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5 de julho de 2018

  • Soja: Após feriado, mercado retoma negócios em Chicago trabalhando com estabilidade nesta 5ª

    Preços da soja em queda na Bolsa de Chicago na volta dos negócios nesta quinta-feira (5). Os futuros da oleaginosa recuavam entre 1,75 e 3,50 pontos nos principais contratos, com o julho/18 sendo cotado a US$ 8,40 por bushel. O mercado segue muito ansioso por novas informações que possam movimentá-lo de forma mais intensa.

    Segundo explicam analistas da consultoria internacional Allendale,Inc., os principais fatores ainda a serem observados, principalmente no caso da soja, são od desdobramentos da guerra comercial entre China e Estados Unidos e as atualizações dos mapas climáticos para o Corn Belt.

    No cenário da disputa comercial entre as duas maiores economias do mundo – que segue no foco principal dos traders – as atenções se intensificam sobre a possibilidade de parte das tarifações norte-americanas já começarem a valer a partir desta sexta-feira, 6 de julho, o que aquece ainda mais as tensões entre os dois países.

    Lideranças chinesas, no entanto, afirmam que “a China não irá dar o primeiro tiro”.

    “Caso tenhamos alguma surpresa, esta seria o cancelamento de qualquer imposição comercial no prazo limite de do dia 6. A ARC alerta se tal inesperado cenário se concretizar, o Mercado apresentará um movimento agressivo de altas consecutivas para a soja, principalmente. Tais movimentos políticos são imprevisíveis no atual momento”, explicam os analistas de mercado da AgResource Mercosul (ARC).

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Brasil possui 135 startups voltadas ao agronegócio

    Um mapeamento realizado pela consultoria KPMG em parceria com a Distrito indicou que o Brasil possui pelo menos 135 empresas voltadas exclusivamente para o desenvolvimento de tecnologias para o aprimoramento do agronegócio dentro de um total de 7 mil startups. O crescente número de agritechs foi um dos fatores responsáveis pelo alta da participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos cinco anos, que passou de 19% para 23%.

    Dentre as principais soluções oferecidas se destacam ferramentas voltadas à agricultura de precisão, drones, uso de satélites, big data, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial (AI) e sistemas de gestão em nuvem. André Luiz Monaretti, sócio da KPMG Agronegócios, afirma que o crescimento das startups está ligado com dos agricultores pelo aumento da produtividade e qualidade de seu produto

    “A busca por inovação não é só uma prioridade, mas uma necessidade em um ambiente econômico altamente complexo e de crescente pressão por parte dos consumidores, governos e reguladores que demandam mais eficiência, controle, rastreabilidade e sustentabilidade”, comenta.

    De acordo com Rafael Ribeiro, gerente-executivo da Associação Brasileira das Startups (ABStartups), outro ponto que explica o aumento das empresas é a mudança de comportamento do produtor rural, que está mais aberto para a adoção da tecnologia. Ele lembra que há alguns anos atrás o agricultor utilizava muito a intuição para gerenciar sua lavoura, mas agora isso está sendo substituído por equipamentos e informações oferecidas pelas startups.

    “A maior aceitação da tecnologia pelo agricultor é o primeiro ponto desse avanço grande das agritechs. Isso tem impacto diretamente no crescimento do nosso segmento”, pontua.

    Nesse cenário, segundo ele, as startups voltadas ao agronegócio estão atraindo não apenas os produtores rurais, mas também grandes investidores. Ribeiro destaca que grandes companhias como Raízen, Monsanto, Bayer e Basf são algumas que começaram a se reinventar e destinar grandes montantes nas agrithes com objetivo de continuar acompanhando as tendências de mercado.

    Fonte: Agrolink

  • Aquecimento global aumenta resistência de bactérias

    Cientistas dos Estados Unidos e do Canadá concluíram que o aquecimento global colabora para o aumento da resistência de bactérias a antibióticos populares do país. O estudo foi produzido por profissionais do Hospital Infantil de Boston,nos Estados Unidos, entre os anos de 2013 e 2015, sendo posteriormente publicado na revista Nature Climate Change.

    Os cientistas analisaram algumas bactérias dos tipos Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e Staphylococcus aureus para descobrir como elas agiam perante 20 tipos de antibióticos diferentes sob uma diferença de temperatura de 10ºC. De acordo com John S. Brownstein, cientista do hospital e diretor do projeto, a conclusão foi de que as bactérias mais comuns têm um aumento de sua resistência a esse tipo de medicamento de 2% a 4% quando expostas a condições de diferença de temperatura.

    Além da temperatura média, os cientistas associaram o crescimento da resistência aos antibióticos à densidade populacional. A análise estatística mostrou que o aumento da população relativa de 25.000 habitantes por quilómetro quadrado eleva a resistência da E. coli aos antibióticos em cerca de 3% e o da Klebsiella pneumoniae em quase 6%.

    Segundo os pesquisadores, as principais causas da relação entre o aumento da temperatura e a resistência das bactérias são o mecanismo de transferência horizontal de genes e o aumento da taxa de crescimento populacional. Eles afirmam ainda que essas descobertas podem ajudar aos cientistas e farmacêuticos a desenvolverem novos medicamentos que não sejam vulneráveis a tais condições.

    Fonte: Agrolink