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junho 2018

  • Soja amplia perdas nesta 4ª em Chicago com foco nos atritos comerciais entre EUA e China

    Em meio às tensões comerciais entre Estados Unidos e China, as cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) ampliaram as perdas nesta quarta-feira (13). Às 12h15 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam quedas entre 11,00 e 12,25 pontos. O vencimento julho/18 era cotado a US$ 9,41 por bushel, enquanto o agosto/18 operava a US$ 9,47 por bushel. O novembro/18 trabalhava a US$ 9,63 por bushel.

    “O mercado já digeriu os números do relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) e voltou a se preocupar com o comércio e com o clima no Meio-Oeste”, reportou o site internacional Farm Futures.

    As atenções dos investidores estão voltadas às tensões comerciais entre Estados Unidos e China. “Os atritos comerciais entre as duas potências também estão de volta no radar antes de sexta-feira, quando Washington disse que divulgará uma lista de 50 bilhões de dólares em produtos chineses que estarão sujeitos a uma tarifa de 25%”, informou a Reuters. A preocupação do mercado é que essa situação afete as exportações americanas.

    A safra norte-americana também segue no radar dos participantes do mercado. No início da semana, o USDA reportou que 74% das lavouras de soja ainda apresentavam boas ou excelentes condições até o último domingo.

    Ainda hoje, o departamento americano anunciou a venda de 177 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos. Do total, 5 mil toneladas deverão ser entregues ao longo da campanha 2017/18. O restante, de 172 mil toneladas, deverão ser entregues no ciclo 2018/19.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Agronegócio desaprova taxa de juros do Plano Agrícola

    A redução de 1,5% na taxa de juros do crédito rural proposta pelo presidente Michel Temer não agradou as principais entidades do agronegócio brasileiro. Em entrevista para a revista Safra, o vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Hélio Sirimarco, afirmou que a decisão do governo ficou abaixo da expectativa.

    Além da redução da taxa, o Plano Safra anunciado pelo Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, contará com um subsídio de R$ 194,37 bilhões para o apoio e financiamento de atividades agropecuárias do País. De acordo com Sirimarco tanto o valor do aporte quanto o da taxa de juros são compreensíveis devido a situação financeira do País, mas não são suficientes para atender as necessidades da categoria.

    “Não atendeu a reivindicação do setor que era de uma redução de 3%. Contudo, levando-se em conta a atual situação do País que não deve permitir novas reduções da Selic (a taxa básica de juros), atualmente em 6,5%, esse é o juro mais acessível que se pode ter ”, disse.

    De acordo com o governo, a necessidade de financiamento do agronegócio brasileiro atualmente é de R$ 390 bilhões. Para Sirimarco, um Plano Safra de R$ 191 milhões é um ponto positivo pois representa um aumento de capitalização dos agricultores com o passar dos anos.

    “Isso significa que estamos menos dependentes do crédito agrícola oficial, e que hoje, praticamente, 50% da produção nacional são aportados graças à chegada de outros agentes para financiar o agronegócio, com a política correta e responsável de redução de taxa de juros. Mostra claramente que, dentro do setor agropecuário brasileiro, os produtores também estão se capitalizando”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Fatores de influência sobre o dólar

    O dólar sofreu grande valorização em função tanto de fatores internos quanto externos. Desde o começo do ano, a moeda americana valorizou-se mais de 15% em relação ao R$. Com o fortalecimento da economia americana, indicada pela melhora nos índices de emprego, há uma forte tendência de aumento na taxa de juros pelo FED. Isso naturalmente leva a uma saída de recursos dos países emergentes em direção aos EUA, desvalorizando as moedas locais.

    Outro fator que vem adicionando volatilidade à moeda americana é a chegada das eleições no Brasil. A ausência de um favorito (nenhum candidato com mais de 20% das intenções de voto) lança dúvidas sobre a continuidade das reformas necessárias ao país, sobretudo a da previdência. Dessa forma, o baixo nível de previsibilidade em relação às políticas que serão adotadas pelo próximo Governo vem afastando os investidores estrangeiros.

