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12 de fevereiro de 2018

  • Soja sobe quase 20 pts em Chicago nesta 2ª com dólar fraco e preocupações com a Argentina

    É Carnaval no Brasil, mas na Bolsa de Chicago os negócios estão a todo vapor na sessão desta segunda-feira (12). Por volta de 7h45 (horário de Brasília), os futuros da soja subiam quase 20 pontos – ou quase 2% – entre os principais contratos e registravam suas máximas em duas semanas.

    O contrato maio/18, referência para a safra brasileira, já vinha senfo negociado a US$ 10,13 por bushel, enquanto os mais distantes – julho e agosto/18 – superavam os US$ 10,20.

    Segundo explicam analistas internacionais, o forte avanço da oleaginosa, que é acompanhado por todas as demais commodities em um intenso movimento de alta, é reflexo de uma fraqueza do dólar no cenário internacional.

    “O dólar mais fraco poder fazer algumas pessoas reavaliarem o potencial da demanda pelos estoques norte-americanos”, diz um analista de Melbourne, na Austrália, à Reuters Internacional, afinal, com a moeda mais barata, os produtos norte-americanos tornam-se mais atrativos para os compradores internacionais.

    Ao lado da questão cambial, outros fatores também impulsionam as cotações da soja na Bolsa de Chicago neste início de semana. Uma inesperada queda nos estoques de óleo de Palma na Malásia promoveram um ganho não só nesta commodity, mas nos óleos e oleaginosas de uma forma geral, incluindo a soja e seu derivado – principal concorrente do do óleo de palma.

    Isso se dá, principalmente, pelo fato de as condições de clima na Argentina, que é um dos principais players do mercado internacional de derivados de soja, ainda serem adversas e as expectativas indicarem uma safra consideravelmente menor do que a inicialmente projetada.

    Para conferir a real condição das lavouras argentinas, o Notícias Agrícolas e a Labhoro Corretora embarcaram em um crop tour pelo país nesta semana de onde chegarão informações atualizadas diariamente, com o objetivo de trazer uma previsão ainda mais assertiva para a colheita 2018.

    Segundo dados apurados pela Labhoro, “boas chuvas caíram na Província de Santa Fé neste final de semana e as temperaturas simplesmente despencaram hoje para casa 16/18 graus. A província de Buenos Aires continuou seca e pelo jeito é que precisa de chuvas com maior urgência”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Anfavea mantém crescimento de 3,77% para máquinas agrícolas em 2018

    Os fabricantes de máquinas agrícolas e rodoviárias seguem confiantes para 2018, apesar dos números de janeiro terem vindo negativos. De acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas do segmento no primeiro mês do ano ficaram em 1,6 mil unidades, número 55,8% inferior em relação a dezembro passado e 39,1% menor quando comparado com janeiro de 2017. Apesar do desempenho, está mantida a projeção de alta de 3,7% na demanda interna, com 46 mil unidades para este ano.

    “Continuamos muito positivos em relação ao final do ano de 2018 no setor de máquinas. Nós viemos de um ano excepcional em 2017 e acreditamos que, em 2018, em algum momento, nós vamos refazer nossas perspectivas. A Conab já está trazendo números um pouco mais otimistas e o Índice de Confiança Agrícola no Brasil cresceu 6,9%”, afirma o vice-presidente da Anfavea para Autopropulsadas, Alfredo Miguel Neto.

    Uma das apostas para a retomada das vendas de máquinas agrícolas no mercado interno está no cultivo do milho. “Durante um período não se plantou muito milho, se optou por plantar algodão. Houve a ampliação de 150 mil hectares de plantio de algodão no País. Depois de vender o produto com um preço muito positivo de mercado, o produtor passa a plantar milho, que também deverá ser vendido por preço muito positivo. Isso, de maneiro geral, aumenta a rentabilidade do produtor. Temos ainda a perspectiva de que, com a redução de juros, o BNDES tenha durante todo o ano financiamentos com taxas atrativas”, prevê Neto.

    De acordo com dados da Conab, a a safra de milho total do Brasil em 2017/18 deve alcançar 88 milhões de toneladas. O executivo cita ainda como exemplo de boas perspectivas para o ano a colheita da safra de soja no Mato Grosso, que, segundo ele, é excepcional e apresenta produtividade igual ou maior que a do ano passado.

    Apesar do ligeiro recuo nas vendas internas em janeiro, a produção de máquinas atingiu 2,6 mil unidades neste primeiro mês do ano, com crescimento de 19,3% ante as 2,2 mil de janeiro do ano passado e estável na análise contra o resultado de dezembro. Isto se deve porque, em janeiro, 816 unidades atravessaram as fronteiras brasileiras, alta de 92,5% frente as 424 de janeiro de 2017 e queda de 36,6% sobre as 1,3 mil de dezembro último. Para este não, a expectativa é de que as exportações cresçam 9,9%.

