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11 de abril de 2018

  • Soja: Mercado sobe em Chicago nesta 4ª feira ainda refletindo os últimos números do USDA

    Após encerrar a sessão anterior com estabilidade, os preços da soja voltam a subir na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (11). Os futuros da commodity, por volta de 7h50 (horário de Brasília), registravam altas de 5,50 a 7,50 pontos, com o maio/18 sendo cotado aos US$ 10,57 por bushel.

    Segundo explicam analistas internacionais, o mercado ainda reage aos últimos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim mensal de oferta e demanda trazido ontem.

    A redução dos estoques finais norte-americanos de soja, bem como os globais, dá espaço para esse avanço das cotações, tal qual um corte de 7 milhões de toneladas na produção da Argentina e de 6 milhões na safra mundial.

    Assim, como explicam os especialistas, diante destes números menores e de uma demanda que segue crescendo, as preocupações com a nova safra norte-americana, portanto, são maiores e já estimulam mais especulações entre os traders da CBOT.

    Ao mesmo tempo, a disputa comercial que segue entre China e Estados Unidos continua atuando sobre a formação das cotações, o que acaba tirando parte de força de números como os trazidos pelo USDA ontem.

    “Os mercados de grãos estão procurando por pelo novo catalisador que irá direcionar os preços. Será clima, política, demanda ou preocupação com os estoques?”, diz o boletim diário da consultoria Allendale, Inc. “Com os dados do USDA já conhecidos, os futuros dos grãos e da oleaginosa terão de se focar em outros fatores. Afinal, os rallies de preços serão o que fará os produtores americanos semeares mais acres de soja ou de milho a partir de agora”, completa o reporte.

    O mercado já sabe também que a questão climática no Corn Belt nos próximos meses será o acelerador da volatilidade dos negócios em Chicago, principalmente as especulações sobre um possível atraso do início do plantio que já começa a ser discutido.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Safra de grãos está estimada em 229,5 milhões de toneladas, diz Conab

    A estimativa atual da safra de grãos no Brasil deverá manter o recorde de segunda maior safra da história, com uma produção de 229,5 milhões de toneladas. Os números estão no 7º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terça-feira (10/04).

    Apesar do decréscimo de 3,4% em comparação à safra de grãos passada, que chegou a 237,7 milhões de toneladas, o número é ainda bastante elevado, se considerada a média de produção no Brasil em condições atmosféricas normais. Em relação ao mês de março, por exemplo, a estimativa de safra este mês mostrou uma elevação de 3,5 milhões de toneladas (1,5%).

    Fonte: SF Agro

  • Argentina não mudará uso de agroquímicos

    O Ministro da Agroindustria da Argentina, Luis Miguel Etchevehere, e a Sociedade Argentina de Apicultores protagonizaram uma forte discussão na semana passada em função da morte massiva de abelhas que foi registrada em Córdoba. A discussão aconteceu durante a reunião do Conselho Nacional Apícola, que se realizou no dia 27 de março em Buenos Aires. Na ocasião, um membro da Sociedade afirmou a Etchevehere que a situação do setor é “crítica” e que se perde anualmente apicultores e colmeias em função da “deterioração ambiental por perda da biodiversidade como resultado da política agrícola intensiva vinculada ao uso de agroquímicos”.

    “Como pensam em conviver com isso? Porque o modelo não vai mudar”, disse o ministro argentino. Dias mais tarde, a associação decidiu emitir um comunicado afirmando que as abelhas estão desparecendo por “o campo se tornou marrom e se submergiu em venenos, que hoje em dia com a hipocrisia de muitos que chamam de produtos fitossanitários”.

    Além disso, a nota considera que Etchevehere tem desprezo e desconhecimento sobre a atividade apícola. Para os apicultores argentinos, a culpa pela desaparição de abelhas e o difícil momento do setor é totalmente do uso de agroquímicos na agricultura.

    “As variedades de sementes que fazem a identidade da terra e fortaleza dos seus ecossistemas, desaparecem em mãos da engenharia genética e dos químicos, que eliminam aquela que o mercado não pode visualizar como ganância. Isso se chama perda da diversidade ecológica. As abelhas não têm comida saudável, a que é pouca, sem variedade e na maioria dos casos contaminada com ‘fitossanitários’”, conclui a nota.

    Fonte: Agrolink