Monthly Archives

fevereiro 2018

  • Como as plantas equilibram defesa e crescimento

    Quando uma planta entra em modo defensivo contra um clima desfavorável ou doenças, isso é bom para a planta, mas ruim para o produtor que cultiva a planta. É ruim porque quando a planta age para se defender, ela apaga o mecanismo de crescimento.

    Mas agora pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan, como parte de uma colaboração internacional, descobriram como as plantas podem tomar a “decisão” entre defesa e crescimento, descobrindo que pode ajudá-las a chegar a um equilíbrio – mantê-las seguras de danos enquanto que continuam a crescer.

    Escrevendo na edição atual da revista dos Procedimentos da Academia Nacional de Ciências da China, Sheng Yang HE, professor de biologia vegetal da Universidade Estadual de Michigan, e sua equipe encontraram dois hormônios que controlam o crescimento (gibberellins) e de defesa (conhecidos como jasmonates) literalmente se juntam em uma crise e descobrem o que fazer.

    “O que nós descobrimos é que alguns componentes-chave dos programas de crescimento e de defesa interagem uns com os outros”, diz ele. “A comunicação entre os dois é como as plantas coordenam as duas situações diferentes. Nós agora sabemos onde uma das conexões moleculares elusiva está entre o crescimento e a defesa”, afirmou.

    Isso é importante porque agora que os cientistas sabem que isso acontecer, eles podem trabalhar para descobrir como separar as duas. “Talvez em algum nós poderemos geneticamente ou quimicamente modificar as plantas, então elas não se comunicam muito uma com a outra. Isso poderá aumentar os rendimentos e a defesa ao mesmo tempo”, acrescentou o professor.

    Desta forma, o professor diz que as plantas são muito parecidas com os humanos. Nós temos somente uma certa quantidade de uso de energia e nós fazemos escolhas de como usá-las. “As plantas, como as pessoas, tem que aprender a priorizar. Você pode usar sua energia para crescimento ou usá-la para defesa, mas não pode usar as duas em nível máximo ao mesmo tempo”, explicou.

    O trabalho foi feito em duas diferentes plantas: uma planta com folha estreita e outra com folha larga. Isso foi significativo porque demonstrou que o fenômeno ocorre em uma variedade de plantas.

    Sheng Yang foi um dos pesquisadores líder da equipe internacional de cientistas que estudou o caso. Outras instituições incluíram o Instituto de Ciências Biológicas de Shanghai, da Universidade Agrícola Hunan, da Universidade de Arkansas, da Duke, Yake e Penn State. O trabalho foi financiado pelo Instituto Nacional de Saúde, do Departamento de Energia dos Estados Unidos e do Instituto Howard Hughes.

    Fonte: Agrolink

  • Bayer deve vender negócios de sementes e herbicidas

    O Tribunal Administrativo do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou a aquisição da Monsanto pela Bayer. Para a conclusão do negócio, o órgão brasileiro oficial de regulação de mercado estipulou que a Bayer deverá vender ativos nos negócios de sementes de soja e de algodão para evitar “problemas concorrenciais da fusão”.

    “Receber a aprovação do Cade para a aquisição da Monsanto é uma notícia excelente. O Brasil é um dos mais importantes mercados agrícolas do mundo. A decisão [desta quarta-feira, 07.01] vai ajudar os produtores brasileiros a terem acesso a mais inovação e a mais opções em um mercado altamente competitivo”, comemorou Liam Condon, membro do Board da Bayer AG e Presidente Mundial da divisão Crop Science.

    A Superintendência-Geral do Cade identificou “problemas concorrenciais relacionados a sobreposições horizontais e reforço de integrações verticais nos mercados de sementes de soja e de algodão transgênicos”. Além disso, a instrução apontou igualmente para a existência de “problemas relacionados a efeitos conglomerados decorrentes da operação em mercados correlatos”.

