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março 2018

  • La Niña traz perspectiva de chuva ao Nordeste

    Em uma região constantemente castigada pela seca, os olhos dos agricultores estão sempre voltados para o céu. Os nordestinos conhecem bem o La Niña, e podem ter esperanças de que traga as tão necessárias chuvas para a região.

    O La Niña é um fenômeno climático resultante do esfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico devido ao aumento da força dos ventos alísios. Ele provoca mudanças climáticas em todo o mundo, mas em especial no Brasil, é responsável pela intensificação das chuvas na Amazônia, Nordeste e até mesmo em partes do Sudeste.

    Segundo o INMET, Insituto Nacional de Meteorologia, a última vez que o fenômeno ocorreu foi entre os anos 2007 e 2008. Ana Lúcia Frony de Macêdo, meteorologista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Energia Solar e vice-presidente do Grupo Climatempo; acredita que os nordestinos têm mesmo motivos para esperanças, isso porque o ano começou com chuvas dentro da média em praticamente toda a região.

    Embora a chuva acumulada até fevereiro tenha ficado em torno ou até mesmo acima do normal, ainda é preciso ter cuidado com as expectativas para 2018. Medições das temperaturas do mar, realizadas pelos satélites da NASA nos últimos 30 dias, indicam que o La Niña está ativo, porém as temperaturas do Atlântico continuam em torno da média. A meteorologista explica que isso indica chuva em todo território nordestino, mas apenas suficiente para uma safra na maior parte do sertão e do agreste.

    Os próximos dias serão marcados pela chegada de uma frente fria na região, trazendo chuva à Bahia, sul do Maranhão e do Piauí. Apesar disso, a precipitação deverá ficar abaixo do esperado para o mês de março em todo o território.

    Fonte: Agrolink

  • Homenagem ao idealizador do Fórum da Soja

    Promovido pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul, a FecoAgro/RS, desde 1990, e integrando a programação da Expodireto Cotrijal desde 2001, o Fórum Nacional da Soja se transformou num dos principais eventos do agronegócio brasileiro.

    Nessa trajetória, muitas pessoas se destacaram, inovando e abrindo espaços para o debate de novas tecnologias, tendências, cenários, desafios e oportunidades para a atividade. Muito do sucesso desse evento se deve ao jornalista, cooperativista e profissional da área financeira Waldir Antonio Heck, que foi homenageado ontem, terça-feira (6), durante o evento.

    Na coordenação geral do Fórum Nacional da Soja desde sua primeira edição, o homenageado deixa um legado de dedicação, trabalho e de muitos frutos para o cooperativismo e a agricultura gaúcha e brasileira.
    De acordo com Heck, a homenagem o fez relembrar uma trajetória de mais de 30 anos. “Como dizia Jayme Caetano Braun, ‘não é o tempo que passa, nós é que passamos pelo tempo’. Neste tempo todo aprendi muito com os dirigentes, com os palestrantes e com o público. Revendo aqui estes fatos, esta história do fórum é empolgante. Tenho a sensação de que nestes anos conseguimos ser coerentes com os assuntos tratados”, conta o coordenador.

    Placa

    O presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, e o vice-presidente, Enio Schroeder, o presidente da Fecoagro/RS, Paulo César Pires, e o presidente da Cotrijuc e do Grupo CCGL, Caio Cezar Vianna, entregaram uma placa a Waldir Antonio Heck, em homenagem ao importante trabalho realizado a frente do Fórum Nacional da Soja e na sua vida como profissional e cooperativista.

    Jornal O Interior

    Em 1974, Heck fundou o jornal O Interior, com a participação de seis cooperativas, tendo Carazinho como sede, até 1981, quando mudou sua sede para Porto Alegre, junto a Fecotrigo, passando a circular em todas as regiões de produção do Rio Grande do Sul, com muitos assinantes em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e outros estados que tinham a presença de saudosos gaúchos.

