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junho 2018

  • USDA: Estoques trimestrais de soja e milho dos EUA ficam dentro das expectativas do mercado

    Nesta sexta-feira (29), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) atualizou os números dos estoques trimestrais de grãos do país em 1º de junho e os números da soja apresentaram um aumento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. O milho e o trigo vieram com mudanças mais tímidas.

    Os estoques trimestrais de soja norte-americanos foram reportados pelo USDA em 33,2 milhões de toneladas, 26% maiores do que os de 1º de junho de 2017. Ligeiramente acima da média esperada, o número ficou dentro das expectativas do mercado de 30,35 a 34,92 milhões de toneladas.

    De milho, os estoques vieram em 134,88 milhões de toneladas, acima da média esperada de 133,69 milhões entre as projeções dos traders, porém, dentro do intervalo de 127,11 e 138,44 milhões de toneladas. O número é 1% maior em relação aos estoques do mesmo período do ano passado.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Dólar sobe pelo quinto mês seguido e fecha semestre 17% mais caro ante real

    O dólar terminou a sexta-feira em alta e se reaproximando dos 3,90 reais, nível que ultrapassou no começo do mês e obrigou o Banco Central a promover intervenções mais intensas para tentar conter a volatilidade e prover liquidez ao mercado cambial.

    E o nervosismo deve continuar no mercado no segundo semestre, diante da indefinida eleição presidencial doméstica, dos temores com a guerra comercial dos Estados Unidos com seus parceiros e ainda a trajetória de alta de juros norte-americanos.

    O dólar avançou 0,56 por cento, a 3,8773 reais na venda, acumulando elevação de 2,49 por cento na semana.

    O dólar terminou junho com valorização de 3,76 por cento, no quinto mês seguindo em elevação, acumulando no primeiro semestre de 2018 valorização de 16,98 por cento. Depois de ter caído 0,43 por cento nos três primeiros meses do ano, o dólar ficou 17,49 por cento mais caro de abril a junho.

    “Acho difícil o dólar ficar abaixo de 4 reais no terceiro trimestre…O viés do câmbio é de alta, embora em julho, com as férias no Hemisfério Norte e recesso (do Congresso no Brasil), a moeda possa continuar oscilar ao redor de 3,80 reais”, avaliou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Lima Gonçalves.

    Daqui para a frente, as pesquisas devem ganhar mais força, com a proximidade das eleições, o que pode elevar o nervosismo se, de fato, nenhum candidato com o perfil defendido pelo mercado, mais reformista, ganhe força.

    Os investidores também seguirão monitorando a retórica do presidente Donald Trump com relação a seus parceiros comerciais, sobretudo a China, o que vem azedando o humor nas últimas semanas. Esse cenário, junto com a perspectiva de mais duas altas de juros nos Estados Unidos é maléfico aos emergentes, já que os investidores preferem ativos menos arriscados.

    Há ainda alguma expectativa para a forma como o Banco Central vai atuar em julho, depois da forte intervenção que vem realizando no mercado cambial desde meados de maio. Em agosto, vencem 14,023 bilhões de dólares em contratos de swap cambial tradicional, equivalentes à venda futura de dólares, e o mercado aguarda anúncio para a rolagem dos contratos.

    “O volume é grande e o mercado está muito sensível. Nem pensa que o BC não vai rolar esse volume”, avaliou o operador da corretora Spinelli, José Carlos Amado.

    O estoque total de swap estava em 67,414 bilhões de dólares e o presidente do BC, Ilan Goldfajn, já repetiu diversas vezes que não vê problemas em aumentar esse estoque, se necessário.

    Nesta semana, no entanto, o BC não fez nenhum leilão de novos swaps, depois de ter injetado o equivalente a 43,616 bilhões de dólares com essas operações desde 14 de maio.

    Nesta sexta-feira, o dólar passou a manhã de olho no exterior, mas a formação da taxa Ptax deixou o mercado mais técnico e volátil. A Ptax é uma taxa calculada pelo Banco Central e que serve de referência para diversos contratos cambiais, levando os investidores a “brigarem” pelas cotações que são mais interessante a eles, causando mais vaivém no mercado.

    Passada a formação da Ptax, o dólar firmou alta ante o real com o exterior, onde a moeda também passou a subir ante as divisas de países emergentes.

