Monthly Archives

maio 2018

  • EUA aprova fusão Monsanto x Bayer

    O Departamento de Justiça dos Estados Unidos aprovou a aquisição da Mosanto pela Bayer nessa terça-feira (29.05) após a gigante alemã vender cerca de US$ 9 bilhões em ativos. De acordo com o órgão oficial, essas vendas são as maiores já exigidas para a aprovação de uma fusão de empresas desse setor nos EUA.

    O Wall Street Journal já havia afirmado que o Departamento de Justiça, a Monsanto e a Bayer haviam chegado à um acordo no mês passado, após a empresa concordar em vender ativos para a Basf. O acerto envolve a comercialização dos negócios relacionados a sementes como algodão, canola, soja e vegetais, a plataforma de agricultura digital e também a venda de três projetos de pesquisa relacionados a área de herbicidas à base de glifosato.

    Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, as vendas desses ativos foram necessárias para preservar a concorrência entre as empresas, isso porque sem elas a fusão das companhias significaria um monopólio nas áreas de sementes e defensivos, o que resultaria em menos opções de produtos e preços mais altos. A fusão, que envolve uma transação de mais de US$ 60 bilhões, já havia sido anunciada em setembro de 2016.

    A Comissão Europeia já havia aceito a fusão das empresas em março, mediante condições como a comercialização de mais de US$ 7 bilhões em ativos da Bayer para a Basf. Isso resultou na aprovação de mais da metade das quase 30 autoridades responsáveis por regulamentar e avaliar transações em uma série de países como Brasil e a China, por exemplo.

    Com a fusão, as duas empresas, juntas, se tornarão os maiores fornecedores mundiais de agroquímicos e sementes para agricultores.

    Fonte: Agrolink

  • Agronegócio impulsiona demais setores da economia gaúcha

    Os impactos do agronegócio em outros setores da economia foi tema de estudo apresentado pelo economista chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, na noite desta segunda-feira, 28 de maio, na 11ª edição da Semana Arrozeira, promovida pela Associação dos Arrozeiros de Alegrete, que ocorre no CTG Aconchego dos Caranchos, no município da Fronteira Oeste. O especialista apresentou dados que mostram como a agricultura está relacionada com outros setores industriais, de serviços, entre outros.

    Inicialmente, o economista traçou um paralelo de como a agricultura era vista há mais de 30 anos e como é atualmente, com a incorporação da tecnologia aplicada no campo. Lembrou que, antigamente, regiões onde a principal matriz econômica vinha do campo eram reconhecidas como locais de pobreza e atraso. Entretanto, a situação se reverteu nos últimos anos. “Quantas indústrias que nós conhecemos têm a tecnologia de uma fazenda? Estamos vivendo um novo momento da economia. Não é por acaso que o setor que mais adquire estas tecnologias é o agronegócio”, salientou.

    E esta tecnologia, conforme da Luz, está embarcada na própria produção, principalmente nas sementes, que já levam a agregação de valor, tão cobrada por especialistas na hora de aumentar as exportações. “Tratamos valor agregado como algo perceptível quando na verdade não é. Quando exportamos nossos produtos estamos exportando as máquinas, os fertilizantes, os agroquímicos, as sementes, a biotecnologia e a pesquisa, não na sua forma física, mas na sua forma de valor”, explicou.

    Apresentando dados levantados entre 2002 e 2015, o economista chefe da Farsul mostrou a relação da agropecuária do Rio Grande do Sul na influência da economia gaúcha. Reforçou que mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado vem do agronegócio. Na Fronteira Oeste, por exemplo, o crescimento no período da agropecuária é de quase 40%, enquanto a indústria é de cerca de 19% e os serviços, puxados pela produção agrícola e pecuária, é de 66%. “Quando se vende uma máquina, um fertilizante, se presta uma consultoria, ou se faz um financiamento bancário, tem participação da agricultura. Todos estes segmentos são do setor de serviços, mas são influenciados pela agropecuária”, destacou, acrescentando que 64% do PIB regional na Fronteira Oeste é oriundo do agronegócio.