    Diante das preocupações identificadas pelo Cade, as empresas apresentaram uma proposta de “remédios para mitigar os problemas concorrenciais da fusão”. O principal remédio, de caráter estrutural, consiste no desinvestimento de todos os ativos atualmente detidos pela Bayer relacionados aos negócios de sementes de soja e de algodão, bem como ao negócio de herbicidas não seletivos à base de glufosinato de amônio. Esse desinvestimento ocorrerá por meio da venda dos negócios de sementes e herbicidas à BASF (pelo valor aproximado de € 5,9 bilhões).

    Além dos remédios estruturais, Bayer e Monsanto também propuseram compromissos comportamentais, envolvendo a transparência das políticas comerciais, a proibição de imposição de exclusividade nos canais de venda, a proibição de imposição de venda casada e de bundling (empacotamento) e licenciamento amplo e não discriminatório de seus produtos. O monitoramento dos compromissos firmados no ACC contará com o apoio de um Trustee.

    “O Brasil é um país com significante relevância estratégica para a Bayer, por isso essa aprovação é um marco importante no processo para completar a transação. Estamos muito felizes que conseguimos endereçar as preocupações do Cade”, destaca Theo van der Loo, presidente do grupo Bayer no Brasil.

    O Brasil é o 15° país a aprovar a transação. O País representa, segundo a Bayer, um “importante marco no processo global da aquisição”. As empresas asseguram que “continuam a operar como concorrentes tanto local quanto globalmente até o completo fechamento do negócio”.

    Fonte: Agrolink

  • Clima na Argentina ainda dá suporte e soja inicia 4ª feira com altas de mais de 6 pts em Chicago

    Pelo segundo dia consecutivo, os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) operam em campo positivo. Na manhã desta quarta-feira (7), as principais posições da oleaginosa testavam ganhos de mais de 6 pontos, perto das 8h33 (horário de Brasília). O março/18 era cotado a US$ 9,92 por bushel, enquanto o maio/18 era negociado a US$ 10,03 por bushel.

    Conforme informações reportadas pela Reuters, os futuros da commodity subiram e atingiram os patamares mais altos em seis dias. As cotações continuam sendo impulsionadas pelas previsões climáticas na Argentina.

    “A soja encontra sustentação nas preocupações sobre as chuvas previstas na Argentina no final de semana e também ao longo da próxima semana. Há especulações de que as precipitações não sejam suficientes para aliviar o estresse na cultura”, destacou a agência.

    Após um longo período sem chuvas e com altas temperaturas, a safra da Argentina já apresenta perdas, segundo destacam os órgãos oficiais. “Se as chuvas não chegarem, a safra poderia sofrer os efeitos e cair para 40 milhões de toneladas de soja nesta temporada”, disse Eduardo Sierra, o principal assessor climático da Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Nidera já é da Syngenta

    Multinacional líder no segmento agrícola, a Syngenta anunciou nesta quarta-feira (07.01) ter completado a aquisição da Nidera Seeds junto à chinesa COFCO International. De acordo com a Syngenta, a Nidera Seeds é uma empresa “de grande relevância no mercado sul-americano de sementes”.

    A gigante mundial explica que se interessou na empresa de sementes por suas “culturas diversificadas”, além de ser proprietária de um “significativo conjunto de germoplasma e com uma expressiva presença em países-chave da América do Sul, incluindo o Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Essas competências irão evoluir a capacidade da Syngenta de expandir sua oferta de sementes e agregar ainda mais valor aos agricultores”.

    De acordo com Erik Fyrwald, CEO global da Syngenta, “ter a Nidera Seeds sob a liderança de Andre Dias como parte do nosso negócio é muito emocionante. A Nidera Seeds possui um germoplasma robusto, um forte portfólio de R&D e uma atuação marcante em toda a região. Damos as boas vindas ao negócio à equipe apaixonada e capacitada da Nidera Seeds e esperamos alcançar grandes realizações como uma única equipe”.