    Graças ao trabalho de Heck, os Fóruns Nacionais da Soja perseguiram essa ideia da cultura cooperativada, onde a qualidade da informação a respeito dos negócios dos agricultores e dos interesses das cooperativas é colocada à disposição de quem busca o conhecimento, fundamental à tomada de decisões. “O espírito de cooperação ou de solidariedade só se desenvolve adequadamente num sistema de trabalho quando as partes envolvidas têm amplo acesso ao conhecimento”, ressalta Heck.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

  • Cotrijuc presente no Fórum da Soja

    Um dos eventos mais esperados da Expodireto Cotrijal é o Fórum Nacional da Soja, que completou sua 29ª edição neste ano. A programação reuniu produtores, empresários, pesquisadores e acadêmicos do setor que atuam no Brasil e no mundo para discutir o Plantio Direto e as suas contribuições para o sistema de produção. Entre eles, o presidente da Cotrijuc, Caio Vianna; o diretor Administrativo e Financeiro da Cotrijuc, Estanislau Quevedo e o Gerente de Controle e Tecnologia da Cotrijuc, Maicon Buzatti.

    Especialistas renomados sobre o tema realizaram três palestras que se estenderam até o início da tarde do segundo dia de feira, 6/3. Através de uma explanação que Marcos Fava Neves classifica como “agro humor” os presentes ouviram atentos sua projeção sobre o “Futuro do Agronegócio”. O professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo trouxe uma perspectiva favorável de crescimento para o Brasil no setor de agronegócios nos próximos anos.

    “O Brasil tem exportado por ano 100 bilhões de dólares. E isso apenas em soja, milho, algodão e carnes. Nos próximos dez anos, a nossa exportação vai crescer 155 bilhões de dólares. É muita renda entrando na região e a perspectiva de preço é essa que está aí. Portanto, é necessário que os produtores saibam como construir margem, ou seja, ao preço atual tentar reduzir os custos de produção, para que tenham margens e consigam trazer todos estes bilhões de dólares que estão à disposição do Brasil no mercado mundial”, explica.

    Pedro Francisco Müller, produtor de Tio Hugo, elogiou os temas escolhidos e disse ser muito interessante escutar o que José Ruedell, Antônio Luis Santi e Marcos Fava Neves trouxeram para o Fórum da Soja deste ano. Segundo ele, tudo que diz respeito a plantio direto e rotação de culturas é importante para atualizar os conhecimentos e levá-los para a propriedade.

    Repensar o plantio direto

    A primeira palestra do dia foi ministrada pelo coordenador técnico da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. – CCGL, José Ruedell, e tratou sobre “Plantio Direto: história, motivações e fundamentos técnicos”. Ruedell fez um resgate histórico do processo, que considera uma grande revolução, principalmente na agricultura da América, onde está concentrada a maior parte do plantio direto do mundo.

    No mundo, há um bilhão e 500 milhões de hectares sendo cultivados em Sistema de Plantio Direto, sendo 50% no Brasil, Argentina e Estados Unidos. Só no Brasil, são 160 milhões de hectares (10% do total). Apesar dos números positivos, o sistema está comprometido. “Estamos investindo demais em uma cultura ótima em termos de rentabilidade, a soja, mas que em termos de sustentabilidade do solo não é boa. Temos que ter outras culturas paralelas, não deixar espaço para que se tenha esse processo erosivo que começa a aparecer em muitas lavouras. Ainda mais que a soja é colhida entre fevereiro e março, então até a entrada das culturas de inverno você tem um espaço vazio que é perigoso”, alerta.

    Cuidar do solo é fundamental

    Antônio Luis Santi, representante do Fórum dos Pro-Reitores de Pós-Graduação e Pesquisa (Foprof) na Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão – Cbap, falou sobre o tema “A busca por altas produtividades: O solo, as plantas de cobertura e a qualidade da lavoura”. Santi destaca que a temática escolhida para sua fala, que também permeia várias discussões e eventos na programação da 19ª Expodireto Cotrijal, é pertinente e urgente e reforça que é possível atingir altas produtividades de soja e de milho repensando a qualidade do sistema.