    “O primeiro semestre terminou e não deve deixar saudades”, resumiu o operador da Advanced Corretora, Alessandro Faganello.

    Fonte: Reuters

  • Governo anuncia R$ 31 bilhões para plano safra da agricultura familiar 2018-2019

    O governo federal anunciou ontem (26) a liberação de R$ 31 bilhões para o plano safra da agricultura familiar 2018-2019.

    O plano atende a aproximadamente 40 milhões de agricultores familiares, segundo a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário.

    Ainda de acordo com a secretaria, esses cerca de 40 milhões de agricultores representam 84% dos estabelecimentos rurais e são responsáveis pela produção de 70% dos alimentos no país.

    Valores

    A quantia anunciada representa R$ 1 bilhão a mais que o anunciado para a safra 2017-2018, quando foram liberados R$ 30 bilhões.

    Segundo o governo federal, os juros serão reduzidos de 5,5% ao ano para 4,6% ao ano. Os recursos estarão disponíveis a partir de 1º de julho.

    Esta é a primeira vez no governo Temer que o valor destinado ao plano safra da agricultura familiar aumenta de um ano para outro.

    Em 2013, no governo Dilma Rousseff, por exemplo, foram disponibilizados R$ 21 bilhões. Em 2014, o valor subiu para R$ 24,1 bilhões e, em 2015, para R$ 28,9 bilhões.

    Em 2016, último ano de Dilma na Presidência, foram liberados R$ 30 bilhões para o plano safra e, em 2017, primeiro de Temer, o valor foi mantido.

    Pronaf

    Segundo a Secretaria da Agricultura Familiar, o limite de renda para financiamento por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) foi ampliado de R$ 360 mil para R$ 415 mil.

    Discurso

    Durante o anúncio, o presidente Michel Temer afirmou que, ao liberar os R$ 31 bilhões para o plano safra, o governo reafirma o “compromisso” com milhões de trabalhadores que atuam na agricultura familiar.

    Em seguida, o presidente, voltou a dizer que, ao assumir o governo, encontrou o país em “grande recessão, com graves consequências sociais”.

    Fonte: G1

  • Como as mudanças envolvendo o mercado chinês poderão impactar o Brasil?

    O aumento da classe média brasileira e a elevação do PIB per capita, observado nos últimos 20 anos, dão esperança para um cenário positivo ao Brasil na próxima década. Para que isso se concretize, o modelo econômico deverá evoluir, com mais ênfase em investimentos e produtividade. O país representa aproximadamente 45% da economia da América Latina, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    A relação econômica entre Brasil e China tem grande impacto na evolução do país, principalmente na agropecuária. Em 2017, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a China representou 27,7% do total exportado pelo Brasil. Atualmente, dois grandes temas relacionados ao gigante asiático trazem possibilidades positivas e riscos para o mercado nacional. São eles: a guerra comercial entre China e Estados Unidos (EUA) e as mudanças na legislação ambiental chinesa.

    A recente disputa de tarifas entre Pequim e os norte-americanos, teve início depois de uma investigação do governo dos EUA apontar que os chineses se apropriaram de tecnologia americana de forma desleal. Desde então, tensões diplomáticas se iniciaram. Foram impostas tarifas para importação de aço e alumínio chinês, por parte dos EUA. O governo chinês, por sua vez, ameaça sobretaxar as importações de produtos americanos, como: soja, carne, milho, suco de laranja, trigo, algodão e etanol. Embora existam desconfianças sobre as tarifas serem, de fato, aplicadas, decisões concretas e também especulações podem trazer impactos positivos ao Brasil.

    A soja está no centro das discussões, o Brasil é o principal exportador do grão para a China. Os EUA vêm logo atrás, e vendem quase um terço de sua produção ao país. A instabilidade entre os dois países pode aumentar as vendas brasileiras da oleaginosa a China. A tensão também pode elevar os preços, especialmente se a oferta diminuir, com a quebra da safra argentina, por exemplo, outro grande player mundial. O Brasil responde por 58% da soja adquirida pelos chineses e os EUA, por cerca de 38%. Caso a China comprasse toda a soja exportada pelo Brasil, ainda assim não conseguiria suprir a demanda interna. Por isso, é necessário buscar o produto em uma gama de países, inclusive nos EUA, independentemente de tarifas, como destaca André Soares,pesquisador do AtlanticCouncil.

