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9 de julho de 2018

  • China deve voltar a comprar soja dos EUA

    Analistas de mercado afirmam que que a China deve voltar a comprar soja dos Estados Unidos mesmo com a sobretaxa de 25% anunciada pelos orientais. Os especialistas acreditam que a tendência é de que as cotações de grãos na Bolsa de Chicago se recuperem nos próximos meses, independentemente da medida chinesa começar a vigorar nessa sexta-feira (06.07).

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os preços da soja diminuíram devido ao desentendimento entre Donald Trump e o governo chinês. Outro fator que também vem colaborando para a queda dos preços é o bom índice de produção da oleaginosa em solo norte-americano, onde 71% das lavouras estão em condições classificadas como ótimas ou excelentes.

    Para Enilson Nogueira, analista da consultoria Céleres, pode ser que a soja seja cotada acima dos US$ 9 por bushel, mas nada muito significativo. Ele explica que o preço atual, que vence em agosto, caiu 5,5 centavos e chegou a US$ 8,48 o bushel. “Acho que a cotação da soja está muito perto do fundo do poço e tende a se recuperar agora”, comenta.

    Outro profissional que compartilha da mesma opinião é Victor Ikeda, analista do Rabobank. Segundo ele, a China deve comprar mais soja dos EUA e isso fará com que as cotações voltem a crescer. “A China tem de comprar 20 milhões de toneladas no terceiro trimestre do ano, e o Brasil só tem condições de suprir 5 milhões de toneladas dessa demanda”, pontua.

    Nesse sentido, Ana Luiza Lodi, da INTL FCSTone, lembra que 75% da safra brasileira de 117,14 milhões de toneladas já foi comercializada. Ela disse ainda que acha muito pouco provável que a China consiga seguir ignorando os EUA. “Mas como a China não terá como continuar evitando as compras por muito tempo, a tendência é que os preços encontrem suporte”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Tempo: Semana começa com chuvas no Sul e Sudeste com frente fria acompanhada de massa de ar polar

    Esta segunda-feira (09) começa com previsão de chuvas em áreas do Sul e Sudeste do Brasil com uma frente fria que avança pelo mar no litoral do Sudeste acompanhada de uma forte massa polar. Chuvas já foram registradas nas últimas horas nos estados do Sul, principalmente o Rio Grande do Sul, segundo mostram mapas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).

    Segundo noticiou a Climatempo, as condições do tempo estão favoráveis para a formação de áreas de instabilidade. Durante o dia, a chuva ainda será frequente no Sul e no Leste do Rio Grande do Sul, mas sem alerta para temporais. Na faixa entre o litoral de Santa Catarina, interior do Paraná, Sul de Mato Grosso do Sul e o pantanal de Mato Grosso, há possibilidade de garoas.

    As chuvas no Sul do Brasil já preocupam alguns produtores da região. Segundo a Climatempo, no Rio Grande do Sul, em lavouras localizadas no Planalto, o excesso de chuva já tem prejudicado a finalização da semeadura e o aproveitamento dos fertilizantes devido à alta umidade do solo. Por outro lado, as plantações semeadas mais cedo têm sido beneficiadas pela umidade.

    Em entrevista ao Notícias Agrícolas na última sexta-feira (06), o meteorologista do Inmet, Mamedes Luiz Melo, havia adiantado a previsão de chuvas neste início de semana na região Sul do país. Além disso, por conta da massa de ar polar, as temperaturas também devem cair em grande parte do país. As quedas serão mais sentidas em Mato Grosso, Rondônia e Acre.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja inicia semana em queda nesta 2ª feira em Chicago com movimento de realização de lucros

    Mais uma semana começando com preços da soja em queda na Bolsa de Chicago. As cotações passam por um movimento de correção técnica e realização de lucros depois de subirem mais de 4% no pregão da última sexta-feira (6) e, por volta de 7h40 (horário de Brasília), recuavam entre 9,75 e 11,50 pontos. Com isso, o julho/18 tinha US$ 8,62 por bushel.