    Johnny Chi, CEO da COFCO International, justificou a venda ao afirmar que “essa transação nos permite fortalecer, ainda mais, nosso foco em grãos, oleaginosas e açúcar”. Com isso, explicou o executivo chinês, a “Nidera Seeds tem um potencial de crescimento significativo e acreditamos que a Syngenta continuará desenvolvendo o negócio com um resultado benéfico para todos os stakeholders”.

    Fonte: Agrolink

  • Soja em Chicago rompe suporte importante e pode seguir em queda nesta segunda-feira

    Os principais contratos de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) seguem tendência iniciada na semana anterior e por volta das 8h (Brasília) operam com quedas de 5 e 6 pts nesta segunda-feira (05)

    O vencimento março/18 estava cotado em US$ 9,72 por bushel, queda de 6,25 pts e enquanto o maio/18 trabalhava a US$ 9,84 por bushel, também recuando 6,25 pts. Soja agosto/18 tinha recuo de 5,5 pts cotada a US$ 9,96/bushel.

    De acordo com informações da Reuters internacional, “o mercado recuou diante das vendas técnicas e com a previsão de melhora no clima na América do Sul, especialmente na Argentina”.

    Para a Labhoro Corretora, tecnicamente o mercado fechou no lado negativo na sexta-feira (02) e nesta manhã de segunda-feira (05) já rompeu um suporte importante dos US$ 9,75, e agora poderá testar os US$9,70/9,67.

    O clima é sem dúvida o fator mais importante neste momento capaz de reverter o mercado, no entanto, as atualizações de mapas já mostram chuvas na Argentina a partir do próximo final de semana. Segundo alguns analistas, só um fechamento acima de US 10,00 para o contrato março seria capaz de disparar o gatilho de compras por parte dos fundos, mas para isso terão que contar com clima adverso.

    No caso da Argentina, as previsões de clima seco e altas temperaturas foram determinantes para um cenário que fez com que a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) reduzisse a estimativa da safra para essa temporada de 54 milhões para 51 milhões de toneladas.

    “Mas as previsões de chuvas e calor menos intenso a partir da próxima semana diminuíram os nervos sobre o dano da seca na Argentina, enquanto uma perspectiva de clima mais seco poderia ajudar a colheita da soja no Brasil”, reforçou a Reuters.

    “Se perdermos 2 ou 3 milhões de toneladas de oferta na Argentina, isso poderia ser compensado por um valor equivalente no Brasil”, disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics, em entrevista a Reuters.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • As 5 tendências da agricultura segundo a Bayer

    O Chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da divisão Crop Science da Bayer, Adrian Percy, enumerou cinco tendências que acredita que farão parte da indústria agrícola já neste ano. A primeira tendência mencionada por Percy é a contínua digitalização.

    “As pessoas ficam excitadas com os carros sem motoristas, mas essa tecnologia será ainda mais usada na agricultura. Tratores autônomos, drones e robôs guiados pelo telefone do produtor ou trable vão permitir uma agricultura 24 horas por dia, sete dias por semana. E a integração da inteligência artificial, imagem satelital e um software com previsões ajudarão aos agricultores tomarem decisões em tempo real, poupando tempo, dinheiro e ainda salvar um cultivo do impacto devastador de pestes ou clima extremo”, disse.

    A segunda tendência citada pelo Chefe de Pesquisa da Bayer é uma mudança para dietas mais ricas em proteínas com um consumidor mais velho e um agricultor mais jovem com um desejo de adotar as últimas tecnologias. Percy cita que o mercado global de proteínas deve chegar a US$ 50 bilhões até 2025.

    A terceira tendência apontada pela Bayer é um foco em saúde do solo. “Nossa nova parceria com a Gingko Bioworks é só mais um exemplo de quantas formas a Bayer está abordando essa nova fronteira. Essa nova companhia mira melhorar micróbios associados às plantas e vai se focar na fixação e utilização de nitrogênio, que é uma necessidade crucial na maior parte dos cultivos. Se bem sucedido, essa pesquisa poderia reduzir o custo de fertilização, enquanto que baixa as emissões de gases e a deriva para vias fluviais”.