    Presidente da Associação de Arrozeiros de Uruguaiana, Roberto Ghigino, que foi o debatedor na palestra da noite, afirmou que é necessário também incentivar a diversificação na agropecuária da região da Fronteira Oeste, especialmente com a entrada da soja e do leite como alternativas para os produtores. “Temos que incentivar as agroindústrias na nossa região para promover a diversificação. Precisamos incentivar também a integração lavoura e pecuária”, pontuou.

    A 11ª edição da Semana Arrozeira continua nesta terça-feira, dia 29 de maio, com o debate sobre mecanismos de exportação ao alcance dos produtores e relações comerciais com a indústria, com a participação de Guilherme Mello, da ArrozSul, Elton Machado, presidente da Associação dos Arrozeiros de Arroio Grande, e Jair Almeida, da Expoente. O mediador é Cristiano Cabrera, presidente da Associação dos Agricultores de Dom Pedrito.

    Fonte: Agrolink

  • Chuvas retornam ao Estado já a partir desta quinta-feira

    Conforme boletim do Instituto Climatempo, elaborado especialmente para o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a massa de ar polar que ainda continua atuando sobre grande parte da região Centro-Sul mantém o tempo seco e sem previsões para chuvas em praticamente todo o Brasil. No entanto, esse ar seco que impede a formação de nuvens de chuvas já começa a perder forças e com isso, nessa próxima quinta-feira (31), uma frente fria estará avançando sobre o Rio Grande do Sul e levando chuvas a grande parte do estado.

    Não há indícios de temperaturas extremamente baixas ao longo destes próximos dez dias que possam acarretar formações de geadas ou perdas para as lavouras. E mesmo com a ocorrência de algumas geadas pontuais essas não afetarão em nada as lavouras. Pelo contrário, até beneficiarão os produtores, uma vez que ajudarão no controle de pragas, doenças e ervas daninhas.

    Fonte: IRGA

  • Soja volta do feriado nos EUA com estabilidade na CBOT e de olho na paralisação no Brasil nesta 3ª

    O mercado da soja na Bolsa de Chicago voltou do feriado do Memorial Day, comemorado nesta segunda-feira (28) nos EUA, trabalhando com estabilidade e oscilações bastante tímidas. Por volta de 9h40 (horário de Brasília) do pregão desta terça-feira (29), as cotações recuavam pouco mais de 1 ponto nos vencimentos principais. O julho/18, dessa forma, era cotado a US$ 10,40 por bushel.

    A semana começa com o mercado ainda trabalhando com muitas especulações, entre elas sobre o potencial da nova safra norte-americana – em função de pontuais adversidades climáticas que têm sido observadas no Corn Belt – e nas relações comerciais entre China e Estados Unidos, que seguem na trégua e buscando refazer alguns de seus acordos.

    Com a suspensão da disputa comercial, as autoridades chinesas já sinalizaram que os compradores se voltem, novamente, à soja dos EUA, o que foi efetivado na semana passada. O USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos) anunciou novas vendas da oleaginosa para a nação asiática e animou o mercado.

    Na outra ponta, os traders acompanham também a paralisação dos caminhonheiros no Brasil, que entra em seu nono dia nesta terça-feira. Segundo analistas internacionais, problemas de oferta de soja no país em função da impossibilidade de movimentação poderiam dar algum suporte aos preços na CBOT.

    Como relata a analista Rita De Baco, da De Baco Corretora de Mercadorias, o mercado interno de soja já está todo travado no Brasil e os negócios efetivos são cada vez mais escassos. “Não temos conseguido mexer nada da soja no curto prazo por aqui. Todo dia tínhamos lotes com pagamentos próximos, agora não há como fazer esses negócios”, disse, direto de Viamão, no Rio Grande do Sul. “Temos uma grande indústria como cliente que nos indicava preços diariamente e já disse, pela manhã, que não indicará mais referências até que tudo se reorganize”, completa.

