente resolver o assunto, que vem desde muito tempo e que vai dar certeza tanto para as empresas que trarão novas tecnologias e que terão seu retorno, como para os produtores, que necessitamos a tecnologia para poder evoluir em nossa produtividade”, disse Pelegrina.

    Fonte: Agrolink

  • Soja tem novas altas nesta 6ª feira e já caminha para terceira semana consecutiva de avanço em Chicago

    Sobem os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago na manhã desta sexta-feira (23). Perto de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da commodity subiam entre 1,75 e 2 pontos nos principais contratos, com o março/18 sendo cotado a US$ 10,34 e o maio/18 a US$ 10,45 por bushel.
    Com essas altas, o mercado já segue para sua terceira semana consecutiva de avanço diante, principalmente, das adversidades climáticas que seguem preocupando na Argentina. O tempo quente e seco atuante no país nesse momento e previsto para continuar pelos próximos 15 dias, já levaram as bolsas de Rosário e Buenos Aires a trazerem perspectivas de uma safra de menos de 50 milhões de toneladas nesta temporada.

    “A Argentina continua sendo um foco das atenções, onde o cenário de seca se intensifica com a falta da chegada de precipitações. O padrão árido na Argentina deve perdurar por mais 10-12 dias, elevando os níveis de estresse hídrico e, se confirmado, reduzindo ainda mais as estimativas de produtividade”, dizem os analistas de mercado da AgResource Mercosul (ARC).

    Nesta sexta-feira, ainda, continua o Agricultural Outlook Forum, do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), e novos números para a temporada 2018/19 são esperados. O impacto das informações, porém, pode ser limitado, como aconteceu com os dados de área trazidos ontem, mostrando uma ligeira redução para os cultivos de soja e milho em relação ao ano anterior.

    Hoje o departamento traz também seu novo boletim semanal de vendas para exportação. As exportações norte-americanas, que acumulam 44.822,6 milhões de toneladas, ainda caminham em um ritmo mais lento do que nos anos anteriores. O que também é ponto de atenção para o mercado, uma vez o USDA vem revisando para baixo suas projeções para as vendas dos EUA no presente ano comercial. O número atual é de 57,15 milhões de toneladas, contra mais de 60 milhões inicialmente previstas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Missão a Ásia traz resultados concretos ao Agro brasileiro, destaca governo gaúcho

    A missão oficial a Ásia e Oriente Médio, coordenada pelo vice Ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento e secretário executivo do Mapa, Eumar Novacki, que contou com a participação do secretário estadual da agricultura, pecuária e irrigação do RS, Ernani Polo, retornou com ótimos resultados das visitas a Coreia do Sul, Singapura, Indonésia, Malásia e Emirados Árabes Unidos (Dubai). Nessa quinta feira (22.02), o secretário da agricultura Ernani Polo apresentou balanço da Missão a entidades do setor produtivo do RS.

    A missão teve como objetivo negociar a abertura de mercados para produtos do agro brasileiro, bem como promover contatos comerciais e de investimentos entre empresários brasileiros e investidores. Acompanharam a missão pelo Mapa, o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias, Alexandre Pontes, o diretor do Departamento de Promoção Internacional de Investimentos, SRI, Evaldo da Silva Júnior e o Coordenador Geral de Apoio Técnico Administrativo, Thiago Vinícius Pinheiro da Silva. Empresários do setor agropecuário gaúcho e brasileiro também integram a missão.

    Coréia do Sul

    A primeira agenda foi na Coréia do Sul, onde houve reunião no Ministério de Segurança Alimentar e Medicamentos – MFDS. O vice ministro Eumar Novacki ressaltou a intenção brasileira em melhorar a relação com a Coréia do Sul, reafirmando para que a Coréia finalize com rapidez o processo para liberação de importação de carne suína do Brasil. O governo Coreano deve enviar missão ao Brasil em março e iniciou a análise para comercialização de carne bovina, manifestando interesse também em frutas. O ministro Coreano destacou a importância da presença da delegação na Coréia e afirmou faltarem apenas algumas respostas sanitárias por parte do Brasil para a finalização do processo de liberação da importação de carne suína. O secretário Ernani Polo também ressaltou a possibilidade de ampliar a exportação de frango, bem como negociações com ovos, lácteos, frutas e arroz em casos específicos.