    O mercado internacional ainda se atenta à guerra comercial não resolvida entre China e Estados Unidos e quais serão os próximos movimentos de ambas as nações. A possibilidade das tarifações dos dois lados continua e, portanto, a pressão sobre as cotações da oleaginosa na CBOT também.

    De outro lado, o clima começa a preocupar no Meio-Oeste americano. Nas próximas semanas, as temperaturas deverão subir de forma muito intensa e causar alguma impacto sobre as lavouras. A atenção dos traders, portanto, se divide com esse fator também. Na tarde de hoje, às 17h (Brasília), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz a atulização das condições dos campos e as expectativas indicam pouca mudança nos números.

    A semana deverá ser ainda de ajuste antes do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA divulga na quinta-feira, 12 de julho. Para algumas casas internacionais, como a Allendale, Inc., o reporte poderia trazer um aumento de produção e produtividade no caso da soja.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Argentina aprova venda de soja resistente ao dicamba

    A Secretaria de Alimentos e Bebidas do Ministério da Agroindústria da Argentina autorizou o comércio de soja e derivados que são resistentes ao herbicida dicamba. Os produtos autorizados se enquadram na resolução 30/2018 e devem conter os eventos MON-877Ø8-9 x MON-89788-1, produzidos pela Monsanto.
    A decisão se baseou em um relatório emitido pela Comissão Nacional Auxiliadora de Biotecnologia Agropecuária (CONABIA) e pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (SENASA), que deram sinal verde para o processo. O documento indica a segurança comprovada das sementes e derivados e garante que a aprovação trará inúmeros benefícios.
    “Os riscos decorrentes da libertação do organismo vegetal geneticamente modificado (OVM) no agro ecossistema em grande escala não são significativamente diferentes daqueles inerentes de cultura da soja que não foi geneticamente modificada. […] Objecções científicas atendidas para a aprovação do ponto de vista humano e alimentos para animais e fitness”, disse o relatório.
    O processo para conseguir tornar a soja resistente ao dicamba ocorreu devido a introdução estável do gene “dmo”, que produz a enzima dicamba monooxigenasa na planta. Ela é capaz de oxigenar o ácido 2-metoxi-3,6-diclorobenzoico-(Dicamba), impedindo que o herbicida atue sobre as propriedades do vegetal, o que acontece de forma bem semelhante ao processo de tolerância ao glifosato.
    A partir de agora, as variedades que possuem essas características podem ser utilizadas como matéria-prima para processamento agroindustrial e para uso humano e animal na República da Argentina. No Brasil, a Monsanto planeja vender sementes resistentes ao dicamba ainda no ano que vem, segundo informações da agência Reuters.
    Fonte: Agrolink
  • Ninguém ganha em uma guerra comercial, diz premiê da China

    Ninguém ganhará com uma guerra comercial, afirmou nesta sexta-feira o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, horas depois de os Estados Unidos e a China adotarem tarifas sobre 34 bilhões de dólares em importações um do outro. “Uma guerra comercial nunca é uma solução”, disse Li em entrevista à imprensa com o premiê búlgaro, Boyko Borissov, em uma cúpula em Sofia.

    “A China nunca iniciaria uma guerra comercial, mas se qualquer lado recorrer a um aumento de tarifas, então a China adotará medidas em resposta para proteger os interesses.”

    O Ministério do Comércio da China, em comunicado pouco depois do prazo dos EUA, afirmou que foi forçado a retaliar, o que significa que 34 bilhões de dólares em produtos dos EUA importados, incluindo automóveis e produtos agrícolas, também serão sobretaxados em 25 por cento.

    Horas antes do prazo de Washington para que as tarifas entrassem em vigor, o presidente norte-americano, Donald Trump, aumentou o tom, alertando que os EUA poderiam visar mais de 500 bilhões de dólares em produtos chineses, ou o volume total das importações norte-americanas da China no ano passado.

    Li afirmou que ninguém sairá vencedor de uma guerra comercial.“Isso não beneficia ninguém e vai prejudicar o processo multilateral de livre comércio”, disse ele. “Se alguém insistir em realizar uma guerra comercial, afetará outros e a si mesmo.”

    Fonte: Reuters