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15 de maio de 2018

  • Soja fecha com mais de 1% de alta em Chicago nesta 2ª com otimismo sobre a demanda

    O mercado futuro norte-americano da soja trabalhou durante todo o dia registrando boas altas e fechou o pregão desta segunda-feira (14) com altas de 10,75 a 18,25 pontos entre os principais vencimentos – ou quase 1,5% entre as posições mais negociadas. O contrato julho/18 encerrou seus negócios, portanto, com US$ 10,17 por bushel na Bolsa de Chicago.

    “Tivemos um dia mais otimista do que o que se esperava em Chicago”, disse o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. “Mercado acabou corrigindo as últimas perdas, após chegar a trabalhar abaixo dos US$ 10,00 na semana passada”, completa.

    Assim, ainda segundo o especialista, os preços voltam a se aproximar dos US$ 10,20 como referência, justificando parte dessas correções e diante de um otimismo em cima da demanda frente a uma nova rodada de negociações entre chineses e americanos que acontece nesta semana.

    O impacto das expectativas ao redor dessa nova rodada de conversas e tentativas de acordo é sentido em todo o mercado global, já que se trata das duas maiores economias do mundo. No entanto, é no comércio da soja onde as especulações são maiores. Sentindo as especulações de que os resultados podem ser positivos.

    “O mercado opera baseado em um cenário otimista para os encontros em Washington nesta semana entre líderes chineses e americanos. O vice premier da China chega para o encontro na Casa Branca na tarde desta terça-feira (15) e as especulações são de que, pelo menos, a imposição tarifária dos US$ 50 bilhões – que seria implementada no fim de maio – seja postergada”, diz o analista de mercado Matheus Pereira, da AgResource Mercosul (ARC).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Programa de Estado regulariza terras devolutas em 300 municípios

    O Rio Grande do Sul está iniciando um processo de regularização da posse de áreas rurais devolutas que atualmente são ocupadas por agricultores. O Programa de Regularização Fundiária de Terras Devolutas do Rio Grande do Sul tem como foco regularizar e dar concessão real de uso para famílias de agricultores que ocupam áreas rurais ou urbanas das quais não são proprietários. A regularização da área deverá propiciar aos agricultores ocupantes o acesso a linhas de crédito, bem como obtenção do bloco de produtor rural.

    Estima-se que o Estado tenha em torno de 400 mil hectares de terras nesta situação, distribuído em cerca de 300 municípios, conforme a Divisão de Terras Públicas da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR). As terras devolutas são bens públicos que não são utilizados para quaisquer finalidades públicas específicas. Fazem parte do domínio terrestre da União, Estados e municípios, e, enquanto devolutas, não têm uso para serviços administrativos. No Estado, estão localizadas principalmente nas regiões Centro, Noroeste, Norte e Leste.

    A Emater/RS-Ascar está envolvida no programa desde o ano passado, capacitando técnicos e fazendo levantamento de agricultores que não têm documento de propriedade da terra, para auxiliá-lo na regularização dos imóveis. Para regularizar a situação e obter os benefícios, os interessados devem procurar o Escritório da Emater/RS-Ascar de seu município para verificar se o imóvel que ocupa é considerado devoluto.

    Em caso positivo, o interessado formalizar requerimento e reunir a documentação solicitada, para que, na sequência, os técnicos da Emater/RS-Ascar façam a vistoriar da área e obtenham as coordenadas dos vértices do imóvel para confecção de croqui e memorial descritivo. A Emater/RS-Ascar encaminhará os documentos para a SDR, responsável pela análise da documentação e assinatura da concessão real de uso.

    A documentação reunida pelo agricultor e as informações coletadas em campo serão analisadas e resultarão na concessão ou não da área requerida. A concessão de uso será possível mediante a utilização efetiva da área, por meio de exploração agrícola, pecuária e florestal.

    O Programa de Regularização Fundiária de Terras Devolutas do Rio Grande do Sul foi instituído por meio do Decreto 53.466, de 16 de março de 2017.

    Serviço

    Quais os benefícios
    – O agricultor poderá obter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP), que permite acesso a linhas de crédito e financiamentos junto ao sistema bancário.
    – Obter a Nota Fiscal de Produtor Rural. Quais as condições para receber a concessão real de uso
    -Ter moradia permanente na área.
    – Manter cultura efetiva da área, segundo os graus de exploração agrícola, pecuária e florestal e de eficiência obtidos nas diferentes explorações, nos termos da legislação vigente.
    – A concessão de terras devolutas se dará sempre em favor de família de agricultores comprovadamente não proprietários de imóvel rural ou urbano.
    – Servidores públicos que, direta ou indiretamente, tenham a seu cargo a administração de terras públicas, são proibidos de receberem concessão de áreas devolutas.

    Como solicitar a concessão
    – Procure o escritório municipal da Emater/RS-Ascar para verificar se o lote que ocupa é considerado devoluto. Em caso positivo, o agricultor deve formalizar requerimento e juntar documentos para que a Emater/RS-Ascar faça o encaminhamento para a SDR.

