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março 2018

  • Novos cultivos usam 25% menos água e resistem à seca

    A agricultura é o principal usuário de água no mundo e a crescente população coloca mais pressão nesse recurso. Pela primeira vez, cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido melhoraram como o cultivo usa água em 25% sem comprometer a produtividade ao alterar a expressão de um gene que é encontrado em todas as plantas.

    A pesquisa é parte do Realizando Eficiência Fotossintética Aumentada (RIPE), um projeto de pesquisa internacional liderado pela Universidade Illinois. A equipe liderada pelo diretor da RIPE, Stephen Long, aumentou os níveis de proteína fotossintética para conservar água para enganar as plantas fecharem parcialmente os estômatos. Quando o estômato abre, o dióxido de carbono entra na planta para alimentar a fotossíntese, mas a água escapa através de transpiração. A concentração de dióxido de carbono na atmosfera aumentou em 25% nos últimos 70 anos, permitindo às plantas acumularem dióxido de carbono sem abrir totalmente os estômatos.

    Quatro fatores levam o estômato a abrir e fechar: umidade, níveis de dióxido de carbono na planta, qualidade da luz e quantidade de luz. Esse estudo é o primeiro relatório de modificação em respostas de estômatos à quantidade de luz. A proteína fotossintética é uma parte chave do caminho de sinalização na planta que transmite informação sobre a quantidade de chuva. Ao aumentar essa proteína, o sinal diz que não há suficiente energia de luz para a planta fotossintetizar, o que leva ao estômato a fechar uma vez que o dióxido de carbono não é necessário para alimentar a fotossíntese.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Colheita do sol: sistemas de energia solar fazem sucesso em fazendas americanas

    É possível dizer que um feliz acaso levou o produtor americano Ken Zindel à energia renovável. “Estava em uma feira agrícola nacional procurando um lugar para fazer uma pausa, entrei em um estande e as pessoas estavam conversando sobre energia renovável”, lembra. Depois de voltar para casa, Zindel começou a pesquisar as opções para investir em energia renovável.

    O produtor entrou em contato com a cooperativa elétrica local e começou a trabalhar com a WindSolarUSA, uma empresa que o ajudou a determinar o tamanho ideal, tipo e posicionamento do sistema para atender as necessidades energéticas da sua fazenda, com 1.500 acres (607 hectares) em Moweaqua, no estado americano de Illinois, onde ele cultiva milho e soja.

    Energia solar

    Para sua própria surpresa – apenas quatro meses depois de participar da feira agrícola –, sua fazenda começou a produzir energia elétrica própria, em junho de 2015. O sistema de painéis solares é capaz de produzir mais de 18.000 kilowatts-hora (kWh) por ano. “Construí meu sistema do tamanho suficiente para apoiar minha necessidade anual de eletricidade”, diz o produtor americano. “Ainda pago uma taxa de locação, mas meus custos com eletricidade basicamente zeraram.”
    Terra, vento e sol

    Com espaços abertos para coletar vento e sol, a energia renovável, tanto solar quanto eólica, é uma opção prática para muitos fazendeiros americanos. “A energia renovável é uma ótima oportunidade para ajudar a comunidade agrícola a nivelar os custos de energia”, afirma Michelle Knox, fundadora da WindSolarUSA.

    Segundo a fundadora da WindSolarUSA, a energia solar é particularmente atraente graças a avanços na tecnologia e aos menores custos. “Em Illinois, a energia solar tem melhor desempenho no verão e a eólica se sai melhor no outono e no inverno”, diz Michelle. “Provavelmente é possível obter mais produção anual com o vento, mas ao dobro do custo.”

    Como benefício adicional, a energia solar é praticamente livre de manutenção. “A glória da energia solar é que é fácil de manter, você não precisa realmente fazer nada”, ela afirma. No caso da geração de energia eólica, as turbinas têm peças móveis, então a manutenção é necessária ao longo do tempo.

    Independentemente da fonte de energia, todos os combustíveis sustentáveis oferecem um benefício ambiental. Por exemplo, enquanto durar, o sistema de energia solar do produtor Zindel deve eliminar 378 toneladas de dióxido de carbono da atmosfera. O efeito positivo desse sistema para o meio ambiente equivale ao plantio de 8.800 árvores.

