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julho 2018

  • TRIGO/CEPEA: incertezas quanto aos fretes limitam negociações

    As incertezas relacionadas aos valores de fretes no Brasil seguem limitando as negociações envolvendo trigo e derivados. No entanto, como em praticamente todo o primeiro semestre deste ano a comercialização esteve aquecida, muitos compradores consultados pelo Cepea se mostram sem necessidade de novas aquisições. No geral, segundo pesquisas do Cepea, o ritmo de negócios diminuiu fortemente no mercado interno a partir de maio, quando as dificuldades logísticas se iniciaram após a greve dos caminhoneiros.

    O clima adverso no Brasil e as possíveis reduções na produção e produtividade no Sul podem alterar este cenário de baixa liquidez, já que a necessidade de importação deve crescer. Por sua vez, como a logística dos portos nacionais até o destino pode ficar mais encarecida, os preços finais do cereal e dos derivados devem subir também no mercado doméstico.

    Fonte: CEPEA/ESALQ

  • Produção mundial de soja deve chegar a 358 MT

    O novo relatório do Conselho Internacional de Grãos (IGC) revelou que a estimativa para a safra 2018/2019 é de que a colheita da soja chegue a níveis históricos, batendo as 358 milhões de toneladas em todo o mundo. Na última estimativa do Conselho, o cálculo havia somado uma quantia de 356 milhões.

    Segundo o IGC, esse aumento significa um ganho de 21 milhões de toneladas em relação à safra passada, que contabilizou 337 milhões de toneladas colhidas. Além disso, o Conselho previu também um ligeiro acréscimo nos estoques da oleaginosa, que na safra anterior foram registrados em 40 milhões de toneladas.

    “Com um aumento na previsão para a produção mundial de soja em 2017/18, a projeção também foi aumentada para os estoques existentes, que são estimados em 41 milhões de toneladas”, diz o relatório.

    Nesse cenário, o comércio internacional da soja está sendo monitorado a uma taxa de 156 milhões de toneladas, apesar da situação de incerteza. Isso porque o setor da soja caiu cerca de 11% ao mês no Índice de Cereais e Oleaginosas do Conselho Internacional de Cereais (GOI-CIC), devido a guerra comercial travada entre a China e os Estados Unidos e a redução da colheita na Argentina.

    “Embora muitos produtores tenham obtido safras recordes em 2017/18, ainda é esperado que a produção mundial de soja diminua em 3%, para 337 milhões de toneladas, devido à notável redução da colheita na Argentina. De qualquer forma, o Brasil está emergindo novamente como o maior exportador do mundo, e as exportações dos Estados Unidos devem atingir um recorde”, finaliza o IGC.

    Fonte: Agrolink

  • Syngenta investe em agtech na América Latina

    A Syngenta vem promovendo uma série de anúncios que indicam um investimento maior da multinacional na área de tecnologia e digitalização da produção agrícola, principalmente na América Latina. Os investimentos da empresa em agtech vão desde aplicativos que de automação da pulverização até ferramentas de gerenciamento de risco.

    De acordo com a Syngenta, a plataforma brasileira de software de manutenção agrícola Strider, que promove o gerenciamento das pragas na lavora, será a próxima aquisição sul-americana da companhia. Além disso, a empresa participou de uma rodada de US $ 6 milhões para o mercado argentino de agronegócios Agrofy.

    Segundo, Ariadne Caballero, líder de agricultura digital para América Latina (LATAM) na Syngenta, ainda não é possível elencar quais são os principais problemas que os agricultores da LATAM estão enfrento. No entanto, a empresa vem trabalhando na identificação desses empecilhos e tentando abranger o maior número de produtores possível com seus novos investimentos.

    “No topo, você tem grandes empresas do agronegócio que estão usando ERPs e tudo é executado através de software, mas uma vez que você descobre que você tem alguns que estão usando caneta e papel e alguns que estão apenas mantendo tudo na cabeça. Então, estamos tentando atender a todos esses segmentos diferentes, dependendo do tipo de decisão que eles precisam tomar”, explica.