    Por fim, temos a criação, por parte do Governo, da MP que estabelece a política de fretes mínimos, com objetivo de evitar novas paralisações de caminhoneiros. Essa política de controle de preços gera grande desconfiança no país, pois demonstra a disposição do Governo de interferir no mercado. Ainda há a questão dos subsídios nos combustíveis, que deve aumentar o rombo nas contas públicas.

    Como isso afeta o agronegócio?

    Com o dólar mais alto, já podemos falar em aumento dos custos de produção para a safra 2018/19, uma vez que 80% dos fertilizantes e defensivos são importados. De acordo com os dados de 2018 da ANDA, ainda temos que importar dois terços dos fertilizantes estimados para o ano. Considerando um dólar futuro próximo aos R$ 4,00 daqui para frente, os preços desses insumos podem aumentar cerca de 10% em relação à safra anterior.

    Entretanto, o aumento dos custos devido ao dólar é mais do que compensado pelo aumento nos preços dos grãos pelo mesmo motivo. A questão a ser observada é o gap de tempo entre a compra dos insumos e a venda dos grãos. Os produtores do Centro-Oeste que fazem barter ou que possuem custeio dolarizado já estão hedgeados. Porém, os produtores menores podem sofrer com o descasamento de moedas. Na hipótese de vitória de um candidato pró-mercado nas eleições, é possível que o dólar retorne a patamares mais civilizados, derrubando o preço dos grãos em R$. Ou seja, o produtor pode pagar caro nos insumos e vender barato os seus grãos.

    Para demonstrar o impacto do dólar sobre a rentabilidade da soja 2018/19, utilizamos como exemplo dois perfis distintos de financiamento: 1) Produtor com custeio 100% dolarizado; 2) Produtor com custeio 100% em R$. Para o primeiro caso, a variação do lucro nos dois cenários de câmbio é pequena, pois há um hedge natural (receita e custo em dólar). Já o produtor que tem seu custeio em R$, apresenta uma menor previsibilidade de lucro.

    Observa-se que o produtor que realiza as operações em dólar possui um menor grau de risco, já que tanto o custo quanto a receita estão vinculados a uma mesma moeda. Já o produtor que realiza as operações em R$ possui um grau de risco mais elevado, podendo ter o fluxo de caixa negativo no caso de uma valorização do nosso câmbio.

    Clima
    Com a elevação da temperatura das águas do Pacífico, o NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) elevou a probabilidade de ocorrência do El Niño no verão para 49%. Isso significa uma inversão do cenário em 2019, já que na safra anterior tivemos a ocorrência do fenômeno La Nina. Os anos de El Nino são caracterizados por clima mais seco no Médio-Norte e grandes volumes de chuvas no Centro-Sul. O evento de La Niña seguido de El Niño ocorreu apenas duas vezes desde 1950, em 1972 e 2009. Previsões mais precisas devem ocorrer entre julho e agosto.

  • Soja recua mais de 5% na semana na CBOT com clima nos EUA e tensões comerciais com a China

    Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja acumularam desvalorizações expressivas na semana. De acordo com levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, as cotações da oleaginosa recuaram entre 4,63% e 5,09% e perderam o importante patamar de US$ 10,00 por bushel.

    Somente nesta sexta-feira (8), os vencimentos da commodity consolidaram a 5ª perda consecutiva e apresentaram quedas entre 4,75 e 5,00 pontos. O julho/18 era cotado a US$ 9,69 por bushel, enquanto o agosto/18 trabalhava a US$ 9,74 por bushel. O novembro finalizou o dia a US$ 9,89 por bushel.

    “As cotações da soja registraram o maior declínio semanal em 10 meses, já que o clima favorável à safra norte-americana pesou sobre os preços”, reportou a Reuters internacional.

    Para os próximos dias, as previsões climáticas ainda indicam chuvas em muitas regiões do Meio-Oeste americano. No caso da soja, cerca de 75% das lavouras apresentavam boas ou excelentes condições até o início dessa semana, conforme reporte do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

    Enquanto isso, os comerciantes de grãos continuam cautelosos em meio às crescentes tensões comerciais entre Estados Unidos e importantes compradores como China e também México. “Temos boas condições e uma previsão climática não ameaçadora, então tiramos muito do prêmio de clima. Isso foi agravado pela incerteza sobre o comércio”, informou Ted Seifried, analista da Zaner Ag Hedge.