    REAÇÃO

    As vendas de máquinas autopropulsadas no mercado interno terminaram 2017 com 44,4 mil unidades negociadas, número 1,5% superior às 43,7 mil em 2016. A produção de 2017 totalizou 55 mil unidades, aumento de 1,8% quando comparado com as 54 mil unidades do ano passado. As exportações no segmento foram o destaque: encerraram o ano com 14,1 mil unidades, o que significa expansão de 46,9% frente as 9,6 mil do ano passado.

    Fonte: Agrolink

  • Exportações do agronegócio somam US$ 6,16 bi, em janeiro, em alta de 4,9%

    As exportações do agronegócio atingiram US$ 6,16 bilhões em janeiro, em alta de 4,9% sobre os US$ 5,87 bilhões do mesmo mês no ano passado. As importações tiveram redução de 2,7%, passando de US$ 1,27 bilhão para US$ 1,24 bilhão. Como resultado, o saldo comercial no primeiro mês do ano foi de US$ 4,92 bilhões ante os US$ 4,60 bilhões de janeiro de 2017.O agronegócio contribuiu com 36,3% do total das exportações brasileiras no mês.

    Os cinco principais setores exportadores do agronegócio foram: carnes (19,3% de participação); produtos florestais (18,7% de participação); complexo soja (16,8% de participação); complexo sucroalcooleiro (10,3% de participação); e cereais, farinhas e preparações (8,9% de participação).

    As vendas externas de carnes somaram US$ 1,19 bilhão. Houve queda do volume exportado em 5,9%, amenizada pela expansão de 3,8% no preço. A carne bovina se destacou com incremento de 24,2%. Houve expansão tanto da quantidade exportada (+15,7%) quanto do preço médio de exportação (+7,3%).
    Exportações de carne de frango somaram US$ 512,72 milhões (-13,4%), com queda no quantum exportado (-8,9%) e no preço médio (-5%). Ocorreu queda, também, nas vendas de carne suína, que passaram de US$ 137,91 milhões para US$ 110,19 milhões (-20,1%). A quantidade exportada recuou 15,8% enquanto o preço médio diminuiu 5,1%.

    Recorde na venda de celulose

    Os produtos florestais passaram para a segunda posição dentre os principais setores exportadores. As vendas tiveram forte alta de preço, possibilitando a expansão das exportações de US$ 956,62 milhões para US$ 1,15 bilhão, montante recorde da série histórica (1997-2018). A celulose foi o principal produto exportado, com US$ 713,61 milhões em vendas externas (+19,9%), também valor recorde da série histórica. As exportações de madeiras e suas obras foram de US$ 268 milhões (+27,6%) enquanto as exportações de papel atingiram US$ 165,90 milhões (+10,6%), com valor e volume recorde.

    O complexo soja suplantou a marca de US$ 1 bilhão em vendas externas, chegando a US$ 1,03 bilhão em exportações (+7,4%), valor recorde para janeiro. A forte expansão na quantidade exportada de soja em grão (+71,5%), com valor e volume recorde para o mês, possibilitou o aumento do valor exportado, mesmo com a queda de 5% no preço médio. As vendas externas de soja em grão foram de US$ 594,26 milhões (+62,9%), enquanto as exportações de farelo caíram 26,2%, atingindo US$ 395,38 milhões, e as exportações de óleo diminuíram 30,3%, com vendas externas de US$ 42,21 milhões.

    As vendas do complexo sucroalcooleiro tiveram queda, passando de US$ 1,03 bilhão em janeiro de 2017 para US$ 634,01 milhões em janeiro. Houve redução na quantidade exportada de açúcar (-29,2%), bem como no preço médio de exportação do produto (-16,8%). Com efeito, as vendas externas de açúcar passaram de US$ 955,40 milhões m para US$ 562,54 milhões. As exportações de álcool também diminuíram, de US$ 71,54 milhões para US$ 70,08 milhões (-2%).

    Importações

    Os principais produtos importados foram: trigo (US$ 124,32 milhões, +18,3%); papel (US$ 80,82 milhões, +33,7%); álcool etílico (US$ 73,11 milhões, -14,9%); vestuário e outros produtos têxteis (US$ 50,10 milhões, +13,6%); salmões (US$ 46,20 milhões, +4,3%); azeite de oliva (US$ 37,30 milhões, +77,8%); batatas preparadas (US$ 31,33 milhões, +25,1%); borracha natural (US$ 29,80 milhões, +6,7%); cacau inteiro ou partido (US$ 28,32 milhões, +24,8%); filé de peixe, congelados (US$ 27,90 milhões, -13,6%).

    Acumulado em 12 meses

    As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 96,30 bilhões entre fevereiro de 2017 e janeiro deste ano, registrando acréscimo de 12,2%. Do lado das importações, o resultado foi de US$ 14,12 bilhões em alta de 1%. E o saldo comercial do agronegócio em 12 meses saltou de US$ 71,84 bilhões para US$ 82,18 bilhões.