    A quarta tendência citada por Adrian Percy é o investimento em melhoramento de cultivos. “Métodos recentes, como o CRISPR, permitirão aos melhoradores silenciar um gene particular para produzir uma característica desejada. O que uma vez levou muitos anos de cruzas aleatórias pode ser feito em uma fração de tempo e custo”, afirmou.

    A última tendência citada pelo executivo é a colaboração e transparência. “A inovação é inútil se o público não aceitar o que estamos fazendo. O melhor desinfetante para a desconfiança do público é a transparência e estou feliz de dizer que a Bayer está liderando ao abrir nossa pesquisa de segurança para o escrutínio do público”, anunciou Percy.

    Fonte: Agrolink

  • Capim: tecnologia de inoculação aumenta 15% a produção de biomassa da braquiária

    O produto é classificado como uma “bactéria promotora do crescimento de plantas”; o principal efeito é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes

    Uma nova tecnologia desenvolvida pela Embrapa Soja, em parceria com a empresa Total Tecnologia conseguiu aumentar 15% na produção de biomassa da braquiária e 25% no conteúdo total de proteína.

    A inovação consiste na inoculação do capim com azototal, primeiro produto comercial com registro para braquiárias. Trata-se de um inoculante que contém estirpes selecionadas da bactéria Azospirillum brasilense.

    O lançamento do produto ocorrerá no Show Rural Coopavel, entre 5 e 9 de fevereiro, em Cascavel (PR). “Com a inoculação, as forrageiras poderão dispor de 25% a mais de proteína, o que irá melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos animais”, relatam os pesquisadores Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira.

    A Azospirillum brasilense é classificada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”. O principal efeito desse microrganismo é a produção de fitormônios, que resultam, principalmente, em incrementos consideráveis na biomassa de raízes. “Com o maior crescimento das raízes, a capacidade da forrageira para explorar o solo em busca de nutrientes e água é ampliada e permite, inclusive, maior aproveitamento do fertilizante aplicado”, explica a cientista da Embrapa.

    Recuperação de pastagens
    Estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontram-se em algum estágio de degradação. “A recuperação de áreas com pastagens degradadas de braquiárias, usando a combinação de fertilizante nitrogenado e azospirillum pode trazer, com baixo custo para o agricultor, um grande impacto na agropecuária brasileira, não só pela maior produção de biomassa, mas também por meio da melhoria na qualidade proteica na alimentação do gado”, relata a pesquisadora.

    Benefícios ao meio ambiente
    O processo de inoculação de braquiária com azospirillum também traz benefícios ambientais, ao favorecer o sequestro de carbono da atmosfera pela maior produção de biomassa de forragem, estimado em, aproximadamente, 100 quilos de carbono por hectare por ano. O carbono absorvido pela planta é convertido em biomassa, portanto, para gerar mais biomassa, a planta retira mais carbono da atmosfera.

    Além disso, a inoculação eliminou a necessidade de uma segunda aplicação de 40 quilos de nitrogênio por hectare, contribuindo para a mitigação de gases de efeito estufa, estimada em 180 equivalentes de gás carbônico por hectare (CO2/ha).

    Fonte: Canal Rural

  • Cooperativas agropecuárias gaúchas faturam mais de R$ 20 bilhões em 2017

    Segundo a FecoAgro/RS, resultados líquidos do sistema cresceu 7,7% no ano passado fechando em R$ 410 milhões

    Apesar das adversidades econômicas vivenciadas em 2017, das quais ninguém esteve imune, as cooperativas agropecuárias do Rio Grande do Sul devem confirmar um crescimento adicional de R$ 1,2 bilhões no seu faturamento em relação à 2016, ultrapassando R$ 20,8 bilhões de movimento econômico. Os números foram anunciados nesta quarta-feira, 31 de janeiro, pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), em coletiva de imprensa na sede da entidade, em Porto Alegre (RS).

