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6 de abril de 2018

  • Soja volta a operar com estabilidade em Chicago na tarde desta 6ª, vendas americanas contribuem

    Depois de começar o dia atuando com baixas de quase 20 pontos na Bolsa de Chicago, o mercado da soja voltou a operar com estabilidade no início da tarde desta sexta-feira (6). Perto de 13h (horário de Brasília), as posições mais negociadas recuavam tímidos de 1,25 a 2,25 pontos.

    Com isso, o contrato maio/18 vinha sendo negociado a US$ 10,29 por bushel, enquanto o julho e o agosto/18 buscavam manter-se acima dos US$ 10,40.

    Apesar de ainda muito confusos, os traders buscam definir uma direção para as cotações neste momento em que se intensificam as tensões em torno de uma guerra comercial entre China e Estados Unidos; de conclusão da safra da América do Sul e frente ao início de uma nova temporada norte-americana.

    Assim, como explicam analistas internacionais, as baixas mais intensas sentidas no início do dia vieram de mais uma ação dentro da guerra comercial entre China e Estados Unidos, com o presidente Donald Trump ampliando em mais US$ 100 bilhões as retaliações contra produtos importados chinseses.

    O risco de uma severidade maior nessa disputa, segundo explicam analistas e consultores, segue crescendo e preocupando os mercados de forma generalizada. Acompanhando as baixas da soja, recuam também o milho e o trigo em Chicago, além das soft commodities negociadas na Bolsa de Nova York.

    Em contrapartida, o mercado viu a Bolsa de Cereais de Buenos Aires fazer mais um corte em sua estimativa para a safra de soja da Argentina para 38 milhões de toneladas e, nesta sexta, um novo anúncio de venda de soja pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) de mais de 580 mil toneladas.

    O México comprou 130,632 mil toneladas de soja, sendo 65,316 mil da safra 2017/18 e mais 65,316 mil da 201/19. Já para destinos não revelados foram 458 mil toneladas. Do total, 327 mil da safra velha e mais 131 mil da nova.

    O departamento informou também as vendas de 20 mil toneladas de óleo de soja para destinos não revelados.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trigo: Brasil precisa se inserir no mercado global

    Na visão do presidente da Abitrigo, embaixador Rubens Barbosa, o Brasil precisa reverter seu comportamento atual e se inserir no mercado internacional. A afirmação foi feita durante reunião do Sinditrigo-PR/Oeste realizada nesta quinta-feira (05.04), na cidade de Cascavel (Paraná).

    De acordo com o dirigente, nos últimos dez anos, enquanto os demais países faziam 400 acordos bilaterais de comércio, o Brasil assinou apenas três, dois dos quais com o Egito e com a Autoridade Palestina. Destacou ainda que o Brasil carece de lideranças, tanto na área empresarial, como política, administrativa e jurídica.

    Barbosa afirma que o País não avançou em quase nada nas áreas de competitividade e produtividade em relação aos demais países, e isto poderá afetar também a agricultura. “Estamos na contramão das regras da OMC e da OCDE e, por isso, poderemos perder mercados, comprometendo todo o esforço feito até agora”.

    Falando sobre o cenário político brasileiro atual, o dirigente sustenta que a população parece estar “acordando para a necessidade de se comprometer mais politicamente e que a política não está mais sendo feita por partidos, mas por dois segmentos distintos da sociedade – os que querem se programar e preparar para o futuro, cortando custos e mordomias e tornando o país mais ágil e próspero e os que querem viver do estado, aumentando o seu peso e tornando-o inviável, como a Grécia, por exemplo. Há, então que se pensar bem em quem votar. Esta eleição deverá ser um divisor de águas para muitas décadas”.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil já vendeu mais de metade de sua colheita de soja, diz Safras

    SÃO PAULO (Reuters) – A comercialização de soja da safra 2017/18 do Brasil, em fase final de colheita, atingiu 51,9 por cento da produção projetada, de acordo com monitoramento da Safras & Mercado divulgado nesta sexta-feira.

    O índice representa aumento de 8,4 pontos percentuais em um mês e supera a taxa de negociação registrada em igual momento do ano passado, de 45,8 por cento. Entretanto, fica abaixo da média de 55,2 por cento para o período.

    O avanço na comercialização ocorre após uma reação nos preços internacionais por causa da quebra de safra na Argentina. O país sul-americano, terceiro maior fornecedor global da oleaginosa, vem reduzindo semana após semana sua perspectiva de produção por causa de uma severa seca.

    Na quinta-feira, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires cortou sua previsão para a temporada 2017/18 na Argentina para 38 milhões de toneladas, bem aquém das mais de 50 milhões de toneladas esperadas inicialmente.

    No Brasil, o cenário é o oposto, com o mercado surpreendendo-se com produtividades elevadas.

    A Safras & Mercado projeta uma produção recorde de soja no Brasil neste ano, de 117,273 milhões de toneladas. Até o momento, a consultoria registrou negócios de 60,81 milhões de toneladas, considerando-se o percentual de comercialização.

    A escalada das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que tende a favorecer as exportações de soja do Brasil, deve ser positiva para as vendas do país.

    Fonte: Reuters