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24 de julho de 2018

  • 1,2% da área de soja dos EUA foi prejudicada pelo dicamba

    Um relatório da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, indicou que 1,2% da área de soja do país foi prejudicada pela deriva do herbicida dicamba, o que corresponde a cerca de 445 mil hectares. Informações publicadas no portal Agriculture dão conta de que os danos foram mais altos em Illinois, o estado que mais produz soja em solo norte-americano.

    Enquanto a Monsanto, empresa fabricante do dicamba, e outras revendedoras garantem que o fato foi impulsionado por um erro do operador no momento da pulverização, vários cientistas acusam a alta volatilidade do produto como sendo a principal culpada pelos estragos provados nas lavouras vizinhas. Para Kevin Bradley, autor do relatório, o herbicida pode evaporar no momento da aplicação e se espalhar para os outros campos, podendo causar prejuízos.

    “Como eu disse desde o início sobre toda essa questão, há grandes diferenças na perspectiva sobre a extensão desse problema e o que constitui o sucesso com essa tecnologia. Infelizmente, a perspectiva de uma pessoa sobre essa questão dentro da agricultura parece estar intimamente ligada à empresa em que você trabalha ou ao tipo de semente que você compra; um fato que me decepciona muito e, na minha opinião, é incrivelmente míope”, comenta.

    De acordo com o professor de agronomia da Iowa State University, Bob Hartzler, o número de queixas de produtores para as autoridades estaduais aumentaram consideravelmente se comparadas com o mesmo período do ano passado. Se até julho de 2017 o número de reclamações era de 82, no mesmo mês de 2018 já chegou a 121. “O aumento significativo de casos de agrotóxicos durante a primeira parte da estação indica um problema de manejo de pesticidas”, argumenta.

    A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) revisou suas regras sobre o dicamba. A instituição exigiu treinamento especial para aplicadores em 2017, além de limitar a hora do dia em que o dicamba pode ser usado e barrar as pulverizações quando os ventos excederem 10 mph.

    Fonte: Agrolink

  • Estudo mostra que Helicoverpa é resistente a defensivos recomendados pelo Mapa

    Uma das pragas mais temidas no campo é sem dúvida a Helicoverpa armigera, devido o alto poder de destruição das lavouras de soja que ela causa. Depois de seu surgimento, em 2013, com perdas econômicas na casa de R$ 2 bilhões, o Ministério da Agricultura (Mapa) lançou uma lista de produtos recomendados para o seu controle, mas um estudo do Programa de Pós-graduação em Entomologia, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/USP) mostra que parte deles não funciona.

    A tese foi desenvolvida pela engenheira agrônoma, Mariana Durigan, e serve de alerta ao setor da sojicultura brasileira, já que a recomendação veio do principal órgao de agricultura do país. “Entre os produtos recomendados estavam alguns inseticidas pertencentes ao grupo dos piretroides, incluindo misturas. “Foram relatadas falhas no controle de Helicoverpa armigera com esse grupo de inseticidas em diversas regiões produtoras do Brasil”, diz Mariana.

    Fonte: Canal Rural

  • Trigo: Incertezas climáticas preocupam triticultores

    Apesar de o semeio de trigo estar praticamente finalizado no Brasil, as adversidades climáticas já preocupam triticultores consultados pelo Cepea antes mesmo do início da colheita. No Sul do País, o clima tem apresentado características distintas entre os estados: no Paraná, por exemplo, está seco; no Rio Grande do Sul, por outro lado, as precipitações têm sido registradas com frequência – ambos os cenários podem resultar em menor oferta, visto que podem prejudicar o desenvolvimento das lavouras que estão em fase de floração e enchimento de grãos. Ainda assim, segundo levantamento do Cepea, os preços encerraram em queda na semana passada, especialmente devido à expectativa de valores mais baixos do produto da Argentina e do Paraguai nos próximos meses.

    Fonte: Cepea

  • Brasil deve aumentar produção de grãos em 30% até 2028, prevê ministro

    O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, projetou nesta segunda-feira que a produção de grãos do país aumentará 29,6 por cento até a safra 2027/28, para 302 milhões de toneladas.

    A produção de carne do Brasil também deve crescer 29,6 por cento, para 35 milhões de toneladas no mesmo período, enquanto as exportações globais de alimentos do país devem chegar a 130 bilhões de dólares até 2028, disse Maggi em um discurso durante o Global Agribusiness Forum (GAF) em São Paulo.

    Fonte: Reuters