    Vantagem financeira

    Embora valorize os benefícios ambientais da energia solar, Zindel diz que a maior motivação para instalar o sistema foi poupar dinheiro. Além disso, economizou com a implantação. Ele instalou sozinho boa parte dos painéis solares, seguindo instruções da fabricante Iron Ridge. “O rack foi um pouco delicado para instalar, mas nada tão ruim assim. Trabalhando em duas pessoas, instalamos os painéis solares em um dia”, conta o produtor americano.

    No entanto, ele contratou um eletricista licenciado para conectar os painéis solares à rede de energia. “Puxo energia da rede elétrica quando necessário. Quando produzo mais do que preciso, o sistema a envia para a rede elétrica”, diz Zindel. Quando produz mais do que a fazenda demanda, Zindel vende o excedente de eletricidade para a cooperativa elétrica local.

    O lema “faça você mesmo” deu certo na fazenda. “Ken Zingel atingiu uma economia considerável porque usou as próprias habilidades para instalar a maior parte de seu sistema”, afirma Michelle. “Ele é um ótimo exemplo do que muitos produtores agrícolas podem fazer.”

    Padrão de qualidade

    Nos Estados Unidos, os produtores recebem orientações que ajudam a evitar erros durante a instalação. Brian Cuffle, da Ameren Illinois (empresa de serviços de utilidade pública do Centro-Oeste dos EUA), pede para os clientes entrarem em contato antes de começar projetos de energia renovável. “Nosso foco na Ameren Illinois é guiar os clientes ao longo do processo regulatório padrão em vigor”, diz. “Não queremos que ninguém comece a trabalhar e, então, tenha de refazer tudo porque não cumpre com os padrões.”

    Um fornecedor qualificado é outro aliado importante. “No Illinois, os instaladores devem ser certificados pela Illinois Commerce Commission para demonstrar que têm certo treinamento. Isso dá aos nossos clientes uma ideia de quem chamar”, afirma Cuffle.
    Depois que a instalação é concluída, a Ameren Illinois realiza uma inspeção e um teste no local para garantir que o sistema de energia renovável faça uma interconexão segura com o sistema de utilidade pública. “Buscamos um tipo específico de inversor, uma desconexão de segurança em corrente alternada e sinalização adequada”, conta Cuffle. “Estamos 100% focados na segurança de nossos funcionários e clientes.”

    Recompensa fiscal

    Os produtores americanos que investem em energia renovável também podem receber uma ajuda do governo dos Estados Unidos, incluindo um crédito fiscal federal de 30% para sistemas de energia eólica e solar.
    Outros fundos podem ser disponibilizados através de empréstimos e concessões do Programa Energia Rural para a América (REAP) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, alguns estados ajudam a financiar projetos através da venda de créditos de energia renovável.

    Diante dos incentivos financeiros atuais, que cobriram mais de 40% do custo do projeto, o produtor Zindel achou a energia renovável impossível de ignorar. “Parecia uma proposta sem perdas”, diz. “Foi necessário um pouco de risco da minha parte, mas, no clima atual, investir em energia renovável não é uma decisão difícil.”

    Fonte: SFAgro

  • Soja: Mercado passa para o lado negativo da tabela e perde mais de 10 pts em Chicago nesta 4ª

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago passaram a recuar de forma bastante intensa na tarde desta quarta-feira (14). Perto de 14h30 (horário de Brasília), as cotações perdiam mais de 12 pontos entre os vencimentos mais negociados, levando o maio/18 de volta aos US$ 10,35 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, além dos fatores que já vinham pressionando as cotações, uma pesquisa feita pela consultoria Allendale indicando um plantio de 92,104 milhões de acres de soja nos EUA ajudou a dar espaço às baixas na CBOT.

    O número da empresa fica bem acima da primeira projeção inicial do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que indicou a semeadura em 90 milhões de acres.

