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19 de fevereiro de 2018

  • Estados Unidos deve perder participação para o Brasil

    O Departamento da Agricultura dos Estados Unidos (USDA) diz que as exportações de soja e milho aumentando na próxima década, mas a participação dos Estados Unidos deve cair com uma maior competição da América do Sul, afirmou o governo dos Estados Unidos na semana passada.

    O relatório de projeções de longo prazo do USDA, que faz previsões até 2027, diz que os Estados Unidos se manterá como maior exportador de milho na próxima década. Mas a participação no mercado caíra para menos de 30% até 2027 devido a competição do Brasil, da Argentina e da Ucrânia.

    O Brasil já superou os Estados Unidos como maior exportador de soja. O aumento da demanda por soja, especialmente da China, deveria promover um aumento continuado das exportações dos Estados Unidos nos próximos anos, mas o Brasil fortaleceria também a concorrência, diz o USDA.

    A soja continua mais lucrativa que outros cultivos no Brasil e a área com a oleaginosa no país deve continuar crescendo em 2,5% ao ano na próxima década, afirma o USDA.

    Para o trigo, a participação dos Estados Unidos deve continuar diminuindo até 2027, mesmo com o volume de exportações de trigo volte a cresce em 2018. A competição cresce de países como Rússia, Ucrânia, União Europeia e Canadá.

    Mesmo com a menor participação, a renda dos produtores rurais dos Estados Unidos deve melhorar fortemente com o fim da queda dos preços na temporada 2017/18, que começou no último dia 1 de Setembro. A área de soja deve superar a de milho já em 2019 e a tendência de aumento da oleaginosa deve continuar ao longo da década.

    Fonte: Agrolink

  • Empréstimos agrícolas de grandes e médios produtores crescem 14% na atual safra

    O crédito agrícola tomado pelos grandes e médios produtores rurais na safra 2017/2018 cresceu 14% com relação ao período da safra anterior, de acordo com o balanço divulgado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

    O resultado inclui empréstimos do crédito oficial voltados para custeio, industrialização, comercialização e investimento e se refere ao período julho/20107 a janeiro/2018. O valor total chegou a R$ 85 bilhões.

    Do total, R$ 63 bilhões foram contratados a juros controlados. Já os financiamentos a juros livres chegaram a R$ 22 bilhões. As contratações de crédito rural com recursos provenientes da emissão da Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também cresceram, alcançando 61%, com um total de R$ 8,9 bilhões, ante R$ 5,2 bilhões do período passado.

    No caso dos financiamentos de comercialização, houve aumento de R$ 4,4 bilhões, equivalente a 39%, explicado, principalmente, pelos preços relativamente inferiores àqueles praticados na safra passada, o que levou os produtores a estocarem produtos, aguardando melhores condições.

    Fonte: Agência Brasil