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13 de março de 2018

  • Soja: Nesta 3ª, mercado testa ligeiras altas em Chicago, mas ainda sente pressão da guerra comercial

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, na sessão desta terça-feira (13), seguem o movimento positivo do fechamento de ontem e registram leves altas na manhã de hoje. Por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 3 pontos, com o maio/18 valendo US$ 10,44 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, embora o mercado ainda encontre espaço para testar essas altas, permanece limitado pela tensão da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

    “Os traders continuam a ver o impacto das tarifas de Trump sobre o aço e o alumínio sobre a agricultura”, diz o boletim diário da consultoria internacional Allendale.

    Além disso, também segundo analistas e consultores, o mercado – que concentra elevadas posições compradas por parte dos fundos de investimento – também estaria pronto para mais um movimento de realização de lucros. Somente na última sexta-feira, de acordo com dados do CFTC, teriam sido adicionados 37 mil contratos líquidos na soja, totalizando 184 mil.

    “O posicionamento acentuado de contratos comprados deixa o mercado tensionado para uma eventual reversão”, informa a AgResource Mercosul (ARC).

    No paralelo, o mercado ainda observa também o clima na Argentina. Há expectativas de algumas boas precipitações chegando ao país a partir de 16 de março. No entanto, especialistas afirmam que estas precipitações estariam chegando tarde demais para promover uma recuperação significativa da safra, a qual pudesse mudar o atual cenário.

    “Agora que a safra na Argentina caminha para a maturação, a interferência das chuvas no fator de produtividade é limitada”, completa a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Micro-organismos marinhos, nova arma contra o percevejo

    Como resultado de um estudo realizado por dois grupos de pesquisa da Universidade Nacional da Colômbia se estabeleceu que dois de 250 micro-organismos provenientes de algas, octocorais, esponjas e até sedimentos do fundo do mar de Santa Marta, Ilhas de Rosario e Providência contam com um grande potencial para combater o percevejo-raspador (Collaria Scenica).

    O percevejo suga os nutrientes do pasto até provocar a seca em solos frios e por tal razão pode causar grandes perdas aos pequenos e grandes produtores de leite. O estudo afirma que essa situação levou a que uma das recomendações do grupo de professores, profissionais e estudantes que trabalham no projeto seja implementar uma série de boas práticas para o melhoramento do solo, além de combinar essa pastura com aveia, trevos ou outros tipos de forragem.

    Por outro lado, como o quicuyo, pasto comum da Colômbia, se desenvolve melhor que estas espécies a alturas entre 1000 e 2000 metros, é indispensável contar com um produtor capaz de combater a Collaria scenia, uma de suas particularidades é haver desenvolvido resistência aos pesticidas convencionais, os quais causam aborto entre as vacas.

    Com tamanhos entre dois e cinco milímetros e um ciclo de vida inicial estimado entre 40 e 45 dias – no qual o inseto não tem asas – outra das recomendações para seu controle é mudar os ciclos de pastoreio para atacar antes que chegue ao período adulto.

    A possibilidade de voar faz com que o seu controle seja muito mais difícil, somado ao feito de que depois de cumprir 90 dias começa a colocar ovos muito perto do solo, zona que é inacessível para qualquer tipo de inseticida. Por isso, “seja qual seja o controlador empregado, uma das nossas sugestões é que se aplique oito dias antes do pastoreio e antes que se cumpram 40 dias”, diz a professora Nubia Moreno da equipe de trabalho do Instituto de Biotecnologia da Universidade Nacional da Colômbia.