    Da mesma forma, algumas chuvas que começam a aparecer para a Argentina nos próximos dias também são consideradas, mesmo os traders sabendo que elas chegariam tarde demais para reverter as perdas já sentidas pela nova safra do país. Somente na soja, a quebra chega a 10 milhões de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Rio Grande do Sul receberá 100 milímetros de chuvas em 15 dias

    Depois de enfrentar longos períodos de estiagem, as áreas de soja do estado finalmente terão água. Paraná e Santa Catarina também serão afetados.

    A meteorologia aponta que nesta terça-feira, dia 13, a região norte de Mato Grosso irá receber chuvas muito intensas, que irão atrapalhar os trabalhos de colheita. Se em alguns estados as precipitações causam transtornos, em outros, como no Rio Grande do Sul, a chegada das instabilidade são comemoradas.

    Até o dia 15, o estado do Sul receberá um volume de 55 milímetros acumulados. Entretanto estas chuvas também afetarão parte do Paraná e Santa Catarina, que já estão no processo de colheita. As precipitações irão continuar até pelo menos o dia 25 de março, em todos os estados do Sul, com outros 55 milímetros acumulados.

    Outro estado que terá problema é Mato Grosso, que deve registrar temporais de até 80 milímetros acumulados.

    Fonte: Canal Rural

  • Yara vê mercado de fertilizantes mais lento no Brasil no início do ano

    A fabricante norueguesa de fertilizantes Yara, líder do mercado no Brasil com fatia de 25 por cento, avalia que os negócios de adubos no país começaram mais lentos no início do ano, quando produtores estavam mais reticentes em fechar negócios, disse nesta quarta-feira o presidente da empresa no Brasil, Lair Hanzen.

    Mas ele disse, sem elaborar, que o mercado pode melhorar.

    “O compasso (de vendas de fertilizantes) foi um pouco mais lento neste início de ano. Consequentemente nossos estoques também estão maiores. Mas acreditamos que esse mercado não volta para trás”, afirmou o executivo em evento da Yara em Sumaré, onde a empresa inaugurou uma unidade de fertilizantes foliares.

    Os preços de soja e milho ficaram mais firmes por influência da quebra de safra na Argentina pela severa seca, o que disparou vendas de produtores.

    Questionado sobre o impacto disso para os negócios da Yara, ele evitou fazer comentários, ressaltando apenas que a perspectiva de agora em diante é favorável com as compras para próxima safra.

    Sem vendas anteriormente, o agricultor acabou ficando descapitalizado e adquiriu menos insumos para as lavouras de soja e, principalmente, de milho safrinha.

    As vendas de fertilizantes no Brasil atingiram um recorde no ano passado de 34,4 milhões de toneladas, mas no primeiro bimestre recuaram cerca de 2 por cento, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

    Tags: Agronegócio
    Fonte: Reuters

  • Soja: Nesta 3ª, mercado testa ligeiras altas em Chicago, mas ainda sente pressão da guerra comercial

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, na sessão desta terça-feira (13), seguem o movimento positivo do fechamento de ontem e registram leves altas na manhã de hoje. Por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações subiam pouco mais de 3 pontos, com o maio/18 valendo US$ 10,44 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, embora o mercado ainda encontre espaço para testar essas altas, permanece limitado pela tensão da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

    “Os traders continuam a ver o impacto das tarifas de Trump sobre o aço e o alumínio sobre a agricultura”, diz o boletim diário da consultoria internacional Allendale.

    Além disso, também segundo analistas e consultores, o mercado – que concentra elevadas posições compradas por parte dos fundos de investimento – também estaria pronto para mais um movimento de realização de lucros. Somente na última sexta-feira, de acordo com dados do CFTC, teriam sido adicionados 37 mil contratos líquidos na soja, totalizando 184 mil.

    “O posicionamento acentuado de contratos comprados deixa o mercado tensionado para uma eventual reversão”, informa a AgResource Mercosul (ARC).

    No paralelo, o mercado ainda observa também o clima na Argentina. Há expectativas de algumas boas precipitações chegando ao país a partir de 16 de março. No entanto, especialistas afirmam que estas precipitações estariam chegando tarde demais para promover uma recuperação significativa da safra, a qual pudesse mudar o atual cenário.