    “A base da alta produtividade é a qualidade do solo. Temos que repensar algumas questões oriundas do Plantio Direto. É preciso intensificar a rotação de culturas primando principalmente por coquetel de plantas, misturas de plantas ou consórcio de plantas, porque isso tem apressado e proporcionado uma melhoria mais rápida no solo. Devemos aproveitar este momento em que não estamos produzindo soja ou milho, para dar comida para a superfície”.

    Para o engenheiro agrônomo, é necessário que os produtores busquem banir de vez o vazio outonal, já que após a colheita da soja há um longo período sem plantas crescendo em muitas lavouras, sem cobertura. Com isso o produtor será ineficiente em 25% do tempo, ou seja, há cada quatro anos em um deles não se produz palha no sistema.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

  • Compactação do solo é fator determinante na rentabilidade

    As práticas de manejo, aliadas às tecnologias, são indicativos para amenizar um problema que afeta os agricultores e impede maior rentabilidade nas lavouras. O tema foi discutido na terça-feira (6), durante o 3º Fórum Estadual de Conservação do Solo e da Água.

    Para o chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, a construção de um solo fértil e descompactado é uma saída para impedir as grandes quebras de safra em anos de chuva abaixo dos volumes normais. “A diversificação de culturas para controle da erosão e o terraceamento levam à construção de um solo poroso, com qualidade, para melhor desenvolvimento das plantas”, esclarece Lemainski.

    Conforme o coordenador Técnico de Difusão da Cotrijal, Alexandre Doneda, para melhorar a qualidade do solo, é necessária uma mudança no sistema de produção. “Precisamos aumentar a palhada e dentro deste contexto se insere o retorno da cultura do milho no sistema de produção e também o uso de plantas de cobertura do solo, que podem ser utilizadas tanto no período de inverno, mas principalmente nos períodos de entressafra, após as colheitas das culturas de verão, até a chegada das culturas de invernos. Esta é a principal mudança imediata que precisamos para garantir a qualidade do solo produtivo por longo tempo, para nossas futuras gerações”, aponta Doneda.

    De acordo com o pesquisador da CCGL e professor da Unicruz, Jackson Fiorin, a conservação do solo e da água no Rio Grande do Sul está baseada na qualificação do Sistema de Plantio Direto. “A utilização de espécies que objetivam deixar o solo sempre coberto, principalmente na entressafra das culturas e no inverno, é essencial. Existe uma série de outras práticas, em especial a rotação de culturas com a utilização do milho, como também práticas que visam amenizar o problema da compactação. Dentre elas, realizar as operações em nível, principalmente na semeadura”, frisa Fiorin.

    LANÇAMENTO DE LIVRO – Ao final do evento, ocorreu o lançamento da 3ª edição do livro Solos do Rio Grande do Sul, que traz um mapeamento dos tipos de solo no Estado.

    Fonte: Assessoria de Imprensa da Expodireto Cotrijal

  • Soja trabalha com estabilidade nesta 3ª feira em Chicago de olho na Argentina e no USDA

    Os futuros da soja trabalham com estabilidade e realizam lucros na manhã desta terça-feira (6) na Bolsa de Chicago. Depois de um fechamento positivo na sessão anterior, por volta de 7h55 (horário de Brasília) de hoje, os preços cediam entre 0,25 e 3,25 pontos. Ainda assim, o maio/18 seguia buscando os US$ 10,80, sendo cotado a US$ 10,77 por bushel.

    O mercado, além de estar atento a seus fundamentos – que permanecem os mesmos até este momento, dada a permancência do clima desfavorável que ainda castiga as lavouras da Argentina – já se posiciona à espera do novo reporte mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta quinta-feira, 8 de março.

