Daily Archives

4 de abril de 2018

  • Brasil deve confirmar recorde na soja

    A safra 2017/18 de soja brasileira deve registrar recorde de produção com 115,9 milhões de toneladas. Os números são estimados pela Consultoria INTL FCStone, que revisou suas previsões nessa terça-feira (03.04) e apontou um aumento 2,7% frente ao que foi divulgado em março, o que significa também 1,87 milhão de toneladas acima do ciclo anterior.

    A produtividade média esperada para o Brasil foi aumentada para 3,31 toneladas por hectare e a exportação dos produtos deve bater o nível recorde de 69,5 milhões de toneladas. Ana Luiza Lodi, Analista de Mercado do grupo, explica que, mesmo os problemas no Sul do País não foram capazes de abalar os bons resultados da produção em geral. “Os estados da região Centro-oeste e do Matopiba (região compreendida pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) estão apresentando um resultado excepcional, ultrapassando, inclusive, o alcançado na safra passada”, destaca.

    Para a primeira safra de milho 2017/18, as novas estimativas apresentaram uma leve queda, passando de 23,4 para 23,37 milhões de toneladas. Segundo Lodi, a diminuição foi impactada por um pequeno corte que aconteceu na produtividade do Paraná e também ficou abaixo do alcançado na primeira safra 2016/17. “A queda considerável da produção de verão em relação ao ano passado foi majoritariamente condicionada pelo recuo da área plantada, com os produtores dando preferência para a soja, após o recorde de produção de milho ter pesado muito sobre os preços do cereal”, avalia a analista.

    Já no caso da segunda safra de milho 2017/18, o balanço da INTL FCStone informa que a produção deve ser de 63 milhões de toneladas, com um aumento decorrente do maior número de áreas plantadas. O balanço de oferta e demanda também deve ser maior, com estoques elevados e possibilidade de mudança devido à quebra da safra argentina.

    Fonte: Agrolink

  • Pesquisa mostra que pecuária não é poluidora

    Uma pesquisa divulgada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) indicou que, no período chuvoso, onde bovinos costumam ser alimentados por rações de boa qualidade, a emissão de gás metano no meio ambiente é cerca de nove vezes menor do que no período seco, onde as pastagens são escassas. O resultado contrapõe pesquisas estrangeiras que apontavam a pecuária brasileira como poluidora ambiental.

    Os resultados foram obtidos na região dos Cocais Maranhenses e fazem parte da tese de doutorado de Marcílio Nilton Lopes da Frota, sendo apresentada no Programa de Doutorado Integrado em Zootecnia, na Universidade Federal do Ceará (UFC). Os dados obtidos por Frota indicam que a emissão de metano é relacionada a alimentação do animal, quanto menos fibroso e mais digestível for o alimento consumido, menos metano será produzido.

    O especialista também afirma que a quantidade de emissão de gases está ligada diretamente ao próprio sistema de produção. Segundo ele, sistemas silvipastoris, que apresentam pastos com maior valor nutritivo ao longo do ano ou mesmo a adoção do Sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) com capim na fase ideal para consumo, pode quase anular essa emissão.

    “Foi emitido, em determinadas épocas do ano, 20% menos metano do que os organismos internacionais estão apontando. Temos que buscar resultados próprios nacionais para discutir no Brasil e no exterior e, assim, evitar que divulguem informações negativas sobre a contribuição da pecuária brasileira para a emissão de metano”, afirma.

    Quanto a escolha de um sistema com ou sem árvores, Frota afirma que os dois são igualmente positivos e não apresentaram diferenças no que se refere a emissão de gases pelos bovinos durante a pesquisa. O desmatamento total de uma área com instalação de pastagem também não indicou ganhos de produtividade e se igualou a um sistema silvipastoril contendo 67 árvores de babaçu por hectare.

    Fonte: Agrolink