    Singapura

    Reunião no Ministério da Agricultura de Singapura com o Ministro da Agricultura de Lim Kok Thai. Eumar Novacki falou sobre a qualidade da carne brasileira, ressaltando também o lançamento do programa de Compliance, que visa a conformidade com regras claras dizendo como as empresas devem agir e como devem se comportar os servidores do MAPA. Novacki solicitou que as exportações para Singapura sejam retomadas, tendo em vista que há 20 plantas SIF aguardando autorização/habilitação para exportação.

    Indonésia – Abertura de mercado para carne bovina

    A reunião com o Ministro da Agricultura da Indonésia, Andi Sulaiman, não poderia ter sido melhor. O próprio ministro Indonésio afirmou ao vice Ministro da Agricultura do Brasil Eumar Novacki e ao secretário da agricultura do RS, Ernani Polo, que vai importar carne bovina do Brasil. Com uma população de 265 milhões a Indonésia cresce 5% ao ano, tem média de consumo de carne bovina de apenas 3 quilos por pessoa/ano, o que abre um grande potencial de consumo de carne bovina. O Brasil pode apoiar a Indonésia não apenas fornecendo nossa carne de alta qualidade a preços competitivos, como ainda cooperar na área de genética bovina, melhoramento de pastagens; cruzamentos industriais e exportação de animais vivos para confinamento, propostas apresentadas também em reunião com o Diretor de Pecuária e Saúde Animal – I Ketut Diarmita.

    Malásia

    Na reunião com Ministro-chefe do Departamento de Desenvolvimento Islâmico (JAKIM) – senhor Seri Jamil Khir Bim Baharom, foi confirmada pelo mesmo, missão oficial Malaia ao Brasil, provavelmente no mês de Junho, do Jakim em conjunto com o Ministério da Agricultura da Malásia, a fim de habilitar as plantas desabilitadas e habilitar novas. O Jakim é o órgão responsável pelo abate Halal na Malásia. O Departamento reuniu-se ainda com autoridades certificadoras Halal do Brasil para ajustar as exigências para viabilizar a habilitação de plantas que foram desabilitas e habilitar novas plantas.

    Já em reunião com o vice ministro da agricultura da Malásia, SR. Antony Nogeh Anal Gumbek Noegh, foi reafirmada a possibilidade de Cooperação entre Brasil e Malásia, já que o país tem tamanho reduzido das fazendas, para melhorar a produção. O secretário Ernani Polo também falou da possibilidade de comercialização de produtos lácteos e ovos para a Malásia, o que foi muito bem aceito e também ressaltou a intenção de um intercâmbio em pesquisa com o Instituto Riograndense do Arroz, Irga, visando preencher nichos de mercado na Malásia.

    Emirados Árabes

    Em reunião com Diretor Geral de Investimentos do Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos, foi apresentado a comitiva brasileira um portfólio de investimentos na região. Também foi feito convite para a participação oficial do Brasil na feira AIM Anual Investiment Meeting, de 09 a 11/04/18, organizada pelo Ministério da Economia dos Emirados Árabes Unidos e que têm presença de 141 países, com foco em investimentos nas mais diversas áreas, sendo a pauta sobre Agricultura e alimentos um dos principais tópicos.

    “Tenho convicção de que realizamos uma missão muito proveitosa, com resultados concretos para exportações de carne bovina e encaminhamentos para comercializações em um breve período para carne suína, além de abrirmos caminho para o aumento nas exportações de frango e início em negócios com ovos, lácteos e frutas. Temos um grande mercado na Ásia e precisamos estar presentes lá com frequência, pois só assim teremos relações estreitas e reais possibilidades de avanços”, destaca o secretário da agricultura do RS, Ernani Polo.

    “ A missão foi bem sucedida. Agora é darmos continuidade e celeridade nos por menores dos acordos firmados, para que eles saiam do campo das ideias e se concretizem em transações comerciais bilaterais, de modo que ambos países se beneficiem e as relações se estreitem cada vez mais de maneira amistosa e cooperativa”, afirmou o vice ministro da agricultura, Eumar Novacki.