    Ao lado desses dois fatores, os traders seguem muito atentos às questões da disputa comercial entre China e Estados Unidos, a qual pode chegar às commodities agrícolas e pesar severamente sobre o mercado da soja.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Sistema de exaustão inovador inclui agora iluminação natural

    Além da já conhecida exaustão/aeração, o Sistema Cycloar apresentou uma novidade esta semana e passa agora também fornecer iluminação natural. O ganho da iluminação interna é proveniente da de uma nova tampa interna (confeccionada em policarbonato) que permite a entrada e difusão da luz solar para o interior do ambiente sem sombras e reflexos.

    O lançamento foi apresentado nesta segunda-feira (05.02) durante a Feira Expodireto, realizada pela Cotrijal no município de Não-me-Toque, Rio Grande do Sul. O Portal Agrolink teve aceso em primeira mão ao novo Sistema Cycloar de Exaustão/Aeração/Iluminação.

    De acordo com a fabricante, o material possui alta resistência a impactos e intempéries, sendo construído em material em policarbonato. A tampa é instalada na parte interna do sistema de exaustão e possui uma textura prismática cônica diagonal. Com essa configuração, oferece alta transparência, com aproveitamento da luz solar entre 86 a 90%, bem como proteção contra raios UVA e UVB, além de ser resistente a exposição ao sol (amarelamento).

    “O Sistema Cycloar proporciona grandes benefícios em ambientes confinados como silos verticais, armazéns graneleiros, entre outros. É construído com dois corpos estáticos sendo dois cilindros justapostos entre si com venezianas invertidas, não permitindo a entrada de respingos de chuva. É leve silencioso e, por não girar, tem vida longa e rendimento estável, mesmo com variações de intensidade do vento e energia solar”, explica Otávio Matos, gerente operacional da QualyGran, que é distribuidora da Cycloar.

    O sistema inibe o ciclo biológico (acasalamento/oviposição) de traças voadoras, como a Ephestia plodia, entre outras. Essas pragas provocam grandes danos aos grãos, e são causadoras da formação de mantas (teias) sobre a massa, dificultando a passagem do ar (aeração) e servindo também de refúgio para outras pragas, como fungos.

    Fonte: Agrolink

  • Argentinos aceleram venda de soja

    Com uma espera para vendas que parecia infinita, os produtores de soja da Argentina consideraram o momento atual ideal para vender soja com uma desvalorização do Peso e uma redução gradual dos impostos de exportação que começou em Janeiro.

    Dados da Administração Federal de Receitas Públicas (AFIP), o fisco argentino, a arrecadação por direitos de exportação, que somente são pagas no caso da soja, aumentaram 424,7% em fevereiro na comparação com mesmo período do ano anterior e 54,3% a mais que Janeiro. O valor chegou a AR$ 5,6 bilhões.

    A maior parte dessa receita veio dos pellets de soja com um valor AR$ 4,9 bilhões ou 666% a mais que o ano anterior, seguido por azeite de soja com AR$ 654 milhões e grãos de soja com AR$ 27 milhões ou 28,3% a mais.

    Segundo a Afip, a desvalorização do Peso em 27,2% contribuiu com esse resultado bem como a melhora dos preços de soja durante os últimos meses. A arrecadação através de importações, puxada por uma maior abertura comercial da Argentina, também cresceu – cerca de 51% para AR$ 6,4 milhões no período.

    O crescimento da economia argentina levou que a arrecadação de impostos total no mês passado a subir 37,7% em um cenário onde a inflação foi de aproximadamente 23%. O crescimento mesmo comparando ao mesmo mês de 2017, quando havia um programa de repatriação de capitais. Ações contra a sonegação, especialmente no setor de carne, com forte atividade, também ajudaram o resultado do mês de fevereiro de 2018.