    A carne suína também é outro mercado relevante. Segundo relatório do Itaú BBA, a China importou, em 2017, 1,6 milhão de toneladas de carne suína, sendo que 10% desse total foi abastecido pelos EUA e 3% pelo Brasil. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o consumo chinês de carne suína deve crescer 0,7% em 2018, para 55,5 milhões de toneladas. Se o país decidir sobretaxar o produto dos EUA, sobrará espaço para potencial aumento de compras da carne brasileira.

    Com relação a legislação ambiental, em 2015, sob crescente pressão da comunidade internacional, o governo chinês anunciou diversos objetivos. Entre eles, a diminuição de 40% na concentração das partículas mais poluentes no ar, até 2020. Os efeitos do endurecimento da fiscalização ambiental são sentidos no mercado de defensivos, entre outros.

    Fonte: Cana Online

  • Adesão ao Funrural é prorrogada até outubro

    O prazo para adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), conhecido como Refis Rural, foi ampliado pelo Governo Federal. O presidente Michel Temer assinou medida provisória que altera a Lei nº 13.606, de janeiro de 2018, prorrogado o prazo para 30 de outubro. A adesão abrange os débitos indicados pelo sujeito passivo, na condição de contribuinte ou de sub-rogado.

    A prorrogação vinha sendo solicitada pela bancada ruralista do Congresso Nacional. O objetivo é aguardar o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) dos embargos declaratórios sobre a decisão da corte que considerou constitucional a cobrança. A decisão representa a terceira prorrogação de adesão ao programa de financiamento de dívidas do Funrural.

    O prolongamento do período de refinanciamento da dívida com o Funrural foi pedido ao governo pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), presidida pela deputada Tereza Cristina (DEM-MS).

    O PRR permite o parcelamento de dívidas de produtores rurais (pessoas físicas, cooperativas e intermediários) com descontos. Também diminui de 2,5% para 1,7% a alíquota de contribuição social sobre a receita bruta devida pelas empresas rurais a título de contribuição previdenciária dos trabalhadores.

    O programa foi criado pelo governo, após pressão de produtores rurais, em meio a um impasse judicial quanto à legalidade da cobrança do Funrural. A intenção da prorrogação, de acordo com o vice-presidente de finanças da CNA e presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, é oportunizar maior segurança jurídica ao produtor na regularização de sua situação.

    O QUE DIZ A LEI

    A Lei 13.606, de 9 de janeiro de 2017, que trata de FUNRURAL e também do CRÉDITO RURAL. Em síntese, no que tange ao Funrural foi contemplado na nova lei referente à negociação do passivo – para o produtor rural pessoa física vendedor:

    Podem ser renegociados todos os débitos vencidos até 30 de agosto de 2017.

    Para a renegociação, o produtor ou o adquirente deverão:
    Pagar de, no mínimo, 2,5% do valor da dívida consolidada, sem redução, até 28 de fevereiro de 2018 ( o pagamento pode se dar em duas parcelas mensais e consecutivas);
    Desistir da ação judicial ou do processo administrativo, renunciar ao direito e requerer a extinção da ação até a mesma data, o que o eximirá dos honorários advocatícios;
    Confessar o débito, aceitação das condições legais;
    Cumprimento regular dos pagamentos do FGTS
    O valor devido poderá ser pago em até 176 parcelas, no valor correspondente a 0,8% da média mensal da receita bruta da comercialização da produção rural do ano civil imediatamente anterior ao dia do vencimento da parcela, sendo que a parcela não pode ser inferior a R$100,00;
    Exclusão total dos juros de mora;
    Desnecessidade de garantia;
    Caso haja saldo residual, poderá pagar em até 60 parcelas;
    Caso decisão posterior do Supremo venha reconhecer a ilegitimidade da cobrança dos débitos confessados, esta se aplicará ao caso presente;
    No caso da existência de depósito judicial, ocorrendo a negociação, os valores dele constante serão transformados em pagamento definitivo à União;
    A formalização do parcelamento é condicionada ao pagamento da primeiro parcela.