    Caballero explica que o foco principal da Syngenta é na identificação dos riscos potenciais que o produtor irá enfrentar e que prejudicarão no rendimento de sua lavoura. Para isso, ela admite ser possível uma parceria com outras empresas privadas a fim de desenvolver produtos de qualidade e que realmente colaborem com o processo produtivo.

    “Nós nos concentramos em três pilares. No coração estão os sistemas de gerenciamento de fazendas porque é aqui que criamos o maior valor para o cliente no nível de compreensão de seus números. A partir disso, temos ferramentas de agronomia digital que são o núcleo da Syngenta. A peça final é ferramentas de gerenciamento de risco – como você usa dados para reduzir o risco para os produtores?”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil deve plantar recorde de soja apesar de custos e incertezas

    Produtores brasileiros se preparam para semear uma área recorde com soja na safra 2018/19, mas os trabalhos devem se desenvolver, a partir de setembro, em condições consideradas mais desafiadoras, com incertezas domésticas e externas, e em meio a custos elevados.

    Por ora, ainda há poucas estimativas sobre o próximo ciclo, mas já se forma um consenso de que o plantio crescerá em cerca de 1 milhão de hectares, para pouco mais de 36 milhões, apesar de receios quanto a entrega e uso de insumos, da alta do dólar ante o real, dos fretes mais caros e da disputa comercial entre Estados Unidos e China.

    “O solo ainda tem boa reserva de nutrientes graças ao bom nível de tecnologia na última safra. Ninguém vai deixar de plantar, mas pode ter variabilidade na produtividade”, avaliou o diretor de agronegócios do Itaú BBA, Pedro Fernandes, em entrevista à Reuters.

    Em estudo, o banco aponta que os custos para a implantação da soja, o principal produto do agronegócio do Brasil, tendem a subir em 2018/19 justamente por causa do câmbio e de seus reflexos sobre os preços dos insumos, desde fertilizantes a agroquímicos no geral, muitos dos quais importados.

    Em Mato Grosso, maior produtor do país, a tendência é de que os custos cresçam cerca de 10 por cento, para 2,1 mil reais por hectare, mas com as margens de ganhos podendo cair pela metade ante a última safra, para algo entre 1,2 mil e 1,5 mil reais por hectare, segundo o trabalho do Itaú BBA.

    “A rentabilidade da soja em 2018/19 voltará à média de cinco anos. Será uma safra rentável ainda, mas não como foi 2017/18. Essa queda nas margens virá do aumento do custo e da diminuição da receita por saca, por causa da queda dos preços na Bolsa de Chicago”, destacou Fernandes.

    Tendo-se por base o contrato mais negociado na CBOT, as cotações da oleaginosa acumulam perda de mais de 10 por cento em 2018 em razão da escalada da tensão entre Estados Unidos e China, o maior importador mundial da commodity.

    O recuo se acentuou após Pequim anunciar tarifas sobre as importações de soja norte-americana, o que fez disparar os prêmios do produto do Brasil, líder mundial em exportações da commodity e principal fornecedor do mercado chinês.

    “A queda dos preços em Chicago foi parcialmente compensada pelos prêmios mais altos. Mesmo assim, nesses últimos três meses o preço FOB de exportação de soja (do Brasil) caiu 15 por cento”, disse nesta semana o chefe do setor de grãos da Datagro, Flávio França Júnior, minimizando ganhos para o país em meio à disputa entre as duas maiores economias do mundo.

    Para ele, o maior risco para o produtor ainda é o dólar, que deve ter forte volatilidade em razão das eleições de outubro. Segundo o analista, dependendo do vencedor do pleito, o câmbio pode estar no momento de venda da colheita em um patamar totalmente diferente do observado na época do plantio.