    “Agora que a safra na Argentina caminha para a maturação, a interferência das chuvas no fator de produtividade é limitada”, completa a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Micro-organismos marinhos, nova arma contra o percevejo

    Como resultado de um estudo realizado por dois grupos de pesquisa da Universidade Nacional da Colômbia se estabeleceu que dois de 250 micro-organismos provenientes de algas, octocorais, esponjas e até sedimentos do fundo do mar de Santa Marta, Ilhas de Rosario e Providência contam com um grande potencial para combater o percevejo-raspador (Collaria Scenica).

    O percevejo suga os nutrientes do pasto até provocar a seca em solos frios e por tal razão pode causar grandes perdas aos pequenos e grandes produtores de leite. O estudo afirma que essa situação levou a que uma das recomendações do grupo de professores, profissionais e estudantes que trabalham no projeto seja implementar uma série de boas práticas para o melhoramento do solo, além de combinar essa pastura com aveia, trevos ou outros tipos de forragem.

    Por outro lado, como o quicuyo, pasto comum da Colômbia, se desenvolve melhor que estas espécies a alturas entre 1000 e 2000 metros, é indispensável contar com um produtor capaz de combater a Collaria scenia, uma de suas particularidades é haver desenvolvido resistência aos pesticidas convencionais, os quais causam aborto entre as vacas.

    Com tamanhos entre dois e cinco milímetros e um ciclo de vida inicial estimado entre 40 e 45 dias – no qual o inseto não tem asas – outra das recomendações para seu controle é mudar os ciclos de pastoreio para atacar antes que chegue ao período adulto.

    A possibilidade de voar faz com que o seu controle seja muito mais difícil, somado ao feito de que depois de cumprir 90 dias começa a colocar ovos muito perto do solo, zona que é inacessível para qualquer tipo de inseticida. Por isso, “seja qual seja o controlador empregado, uma das nossas sugestões é que se aplique oito dias antes do pastoreio e antes que se cumpram 40 dias”, diz a professora Nubia Moreno da equipe de trabalho do Instituto de Biotecnologia da Universidade Nacional da Colômbia.

  • Soja: Mercado inicia semana com estabilidade em Chicago após fim de semana de pouca chuva na Argentina

    O mercado internacional de grãos tem um início de semana bastante suave na Bolsa de Chicago e, na sessão desta segunda-feira (12), os futuros da soja acompanhavam o mesmo movimento. Por volta de 7h30 (horário de Brasília), os vencimentos mais negociados perdiam pouco mais de 1 ponto, com o maio/18 sendo cotado a US$ 10,38 por bushel.

    As cotações buscam alguma estabilidade depois de, na semana anterior, acumular perdas que se aproximaram dos 3% após números baixisitas do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e das tensões em torno da disputa comercial entre chineses e americanos.

    “A ameaça de que a China pode retaliar os EUA via comércio de soja se tornou mais vívida”, diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey. Autoridades chinesas, afinal, disseram que a commodity é um dos primeiros alvos de retaliação contra o aumento da taxação imposto pelo presidente Donald Trump às importações de aço e alumúinio, de acordo com informações da Reuters Internacional.

    Paralelamente, as atenções se dividem com a questão climática da Argentina, onde no final de semana as condições não foram diferentes das que vêm sendo observadas nos últimos dias. Segundo o Commodity Weather Group, as chuvas foram muito localizadas, limitadas a menos da metade do cinturão produtor de soja e milho do país. E esse ainda deverá ser o cenário pelos próximos 10 dias.

    De acordo com o grupo, as chuvas que aparecem em alguns modelos climáticos no intervalo dos próximos 11 a 15 dias não “trazem muita confiança” e, de qualquer forma, estariam muito atrasadas para as lavouras. “Chuvas poderiam limitar algumas perdas mais tardias na soja e no milho, mas as perdas de produtividade até este momento são severas e irreversíevis”, diz o CWG.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Argentina: chuvas chegarão, mas são insuficientes

    De acordo com as Perspectivas Agroclimáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, nos próximos dias os ventos do norte da Argentina causarão uma importante subida de temperatura em parte da área agrícola. A maior parte do interior da área agrícola terá temperaturas superiores a 35 graus. No Noroeste no país, na região denominada de Cuyo (La Rioja, Mendoza, San Luís e San Juan) e no leste da província de Buenos Aires as temperaturas estarão entre 30 e 35 graus.

