Monthly Archives

março 2018

  • Tendências no controle de invasoras em 2018

    As plantas daninhas estão cada vez mais implacáveis, piorando a cada ano e levando produtores, distribuidores e agrônomos a precisarem encontrar novas formas de controlar pragas resistentes em milho e soja. “Enquanto que o espectro de pragas não mudou em anos recentes, os métodos disponíveis e o nível de dificuldade para controlar essas pragas mudou”, diz Kent Bennis, especialista em desenvolvimento de mercado da Dow AgroSciences.

    “Nós estamos vendo muitas tendências, como parte de um programa de herbicidas importante, que estão ajudando a melhorar o retorno do investimento e contra-atacar a pressão das pragas”, acrescenta Bennis.

    Para superar as desafiantes pragas em milho e soja, a empresa aponta três diferentes estratégias para combater as pragas nos Estados Unidos, onde o problema de plantas invasora é muito mais grave do que no Brasil. A primeira seria investir em múltiplos herbicidas.

    “O momento de aplicar os herbicidas está mudando”, diz Bennis. A sugestão dele é aplicar um pouco depois do plantio em vez de antes, mas isso também depende do espectro da praga e da densidade. Com a crescente resistência, um programa de duas passagens é a melhor forma de manter as pragas pequenas durante a safra.

    A segunda é sobrepor herbicidas residuais para controlar pragas como o Amaranthus que germinam durante a safra. “Para prevenir as pragas de tirar a produtividade e o lucro, nós recomendados usar um herbicida de pre-emergência poderoso para mantê-las sob controle facilmente”, diz Bennis.

    O Amaranthus continua sendo a principal praga na soja e no milho na América do Norte. Ela é difícil de identificar em fase precoce. O pecíolo é sempre maior que a folha. Uma forma de prevenir na soja é com um espaçamento máximo no plantio de 38 centímetros. Isso permite aos cultivos formar sombras mais rapidamente e reduzir a germinação de plantas daninhas.

    Fonte: Agrolink

  • PIB do agro tem melhor resultado da série do IBGE em 2017

    Crescimento de 13% foi puxado principalmente pela agricultura; entidades esperam um 2018 também com resultados positivos.

    O Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária subiu 13% em 2017 ante 2016, o melhor resultado da série histórica iniciada em 1996. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, dia 1º de março, no anuncio dos resultados das Contas Nacionais Trimestrais. A alta na agropecuária decorreu, principalmente, do desempenho da agricultura, com destaque para as lavouras do milho (55,2%) e da soja (19,4%), segundo o IBGE.

    No quarto trimestre de 2017, o PIB da agropecuária ficou estável ante o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2016, o PIB da agropecuária mostrou alta de 6,1%.

    Para Luiz Cornacchioni, diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a expressividade do resultado anual veio em decorrência do recorde na safra de grão que, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atingiu 238,7 milhões de toneladas em 2017/2018.

    Na média geral, o PIB do país subiu 1% no acumulado do ano passado e somou R$ 6,560 trilhões. “A recuperação no PIB do Brasil puxa um movimento positivo para os empregos e retomada no consumo das famílias. Temos de lembrar que o mercado interno de carnes, por exemplo, tem grande relevância para o setor de proteína animal como um todo. A demanda vinda da população não avança só em volume, mas também na diversidade de produtos consumidos e, nesta esteira, somos influenciados, pois estamos na ponta da produção de alimentos”, concluiu o diretor-executivo.

    2018 – A Abag espera uma elevação de 0,5% no PIB da Agropecuária em 2018, em relação ao ano passado. A projeção leva em consideração o bom desempenho esperado para a safra de grãos, cujas estimativas indicam apenas em leve recuo em relação ao ciclo de 2017/2018, que foi recorde, e de possíveis recuperações em outros setores, como carnes, citros e cana.

    “Em nossa leitura, um aumento de 0,5% seria muito bom, pois as bases comparativas entre 2016 e 2017 e do ano passado para 2018 são distintas. Desta forma, a perspectiva é que o agro se comporte de maneira semelhante ao verificado em 2017”, informa Cornacchioni ao Broadcast Agro. “Temos estimativas boas para a cana-de-açúcar, vindas (do maior consumo) do etanol, e para o suco de laranja, por causa do faturamento com exportação”, acrescenta.

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também espera resultados positivos para o PIB da agropecuária em 2018. Para a presidente da entidade, a deputada Tereza Cristina, a seca na Argentina deve sustentar as cotações, principalmente do milho, impulsionando o retorno do produtor brasileiro. “Acredito que o bom desempenho vai se repetir este ano. Ainda estamos no início da colheita, mas tudo indica que será tão boa quanto a do ano passado”.

    Sobre a pecuária, especificamente, Tereza Cristina acredita que o setor ainda pode sofrer efeitos retardatários da Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, em março de 2017. “No ano passado, houve um impacto muito forte no primeiro momento, mas logo em seguida uma ação coordenada. Agora, estamos sentindo alguns efeitos”, disse ela, com referência aos obstáculos mais recentes impostos por importadores como Rússia e União Europeia. “O ministro (da Agricultura, Blairo Maggi) e as entidades do setor estão trabalhando para reverter isso”, conclui.

    Já o diretor-técnico da consultoria Informa IEG FNP, José Vicente Ferraz, acha que é cedo para traçar projeções para o desempenho do PIB da Agropecuária neste ano, pois as perspectivas “ainda dependem dos efeitos climáticos sobre a safra agrícola”. Segundo ele, é possível manter um resultado positivo, no entanto, a agropecuária tende a dar uma contribuição mais modesta para o acumulado geral do PIB.

    O especialista da FNP afirmou que as atenções do mercado estarão voltadas para o plantio da safrinha (de inverno) que já está em andamento e cuja projeção atual para o clima é de normalidade.