    Logística
    Outra frente de preocupação para os produtores diz respeito aos fretes, que agora seguem uma tabela instituída pelo governo na esteira dos protestos de caminhoneiros, em maio. O receio não é só com o transporte da soja que será colhida no verão, mas com a oferta de insumos para o plantio ainda neste ano.

    No primeiro semestre, por exemplo, as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro caíram 2,3 por cento na comparação anual, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos.

    “Definitivamente o mercado de grãos não está nada satisfeito com as novas regras”, afirmou o diretor da corretora Cerealpar, Steve Cachia.

    “Apesar de o mercado internacional estar conspirando para que o Brasil registre uma explosão na área de soja, não acho que isso vai acontecer neste ano. Acho que as outras incertezas pesam para que o produtor brasileiro tenha mais cautela e cuide mais do patrimônio”, avaliou ele.

    Em uma projeção preliminar, Cachia diz esperar que a área de soja no Brasil cresça entre 1 e 3 por cento, de 35 milhões de hectares em 2017/18. A próxima colheita somaria um recorde de 121 milhões de toneladas, ante cerca de 119 milhões de toneladas estimadas pelo governo brasileiro no ciclo anterior, segundo a Cerealpar.

    A Safras & Mercado tem previsões semelhantes, apostando em semeadura de 36 milhões de hectares e colheita de quase 120 milhões de toneladas.

    “Nesta nova temporada, notamos mais uma vez um quadro bastante favorável ao cultivo da oleaginosa. As grandes produtividades registradas em todo o país na temporada 2017/18 aliadas à elevação dos preços praticados ao longo de todo o ano de 2018 culminaram na manutenção de uma margem razoável para os produtores, mesmo com o crescimento dos custos de produção”, afirmou o consultor da Safras, Luiz Fernando Roque, em nota.

    Mas ele reconhece que a forte alta do dólar e a questão dos fretes são fatores que inicialmente impedem uma expansão ainda maior da área plantada.

    “Neste primeiro momento, nota-se uma grande incerteza em torno desses fatores fundamentais, o que traz insegurança para a decisão produtor. Aliado a isso, a recuperação dos preços do milho nos últimos meses também deve impedir um maior avanço da área de soja”, completou.

    Fonte: Agrolink

  • Fechamento de fábricas na China: Falta defensivo e preço sobe

    O fechamento de diversas fábricas na China, por conta da política de recuperação ambiental implantada naquele país, já está impactando fortemente no agronegócio brasileiro. Como consequência das restrições, reduziu sensivelmente a oferta de matéria-prima para a fabricação de defensivos agrícolas em diversas partes do mundo – especialmente no Brasil, que é o maior comprador dos ingredientes ativos asiáticos.

    A maioria dos agroquímicos importados sofreram considerável elevação dos preços FOB (Free On Board – contrato de exportação com custos de transporte interno incluso até o carregamento do navio), de acordo com levantamento da Consultoria AllierBrasil. A pesquisa verificou mais de 70 produtos técnicos e intermediários comprados pelo Brasil no exterior, e ficou evidenciada a correlação entre o fechamento de fábricas na China, o fornecimento global e o aumento dos preços dos produtos exportados para o Brasil.

    O estudo “Fechamento de Fábricas de Produtos Agroquímicos na China (2017)” mostra que os fabricantes chineses estão numa escalada de aumento de preços. “Sendo a China o maior fornecedor mundial, além de ser o maior exportador destes produtos para o mundo, inclusive para o Brasil e a Índia (que também exporta em grande quantidade para o Brasil), qualquer restrição no país asiático, impacta toda a cadeia de produção e consequentemente os preços”, afirma o engenheiro agrônomo e diretor da consultoria AllierBrasil, Flavio Hirata. Na avaliação do especialista, “a reposição de estoques para a próxima safra ainda vai trazer mais surpresas”.

    Segundo informação recolhida pelo escritório em Xangai da Red Surcos, principal empresa de pesticidas de capital argentino, somente 20% das fábricas deste setor estão habilitadas para operar atualmente. Apenas 400 fábricas (de um total de 2.200) que existem em todo o país estão habilitadas, explicou o especialista Sebastián Calvo.