    O setor da economia argentina de maior crescimento foi o de mineração.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil deve repetir safra passada de soja

    Fator Argentina, demanda do mercado externo e investimentos em tecnologia fazem com que as previsões para as safras 2017/2018 de soja e algodão do Brasil sejam positivas. A preocupação fica por conta da safra do milho. Estas são as considerações feitas pelo CEO da Agroconsult, André Pessôa, durante o 7º Encontro de Previsão da Safra Anec/Anea, realizado nesta quinta-feira, 1, em Cuiabá, MT. “Há uma previsão de redução da safra de soja na Argentina e isso eleva a procura pela soja brasileira”, disse Pessôa referindo-se ao primeiro fator.

    Paralelo a isso, a produção brasileira deve manter-se nos mesmos patamares do ciclo 2016/2017, com uma tendência leve de crescimento. “Pelos dados previamente coletados no Rally da Safra [evento promovido pela Agroconsult], o país deve chegar a 117,5 milhões de toneladas da oleaginosa. 32 milhões apenas em Mato Grosso – no Estado, a produtividade media deve chegar a 56 sacas por hectare, contra as 55,5 da safra passada”.

    Já a preocupação com a safra de milho se deve ao atraso na colheita da soja. “As chuvas tardias atrasaram o plantio do milho e nem todos os produtores conseguiram colocá-lo na janela ideal. E o milho plantado a partir de março corre mais riscos de sofrer com falta de chuvas”, falou Pessoa. Com isso, o produtor pisa no freio e investe menos em insumos e nível tecnológico, o que aponta para uma produtividade menor. “Mas no ano passado, a produção foi recorde”, pondera o CEO da Agroconsult.

    Para o algodão, a previsão é de recorde no Estado de Mato Grosso, mas não no Brasil. “O país já plantou 1, 450 milhão de tonelada na safra de 2010/2011 – quando bateu o recorde – e este ano deve plantar 1,330 milhão de tonelada. Percebemos um crescimento da recuperação na área de algodão devido à rentabilidade”, afirma Pessôa ao apontar bons preços conquistados no mercado internacional.

    “Os produtores mudaram pacotes de tecnologia e houve um crescimento de 20% da safra 2016/2017 na comparação com a anterior. Já para a safra 2017/2018, o cenário positivo deve permanecer, boa parte do que está sendo plantado agora já foi vendido a bons preços. E se a produtividade se repetir, haverá novo impulso para ampliar a área. Se a tendência continuar, em dois ou três anos repetiremos a safra recorde de 2010/2011”, pontua.

    7º Encontro – O evento, uma parceria entre a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), foi realizado pela primeira vez em Mato Grosso. Cerca de 300 pessoas, entre produtores, autoridades, representantes de entidades ligadas ao agronegócio e universitários, prestigiaram o evento.

    A Anec prevê que das 117,5 milhões de toneladas de soja colhidas este ano, certa de 70 milhões de toneladas sejam exportadas. A opinião foi compartilhada pelo presidente da ANEA, Henrique Snitcovski, que está otimista com a previsão da safra do algodão e a participação mato-grossense na produção nacional. “Na nossa visão, o ano será bom para a exportação. A safra 2017 foi de 1,6 milhão de tonelada e exportou 50% dessa produção. Para de 2018, esta estimativa é de 1,8 milhão e a exportação deve atingir pelo menos 50% da safra”, acredita.

    Fonte: Anec

  • Soja volta a subir em Chicago com foco na seca da argentina, mas se posiciona antes do USDA

    Os preços da soja passaram, no início da tarde desta segunda-feira (5), a trabalhar do lado positivo da tabela na Bolsa de Chicago, depois de uma ligeira realização de lucros registrada mais cedo. Por volta de 13h (horário de Brasília), as cotações subiam entre 3,75 e 5 pontos, permitindo que o contrato maio/18 seja negociado a US$ 10,75 por bushel.

    O mercado na CBOT voltou a subir ainda de olho nas condições de clima na Argentina, as quais seguem adversas e ainda penalizando as lavouras de soja de importantes regiões produtoras do país. Trata-se da pior seca em décadas.