    Sobre o crescimento do PIB em 2017, Ferraz avalia que o resultado geral é um sinal positivo, mas precisa ter continuidade e se prolongar por 2018 e 2019 para voltarmos aos níveis anteriores à crise”.

    O crescimento atual deve favorecer o consumo das famílias, com influência direta sobre o segmento de proteína animal, por exemplo. Nas análises da FNP, o setor de carnes tem espaço para crescer no mercado interno e no Exterior. “A perspectiva é otimista para as três proteínas principais (bovinos, aves e suínos)”.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Soja: Mercado inicia março em alta na Bolsa de Chicago e novas altas são registradas nesta 5ª

    Fevereiro terminou, março começou e o início do mês parece trazer novas altas para os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago. Na sessão desta quinta-feira (1), por volta de 7h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 4,50 e 6,75 pontos, com o maio/18 enfim batendo nos US$ 10,60 por bushel. Assim, os vencimentos julho e agosto já buscam os US$ 10,70.

    A continuidade do movimento positivo dos preços da commodity se dá diante da falta de mudanças entre as condições climáticas na Argentina. O tempo permanece quente e seco em importantes regiões produtoras do país, onde a umidade é determinante neste momento.

    “O padrão meteorológico global não apresenta mudanças nas últimas 48 horas. No geral, o foco especulativo ainda continua na seca em expansão na Argentina”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    E essa deverá ser a frente do mercado a atrair maior atenção dos traders pelo menos até a metade deste mês, como explicam os analistas da consultoria. “Operadores continuarão concentrados nas variações climáticas para a América do Sul até meados de março, quando atenções na safra norte-americana começa a ser um fator de maior importância na composição dos preços”, diz o reporte.

    Ademais, a onda de frio que castiga países da Europa e, consequentemente, algumas áreas de trigo também favorece as altas, já que só no pregão de ontem promoveram ganhos de até 4,8% na Bolsa de Chicago enhre os futuros do cereal, que também puxaram os preços da soja e do milho.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Meteorologista duvida de melhoras na Argentina

    Os olhos do mercado continuam postos na América do Sul. Os mercados de grãos têm reagido à seca na Argentina. Para o meteorologista da empresa norte-americana Commodity Weather Group David Streit, as condições no país vizinho não devem melhorar. “Não há muito espaço para melhora a este ponto”, disse.

    “Na Argentina, continua faltando umidade para o desenvolvimento do milho e da soja em quase dois terços do cinturão produtivo. O estresse hídrico está definitivamente acontecendo e destruindo o potencial produtivo dos cultivos ao passo que estamos entrando no momento mais crítico do desenvolvimento. De fato, com atividade de chuvas limitadas na semana que vem, nós veremos esse tipo de estresse continuar”, explica Streit.

    “Há alguma chance de mais chuvas na semana seguinte no Oeste da principal região produtiva, mas provavelmente será um pouco tarde para ajudar o milho. Pode ajudar um pouco a soja que está crescendo. Mas estamos ficando um pouco tarde para uma mudança significativa neste e honestamente, pode ocorre uma ducha na semana que vem, mas não haverá muita chuva depois disso”.

    O Serviço Meteorológico Nacional da Argentina reportou que as chances de chuva para a primeira semana de Março são as mais altas. A chuva potencial é de acordo com a precipitação média para a época. As altas temperaturas também devem contribuir com maior estresse dos cultivos nos próximos dias. Especialistas dizem que a seca no país vizinho é explicada pelo fenômeno meteorológico La Niña e já é a pior dos últimos 44 anos.

    Fonte: Agrolink

  • Preço do trigo vai subir durante colheita do Brasil

    Maior banco de agronegócio do mundo, o holandês Rabobank acredita que o preço do trigo vai subir no mercado internacional justamente durante a colheita brasileira. “Esta é uma excelente notícia para quem precisa decidir se planta ou não trigo neste ano. Segundo o banco holandês, as cotações deverão subir a partir de julho até o primeiro trimestre de 2019”, destaca a T&F Consultoria Agroeconômica.

    De acordo com o Rabobank, as razões para esta alta seria várias, mas em primeiro lugar o fenômeno climático La Niña, que persiste sobre o sul das planícies norte-americanas, levando riscos significativos para o desenvolvimento da safra de trigo de inverno. Os riscos climáticos também afetam os mercados europeus, com o congelamento das temperaturas se estendendo para a Europa Oriental, como Rússia, Ucrânia, Romênia – grandes produtores e exportadores mundiais.

    Outro fator altista é que a comercialização do trigo deverá ser um grande desafio global para os mercados de trigo, tanto nesta temporada como na de 2018/19. Na opinião dos técnicos do banco, as cotações podem passar de US$ 4,35 para algo ao redor de US$ 4,85. “Ontem já tinham fechado a US$ 4,63, mostrando o acerto das projeções, feitas há mais de uma semana”, diz o analista da T&F Luiz Fernando Pacheco.

    A leitura que a T&F Consultoria Agroeconômica faz deste relatório do Rabobank é que as cotações do mercado internacional poderão dar sustentação aos preços do trigo interno (brasileiro) no segundo semestre de 2018, justamente quando o produtor brasileiro começa a colher a sua safra.

    “Além disso, as previsões feitas acima ainda são conservadoras, porque os fatores climáticos não estão definidos e podem, em teoria, piorar, elevando ainda mais os preços, tanto dos mercados físicos, como futuros, dando suporte aos Traders brasileiros que queriam ou fazer a troca da mercadoria física por contratos futuros (para limpar armazéns) ou garantir durante o plantio bons preços para os produtores, a fim de incentivá-los a aumentar a área plantada”, conclui Pacheco.

    Fonte: Agrolink