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3 de abril de 2018

  • Soja: Em recuperação, mercado testa lado positivo da tabela nesta 3ª feira em Chicago

    O mercado da soja trabalha em campo positivo no pregão desta terça-feira (3) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa recuperam parte das baixas da sessão anterior e, perto de 8h15 (horário de Brasília), subiam entre 6,25 e 9 pontos, levando o maio/18 de volta aos US$ 10,44 por bushel.

    Apesar da recuperação técnica, as preocupações com a guerra comercial entre China e Estados Unidos ainda limitam o avanço das cotações. Embora a soja ainda não seja um alvo dos chineses, as especulações sobre essa possibilidade ainda pesam sobre a formação dos preços.

    Uma retomada do petróleo também favorece o avanço dos preços da soja nesta terça. Ontem, uma baixa de mais de 3% na commodity ajudou a pressionar também as cotações da oleaginosa.

    Paralelamente, o mercado internacional segue de olho também na conclusão da safra da América do Sul, principalmente nos baixos números da Argentina – que poderia ficar com uma safra de menos de 40 milhões de toneladas – e também nas condições de clima do Corn Belt, já que o plantio da safra 2018/19 começa nas próximas semanas de forma mais expressiva.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Banco do Brasil atende CNA e prorroga operações de custeio e investimento

    O Banco do Brasil (BB) atendeu a um pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e autorizou a prorrogação de parcelas de operações de custeio e investimentos que venceram em 2017 e com vencimento em 2018.

    A medida beneficia pecuaristas de todo o país e produtores rurais da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) que tiveram dificuldades de pagamento de seus contratos de crédito.

    Pelas regras definidas, o BB reprogramou parcelas de custeio e investimento de produtores de todo o país para um ano após o fim do contrato. Para a bovinocultura de leite ou mista, os criadores deverão pagar 20% do saldo devedor do custeio em 2018 e prorrogar o restante por dois anos.

    Para bovinocultores de corte, é necessário o pagamento de 30% da parcela da dívida vencida neste ano e os 70% restantes do passivo podem ser prorrogados por três anos.

    Na região da Sudene, o banco definiu que as parcelas de custeio para pecuária e fruticultura serão prorrogadas por quatro anos, divididas em quatro prestações anuais, com o pagamento da primeira em 2020.

    Para os outros segmentos na Sudene, os contratos de custeio também podem ser prorrogados por quatro anos e divididos em quatro parcelas anuais. A primeira parcela pode ser paga em 2019.

    Os produtores que desejarem prorrogar os prazos deverão procurar o gerente da sua conta no Banco do Brasil.

    Fonte: CNA

  • Soja consorciada com forrageiras registra aumento de produtividade de até 50%

    Além da obtenção da maior produtividade da oleaginosa, o consórcio soja-forrageiras promove a recuperação e conservação dos solos.

    Plantar soja em solo cultivado com forrageiras pode aumentar em quase 50% a produtividade da oleaginosa, de acordo com os resultados da pesquisa de Carlos Andrade, em sua dissertação de mestrado desenvolvida na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e colaboração da Embrapa. O foco do trabalho de Andrade foi a região de Cerrado do Tocantins, que possui mais de 90% de seu território nesse bioma.

    Andrade explica que, como a região é composta por áreas com diferentes características, o potencial de produção e produtividade das culturas não é o mesmo, assim como não são semelhantes as condições do solo e do clima e, portanto, os resultados dos cultivos também são diversos. Com essa multiplicidade de condições, é preciso entender melhor as áreas de Cerrado em regiões menores ou mais específicas. Foi esse o enfoque do trabalho de Andrade, que concentrou seus experimentos em Gurupi, município localizado no sul do Tocantins.

    Capim Mombaça aumenta a produtividade
    Ele relata que foram avaliadas a produção de palha e o desempenho agronômico da cultura da soja em consórcio com diversas forrageiras sobressemeadas em sistema de plantio direto. Como resultado, Andrade observou que, entre cinco forrageiras testadas, o capim Mombaça se destacou: aumentou em quase 50% a produtividade da soja quando comparada à produção da oleaginosa semeada do modo tradicional (solteira).

    Além da obtenção da maior produtividade, são inúmeras as vantagens do consórcio soja-forrageiras. Andrade destaca o maior aproveitamento do residual de adubação, a reciclagem de nutrientes, o aumento da produtividade da forragem, a recuperação de áreas degradadas, o aumento de ciclos de pastejo de animais e a conservação do solo.

    Outra vantagem é a formação de palhada produzida pelas espécies forrageiras, essencial ao plantio direto da soja. Em sistemas de integração lavoura-pecuária, que vêm ganhando novas áreas no Tocantins, a sobressemeadura de forrageiras na soja trouxe benefícios independentemente da atividade principal da propriedade, seja agricultura ou pecuária.

    Recuperação dos solos
    O trabalho teve o apoio da Embrapa, por meio da colaboração do analista da Embrapa Pesca e Aquicultura Francelino Camargo, que participou da condução dos experimentos. Camargo considera que a sobressemeadura é uma excelente alternativa para recuperar o pasto degradado e para manter a superfície do solo coberta e protegida por maior tempo para o plantio.

    O cultivo das forrageiras permite altas adições de biomassa por ano na área a ser cultivada, aumentando os estoques de carbono no solo. “O solo coberto por maior tempo reduz as variações térmicas da superfície, diminuindo seu estresse. O plantio das forrageiras melhora as características físicas do solo, reduz a ação das plantas daninhas e diminui a aplicação de herbicidas nas lavouras”, diz o analista..

    De acordo com as informações divulgadas pela Embrapa em comunicado, os resultados dos experimentos conduzidos em Gurupi podem ser alcançados em outras áreas de Cerrado da região informalmente conhecida como “Matopiba”, grande fronteira agrícola que reúne partes do Maranhão (sul do estado), do Tocantins (praticamente todo o estado), do Piauí (sul) e da Bahia (oeste do estado).

    Fonte: Farming Brasil