    “A missão foi muito importante e com resultados altamente positivos como, por exemplo, a confirmação da abertura do mercado da Indonésia para a carne bovina brasileira. Vale lembrar que a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, à frente do Brasil. Temos de estar presentes de forma regular e proativa na Ásia, hoje a região mais dinâmica do mundo e nosso principal destino no agronegócio. Fiquei contente de ver o entusiasmo do Vice-Ministro Eumar Novacki e do Secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, com o imenso potencial de comércio e a necessidade de estreitar as relações do Brasil e do Rio Grande do Sul com os países visitados.”, ressaltou Marcos Jank, consultor em agronegócio especialistas na Ásia e engenheiro agrônomo, que acompanhou a missão.

    Fonte: Seapi RS

  • Após máximas em 7 meses, soja tem leve realização de lucros na Bolsa de Chicago nesta 4ª

    O mercado internacional da soja tem leve realização de lucros na manhã desta quarta-feira (21). Após as boas e fortes altas das última sessões, os futuros da oleaginosa perdiam entre 0,25 e 1,75 ponto entre as posições mais negociadas, com o maio/18 ainda valendo US$ 10,36 por bushel, por volta de 8h15 (horário de Brasília).

    As correções chegam, porém, segue o foco dos traders sobre o preocupante cenário climático na Argentina. As poucas chuvas têm sido insuficiente para desfazer o sentimento do mercado de que a nova safra do país esteja realmente ameaçada.

    Além disso, o mercado bateu em suas máximas em sete meses no pregão anterior.

    O principal questionamento que o mercado se faz agora, porém, é de quanto menor será a colheita argentina, como explicam analistas e consultores de mercado. Além disso, as dúvidas se estendem ainda para quanto o produção de farelo – da qual a Argentina é principal produtora e exportadora mundial – também será comprometida.

    A demanda também tem sido acompanhada muito de perto pelos investidores, já que há expectativas de que o gap que será deixado pela Argentina poderia trazer os compradores a olharem com mais atenção para os produtos norte-americanos.

    Atenção ainda ao caminhar do dólar, especialmente no cenário externo. O index, na manhã de hoje, sobe 0,18% para 89,81 pontos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • OIE aceita declarar Brasil livre da aftosa com vacinação, diz Maggi

    Segundo o ministro, a declaração deve ser oficializada entre os dias 20 e 25 de maio.

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, informou nesta terça-feira (20/2), que a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) aceitou a proposta do Brasil de se tornar um país livre de febre aftosa com vacinação.

    Em um vídeo, publicado em sua conta no Twitter, Maggi disse que a declaração deve ser oficializada entre os dias 20 e 25 de maio, durante reunião da OIE, em sua sede em Paris, na França. “Isso é um pleito antigo, são mais de 60 anos de luta de vários governos e lideranças da pecuária nacional que trabalharam muito para chegar nisso”, diz o ministro.

    No vídeo, ele afirmou, ainda, que convidou o presidente Michel Temer para a reunião. “A partir daí vamos trabalhar para declarar o Brasil livre de febre aftosa sem vacinação, o que deverá ocorrer por 2022 ou 2023”, acrescentou.

    O Brasil já tem a maior parte do seu território declarado livre da doença com vacinação, porém, regiões do Amazonas, Amapá e Pará alcançaram esse status recentemente, o que possibilitaria a classificação nacional. A exceção é o Estado de Santa Catarina, que é considerado livre da doença sem vacinação.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Soja sobe mais de 1% em Chicago nesta 3ª e tem máximas em 11 meses com seca na Argentina

    Os negócios com a soja na Bolsa de Chicago foram retomados nesta terça-feira (20), pós feriado nos Estados Unidos, com força total e os preços alcançando suas máximas em 11 meses. Os futuros da commodity, por volta de 7h20 (horário de Brasília), subiam entre 12,25 e 13,50 pontos nos principais contratos, ou seja, mais de 1%.

    O tempo seco nas áreas-chave de produção da Argentina se mantém como principal rally para as cotações neste momento. Com isso, o vencimento maio/18 já batia em US$ 10,45 e o julho e agosto nos US$ 10,55 por bushel.

    As chuvas do último final de semana foram ‘desapontadoras’ nos campos argentinos e levou os traders a voltarem em apostar em novos ganhos não só para a soja, mas para o complexo de uma forma geral. No pregão desta segunda, sobem também os futuros do farelo – que estão em seus mais elevados patamares em 19 meses na CBOT – e do óleo de soja.