    O índice de crescimento apresentou-se inferior à média dos últimos anos em razão da recessão econômica, que teve reflexos no consumo das famílias, e pela demora na comercialização dos grãos, em função da redução dos preços da produção. Apesar disso, os resultados líquidos devem ser superiores a R$ 410 milhões, superando em 7,7% a soma dos resultados obtidos no ano de 2016. “Isto demonstra claramente um acerto na gestão das cooperativas em observar ações para redução de custos operacionais em todos os seus processos e a otimização de estruturas, mesmo diante de um significativo volume de produtos, especialmente soja, ainda a faturar, cuja operacionalização computa todos os custos decorrentes do estoque de passagem”, destacou o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires.

    Importante destacar que os preços médios recebidos pelos produtores no ano de 2017, comparativamente aos percebidos em 2016, para os principais grãos, tiveram variações negativas na ordem de 14,7% para a soja, 39,6% para o milho e 16,4% para o trigo. Este comportamento repercute diretamente no valor dos ingressos e das sobras nas cooperativas.

    Apesar da recessão, o sistema projeta crescimento econômico contínuo e expressivo nos próximos anos. “Estamos falando de uma projeção para os próximos 5 anos que alcança o patamar de R$ 30 bilhões de faturamento, sustentada pela média de crescimento verificada nos últimos cinco anos que registra 10,1% de crescimento ao ano no grupo das cooperativas afiliadas, o que importa na promoção crescente do desenvolvimento social nas regiões onde estão presentes estas cooperativas”, observou Pires.

    Conforme o dirigente, o momento é de instabilidade e pede cautela, mas isso não significa que esta não seja uma boa hora para traçar planos de expansão. Lembrou que no agronegócio, mesmo concorrendo com grandes companhias privadas e multinacionais, as cooperativas conseguem ser, ao mesmo tempo, uma sociedade de produtores e uma rede de empresas preparada para competir com desenvoltura. “Todos sabemos que no Rio Grande do Sul, temos a predominância de pequenas e médias propriedades rurais, normalmente mais vulneráveis à presença de um cenário de economia globalizada e altamente competitivo, que nos aponta e se repete nos últimos anos, na forte tendência de que a margem por unidade de produto tende a diminuir cada vez mais, de tal forma que no médio e no longo prazo, a renda do agricultor se dará pela escala, e não pela unidade de produto. Sabemos que a agricultura familiar, tem limites de escala, mas essa escala pode ser ampliada através de um cooperativismo planejado e robusto”, ressaltou.

    O presidente da FecoAgro/RS reforçou que no ano de 2017 se consolidou a implantação do Programa Autogestão, que consiste fundamentalmente em organizar de forma sistêmica os principais índices e indicadores gerenciais das cooperativas participantes, no total de 28 neste momento. Assim foi realizada a primeira visita devolutiva, com a apresentação caso a caso, da análise comparativa consolidada de dados, desdobrados entre os principais indicadores de resultados, estrutura de capital e capacidade de pagamento, contando sempre com a presença da equipe da Gerência de Monitoramento e da Superintendência Técnica da Organização e Sindicato das Cooperativas do Rio Grande do Sul (Ocergs), entidade que centraliza as informações e analisa o posicionamento de cada cooperativa diante aos parâmetros estabelecidos pelo sistema Autogestão.

    Foto: AgroEffective/Divulgação0 comentário aguarda moderação
    Texto: Nestor Tipa Júnior e Rejane Costa/AgroEffective

  • Cultura da soja segue com boas perspectivas de produção

    A cultura da soja segue com boas perspectivas de produção, favorecida, conforme relato dos produtores, pelas atuais condições climáticas, principalmente na parte Norte do Estado onde as chuvas têm sido mais frequentes e volumosas nessa última quinzena de janeiro.