    “Desde que continuamos a avançar com nossas tarifas, a China tem sido notavelmente ausente do mercado, especialmente em novas compras de soja”, completa o especialista.

     

    Paralelamente, os participantes do mercado já se preparam para o próximo boletim de oferta e demanda do USDA, que será reportado na terça-feira (12). Os investidores seguem atentos aos estoques da safra velha e as projeções para a nova safra americana.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Plantio de soja do Brasil aumentará cerca de 3% em 18/19, prevê Agroconsult

    O plantio de soja na safra 2018/19 do Brasil, cujo início é entre setembro e outubro, deverá crescer cerca de 3 por cento ante 2017/18, para um novo recorde de 36 milhões de hectares, projetou nesta quinta-feira a Agroconsult, que vê o produtor mais remunerado e expandindo suas lavouras sobre áreas de pastagens.

    O aumento na semeadura poderia levar o Brasil, já o maior exportador global da oleaginosa, a se firmar de vez como líder também na produção após superar os Estados Unidos neste ano.

    “O crescimento (na área) será liderado pela expansão sobre pastagens degradas. Haverá também algo sobre as áreas de milho, mas não tanto como neste ano”, disse o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, após evento da consultoria em São Paulo.

    Ele avalia que o crescimento poderá ser de 1 milhão de hectares.

    Em 2017/18, o plantio de soja ocupou grande parte da área anteriormente destinada ao milho, uma vez que os preços do cereal não estavam atrativos.

    Para 2018/19, Pessôa destacou que os sojicultores também tendem a estar mais capitalizados para as atividades de semeadura, dada a recente alta do dólar ante o real, que favorece as receitas.

    O diretor da Agroconsult não fez previsões para a produção de soja na nova safra, cuja colheita só se iniciará no começo de 2019 e dependerá também das condições climáticas.

    MILHO
    Pessôa destacou que o plantio da primeira safra de milho 2018/19 deverá diminuir 3 por cento ante o observado em 2017/18, quando somou 5 milhões de hectares.

    Em contrapartida, a semeadura da segunda safra, a “safrinha”, pode saltar 10 por cento frente os 11,6 milhões de hectares deste ano, segundo dados oficiais.

    “Devemos ter um crescimento robusto para a próxima safrinha. Haverá redução nos estoques após a safrinha deste ano, as condições para exportação estão favoráveis e a próxima safra de verão será menor”, afirmou o sócio diretor da Agroconsult.

    A segunda safra 2017/18, em fase inicial de colheita, foi severamente castigada por uma forte seca entre abril e maio, bem no momento de desenvolvimento das lavouras, que já haviam sido plantadas fora da janela ideal por causa do atraso na colheita da soja.

    Nesta semana, a consultoria reduziu a estimativa de produção de milho segunda safra do Brasil para 55 milhões de toneladas, de 57 milhões anteriormente.

    Segundo Pessôa, a “maior perda” já foi computada, mas a safrinha 2017/18 pode ser ainda menor.

    “Há sempre potencial para cair mais por causa de áreas suscetíveis a geadas”, disse.

    O fenômeno é um risco em especial para o Paraná, segundo maior produtor de milho do Brasil e que já enfrentou episódios de forte frio neste ano.

    Por lá, o Departamento de Economia Rural (Deral) já alertou que a segunda safra de milho pode ficar abaixo das 10 milhões de toneladas previstas.

    Fonte: Reuters

  • Redução de impostos da soja argentina é improvável, diz USDA

    Um relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirma que o atraso na redução de impostos sobre a exportação de soja vinda da Argentina mostra que a medida é improvável. A análise foi baseada no fato de que o ritmo das mudanças tem sido muito rápido para alguns setores da sociedade argentina, o que resulta em protestos públicos organizados por sindicatos, e muito lentos para investidores e aliados do governo, que buscam redução acelerada da inflação e reformas regulatórias.