    Já no oeste do Cuyo e da faixa da cordilheira, as temperaturas terão picos inferiores a 25 graus com valores que diminuirão segundo a altitude. Paralelamente a isso, haverá uma frente fria na zona pampeana com pouca atividade, que provocará chuvas no Norte e sudoeste da área agrícola, enquanto que o resto das regiões registrará chuvas escassas.

    Na região de Chaco, norte da Mesopotâmia (Entre Ríos) e extremo norte da região pampeana receberão precipitações de muito moderadas a muito abundantes, que estarão entre 10 e 75 milímetros. No centro e no Sul da Mesopotâmia, a maior parte da região pampeana e do Cuyo terão chuvas inferiores a 10 milímetros, com focos que terão valores moderados.

    O relatório de perspectivas climáticas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires indica que a partir de 15 de março, as perspectivas climáticas indicam que os ventos do Norte provocarão uma intenção onda de calor na maior parte da área agrícola, o qual terá um marcado descenso térmico. Nos primeiros dias, a maior parte da região terá temperaturas máximas superiores a 35 graus, com amplos focos com valores próximos aos 40 graus.

    Fonte: Agrolink

  • Negócios da Expodireto crescem 4% em relação ao ano passado

    A Expodireto Contrijal 2018 terminou na tarde desta sexta-feira, 9 de março, com receitas em vendas que satisfizeram os organizadores. O montante chegou a R$ 2.207.837.000,00, o que representa uma alta de 4% frente à edição de 2017, que somou R$ 2.120.205.000,00.

    A previsão inicial era de avançar um pouco mais, explicou em entrevista coletiva o presidente do evento, Nei César Mânica, ladeado pelo vice-presidente, Enio Schroeder, por superintendentes do Cotrijal, pelo secretário estadual da Agricultura, Ernani Polo, e pela senadora Ana Amélia Lemos.

    O grande responsável pela evolução nos negócios foi o Pavilhão Internacional, que teve um crescimento de 722% na comparação com o ano passado, R$ 40 milhões. O montante apresentado, R$ 328,644 milhões, representa vendas de commodities (soja e farelo de soja) e atração de investimentos. Dois negócios foram os mais significativos.

    O primeiro é a negociação de um moinho argentino para instalação de uma unidade no interior gaúcho. O outro, os dividendos de acordo feito por meio de uma trading de São Paulo para negociação de soja pelo Porto de Açu (RJ) para o Porto de Las Palmas nas Ilhas Canárias (pertencente à Espanha).

    O balanço feito no último dia da feira indicou a presença de 265.600 visitantes, representando um crescimento de 10,4% na comparação com o público no ano passado (240.600 pessoas). Mânica ainda destacou que a pesquisa com o público realizada durante a mostra revelou que 99% dos visitantes saíram satisfeitos do parque.

    Em relação às vendas, houve crescimento de 31% nos negócios via bancos de fábrica. Já as vendas por meio das instituições financeiras públicas e privadas tiveram queda de 16% e as aquisições com recursos próprios caíram 10%. No Pavilhão da Agricultura Familiar, as vendas cresceram 4%, totalizando R$ 1,089 milhão.

    Para Mânica, alguns fatores impediram que os negócios fossem maiores. “A estiagem e a incerteza com os juros limitaram um crescimento mais significativo”, disse o dirigente, lamentando a colocação do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para a imprensa, durante sua visita à Expodireto na quinta-feira, de que não haveria redução nos juros. “Isso pode ter influenciado”, admitiu.

    FEIRA DE 2019 – O presidente da Cotrijal confirmou que a 20ª edição da Expodireto será realizada de 11 a 15 de março de 2019. “Temos um desafio, como acontece todos os anos: fazer uma mostra melhor do que a anterior”, enfatizou.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto