Daily Archives

12 de março de 2018

  • Soja: Mercado inicia semana com estabilidade em Chicago após fim de semana de pouca chuva na Argentina

    O mercado internacional de grãos tem um início de semana bastante suave na Bolsa de Chicago e, na sessão desta segunda-feira (12), os futuros da soja acompanhavam o mesmo movimento. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados perdiam pouco mais de 1 ponto, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,38 por bushel.

    As cotações buscam alguma estabilidade depois de, na semana anterior, acumular perdas que se aproximaram dos 3% após números baixisitas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e das tensões em torno da disputa comercial entre chineses e americanos.

    “A ameaça de que a China pode retaliar os EUA via comércio de soja se tornou mais vívida”, diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey. Autoridades chinesas, afinal, disseram que a commodity é um dos primeiros alvos de retaliação contra o aumento da taxação imposto pelo presidente Donald Trump às importações de aço e alumúinio, de acordo com informações da Reuters Internacional.

    Paralelamente, as atenções se dividem com a questão climática da Argentina, onde no final de semana as condições não foram diferentes das que vêm sendo observadas nos últimos dias. Segundo o Commodity Weather Group, as chuvas foram muito localizadas, limitadas a menos da metade do cinturão produtor de soja e milho do país. E esse ainda deverá ser o cenário pelos próximos 10 dias.

    De acordo com o grupo, as chuvas que aparecem em alguns modelos climáticos no intervalo dos próximos 11 a 15 dias não “trazem muita confiança” e, de qualquer forma, estariam muito atrasadas para as lavouras. “Chuvas poderiam limitar algumas perdas mais tardias na soja e no milho, mas as perdas de produtividade até este momento são severas e irreversíevis”, diz o CWG.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Argentina: chuvas chegarão, mas são insuficientes

    De acordo com as Perspectivas Agroclimáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, nos próximos dias os ventos do norte da Argentina causarão uma importante subida de temperatura em parte da área agrícola. A maior parte do interior da área agrícola terá temperaturas superiores a 35 graus. No Noroeste no país, na região denominada de Cuyo (La Rioja, Mendoza, San Luís e San Juan) e no leste da província de Buenos Aires as temperaturas estarão entre 30 e 35 graus.

    Já no oeste do Cuyo e da faixa da cordilheira, as temperaturas terão picos inferiores a 25 graus com valores que diminuirão segundo a altitude. Paralelamente a isso, haverá uma frente fria na zona pampeana com pouca atividade, que provocará chuvas no Norte e sudoeste da área agrícola, enquanto que o resto das regiões registrará chuvas escassas.

    Na região de Chaco, norte da Mesopotâmia (Entre Ríos) e extremo norte da região pampeana receberão precipitações de muito moderadas a muito abundantes, que estarão entre 10 e 75 milímetros. No centro e no Sul da Mesopotâmia, a maior parte da região pampeana e do Cuyo terão chuvas inferiores a 10 milímetros, com focos que terão valores moderados.

    O relatório de perspectivas climáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica que a partir de 15 de março, as perspectivas climáticas indicam que os ventos do Norte provocarão uma intenção onda de calor na maior parte da área agrícola, o qual terá um marcado descenso térmico. Nos primeiros dias, a maior parte da região terá temperaturas máximas superiores a 35 graus, com amplos focos com valores próximos aos 40 graus.

    Fonte: Agrolink

  • Negócios da Expodireto crescem 4% em relação ao ano passado

    A Expodireto Contrijal 2018 terminou na tarde desta sexta-feira, 9 de março, com receitas em vendas que satisfizeram os organizadores. O montante chegou a R$ 2.207.837.000,00, o que representa uma alta de 4% frente à edição de 2017, que somou R$ 2.120.205.000,00.

    A previsão inicial era de avançar um pouco mais, explicou em entrevista coletiva o presidente do evento, Nei César Mânica, ladeado pelo vice-presidente, Enio Schroeder, por superintendentes do Cotrijal, pelo secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, e pela senadora Ana Amélia Lemos.

    O grande responsável pela evolução nos negócios foi o Pavilhão Internacional, que teve um crescimento de 722% na comparação com o ano passado, R$ 40 milhões. O montante apresentado, R$ 328,644 milhões, representa vendas de commodities (soja e farelo de soja) e atração de investimentos. Dois negócios foram os mais significativos.

    O primeiro é a negociação de um moinho argentino para instalação de uma unidade no interior gaúcho. O outro, os dividendos de acordo feito por meio de uma trading de São Paulo para negociação de soja pelo Porto de Açu (RJ) para o Porto de Las Palmas nas Ilhas Canárias (pertencente à Espanha).

    O balanço feito no último dia da feira indicou a presença de 265.600 visitantes, representando um crescimento de 10,4% na comparação com o público no ano passado (240.600 pessoas). Mânica ainda destacou que a pesquisa com o público realizada durante a mostra revelou que 99% dos visitantes saíram satisfeitos do parque.

    Em relação às vendas, houve crescimento de 31% nos negócios via bancos de fábrica. Já as vendas por meio das instituições financeiras públicas e privadas tiveram queda de 16% e as aquisições com recursos próprios caíram 10%. No Pavilhão da Agricultura Familiar, as vendas cresceram 4%, totalizando R$ 1,089 milhão.

    Para Mânica, alguns fatores impediram que os negócios fossem maiores. “A estiagem e a incerteza com os juros limitaram um crescimento mais significativo”, disse o dirigente, lamentando a colocação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para a imprensa, durante sua visita à Expodireto na quinta-feira, de que não haveria redução nos juros. “Isso pode ter influenciado”, admitiu.

    FEIRA DE 2019 – O presidente da Cotrijal confirmou que a 20ª edição da Expodireto será realizada de 11 a 15 de março de 2019. “Temos um desafio, como acontece todos os anos: fazer uma mostra melhor do que a anterior”, enfatizou.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto

  • La Niña traz perspectiva de chuva ao Nordeste

    Em uma região constantemente castigada pela seca, os olhos dos agricultores estão sempre voltados para o céu. Os nordestinos conhecem bem o La Niña, e podem ter esperanças de que traga as tão necessárias chuvas para a região.

    O La Niña é um fenômeno climático resultante do esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico devido ao aumento da força dos ventos alísios. Ele provoca mudanças climáticas em todo o mundo, mas em especial no Brasil, é responsável pela intensificação das chuvas na Amazônia, Nordeste e até mesmo em partes do Sudeste.

    Segundo o INMET, Insituto Nacional de Meteorologia, a última vez que o fenômeno ocorreu foi entre os anos 2007 e 2008. Ana Lúcia Frony de Macêdo, meteorologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Energia Solar e vice-presidente do Grupo Climatempo; acredita que os nordestinos têm mesmo motivos para esperanças, isso porque o ano começou com chuvas dentro da média em praticamente toda a região.

    Embora a chuva acumulada até fevereiro tenha ficado em torno ou até mesmo acima do normal, ainda é preciso ter cuidado com as expectativas para 2018. Medições das temperaturas do mar, realizadas pelos satélites da NASA nos últimos 30 dias, indicam que o La Niña está ativo, porém as temperaturas do Atlântico continuam em torno da média. A meteorologista explica que isso indica chuva em todo território nordestino, mas apenas suficiente para uma safra na maior parte do sertão e do agreste.

    Os próximos dias serão marcados pela chegada de uma frente fria na região, trazendo chuva à Bahia, sul do Maranhão e do Piauí. Apesar disso, a precipitação deverá ficar abaixo do esperado para o mês de março em todo o território.

    Fonte: Agrolink