    O departamento lembra que a redução do imposto sobre a exportação de soja faz parte do plano fiscal implantado pelo presidente argentino, Mauricio Macri, desde dezembro de 2015. Na época as taxas sobre as vendas internacionais da oleaginosa foram reduzidos de 5% para 30% e as sobre o óleo e o farelo de soja passaram para 27%. Nesse cenário, a partir de janeiro desse ano o plano é reduzir o imposto em 5% todos os meses até dezembro de 2019. “Até o final de 2019, o imposto de exportação seria de 18% para soja e de 15% para o óleo de soja e farelo de soja”, indica parte do relatório.

    Toda essa situação está intensificando os debates e também as cobranças por parte dos agricultores. Recentemente a Sociedad Rural Argentina e a Federación Agraria Argentina já haviam pedido uma aceleração da redução fiscal em resposta a perdas relacionadas à seca. Agora, lideranças agrícolas da Argentina exigiram uma audiência de emergência com o presidente Maurício Macri para pressionar o governo, a Casa Rosada por sua vez, afirma que os produtores devem ter cautela e confiar nas medidas que foram tomadas.

    Para o USDA, é possivel que o governo percebeu que os custos políticos de tal mudança eram muito altos levando em consideração às perdas da última safra. De acordo com o Chefe de Gabinete de Macri, Marcos Peña, no momento não se trabalha com uma mudança no sistema tributário de exportação da soja. “Não está na agenda, neste momento, não está sendo avaliado modificar o esquema de retenciones”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Entidades pedem volta da mistura com biodiesel

    As principais entidades que representam as indústrias e as associações de produtoras do biodiesel enviaram à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) um documento pedindo a volta da mistura de 10% do combustível ao diesel. A solicitação é motivada pela recente liberação da mistura e do uso do diesel 100% mineral para o abastecimento em postos de gasolina durante a greve dos caminhoneiros.

    O documento foi assinado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e pela União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio). De acordo com as entidades o setor está sofrendo com perdas diárias que chegam a R$ 43 milhões, sustentando que “as condições para o restabelecimento das retiradas pelas distribuidoras já estão presentes, pois as vias de acesso estão liberadas desde o dia 31 de maio de 2018”.

    Para Donizete Tokarski, diretor-superintendente da Ubrabio, é de fundamental importância que o governo compreenda os efeitos positivos da utilização dos biocombustíveis já que eles não apenas são menos agressivos ao meio ambiente como também promovem o desenvolvimento do País. De acordo com ele, além do aumento contínuo das produções de soja e de proteína animal garantirem uma amplificação das matérias-primas e uma subsequente evolução da produção de biodiesel, como esses produtos são regionais o País reduziria drasticamente sua dependência externa.

    Segundo Erasmo Carlos Battistella, presidente da Aprobio, o consumo anual brasileiro de diesel, que é de 55 bilhões de litros, incluindo uma mistura de 10% de biodiesel, saltará para 72 bilhões de litros em apenas uma década. Ele explica que se essa porcentagem fosse aumentada para 20% os biocombustíveis corresponderiam por 14,4 bilhões desse volume, o que poderia resultar na limitação dos preços de derivados de petróleo.

    Nesse cenário, as entidades pretendem negociar junto ao governo propostas de curto e médio prazos. Uma delas é a mistura de biodiesel de 15% no Centro-Oeste, que é principal região produtora de soja e tem capacidade para o aumento da produção de biocombustíveis.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo será beneficiado neste inverno

    Nesta segunda-feira (04), a presença de uma massa de ar polar sobre o Rio Grande do Sul mantém as temperaturas baixas em quase todo o território gaúcho. Entretanto, não há relatos de formação de geadas ou qualquer outro tipo de dano às lavouras. Como o sistema vai atuar ao longo do começo da semana, a tendência é que as temperaturas continuem baixas em grande parte do centro-sul.

    Essa massa de ar polar “empurrou” a frente fria sobre a Região Sudeste, deixando o tempo instável em grande parte das regiões produtoras de São Paulo, Mato Grosso do Sul e sul de Minas Gerais. Com isso, foi ocasionado eventuais pancadas de chuva, de curta duração e de fraca intensidade, causando paralisações momentâneas nos trabalhos de campo, como a colheita da cana-de-açúcar.