    Fonte: MB Comunicação | Mais Soja

  • Soja sobe em Chicago nesta 4ª com traders ajustando posições antes de relatórios do USDA

    Quarta-feira (27) de preços em alta para a soja na Bolsa de Chicago. O mercado internacional da oleaginosa busca recuperar parte das perdas da sessão anterior e trabalha em campo positivo na manhã de hoje. Perto de 8h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 4,75 e 6 pontos, com o julho/18 recuperando o patamar dos US$ 8,70 e sendo cotado a US$ 8,73 por bushel.

    Essa tentativa de retomar um pouco do fôlego acontece antes da chegada de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final desta semana e que poderiam ajudar a direcionar o mercado de forma diferente.

    “O final do mês e o posicionamento do mercado pré-USDA deverão afetar os movimentos dos preços nas próximas sessões”, diz o boletim diário da consultoria internacional Allendale, inc. Os reportes do USDA trarão uma atualização da área plantada e dos estoques trimestrais em 1º de junho nos EUA.

    No entanto, analistas internacionais continuam alertando para a continuidade da pressão da guerra comercial entre China e Estados Unidos – já que a tensão entre os dois países não diminuiu e um acordo não está no horizonte dos traders.

    Também pesando sobre as cotações segue o bom cenário de clima nos Corn Belt. “As condições climáticas e as previsões para a primeira semana de julho por todo o Meio-Oeste deverão ser ideiais para a produção norte-americana”, complementa a Allendale.

    Fonte: Notícias Agrícolas
  • Valor do mercado de saúde animal deve chegar a US$ 44,2 bi

    Um relatório da Informa’s Agribusiness Intelligence apontou que o valor do mercado de saúde animal deve chegar a US $ 44,2 bilhões até 2020, apesar dos esforços para reduzir o uso de antibióticos. Outra edição do levantamento mostra que no ano de 2014 esse número era inferior a US$ 30 bilhões.

    De acordo com o relatório, os produtores estão procurando reduzir os custos com antibióticos e optando por uma melhor gestão e por novas tecnologias. Isso se deve ao fato desses medicamentos serem taxados como um problema em alguns países, como a China por exemplo, onde a demanda de carne aumentou muito com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país nos últimos anos.

    Os antibióticos podem ser usados de três maneiras distintas nos animais, como promotores de crescimento, preventores de doenças ou para curar alguma enfermidade que já afeta o rebanho. Nesse cenário, os preventores de doenças foram proibidos em toda a União Europeia e a tendência, dizem os especialistas da Informa’s, é de que sejam vetados no mundo todo.

    Para Allan Bullion, diretor de relatórios especiais da Informa’s Agribusiness Intelligence, o uso generalizado desses medicamentos pode trazer uma série de problemas como a contaminação do ser humano e a resistência criada por organismos patogênicos perigosos. “O mercado de saúde animal crescerá impulsionado pela medicina animal, vacinas e alternativas de antibióticos, com estes desempenhando um papel menor”, explica.

    O estudo afirma ainda que em países em desenvolvimento como o Brasil o ritmo de crescimento é menor. Isso acontece porque o PIB dos emergentes não cresce na mesma proporção do que em países já desenvolvidos.

    Fonte: Agrolink

    Foto: Arquivo Cotrijuc

  • China deve diminuir compra de soja dos EUA e apostar no Brasil

    Os compradores chineses vêm reduzindo suas importações de soja norte-americana desde o início de 2018, mas a potência asiática vai se esforçar para suprir todas as suas necessidades negociando com outros países, aponta a Capital Economics em uma nota.

    O documento acrescenta que a queda nas compras chinesas de soja dos EUA pode ser por causa da perspectiva de tarifas comerciais, regulamentos mais rígidos sobre as importações dos EUA, “ou simplesmente o fato de o Brasil ter uma colheita abundante”.

    A Capital Economics observa, no entanto, que os preços da soja, assim como do algodão e dos grãos, enfraqueceram diante da perspectiva de tarifas comerciais.

    Fonte: Estadão Conteúdo

  • Pesquisadores debatem estratégias de manejo em congresso de nematologia

    No domingo, 24 de junho, em Bento Gonçalves iniciou o 35º Congresso Brasileiro de Nematologia, o evento se estende até sexta-feira, 29 de junho. Nesta edição o Congresso teve como tema principal “Nematologia: Problemas emergentes e estratégias de manejo”.

    Os nematoides são responsáveis por grandes danos em diversas culturas e prejuízos bilionários, os nematoides atacam as raízes das plantas, limitando sua capacidade de absorção de água e nutrientes. Além das oito mil espécies que já foram catalogadas, novos gêneros vêm sendo descobertos a cada ano, fato que deve ser olhado com certa atenção por todos profissionais envolvidos no setor produtivo. Estima-se que os nematoides parasitos de plantas consomem aproximadamente 10% da produção agrícola global, levando a perdas econômicas anuais avaliadas, cautelosamente, em mais de U$125 bilhões. No Brasil, as nematoses estão entre as fitossanidades mais importantes nos cultivos a campo ou em sistema protegido.

    A Bayer, patrocinadora do evento, esteve presente no congresso com o intuito de de reforçar a mensagem sobre a importância do tratamento de sementes para o controle do nematoide.

    “O nematoide é microscópico, está na terra e não pode ser obervado a olho nu. Maneiras de preveção vem sendo muito trabalhadas nos últimos, por conta dos prejuízos que geram ao produtor rural. A rotação de cultivos é uma forma de prevenção, mas só ela não resolve. Sabemos do tamanho do problema e que apenas 5% das áreas com a praga são tratadas com defensivos”, ressalta Mário Lussari, gerente do SeedGrowth™ Center, área de tratamento de sementes da empresa.

    A área de tratamento de sementes da Bayer, SeedGrowth™ Center , também marcou presença durante o evento com a equipe para debater assuntos relacionados ao segmento, já que é uma das mais importantes fases da agricultura. “O tatamento da semente é primordial para que se tenha uma lavoura saudável e produtiva”, afirma Lussari. As quatro competências: produtos, serviços, recobrimentos e equipamentos serão discutidos no estande da empresa juntamente com pesquisadores e agricultores.

    Lussari afirma ainda que a empresa oferecerá o tratamento de sementes ao produtor rural de maneira diferenciada a partir de agora, sendo um benefício ao agricultor. “Vamos abrir um leque de opções para que o produtor possa escolher entre resgatar o serviço de tratamento de sementes por meio do programa de pontos da Rede AgroServices, receber o material tratado do multiplicador ou mesmo pelo distribuidor – por esse último, poderá receber a semente tratada industrialmente ou ter o tratamento feito na própria fazenda.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Mercado já conhece últimas informações da disputa comercial e se ajusta antes do USDA

    Segue a cautela no mercado internacional da soja no pregão desta terça-feira (26). Por volta de 12h40 (horário de Brasília), as cotações trabalhavam com oscilações de 0,25 a 1,25 ponto, com algumas, inclusive, sem apresentar variação, com o mercado ainda não tentativa de se ajustar após a intensa baixa da sessão anterior. Assim, o julho/18 valia US$ 8,74 por bushel, enquanto o setembro tinha US$ 8,84.

    Mais cedo, os futuros da oleaginosa chegaram até mesmo a registrar alguns ganhos, na tentativa, como explica o analista de mercado Bryce Knorr, do portal internacional Farm Futures, de amenizar as últimas perdas e consolidar uma recuperação. O movimento, no entanto, teve vida curta.

    As preocupações com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos ainda não se dissiparam, porém, o mercado e os traders buscam retomar seu fôlego para as novas informações que estão por vir. Além disso, essa é semana de novos boletins do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e os traders procuram ainda estar bem posicionados antes da divulgação dos novos números.

    Ao mesmo tempo, o que também segue como um limitante para uma recuperação mais expressiva das cotações é a questão climática nos Estados Unidos. Quase todo o Meio-Oeste americano conta com boas condições e um desenvolvimento satisfatório das lavouras 2018/19.

    De acordo com o reporte de acompanhamento de safras trazido pelo USDA no fim da tarde de ontem, são 73% dos campos de soja em boas ou excelentes condições. Há ainda 95% das lavouras em fase de germinação e 12% em fase de florescimento.

    “O fim de semana aqui no Cinturão Agrícola americano trouxe chuvas amplamente dispersas e, em algumas localidades, com totais pluviométricos expressivos. No atual momento, os níveis de umidade do solo da região são adequados para proporcionar o bom desenvolvimento vegetal”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    E para os próximos dias, as previsões continuam mostrando que as chuvas seguirão chegando em bons volumes e abrangência para manter, até este momento, a sanidade das lavouras norte-americanas.

    Fonte: Notícias Agrícolas