    Das fábricas que estão paradas, há muitas que foram fechadas em forma definitiva e outras que deverão se ajustar à normativa mais estrita para voltar a operar. “Essa situação está afetando a oferta de produtos por parte da China, que resulta estratégica para o abastecimento do mercado mundial, que faz pensar que é muito difícil ver uma baixa de preços no mercado futuro”, observou Calvo.

    A estimativa é que a situação piore ainda mais no médio e longo prazo: até 2020 haverá 30% menos empresas na agroindústria chinesa, e as que ficarem serão as maiores, ou seja, uma grande concentração de mercado – o que deve provocar menos concorrência de preços.

    “Os chineses se haviam posicionado como líderes absolutos por baixos custos, mas agora o cenário mudou. A mudança para a Índia como fornecedor central já se está dando em produtos chave como o clorpirifos e piretróides”, afirmou Calvo. Outro inseticida que deve faltar nos estoques brasileiros é o Benzoato de emamectina, considerado o mais eficiente para o controle da lagarta Helicoverpa armigera. Esta é uma das pragas que provocam os maiores prejuízos na agricultura do País.

    Aprovado para uso emergencial no Brasil até Julho de 2019, o produto é vendido por quatro empresas autorizadas: Tide/Prentiss, CCAB, Ourofino e Macroseeds. A Syngenta, com o Proclaim, é a única empresa que detém o registro definitivo do Benzoato de emamectina em todo o território brasileiro. De acordo com especialistas ouvidos pelo Agrolink, a melhor maneira de prevenir a alta ainda mais forte dos preços e até mesmo uma possível falta de abastecimento é garantir a compra o quanto antes.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: o que você precisa saber para ter sucesso na safra 2018/2019

    Antes de começar a nova safra e tomar decisões sobre compra de insumos, arrendamento de terras ou mesmo aquisição de maquinários, entender a situação atual da economia e política pode fazer a diferença para garantir um bom lucro. Pensando nisso, o 1º Fórum Soja Brasil – Safra 2018/2019, que aconteceu em Uberlândia (MG), nesta quinta, dia 26, trouxe um grande time de especialistas para dar dicas essenciais sobre clima, economia, comércio exterior, manejo e os rumos que as eleições podem dar ao país

    O Projeto Soja Brasil chega a sua sétima edição nesta safra 2018/2019 e, mantendo a tradição de dar apoio aos produtores do Brasil, o 1° Fórum do ciclo reuniu grandes especialistas, mediados pela apresentadora Kellen Severo, para trazer uma análise bastante completa sobre as possibilidades da temporada. Confira abaixo os tópicos e as opiniões:

    Eleições

    Uma das primeiras preocupações que o produtor deve ter no ano é com as eleições, que acontecem em outubro. Isso pode mudar drasticamente os rumos da economia e atrapalhar o planejamento inicial de safra, afirmou o analista de mercado e sócio da Tendências Consultoria Integrada Rafael Cortez, durante sua palestra.

    “Desde 2013, os eventos políticos têm influenciado fortemente as atividades econômicas do país. Então entender quem são os candidatos e os impactos que eles trarão ao país é fundamental para se antecipar às tendências que o mercado trará, como a política monetária, a taxa de câmbio, entre outros indicadores da economia”, diz.

    O analista explica que existem dois cenários a serem previstos e antecipados pelos produtores a respeito daqueles que vencerem as eleições:

    1 – se vencer o candidato que o mercado confia, ou que tenha atuado no governo atual, ou pelo menos, tenha uma proposta que dê andamento ao modo que a economia caminha atualmente.

    “Se isso acontecer, o câmbio deve recuar, afetando os preços recebidos pelos produtores. No entanto, na hora de comprar os insumos, os valores dos produtores devem recuar junto com o dólar, por exemplo”, conta Cortez.

