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5 de abril de 2018

  • Guerra comercial favorece soja brasileira

    A taxação anunciada nessa quarta-feira (04.04) pela China a mais de 100 produtos dos Estados Unidos pode favorecer o mercado brasileiro de soja, aponta a Consultoria INTL FCStone. Com imposto de 25% sobre o preço da oleaginosa, o Brasil terá a oportunidade de estender suas rotas de importação e exportação, ampliando assim seu mercado.

    Um relatório divulgado pela INTL FCStone analisa que, com essa taxação sobre o produto, a procura pela soja brasileira deverá aumentar. A empresa afirma que essa pode ser uma oportunidade muito valiosa para o País se for devidamente bem aproveitada.

    “Apesar de o Brasil ser o maior exportador da oleaginosa para os chineses, que compraram 53,8 milhões de toneladas de um total de 68,15 milhões de toneladas exportadas em 2017, o país ainda precisa buscar em outros fornecedores mais de 40 milhões de toneladas de soja”, destaca.

    Nesse cenário, a China deslocaria outros compradores da soja do Brasil, aumentando assim a procura pelo grão brasileiro. Ana Luiza Lodi, analista de mercado da INTL FCStone, indica que a posição do Brasil melhora ainda mais quando se considera a oferta de soja da Argentina que deve ser menor esse ano.

    “No limite, considerando que a China fosse o destino de toda a exportação de soja brasileira, estimadas em 69,5 milhões de toneladas em 2018 pela INTL FCStone, ainda faltariam cerca de 30 milhões de toneladas da oleaginosa para atender a totalidade das importações chinesas. Dessa forma, não teria como deixar de importar soja dos EUA”, explica.

    Enquanto os prêmios no mercado doméstico brasileiro tendem a ser fortalecidos pela busca ampliada da oleaginosa por parte da China, os EUA sofrerão com a baixa de seus prêmios devido à queda na demanda pelos produtos norte-americanos. Outro fator que deve ser observado são os preços em Chicago que tendem a também sofrer baixa e influir em alguns dos prêmios mais altos no Brasil. “No geral, os prêmios no Brasil tenderiam subir até o limite comparável de se comprar dos EUA, já considerando o imposto de 25%”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Bolsa de Buenos Aires reduz para 38 mi t sua estimativa para safra de soja argentina

    Os baixos rendimentos obtidos até o momento na zona núcleo da Argentina fizeram com que a Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) reduzisse, em seu novo Panorama Agrícola Semanal (PAS), sua estimativa para a produção de soja do país a 38 milhões de toneladas, 34% a menos do que na safra 2016/17 e 1,5 milhão a menos do que na estimativa anterior.

    O avanço de colheita está em 15,3% da superfície apta, com um rendimento médio a nível nacional de 2440kg (40,6 sacas) por hectare, 32,8% menor do que o obtido na mesma data do ano passado.

    Segundo o PAS, o déficit hídrico registrado durante as etapas críticas do ciclo fenológico da soja impactou negativamente sobre o potencial de produção. Nas regiões do Noroeste e do Nordeste Argentino, onde o estado de umidade é mais crítico, começaram a ser constatadas perdas de áreas e queda nos rendimentos esperados.

    Fonte: Notícias Agrícolas