    Entre segunda (04) e terça (05), por conta da frente fria, há possibilidades de ocorrer novas pancadas de chuva de fraca intensidade sobre o oeste e sul do Mato Grosso, extremo sul de Goiás e triangulo mineiro. Não será afetado em nada o dia-dia do campo, pelo contrário, pode até mesmo beneficiar o desenvolvimento das lavouras, principalmente as de inverno, como trigo que vem sendo plantado no Paraná e sul de São Paulo.

    A chuva nas regiões oeste e sul do Mato Grosso não serão tão favoráveis como eram em maio, já que podem ocasionar um aumento de focos de doenças nas lavouras de algodão e milho safrinha. Além disso, as temperaturas mínimas tendem a ficar ligeiramente mais baixas nessa semana, o que poderá levar a um atraso no ciclo da cultura.

    O padrão meteorológico se manterá assim ao longo de todo o mês de junho, ou seja, frentes frias passando com regularidade sobre o Sul do país, deixando o tempo instável e com previsões para pancadas de chuva e na sequência, entrada de massas de ar polar, que ocasionam o declínio das temperaturas mínimas. Por enquanto, não há nenhum indicativo de que uma das massas de ar polar ocasionem geadas sobre as principais regiões produtoras de milho safrinha, café, cana-de-açúcar e citros.

    Tendência das culturas

    O clima para a cultura do milho safrinha não foi nada bom esse ano, o que deverá reduzir a produção nacional em mais de 12 milhões de toneladas em relação a produção do ano passado, que foi de 69 milhões de toneladas. No algodão, as perspectivas ainda são muito boas, já que com o aumento da área cultivada nesse ano e as boas condições meteorológicas registradas até o momento, ocasionaram uma produção bem superior à da safra passada.

    Para a cana-de-açúcar, a perspectiva continua sendo de uma produção inferior à de 2017, já que a idade dos canaviais ainda se mantém alta, o nível de tecnologia empregado nas lavouras diminuiu e os baixos índices pluviométricos registrados nos últimos 60 dias nas principais regiões produtoras do centro-sul afetaram o desenvolvimento de muitas lavouras. Somente em 2019 é que haverá um aumento na produção nacional.

    Já o café, a produção nacional deve ser maior do que a da safra passada, já que 2018 é de bianulidade positiva. Porém, devido à forte estiagem de outubro de 2017 e a de abril deste ano, a produção deverá ficar um pouco abaixo do que poderia ser. Isto é, a cafeicultura não atingirá seu máximo potencial produtivo esse ano.

    Com relação ao trigo, o plantio segue avançando no Paraná, São Paulo e em Minas Gerais, com boas perspectivas de produtividade. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, não foram registrados nenhum movimento de plantio até esse final de semana, o que é normal. Os primeiros plantios devem começar a ser realizados na semana que vem.

    Fonte: Agrolink

  • Safras eleva estimativa de exportação de soja do Brasil em 2018/19 para 70,8 mi t

    As exportações de soja do Brasil devem alcançar um recorde de 70,8 milhões de toneladas no ano comercial 2018/19 (fevereiro a janeiro), projetou nesta terça-feira a Safras & Mercado, que elevou sua estimativa ante os 70,5 milhões considerados anteriormente.

    A revisão para cima ocorre após o país registrar em maio o maior volume mensal de embarques de toda a história, com 12
    milhões de toneladas, segundo dados do governo. As vendas brasileiras têm sido favorecidas nos últimos meses por uma safra recorde, tensões comerciais entre Estados Unidos e China e uma menor oferta da Argentina, cuja produção foi severamente impactada pela seca.

    Segundo a Safras & Mercado, as exportações previstas para 2018/19 representariam expansão de 3 por cento sobre o observado em 2017/18.

    De acordo com a consultoria, o esmagamento para 2018/19 está previsto em 43,2 milhões de toneladas, alta de 4 por cento. Os estoques finais deverão somar 6,192 milhões de toneladas, expansão de 66 por cento.