    Ainda nesta terça, o mercado em Chicago também acompanha a atualização dos embarques semanais norte-americanos e a evolução dos trabalhos de campo nos EUA, informações que chegarão pelos reportes semanais do USDA.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • EUA continuarão com ações comerciais contra a China, diz Casa Branca

    WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos disseram nesta terça-feira que seguirão buscando medidas comerciais contra a China, dias depois de os governos dos dois países anunciarem uma tentativa de solução para sua disputa e sugerirem que as tensões haviam arrefecido.

    Até 15 de junho, o governo norte-americano divulgará uma lista de cerca de 50 bilhões de dólares em mercadorias chinesas que estarão sujeitas a uma tarifa de 25 por cento, informou a Casa Branca em comunicado. Os Estados Unidos também continuarão a buscar processos contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC).

    Além disso, até o final de junho, os Estados Unidos anunciarão restrições de investimento e “controles de exportação aprimorados” para indivíduos e entidades chineses “relacionados à aquisição de tecnologia com significância industrial”, afirmou.

    Em meados de maio, a China concordou em aumentar as compras de produtos agrícolas e energéticos dos EUA, e na semana passada, o Departamento de Comércio norte-americano disse aos legisladores que tinha chegado a um acordo para manter a empresa de telecomunicações chinesa ZTE <0763.HK> <000063.SZ> operando.

    Embora os anúncios tenham aliviado as preocupações sobre a possibilidade de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o presidente dos EUA, Donald Trump, também disse na semana passada que qualquer acordo entre Washington e Pequim precisaria de “uma estrutura diferente”, alimentando a incerteza sobre as negociações.

    Fonte: Reuters

  • Decisão do Supremo aumenta insatisfação no campo, diz Aprosoja Brasil

    A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural) aumenta o clima de insatisfação no campo. É o que diz, em comunicado oficial, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que esperava uma mudança no posicionamento da Corte, no julgamento desta quarta-feira (23/5).
    “Esta decisão relativa ao Funrural aumentará ainda mais o clima de insatisfação no campo e pode servir de combustível para aumentar a adesão dos produtores rurais à mobilização dos transportadores de carga, paralisação esta que a Aprosoja Brasil considera legítima”, diz a nota.
    Por 7 votos e 3, o Supremo Tribunal Federal rejeitou os oito embargos de declaração que questionavam parece da Corte do ano passado, segundo o qual a cobrança do Funrural está de acordo com a Constituição. Com isso, continua valendo a dívida relativa ao não recolhimento da contribuição em anos anteriores.
    No comunicado, a Aprosoja Brasil afirma que continuará buscando meios legais para reverter os efeitos da decisão. E que vem trabalhando com os integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) para que sejam aprovados projetos que eliminem o passivo do Funrural.
    Fonte: Globo Rural
  • Soja se ajusta antes do fim de semana prolongado nos EUA e trabalha em alta nesta 6ª em Chicago

    Nesta sexta-feira (25), os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago, se recuperando das leves baixas registradas no fechamento do pregão anterior. Assim, por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 4,50 e 5,25 pontos, com o julho/18 valendo US$ 10,41 por bushel. O agosto/18 vinha sendo negociado, no mesmo momento, a US$ 10,45.

    O mercado segue se ajustando antes de um final de semana prolongado nos Estados Unidos, agindo, portanto, com cautela à espera de novidades. Na próxima segunda-feira (28) se comemora o Memorial Day e as bolsas norte-americanas não funcionarão, retomando seus negócios na madrugada da terça-feira (29).

    Entre as informações mais aguardados pelos traders para a próxima semana estão, portanto, as referentes à nova safra dos EUA. O USDA (Departametno de Agricultura dos Estados Unidos) traz, na terça, seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras, com os primeiros dados, inclusive sobre as condições das lavouras, o que mexe com o humor das especulações.

    Paralelamente, os traders acompanham ainda as previsões climáticas para os próximos dias no Corn Belt e os impacto que têm sobre as plantações da temporada 2018/19. O que preocupa, nesse momento, é a possibilidade de um aumento de temperaturas nos próximos dias, como explica a AgResource Mercosul (ARC).