    Nos 12 meses, a pauta das exportações do agronegócio foi liderada por produtos do complexo soja, que somaram US$ 31,79 bilhões, respondendo por 33% das exportações. Na sequência, destacam-se as vendas de carnes (US$ 15,45 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 11,84 bilhões), produtos florestais (US$ 11,72 bilhões) e cereais (US$ 5,43 bilhões). Em conjunto, esses cinco grupos de produtos representaram 79,2% do total da pauta.

    O segmento de frangos sobressaiu no setor de carnes, com vendas de US$ 7,06 bilhões. O produto in natura foi o destaque, totalizando US$ 6,37 bilhões, que comparado ao período anterior representou aumento de 4,7%. O resultado foi explicado pela elevação de 6,7% no preço médio. As exportações de carne bovina atingiram US$ 6,17 bilhões, com destaque para as vendas in natura, que somaram US$ 5,14 bilhões, em alta de 17,1%.

    As vendas do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 11,84 bilhões nos últimos 12 meses, predominando as exportações de açúcar (US$ 11,02 bilhões), seguido à distância pelo álcool (US$ 805,40 milhões).

    Situando-se como quarto setor na pauta, as exportações de produtos florestais atingiram US$ 11,72 bilhões. O setor de cereais foi o quinto da pauta, com exportações de US$ 5,43 bilhões. As vendas de milho predominaram, somando US$ 4,79 bilhões, valor que superou em 51,3% o resultado do período anterior.

    Quanto às importações, os destaques da pauta foram as aquisições de pescados (aumento de 17,6%, para US$ 1,39 bilhão), trigo (-14,4%, caindo para US$ 1,17 bilhão), álcool etílico (+89,5%, US$ 884,95 milhões), papel (+16,4%, para US$ 861,64 milhões), malte (-11,1%, para US$ 416,27 milhões), borracha natural (+25,2%, para US$ 408,10 milhões), óleo de palma (-0,4%, para US$ 377,31 milhões), azeite de oliva (+25,5%, para US$ 351,14 milhões).

    Principais destinos

    A Ásia ampliou ainda mais a franca liderança entre os destinos do agronegócio brasileiro, respondendo por 46,1% do total exportado ante 43,7% do período anterior. O total das exportações à região somou US$ 44,42 bilhões, com alta de 18,4%. A pauta concentra-se em soja em grão, seguido por carnes, açúcar e celulose, destinados, sobretudo, ao mercado chinês.

    O segundo destino foi a União Europeia, totalizando US$ 16,93 bilhões, muito próximo do período anterior (US$ 16,89 bilhões). Como principais itens, citam-se: farelo e grãos de soja, café, celulose, carnes e suco de laranja.
    Com exportações de US$ 8,71 bilhões, o Oriente Médio situou-se na terceira posição entre os blocos/regiões. Ante igual intervalo do ano anterior, observou-se aumento de 7,5% nas vendas. Na pauta, como principais itens: açúcar, carnes, milho e soja em grão.

    Fonte: Mapa

  • Governo admite rever regras para exportação de animais vivos

    O Ministério da Agricultura e Pecuária analisa mudar as regras para exportação de animais vivos. Depois do impasse no embarque de mais de 25 mil bois para a Turquia, o governo admite que pode rever as regras.

    Este ano, o Brasil deve exportar 600 mil bois vivos. Nos próximos três meses, 100 mil animais estarão prontos para o embarque. A maior parte é para a Turquia, país muçulmano que, por questões religiosas, segue critérios específicos desde a criação até o abate. Por isso, prefere a compra de animais vivos.

    Parte do gado sai de fazendas do estado de São Paulo e enfrenta longas viagens em caminhões. Em alguns casos, são mais de 600 km d edistância até os portos de Santos e de São Sebastião.

    O problema é que o embarque de animais vivos tem causado polêmica nas últimas semanas.

    A ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal fez protestos e entrou com uma ação civil pública na Justiça para impedir a exportação para Turquia de 25 mil bois vivos da empresa Minerva Foods. A justificativa é de maus tratos.

    Os animais chegaram a ser embarcados e a operação durou cinco mais, mas o bois não puderam seguir viagem. O Tribunal Regional Federal deu uma liminar impedindo a exportação de animais vivos em todo o território nacional e determinou ainda “o desembarque e o retorno da carga à origem”.

    A decisão levou em conta o resultado de uma inspeção técnica realizada, por determinação judicial, pela veterinária Magda Regina. “Os animais não apresentavam condições de mover-se ou virar-se dentro do confinamento”. Regina também afirma que a insalubridade e as restrições de água e alimento impossibilitam a garantia do bem-estar animal.

    Depois de seis dias parados dentro do navio, a Adovacia-Geral da União recorreu da decisão liminar e conseguiu a liberação dos animais para a Turquia. A Justiça Federal alegou que a espera no porto de Santos era mais penosa e desgastante para os animais do que a viagem em si.

    O ministério da Agricultura e Pecuária defende as exportações de animais vivos e diz que essas operações passa por fiscalização e são regulamentadas. Mas, apesar desas normas, o ministério admite que é preciso fazer reajustes e que as discussões começaram já em 2017.

    Fonte: Globo Rural