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23 de março de 2018

  • Argentina reduz soja para 39,5 milhões de toneladas

    A produção argentina de soja na temporada 2017/2018 deve ficar nos 39.500.000 toneladas, de acordo com o último relatório semanal de acompanhamento das culturas da BCBA (Bolsa de Cereais de Buenos Aires), divulgado quinta-feira (22.03). O boletim registra que a região Nordeste (NEA) totaliza perdas de rendimento por déficit hídrico, provocando maior redução da projeção da produção, além de temperaturas próximas a zero grau, que acrescentam riscos de aumentas as perdas.

    A colheita dos primeiros lotes começou no centro da região agrícola do país, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica. Pontualmente, na região Centro-Norte de Córdoba foram encontrados rendimentos entre 1.500 e 2.500 kg/há, enquanto que para o Sul desta mesma província os rendimentos encontrados ficaram entre 1.000 e 2.300 kg/há.

    No Núcleo Norte a colheita ainda avança mais lentamente, encontrando-se por enquanto rendimentos entre 1.500 kg/ha a 4.000 kg/ha e, talvez por uma maior influência do lençol freático, as médias melhoram até o Núcleo Sul, onde são encontrados rendimentos de 2.000 a 4.500 kg/há. O mesmo cenário se encontra no Oeste da província de Buenos Aires e Norte de La pampa, com colheitas que variam entre 2.400 a 4.200 kg/há.

    Até o momento, o maior impacto ocorre no Centro-Leste de Entre Rios, onde os rendimentos são de 800 a 1000 kg/hectare. Sobre a previsão do tempo para os próximos dias, a Consultoria AgResource aponta que os mapas climáticos indicam que, para a Argentina, nada mudou: “Chuvas concentradas exclusivamente sobre o Norte e Nord­este do país, com as principais regiões produtoras ainda sem precipitações”.

    Fonte: Agrolink

  • Altas nos preços dos grãos estimulam aquisição de máquinas

    Segundo presidente da John Deere, aumento da rentabilidade incentiva produtores a renovarem a frota.

    A queda das reservas globais de grãos, provocada pela quebra da safra na Argentina, tem levado a um aumento das cotações das commodities agrícolas, o que vem incentivando produtores de todo o mundo a renovar sua frota de máquinas agrícolas, disse nesta tarde de terça-feira, 20, o CEO global da John Deere, Samuel Allen. O executivo veio ao Brasil para participar da cerimônia de inauguração da ampliação da fábrica de Construção da montadora, em Indaiatuba, SP, que passará a produzir três modelos de tratores de esteira no País.

    “Pela primeira vez em quatro anos vemos uma potencial redução da produção de grãos no mundo, em virtude da quebra de safra na Argentina. As reservas globais de grãos estão diminuindo, o que traz sustentação às cotações das commodities; com o aumento da rentabilidade dos produtores, sobe também a venda de máquinas agrícolas”, disse Allen a jornalistas. A procura de agricultores por maquinário para substituir versões antigas tem aumentado, mas caso os preços futuros de produtos agrícolas continuem subindo, a perspectiva é de que as vendas cresçam mais. “Com os preços em alta, a tendência é de que os produtores comprem mais máquinas não apenas para substituir as antigas, como também para renovar sua frota com modelos mais modernos”, explicou Allen.

    No longo prazo, as projeções também são positivas. O CEO global da John Deere aposta que o crescimento constante da população global e a mudança na dieta em certos países – que têm consumido mais carnes e puxado para cima a demanda de grãos para produção de ração animal – vão continuar sustentando o crescimento das vendas de maquinário agrícola. Ele também considera o histórico do consumo global de grãos para sustentar esta projeção. “Nos últimos 50 anos, essa demanda só diminuiu três vezes.”

    O presidente da John Deere no Brasil, Paulo Herrmann, reforçou a previsão, lembrando que a população rural vem caindo ao longo das décadas, tornando mais necessária a mecanização da atividade agropecuária. “O último censo do Brasil apontou que 86% da população brasileira vive nas cidades. Como há cada vez menos pessoas produzindo alimentos para mais pessoas na cidade, é preciso mecanizar a agricultura”, afirmou. “Em 2020, 70% da população global viverá em áreas urbanas, contra 60% em 2010”, complementou Allen.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Rio Grande do Sul terá mais chuvas em grande parte do estado na próxima semana

    Entre o sábado (24) e o domingo (25), a propagação de uma frente fria provocará chuva em todo estado, com possibilidade de temporais isolados.

    Mais chuvas chegam ao Rio Grande do Sul na próxima semana, de acordo com o Boletim Meteorológico Semanal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação referente ao período de 23 a 29 de março, divulgado na quinta-feira (22/03). A previsão do tempo indica que, entre 22 e 28 de março, novamente haverá chuva significativa em grande parte do Rio Grande do Sul. Na sexta-feira (23/03), a presença de uma massa de ar seco garantirá o tempo firme.

    Previsão do tempo para o Rio Grande do Sul
    Entre o sábado (24/03) e o domingo (25/03), a propagação de uma frente fria provocará chuva em todo Rio Grande do Sul, com possibilidade de temporais isolados, rajadas de vento e eventual queda de granizo, principalmente entre a Campanha, Fronteira Oeste, Missões e no Vale do Uruguai. Na segunda (26/03), o ingresso de uma massa de ar seco manterá o tempo firme na maioria das localidades; porém, nos municípios da faixa Norte do Rio Grande do Sul, a nebulosidade ainda persistirá e ocorrerão chuvas fracas e isoladas.

    Tendência para a última semana de março
    A partir da terça-feira (27/03), a cobertura de nuvens aumenta e possibilidade de pancadas isoladas de chuva em todo o Rio Grande do Sul. Somente no decorrer da quinta-feira (29/03) o ingresso de uma massa de ar seco afastará as instabilidades. Os totais acumulados previstos deverão superar os 50 mm na maioria das localidades em parte da Campanha, Fronteira Oeste, Missões e no Vale do Uruguai. No restante do estado, os valores oscilarão entre 30 e 50 m, informou o Boletim Meteorológico Semanal da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação do Rio Grande do Sul.

    Fonte: Farming Brasil