    “Choveu em algumas partes da Argentina, porém, não o suficiente em áreas importantes e que precisavam das chuvas”, diz ao Agrimoney o analista internacional Mike Mawdsley, da First Choice Commodities. E para esta semana, mais volumes limitados e esparsos são esperados, de acordo com as últimas previsões climáticas.

    Olho ainda no dólar. A moeda americana vem recuando e o index, que atua frente a uma cesta de principais moedas, mostra suas mínimas em anos. Nesta terça, porém, o índice tenta uma ligeira retomada e sobe 0,53% para 89,55 pontos.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Baixa movimentação no mercado de adubos

    O preço da ureia agrícola ficou praticamente estável em fevereiro (alta de 0,1%), em relação a janeiro deste ano.

    Segundo levantamento da Scot Consultoria, a tonelada do adubo está cotada, em média, em R$1.247,14 em São Paulo, sem o frete.

    Na comparação com fevereiro do ano passado o insumo está custando 4,8% mais este ano.

    O cenário é de demanda fraca por fertilizantes no país neste momento. Do lado do câmbio, porém, houve grandes oscilações nos dois primeiros meses de 2018, o que impacta diretamente no mercado de adubos. No mercado internacional, o quadro é de uma oferta mais ajustada e preços firmes desde meados de 2017.

    Em curto e médio prazos, a expectativa é de baixa movimentação no mercado brasileiro de adubos, com a demanda aumentando a partir de abril, com as compras para o plantio da safra de verão 2018/2019.

    Até lá não estão descartadas quedas nas cotações dos fertilizantes no mercado interno. Vai depender do dólar.

    Fonte: Scot Consultoria

  • Estados Unidos deve perder participação para o Brasil

    O Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) diz que as exportações de soja e milho aumentando na próxima década, mas a participação dos Estados Unidos deve cair com uma maior competição da América do Sul, afirmou o governo dos Estados Unidos na semana passada.

    O relatório de projeções de longo prazo do USDA, que faz previsões até 2027, diz que os Estados Unidos se manterá como maior exportador de milho na próxima década. Mas a participação no mercado caíra para menos de 30% até 2027 devido a competição do Brasil, da Argentina e da Ucrânia.

    O Brasil já superou os Estados Unidos como maior exportador de soja. O aumento da demanda por soja, especialmente da China, deveria promover um aumento continuado das exportações dos Estados Unidos nos próximos anos, mas o Brasil fortaleceria também a concorrência, diz o USDA.

    A soja continua mais lucrativa que outros cultivos no Brasil e a área com a oleaginosa no país deve continuar crescendo em 2,5% ao ano na próxima década, afirma o USDA.

    Para o trigo, a participação dos Estados Unidos deve continuar diminuindo até 2027, mesmo com o volume de exportações de trigo volte a cresce em 2018. A competição cresce de países como Rússia, Ucrânia, União Europeia e Canadá.

    Mesmo com a menor participação, a renda dos produtores rurais dos Estados Unidos deve melhorar fortemente com o fim da queda dos preços na temporada 2017/18, que começou no último dia 1 de Setembro. A área de soja deve superar a de milho já em 2019 e a tendência de aumento da oleaginosa deve continuar ao longo da década.

    Fonte: Agrolink

  • Empréstimos agrícolas de grandes e médios produtores crescem 14% na atual safra

    O crédito agrícola tomado pelos grandes e médios produtores rurais na safra 2017/2018 cresceu 14% com relação ao período da safra anterior, de acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    O resultado inclui empréstimos do crédito oficial voltados para custeio, industrialização, comercialização e investimento e se refere ao período julho/20107 a janeiro/2018. O valor total chegou a R$ 85 bilhões.

    Do total, R$ 63 bilhões foram contratados a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões. As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão da Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também cresceram, alcançando 61%, com um total de R$ 8,9 bilhões, ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

    No caso dos financiamentos de comercialização, houve aumento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a 39%, explicado, principalmente, pelos preços relativamente inferiores àqueles praticados na safra passada, o que levou os produtores a estocarem produtos, aguardando melhores condições.

    Fonte: Agência Brasil