    2 – se vencer um político com menos expressão, nome e tradição política, ou contrário aos conceitos que o mercado considera ideais.

    “Se isso acontecer, lá em março o câmbio estará em um patamar parecido com o atual. E, mais adiante, em junho ou julho, os gastos para fazer a nova safra podem ser mais elevados. De maneira geral, o pior cenário deve se igualar com estes dias que antecedem as eleições. Claro que mais para a frente, dependendo das decisões, o cenário pode piorar”, diz.

    Mercado

    Para o analista da Safras & Mercado, Gil Barabach não só a eleição no Brasil trará impactos a comercialização da soja, mas também o embate entre China e Estados Unidos. Segundo ele o produtor precisará se atentar para não perder oportunidades de negócios, ainda mais com preços tão rentáveis.

    “Considerando o pior cenário político no Brasil, com a entrada de algum candidato que o mercado não apoie, o dólar tende a subir mais do que agora. Pois vivemos uma incerteza de quem será candidato e quais as possibilidades, isso mantém o câmbio valorizado”, diz Barabach. “O dólar pode até ultrapassar os R$ 4.”

    Para o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, se o cenário continuar assim, e a tabela dos fretes não cair o produtor terá dificuldades para travar preços futuros. “Mesmo com preços elevados, os negócios de soja futura estão travados, pois ninguém sabe como enfrentar essa tabela. Ela encarece muito e atrapalha as negociações”, diz.

    Para o executivo há chances inclusive de os produtores não aumentarem suas áreas de soja, pois não conseguem travar negócios futuros e com isso não obtém o dinheiro para financiar a safra. “Essa tabela está atrasando tudo, o financiamento, a compra de insumos e isso trará um impacto lá na frente, quando a safra começar”, conta Braz. “Vamos lutar junto com outras entidades para tentar derrubar essa tabela, pois ela faz mal não só aos produtores, mas aos consumidores que já estão sentindo no bolso o preço mais caros dos seus produtos.”

    Clima

    Um dos assuntos mais aguardados pelos participantes do Fórum tratava justamente sobre os rumos que o clima teria neste ano, já que existe uma chance de influência do El Niño, que traria muitas chuvas para a região Sul e seca para o Nordeste, e que foi responsável pelo incremento de produção da temporada anterior.

    Segundo a editora de meteorologia do Canal Rural, Pryscilla Paiva, muitos mapas estão apontando chances de até 80% de El Niño. “Isso não está confirmado ainda, há grande chances. Por isso é preciso monitorar diariamente as previsões para não dar chance de erros”, conta.

    Para Pryscilla as chuvas devem mesmo chegar em setembro, mas não com grandes volumes no Sudeste e Centro-Oeste. “Essas duas regiões não terão muita água no solo, e as chuvas previstas não irão repor a umidade necessária para o solo. Para piorar em outubro faltará chuvas. Então o produtor terá que pensar se vale a pena plantar com pouca água, pois essa situação demorará a normalizar e a safra pode ficar comprometida”, ressalta ela.

    No Sul as chuvas devem ser mais volumosas e a preocupação ficará por conta da ferrugem asiática, que se prolifera melhor com excesso de umidade. “A condição é diferente no Sul, por lá há chances de chuvas demais e é preciso tomar todos os cuidados necessários para que aquelas cenas de alagamentos não se repitam”, diz.

    Manejo e pragas

    Ainda sobre um possível El Niño, a principal entidade de pesquisa de soja do Brasil, a Embrapa, está preocupada. Isso porque o fenômeno acaba trazendo ainda mais chuvas, gerando condições ideais para a proliferação da ferrugem asiática.

    O chefe de pesquisa e desenvolvimento da Embrapa Soja, Ricardo Vilela Abdelnoor, falou sobre essa preocupação durante seu debate. “O El Niño preocupa sim, pois a frequência de chuvas aumenta muito na região Sul, que normalmente já sofre com a doença. A umidade é a condição ideal para que aumente a pressão da doença”, diz Abdelnoor.

