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Compactação do solo é fator determinante na rentabilidade

As práticas de manejo, aliadas às tecnologias, são indicativos para amenizar um problema que afeta os agricultores e impede maior rentabilidade nas lavouras. O tema foi discutido na terça-feira (6), durante o 3º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água.

Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, a construção de um solo fértil e descompactado é uma saída para impedir as grandes quebras de safra em anos de chuva abaixo dos volumes normais. “A diversificação de culturas para controle da erosão e o terraceamento levam à construção de um solo poroso, com qualidade, para melhor desenvolvimento das plantas”, esclarece Lemainski.

Conforme o coordenador Técnico de Difusão da Cotrijal, Alexandre Doneda, para melhorar a qualidade do solo, é necessária uma mudança no sistema de produção. “Precisamos aumentar a palhada e dentro deste contexto se insere o retorno da cultura do milho no sistema de produção e também o uso de plantas de cobertura do solo, que podem ser utilizadas tanto no período de inverno, mas principalmente nos períodos de entressafra, após as colheitas das culturas de verão, até a chegada das culturas de invernos. Esta é a principal mudança imediata que precisamos para garantir a qualidade do solo produtivo por longo tempo, para nossas futuras gerações”, aponta Doneda.

De acordo com o pesquisador da CCGL e professor da Unicruz, Jackson Fiorin, a conservação do solo e da água no Rio Grande do Sul está baseada na qualificação do Sistema de Plantio Direto. “A utilização de espécies que objetivam deixar o solo sempre coberto, principalmente na entressafra das culturas e no inverno, é essencial. Existe uma série de outras práticas, em especial a rotação de culturas com a utilização do milho, como também práticas que visam amenizar o problema da compactação. Dentre elas, realizar as operações em nível, principalmente na semeadura”, frisa Fiorin.

LANÇAMENTO DE LIVRO – Ao final do evento, ocorreu o lançamento da 3ª edição do livro Solos do Rio Grande do Sul, que traz um mapeamento dos tipos de solo no Estado.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal