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25 de maio de 2018

  • Decisão do Supremo aumenta insatisfação no campo, diz Aprosoja Brasil

    A decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o Fundo de Apoio ao Trabalhador Rural (Funrural) aumenta o clima de insatisfação no campo. É o que diz, em comunicado oficial, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), que esperava uma mudança no posicionamento da Corte, no julgamento desta quarta-feira (23/5).
    “Esta decisão relativa ao Funrural aumentará ainda mais o clima de insatisfação no campo e pode servir de combustível para aumentar a adesão dos produtores rurais à mobilização dos transportadores de carga, paralisação esta que a Aprosoja Brasil considera legítima”, diz a nota.
    Por 7 votos e 3, o Supremo Tribunal Federal rejeitou os oito embargos de declaração que questionavam parece da Corte do ano passado, segundo o qual a cobrança do Funrural está de acordo com a Constituição. Com isso, continua valendo a dívida relativa ao não recolhimento da contribuição em anos anteriores.
    No comunicado, a Aprosoja Brasil afirma que continuará buscando meios legais para reverter os efeitos da decisão. E que vem trabalhando com os integrantes da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) para que sejam aprovados projetos que eliminem o passivo do Funrural.
    Fonte: Globo Rural
  • Soja se ajusta antes do fim de semana prolongado nos EUA e trabalha em alta nesta 6ª em Chicago

    Nesta sexta-feira (25), os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago, se recuperando das leves baixas registradas no fechamento do pregão anterior. Assim, por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 4,50 e 5,25 pontos, com o julho/18 valendo US$ 10,41 por bushel. O agosto/18 vinha sendo negociado, no mesmo momento, a US$ 10,45.

    O mercado segue se ajustando antes de um final de semana prolongado nos Estados Unidos, agindo, portanto, com cautela à espera de novidades. Na próxima segunda-feira (28) se comemora o Memorial Day e as bolsas norte-americanas não funcionarão, retomando seus negócios na madrugada da terça-feira (29).

    Entre as informações mais aguardados pelos traders para a próxima semana estão, portanto, as referentes à nova safra dos EUA. O USDA (Departametno de Agricultura dos Estados Unidos) traz, na terça, seu novo boletim semanal de acompanhamento de safras, com os primeiros dados, inclusive sobre as condições das lavouras, o que mexe com o humor das especulações.

    Paralelamente, os traders acompanham ainda as previsões climáticas para os próximos dias no Corn Belt e os impacto que têm sobre as plantações da temporada 2018/19. O que preocupa, nesse momento, é a possibilidade de um aumento de temperaturas nos próximos dias, como explica a AgResource Mercosul (ARC).

    “Nos Estados Unidos, uma tempestade tropical, nomeada Alberto, é projetada para se formar e se direcionar sentido o Golfo norte-americano, neste próximo fim de semana. Tal evento deverá causar um aquecimento das regiões não-afetadas com a tempestade, principalmente as Planícies e o oeste do Cinturão Agrícola. Temperaturas médias são esperadas entre 32-38 °C, para tais regiões”, diz o reporte da consultoria internacional.

    No mais, o mercado também mantém em seu radar o desenvolvimento das conversas entre China e Estados Unidos. Embora uma trégua tenha sido anunciada no último final de semana, os traders buscam conhecer mais detalhes da ‘prévia’ deste acordo e de que forma ambos os países irão se comportar, principalmente, em relação aos produtos agrícolas.

    “A especulação, nesta quinta-feira, até tentou adicionar outra alta na soja, com o pronunciamento do Secretário da Agricultura dos EUA, Sonny Perdue, que a China iria importar um adicional de US$ 25bilhões em produtos agrícolas, nos próximos anos. No entanto, o movimento não se sustentou ao longo do dia, com a falta de confirmação de qualquer novidade para tais acordos comerciais”, complementou a ARC.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Greve de caminhoneiros leva processadoras de soja a suspender operações, diz Abiove

    Os protestos de caminhoneiros em todo o Brasil já levaram algumas unidades processadoras de soja a suspenderem as operações, alertou nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

    Em comunicado, a entidade disse que “foi informada por suas associadas sobre a paralisação de diversas unidades industriais de processamento de soja, produção de farelo de soja, de óleo vegetal e de biodiesel, em razão da impossibilidade do recebimento de matérias-primas e do escoamento de produtos”.

    A associação disse temer que a continuidade da greve “prejudique ainda mais” o abastecimento doméstico e a exportação de produtos, “impactando diretamente no cumprimento dos seus contratos”.

    A associação, que tem entre os associados companhias multinacionais como a Bunge, Cargill, ADM, não especificou quantas unidades pararam a produção.

    Os caminhoneiros protestam pelo terceiro dia consecutivo contra a alta do diesel e já anunciaram que farão mais manifestações na quinta-feira, após não se chegar a um acordo com o governo.

    Dado o atual cenário, a Abiove orientou suas associadas a se manifestarem junto a fornecedores e clientes, “explicando que atrasos podem ocorrer na recepção e expedição de produtos fruto da manutenção da greve, sendo estes motivos de força maior e fora do controle das empresas”.

    O Brasil é o maior exportador mundial de soja e acaba de colher uma safra recorde, de quase 120 milhões de toneladas, com previsão de embarques também históricos em 2018, acima de 70 milhões de toneladas.

    A soja é o principal produto da pauta de exportação do Brasil.

    Fonte: Reuters