    Fonte: Emater

  • Maggi faz balanço de dois anos no Mapa

    Ministro destaca a abertura de novos mercados e a redução da burocracia nos processos.

    O ministro Blairo Maggi completa dois anos à frente do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) neste sábado. Senador por Mato Grosso, ele assumiu o cargo em 12 de maio de 2016 “procurando dar uma nova roupagem ao ministério” e com dois focos: abertura de mercados e desburocratização do setor.

    No primeiro ponto, em entrevista à NBR, ele destaca os encontros internacionais com possíveis parceiros comerciais e a abertura de exportações de carne suína para Coreia do Sul e África do Sul, frutas para o Japão e carne bovina para os Estados Unidos. “Ganhamos mercados internacionais significativos nos últimos anos”. O Brasil hoje vende para 189 países e o bloco da União Europeia.

    O mercado norte-americano, porém, se fechou para a proteína fresca brasileira em junho do ano passado por alegações de não conformações – sendo a presença de abscessos uma delas – nos produtos. Na Agrishow 2018, o ministro disse que uma nova missão técnica brasileira vai ao país em maio e que espera uma resolução até o fim do semestre. Já em novembro de 2017, a Rússia suspendeu as importações de carnes bovina e suína e ainda não reavaliou a decisão. As fases da Operação Carne Fraca também obrigaram o ministério a se movimentar rápido para evitar maiores embargos às carnes nacionais.

    Em relação à redução da burocracia. Maggi afirma que cerca de 870 normas foram alteradas no Mapa, removendo entraves e criando canais diretos com os produtores. “Isso tem dado ao setor alívio de custos e rapidez no processo, tanto na importação quanto na exportação”.

    Para ele, o trabalho tem dado resultado no campo – “com a ajuda de São Pedro” no clima. “O Brasil teve a maior safra de grãos da história em 2016/2017. Estamos repetindo agora na 2017/2018 com só 1,3% a menos do que ano passado”. Ele diz que o importante é que tanto o governo quanto o setor privado agora conhecem as regras, sabem entrar e sair dos processos e há financiamento a juros compatíveis na hora certa.

    Importância do agro – Maggi reforça o papel do agronegócio na economia do país. “O PIB cresceu 1% ano passado e 70% desse crescimento veio da agropecuária”. Além disso, os embarques do setor responderam por 44,1% do total de vendas externas do país. Na entrevista, ele também defende a política de exportações das commodities agrícolas, diferenciando-as das extrativistas. “Não é como o minério de ferro. Os grãos temos que plantar e colher todos os anos”.

    Para expandir ainda mais a produção e as exportações, o ministro ressalta a importância da integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) como um meio de atingir esses objetivos. “Vamos aumentar a área de produção sem diminuir a quantidade de bovinos que a gente tem e sem avançar sobre a Floresta Amazônica e outros biomas preservados”, diz sobre as possibilidades que a tecnologia desenvolvida pela Embrapa traz em termos de rendimento e sustentabilidade. Neste último ponto, Maggi acredita que o país precisa mostrar mais que faz uma produção sustentável.

    Fonte: Portal DBO

  • Abiove eleva previsão para a safra 2017/18 de soja do Brasil

    Receita com exportações também foram revisadas para cima.

    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) aumentou a sua previsão para a safra 2017/18 de soja do Brasil a 118,4 milhões de toneladas, ante 117,4 milhões de toneladas esperadas em abril. O número representa aumento de 4% ante os 113,804 milhões de toneladas obtidos em 2016/17, segundo a Abiove.

    A associação também elevou a sua estimativa de exportação do País neste ano para 71,2 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 70,4 milhões de toneladas. O crescimento em relação a 2017 é de 4,5%.Já para o processamento, a previsão da Abiove foi aumentada de 43,2 milhões para 43,6 milhões de toneladas em 2018. O novo número representa crescimento de 4,2% ante o ano passado.

    Com relação ao farelo, a Abiove espera produção de 32,8 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 3,9% ante o ano anterior. Em abril, a projeção era de 32,5 milhões de toneladas.Quanto ao óleo, a associação projeta produção de 8,65 milhões de toneladas, ante 8,55 milhões de toneladas esperadas anteriormente. O volume é 2,6% superior ao obtido no ano passado.

    Receita maior
    A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a previsão de receita com as exportações do complexo soja em 2018 para US$ 36,497 bilhões. Em abril, a previsão era de US$ 36,016 bilhões. A associação elevou as previsões de valor obtido com a exportação de soja em grão, farelo e óleo em 2018.

    Para a soja em grão, a Abiove agora prevê receita de US$ 29,192 bilhões, ante US$ 28,864 bilhões no mês passado. A associação manteve a previsão de preço por tonelada em US$ 410 por tonelada. Para o farelo, a associação elevou a sua estimativa de receita de US$ 6,552 bilhões para US$ 6,630 bilhões. A expectativa de preço por tonelada ficou estável em US$ 390.

    Com relação ao óleo, a Abiove aumentou a previsão de receita de US$ 600 milhões para US$ 675 milhões. A perspectiva de preço por tonelada foi mantida em US$ 750 por tonelada.

    Fonte: Estadão Conteúdo