    Com isso o pesquisador alertou para que os produtores redobrem as atenções com o vazio sanitário, que começou em muitos estados em junho e julho. Abdelnoor ressalta que os produtores devem abrir os olhos e não deixar nenhuma planta guaxa viva nos campos ou próxima a eles.

    “Existe fiscalização, mas ela não tem o contingente suficiente para fazer isso, então é importante que o produtor entenda a importância de se fazer o vazio corretamente para controlar a incidência da doença e iniciar a nova safra com uma pressão menor. E, consequentemente, menos gastos também”, conta.

    Para o José Magid Waquil, do Conselho de Informações sobre Biotecnologia (CIB), esta é uma boa oportunidade de os produtores apostarem todas as fichas no manejo de resistência contra a ferrugem. “O manejo da resistência precisa ser realizado para preservar as tecnologias que existem hoje. É preciso fazer o refúgio para que as tecnologias Bt não percam suas eficiências”, conta ele.

    Fonte: Canal Rural

  • Saiba o que pode influenciar o mercado da soja nesta semana

    Diante da tarifa de 25% impostas pelos chineses sobre a soja norte-americana, o governo Trump busca alternativas para as exportações da oleaginosa. Na sema passada o presidente dos Estados Unidos anunciou que a União Europeia se comprometeu a aumentar o volume de compras de soja norte-americana em troca de uma melhor relação comercial, que prevê a retirada de algumas tributações e barreiras.

    “Depois da China, os países da UE são os que mais importam soja norte-americana anualmente, o que reforça a importância da relação comercial entre os EUA e o bloco”, destaca o analista da Safras & Mercado, Luiz Fernando Roque.

    O mercado encarou o acordo com bons olhos, o que faz Chicago ganhar certo suporte fundamental no curto-prazo. O especialista não descarta que novos acordos sejam firmados nas próximas semanas com outros países ou blocos econômicos, o que poderá mexer ainda mais com o mercado.

    Além do acordo com os europeus, o anúncio de um auxílio financeiro de US$ 12 bilhões oferecido aos sojicultores dos Estados Unidos também chamou a atenção. Embora em parte criticado, o dinheiro pode dar fôlego aos produtores norte-americanos, diminuindo a pressão sobre o governo e dando mais tempo para a negociação com os chineses.

    Enquanto analisam as questões comerciais, o mercado também olha para o desenvolvimento da safra norte-americana. As lavouras do país voltaram a ter uma melhora nas condições após três semanas de piora. O mês de agosto será decisivo para a definição da produção, e o fator climático pode trazer volatilidade para a CBOT. A tendência atual é de uma colheita com poucas perdas.

    Fonte: Canal Rural

  • China procura Brasil para estudo de agroquímicos

    O mercado de agroquímicos da China está procurando os laboratórios brasileiros para avaliações e analises sobre princípios ativos de agroquímicos genéricos a fim de ingressar no mercado do País. De acordo com o Gerente de Desenvolvimento e Suporte Técnico da Mérieux NutriScience, Roberto Sardinha, a atividade do mercado brasileiro está atraindo os chineses.

    “Somos um dos maiores produtores agrícolas do mundo. Além disso, com o objetivo de registar produtos no país, muitos fabricantes chineses optam por realizar os estudos em laboratórios brasileiros, que possuem conhecimento sobre as exigências especificas dos órgãos reguladores, assim como proximidade e acesso para manter discussões técnicas quando necessário”, comenta.

    Atualmente, a China é o maior produtor de agroquímicos do mundo, com o faturamento anual do segmento chegando aos 308 bilhões de iuanes. Segundo a Gerente de Agroquímicos de Xangai da Mérieux NutriScience, Kathy Zhu, os avanços do mercado chinês estão diretamente ligados com a intenção de desenvolver novas tecnologias e na atualização do processo produtivo de defensivos.