    DERIVADOS

    A consultoria trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,875 milhões de toneladas em 2018/19 (+4 por cento), sendo que as exportações tendem a crescer 21 por cento, para 16,8 milhões de toneladas.

    No caso do óleo, a produção deverá ser de 8,54 milhões de toneladas, com exportações de 1,2 milhão de toneladas, estável ante 2017/18.

    Fonte: Agrolink

  • Plano Safra deve trazer juros balizados pelo IPCA

    Um dos pontos mais esperados para a divulgação do novo Plano Safra, que acontece nesta quarta-feira (6), em Brasília é a situação dos juros. A expectativa do economista da Faep (Federação de Agricultura do Estado do Paraná), Pedro Loyola, e de demais lideranças é de que as taxas serão reduzidas em 1% em relação ao plano anterior ou mantidas, com o mecanismo da pós-fixação.

    A taxa de juros destinada ao custeio, hoje, por exemplo, poderia passar de 8,5% para 7,5% na nova temporada.

    Uma notícia do Valor Econômico dá conta ainda de que o IPCA irá balizar parte dos juros do crédito rural nesse plano 2019/20. Essa é uma medida que vinha sendo fortemente defendida pelo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn e, ao ser efetivada, começa a valer em 1º de julho. Embora não dependa da aprovação do Congresso, a medida passar pelo crivo co Conselho Monetário Nacional (CMN).

    “A equipe econômica do governo ganhou a queda de braço que travava com o Ministério da Agricultura desde o ano passado e no próximo Plano Safra (2018/19) vai atrelar os juros de uma parte das operações de crédito para o custeio agropecuário ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fase de testes, essa terceira modalidade de financiamento envolvendo crédito rural terá a taxa de juros corrigida pelo IPCA vigente no mês da contratação mais um percentual ainda a ser definido”, diz a notícia.

    A notícia traz a informação ainda de que esse novo formato de financiamento deverá ser opcional, no momento da contratação do crédito. Ademais, o produtor conta ainda os modelos já conhecidos do que estabelece juros controlados e subsidiados e aquele que prevê juros livres.

    Em entrevista ao Valor Econômico, o ex-diretor da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) Ademiro Vian, esse é um mecanismo que se mostra atrativo para os produtores somente se a inflação estiver com uma tendência de baixa, uma vez que o produtor busca modelos de menor risco. A mudança na taxa variável poderia torná-la, afinal, mais alta do que a fixa, ampliando seus custos ao longo da safra.

    Essa taxa variável poderia alcançar cerca de 5% do total dos recursos que serão destinados ao custeio no plano a ser divulgado nesta quarta.

    Ainda como explica o economista da Faep, o momento é de uma rígida restrição orçamentária, o que mostra até mesmo a pré-divulgação do plano mais tímida do que em anos anteriores. “É um momento muito delicado que mostra um contexto geral da política que explica isso, um momento muito conturbado que acaba afetando a arrecadação”, diz. “O governo está pressionado por todos os setores da economia e com um déficit muito grande. A expectativa não é das melhores”, completa.

    O volume de recursos a ser disponibilizado – ou ao menos anunciado – não deverá vir, portanto, muito acima dos R$ 190,25 bilhões do ano passado. “Se espera sempre o volume do ano anterior mais a inflação. Não deve haver muita alteração”, explica Loyola.

    Ainda sobre os juros, o economista espera que sejam mantidas taxas diferenciadas para algumas linhas de financiamento, como o PCA (Programa para Construção e Ampliação de Armazéns) e o Inovagro. O pleito dessas taxas menores se estende agora para o Plano ABC (Agricultura de Baixa Emissão de Carbono). Com a prorrogação do CAR (Cadastro Ambiental Rural) logo o produtor terá de cumprir, afinal, com o programa de regularização ambiental.

    Outro ponto polêmico, ainda segundo o economista, é o volume de dinheiro destinado ao seguro rural. O montante de recurso também deve apresentar pouca mudança em relação aos demais anos, embora cresça a importância segurada. Dos R$ 550 milhões anunciados no ano passado, apenas R$ 380 milhões foram efetivamente disponibilizados.

    Fonte: Notícias Agrícolas