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Soja intensifica realização de lucros em Chicago nesta 6ª ainda preocupada com demanda da China

Os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago, por volta de 11h45 (horário de Brasília), recuavam de forma bastante intensa, perdendo entre 15,50 e 16,75 pontos nos princpais contratos. O mercado vem intensificando suas baixas, após começar o dia cedendo pouco mais de 5 pontos nas posições mais negociadas. Dessa forma, o contrato julho/18 já se aproximava muito dos US$ 10,00 por bushel, sendo cotado a US$ 10,04.

Os traders vêm devolvendo os leves ganhos da última sessão, e um movimento técnico de realização de lucros, após a divulgação dos novos números de oferta e demanda globais trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na tarde de ontem.

“O mercado está de olho na safra americana (2018/19) e na recuperação dos estoques mundiais, com safra na américa do sul normal (também da nova temporada)”, explica a analista de mercado Rita De Baco, da De Baco Corretora de Mercadorias. “Além disso, há ainda a crise comercial entre China e Estados Unidos e os fatores técnicos de realização de lucros”, completa.

Ainda como explica Rita, a instabilidade comercial entre americanos e chineses faz com que os fundos investidores reduzam sua exposição entre as commodities agrícolas, buscando ativos com maior liquidez e direcionamento.

O mercado em Chicago segue refletindo ainda a menor demanda da China pela soja norte-americano frente às incertezas sobre uma possibilidade de acordo entre os dois países. Na última semana, o boletim do USDA de vendas para exportação mostrou uma nova ausência da nação asiática.

As condições de clima no Meio-Oeste americano também ganham cada vez mais espaço entre a formação dos preços em Chicago, principalmente, com a projeção de uma nova safra dos EUA menor do que a anterior diante de uma demanda crescente.

Até este momento, as condições são favoráveis para os trabalhos de campo e o mercado já espera pelos novos números de progresso de plantio que o USDA traz em um seu reporte semanal na próxima segunda-feira, 14 de maio, após o fechamento do pregão em Chicago.

Assim, analistas e consultores esperam uma maior volatilidade no mercado futuro norte-americano a partir de agora, quando as informações de clima podem influenciar ainda mais a direção das cotações.

Segundo o meteorologista Joel Widenor, do Commodity Weather Group, algumas irregularidades poderiam ser observadas nos próximos dias, com excesso de chuvas em algumas áreas e a falta delas em outras.

Fonte: Notícias Agrícolas