    “O setor é um dos que mais cresce no país, pois as empresas têm capacidade para investir na produção de ingredientes ativos, que estão com as patentes quase expirando, como piraclostrobina e protioconazol, assim como produtos mais antigos como Glifosato, 2,4-D e Atrazina”, explica.

    Os estudos realizados no Brasil definem a equivalência do produto ao registrado anteriormente, analisando propriedades físico-químicas, efeitos tóxicos e eco toxicológicos, concluindo se ele é capaz, ou não, de fazer mal à saúde humana. “Os estudos realizados aqui também são aceitos nos países membros da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o que facilita o registro e posteriormente a venda do defensivo em outros mercados”, finaliza Sardinha.

    Fonte: Agrolink

  • Preço do milho volta a ser atrativo

    Os indicadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) referentes às médias dos preços do milho registraram nesta quarta-feira (25.07) altas de 0,74% nas médias das cotações da B3 e de 1,53% nos preços médios em Campinas. A especulação com milho na B3 é o dobro da mesma especulação no mercado físico.

    De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, isso pode sinalizar que, finalmente, os compradores “podem ter se dado conta de que, realmente, faltará milho e que os preços atuais podem ser atrativos a médio e longo prazo, embora esta não seja uma afirmação definitiva”.

    “O certo é que todas as notícias desta semana falam de mais quebra ou deterioração do milho safrinha em praticamente todos os estados produtores e de uma forte retração dos vendedores. Por isso, alguns compradores estão aceitando os preços de venda pedidos, acreditando que, no futuro, eles serão baratos”, explica.

    Além disso, outro fator de alta está começando a despontar fortemente no mercado é a provável alta dos preços de exportação. “Puxadas pela alta das cotações do trigo em Chicago, diante dos anúncios de quebra nas safras da Europa e do Mar Negro, grande parte das quais concorrem com o milho no mercado de rações, as cotações do milho também subiram em Chicago e no mercado internacional. Isto poderá provocar nova onda de demanda do milho brasileiro para exportação e, consequentemente, reduzir as disponibilidades internas, elevando ainda mais os preços do milho no mercado doméstico”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Cientistas criam pulverizador inteligente

    Pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Faculdade de Ciências Alimentícias, Agrícolas e Ambientais da Universidade Estadual de Ohio (CFAES) desenvolveram o primeiro sistema de pulverização inteligente do mundo. De acordo com Erdal Ozkan, professor de engenharia agrícola da CFAES, a nova tecnologia permite uma aplicação mais eficiente que o sistema tradicional.

    “Usando pulverizadores convencionais, os produtores simplesmente ligam o pulverizador em uma extremidade da fileira das plantas e param de pulverizar na outra extremidade. Ainda estamos usando o mesmo tipo de pulverizadores projetados há mais de 60 anos. Aplicar uma taxa fixa de pesticidas continuamente, independentemente das variações nas condições-alvo, não é mais um princípio que podemos praticar”, explica.

    Segundo os criadores, a economia para os produtores que utilizarem o pulverizador inteligente pode chegar a cerca de US$ 230 por acre anualmente. Okzam afirma que um produtor com um campo de 100 acres poderia recuperar o custo do pulverizador inteligente dentro do primeiro ano de uso.

    Além disso, o dispositivo consegue mostrar retornos ambientais importantes, como economia de água e redução no desperdício de defensivos químicos. A equipe também está trabalhando para desenvolver um kit de pulverizador inteligente que possa ser instalado em quase qualquer pulverizador, o que reduziria a despesa adicional para utilizar essa nova tecnologia.

    “Prevenir a poluição ambiental por pesticidas de ar ou de água deve ser tão importante hoje quanto controlar pragas, se não mais importante. A tecnologia empregada no pulverizador inteligente é um exemplo de alcançar ambos: controle satisfatório de pragas e a redução do risco associado à poluição do meio ambiente com pesticidas”, finaliza.

    Fonte: Agrolink