    De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (01/02), mais de 90% das lavouras já receberam a primeira aplicação de fungicidas, sendo que em muitas áreas já houve inclusive a segunda. Até o momento, a ocorrência de pragas tem sido pequena, registrando-se casos isolados de lagarta em algumas áreas.

    Na metade Sul do Estado, as lavouras plantadas no final de novembro e dezembro tiveram problemas de germinação devido à baixa umidade do solo, com algumas delas necessitando replantio. Nos plantios onde as sementes conseguiram germinar, o desenvolvimento vegetativo é lento e de pouco vigor; tal situação é identificada principalmente na região da Campanha, onde o déficit hídrico tem provocado inclusive a queda de folhas e o abortamento de flores. As últimas chuvas ajudaram no desenvolvimento das lavouras, mas ainda não foram suficientes para as necessidades da cultura.

    Já o desenvolvimento das lavouras de milho encontra-se distribuído da seguinte maneira: 10% em desenvolvimento vegetativo, 10% em floração, 30% em enchimento de grãos, 28% em maturação e 22% colhido. O avanço da colheita foi lento devido à alta umidade, mas sem comprometer a retirada do produto das lavouras.

    Devido às frequentes chuvas dos últimos dias, as lavouras estão atrasando a maturação, o que pode dificultar a implantação de outra cultura na sequência. As lavouras colhidas apresentaram produtividade dentro da expectativa para a atual safra e boa qualidade do produto.

    Em alguns momentos, as chuvas fortes vieram acompanhadas de ventos que provocaram o acamamento de plantas nas áreas prontas para a colheita. A quantidade de plantas danificadas, entretanto, é pequena não comprometendo a produtividade; lavouras em maturação não apresentam danos. Com a boa umidade acumulada no solo, principalmente em áreas mais ao Norte, o milho semeado para silagem, na sequência do milho grão, apresenta emergência rápida e com boa densidade de plantas.

    Restam basicamente algumas pequenas áreas de feijão a serem colhidas nas regiões tradicionais. O início da colheita da primeira safra só não começou ainda nos Campos de Cima da Serra, região com a maior área plantada.

    Fonte: Emater-RS

  • Consumo de produtos químicos cresce no Brasil

    O consumo brasileiro de produtos químicos teve crescimento de 6% em 2017 em relação ao ano prévio, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria Química. A avaliação da entidade é de que o incremento foi puxado pela maior atividade econômica em setores como a indústria automotora, linha branca, construção civil, entre outras. A associação também atribui o crescimento à base fraca dos anos anteriores.

    Já a produção doméstica teve aumento de 1,85% no ano passado com o melhor resultado registrado nos últimos três meses de 2017, quando o crescimento foi de 5,78% sobre igual período do ano anterior, sendo o melhor quarto trimestre dos últimos dez anos.

    Por outro lado, a participação dos produtos importados no mercado nacional tiveram uma alta de 21,1% em comparação a 2016 e chegaram a 38% do total dos produtos químicos, a maior proporção desde 1990. As exportações tiveram uma queda de 0,03% no ano.

    “A retomada da economia é positiva, mas a realidade é que o Brasil ainda é um dos países que menos crescem no mundo, com uma expectativa de crescimento do PIB de 2017 em 1,1%, segundo dados do Monitor do PIB da Fundação Getúlio Vargas”, afirma o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo.

    Para Figueiredo, o Brasil está bem posicionado para crescer porque já tem presença das principais empresas multinacionais e empresas nacionais maduras que se internacionalizaram. “O país ainda é rico em matéria-prima, biodiversidade, tem alto potencial para geração de energia limpa e será autossuficiente na produção de gás natural já em 2022. Estamos deixando de aproveitar a oportunidade de trabalhar em uma política industrial que agregue valor a nossa indústria e gere mais empregos de qualidade”, concluiu.

    Fonte: Agrolink