    De acordo com informações da Labhoro Corretora, nenhuma mudança foi registrada durante o final de semana e permanecem as altas temperaturas e o tempo seco no país.

    “E o mercado da soja mantém esse foco também na medida em que os estoques vão se ajustando”, diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Austrália, Tobin Gorey à Reuters internacional.

    E para os próximos dias, as previsões seguem mostrando condições ainda muito adversas. Não há nos mapas climáticos chuvas consideráveis para as regiões produtoras do país e o calor deve continuar.

    No paralelo, pesa a notícia também de uma intensificação das especulações sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos e os impactos que isso poderia gerar sobre o comércio global de soja entre os dois gigantes.

    “Este tema está causando ansiedade no mercado de grãos e no mercado em geral. De acordo com divulgação de alguns analistas, há um grande potencial de retaliação por partes de alguns países e já com manifestações inclusive da China de retaliar a importação de produtos americanos incluindo grãos e carne”, explica o diretor da Labhoro, Ginaldo Sousa.

    Dessa forma, crescem também as especulações sobre as maiores possibilidades que os fornecedores da América do Sul, principalmente o Brasil, poderiam encontrar em meio a essa disputa. No entanto, especuladores e especialistas sabem que os chineses ainda contam com uma necessidade considerável de importar soja americana, especialmente no período em que se desenvolve a safra da América do Sul.

    Complementando o cenário, ainda a movimentação dos fundos de investimento, os quais seguem buscando defender suas posições. Segundo o CFTC (Commodity Futures Trading Commission), os fundos se mostravam comprados em 139,846 mil contratos até o último dia 27 de fevereiro, a maior posição desde 26 de dezembro. Na semana anterior, esse número era de pouco mais de 92 mil.

    Além dos fundamentos e dos fundos, os traders também já dão início ao seu posicionamento antes da chegada do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos) traz nesta quinta-feira, 8 de março.

    Ademais, atenção ainda aos dados de embarques semanais que chegam também pelo USDA ainda nesta segunda-feira.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja: Seca persiste na Argentina, rally continua nesta 6ª e preços buscam os US$ 11 em Chicago

    O rally dos preços da soja continua na sessão desta sexta-feira (2) na Bolsa de Chicago. Após fechar com ganhos de mais de 10 pontos ontem, os futuros da commodity, por volta de 7h50 (horário de Brasília), subiam entre 7,25 e 9 pontos nas principais posições. Assim, o maio/18 já tinha US$ 10,76 e os contratos julho e agosto/18 superavam os US$ 10,80.

    No Brasil, esses valores somados aos prêmios – que no porto de Paranaguá superam os 60 cents de dólar sobre os valores praticados na CBOT – já levam a oleaginosa a passar dos US$ 11,00 por bushel.

    A seca na Argentina continua atuando como principal combustível para esse avanço. Os últimos mapas climáticos seguem indicando a continuidade de condições ainda bastante adversas, com chuvas significativas podendo chegar ao país somente a partir do dia 13 de março, como reporta a AgResource Mercosul (ARC).

    “A ARC alerta, no entanto, que até lá, tais chuvas poderão chegar tarde demais. O atual cenário no país é preocupante, a seca já é classificada uma das piores das últimas décadas na Argentina. São necessárias chuvas no curto-prazo. Além do mais, as temperaturas voltam a se manter acima da média, dificultando qualquer tentativa da planta em resistir ao estresse hídrico”, dizem os analistas da consultoria.

    Frente a essas informações, segue o movimento dos fundos de investimento de ampliarem suas posições compradas, fortalecendo ainda mais a trajetória positiva das cotações em Chicago. A janela para a recuperação de algumas áreas de soja na Argentina está, afinal, cada vez mais ajustada. Nesta quinta-feira, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires já trouxe um novo corte em sua estimativa para a produção argentina de 47 para 44 milhões de toneladas.

    Fonte: Notícias Agrícolas