    “Nos Estados Unidos, uma tempestade tropical, nomeada Alberto, é projetada para se formar e se direcionar sentido o Golfo norte-americano, neste próximo fim de semana. Tal evento deverá causar um aquecimento das regiões não-afetadas com a tempestade, principalmente as Planícies e o oeste do Cinturão Agrícola. Temperaturas médias são esperadas entre 32-38 °C, para tais regiões”, diz o reporte da consultoria internacional.

    No mais, o mercado também mantém em seu radar o desenvolvimento das conversas entre China e Estados Unidos. Embora uma trégua tenha sido anunciada no último final de semana, os traders buscam conhecer mais detalhes da ‘prévia’ deste acordo e de que forma ambos os países irão se comportar, principalmente, em relação aos produtos agrícolas.

    “A especulação, nesta quinta-feira, até tentou adicionar outra alta na soja, com o pronunciamento do Secretário da Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, que a China iria importar um adicional de US$ 25bilhões em produtos agrícolas, nos próximos anos. No entanto, o movimento não se sustentou ao longo do dia, com a falta de confirmação de qualquer novidade para tais acordos comerciais”, complementou a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Greve de caminhoneiros leva processadoras de soja a suspender operações, diz Abiove

    Os protestos de caminhoneiros em todo o Brasil já levaram algumas unidades processadoras de soja a suspenderem as operações, alertou nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

    Em comunicado, a entidade disse que “foi informada por suas associadas sobre a paralisação de diversas unidades industriais de processamento de soja, produção de farelo de soja, de óleo vegetal e de biodiesel, em razão da impossibilidade do recebimento de matérias-primas e do escoamento de produtos”.

    A associação disse temer que a continuidade da greve “prejudique ainda mais” o abastecimento doméstico e a exportação de produtos, “impactando diretamente no cumprimento dos seus contratos”.

    A associação, que tem entre os associados companhias multinacionais como a Bunge, Cargill, ADM, não especificou quantas unidades pararam a produção.

    Os caminhoneiros protestam pelo terceiro dia consecutivo contra a alta do diesel e já anunciaram que farão mais manifestações na quinta-feira, após não se chegar a um acordo com o governo.

    Dado o atual cenário, a Abiove orientou suas associadas a se manifestarem junto a fornecedores e clientes, “explicando que atrasos podem ocorrer na recepção e expedição de produtos fruto da manutenção da greve, sendo estes motivos de força maior e fora do controle das empresas”.

    O Brasil é o maior exportador mundial de soja e acaba de colher uma safra recorde, de quase 120 milhões de toneladas, com previsão de embarques também históricos em 2018, acima de 70 milhões de toneladas.

    A soja é o principal produto da pauta de exportação do Brasil.

    Fonte: Reuters

  • Trump diz que a China vai comprar “quantidades enormes” de produtos agrícolas dos EUA

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que a China prometeu comprar “quantidades enormes” de produtos agrícolas norte-americanos, mas não deu detalhes sobre compromissos propostos por Pequim após negociações comerciais entre as duas maiores economias do mundo na semana passada.

    “Comércio justo, e mais, com a China vai acontecer!”, escreveu Trump em uma série de comentários no Twitter, um dia depois de o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, afirmar que uma guerra comercial com a China está em suspenso.

    “A China concordou em comprar enormes quantidades ADICIONAIS de produtos agrícolas – será uma das melhores coisas que aconteceram aos nossos agricultores em muitos anos”, tuítou Trump. “Na China, barreiras e tarifas cairão pela primeira vez”.

    Trump não ofereceu detalhes sobre o que os EUA e as autoridades chinesas acertaram depois das negociações de quinta e sexta-feira em Washington. As conversas seguiram-se a reuniões anteriores em Pequim com o objetivo de lidar com o atrito comercial provocado pela ameaça do governo Trump de impor tarifas sobre produtos chineses, e uma contraproposta da China para a taxação de produtos norte-americanos.

    Durante o fim de semana, Pequim e Washington se comprometeram a continuar conversando sobre como a China poderia importar mais energia e commodities agrícolas dos EUA para reduzir o déficit comercial anual de 335 bilhões de dólares em bens e serviços com a China.

    Fonte: Agrolink