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Soja volta do feriado nos EUA com estabilidade na CBOT e de olho na paralisação no Brasil nesta 3ª

O mercado da soja na Bolsa de Chicago voltou do feriado do Memorial Day, comemorado nesta segunda-feira (28) nos EUA, trabalhando com estabilidade e oscilações bastante tímidas. Por volta de 9h40 (horário de Brasília) do pregão desta terça-feira (29), as cotações recuavam pouco mais de 1 ponto nos vencimentos principais. O julho/18, dessa forma, era cotado a US$ 10,40 por bushel.

A semana começa com o mercado ainda trabalhando com muitas especulações, entre elas sobre o potencial da nova safra norte-americana – em função de pontuais adversidades climáticas que têm sido observadas no Corn Belt – e nas relações comerciais entre China e Estados Unidos, que seguem na trégua e buscando refazer alguns de seus acordos.

Com a suspensão da disputa comercial, as autoridades chinesas já sinalizaram que os compradores se voltem, novamente, à soja dos EUA, o que foi efetivado na semana passada. O USDA (Departamento de Agricultura do Estados Unidos) anunciou novas vendas da oleaginosa para a nação asiática e animou o mercado.

Na outra ponta, os traders acompanham também a paralisação dos caminhonheiros no Brasil, que entra em seu nono dia nesta terça-feira. Segundo analistas internacionais, problemas de oferta de soja no país em função da impossibilidade de movimentação poderiam dar algum suporte aos preços na CBOT.

Como relata a analista Rita De Baco, da De Baco Corretora de Mercadorias, o mercado interno de soja já está todo travado no Brasil e os negócios efetivos são cada vez mais escassos. “Não temos conseguido mexer nada da soja no curto prazo por aqui. Todo dia tínhamos lotes com pagamentos próximos, agora não há como fazer esses negócios”, disse, direto de Viamão, no Rio Grande do Sul. “Temos uma grande indústria como cliente que nos indicava preços diariamente e já disse, pela manhã, que não indicará mais referências até que tudo se reorganize”, completa.

Ainda nesta terça, o mercado em Chicago também acompanha a atualização dos embarques semanais norte-americanos e a evolução dos trabalhos de campo nos EUA, informações que chegarão pelos reportes semanais do USDA.

Fonte: Notícias Agrícolas