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25 de julho de 2018

  • Soja segue operando com estabilidade em Chicago nesta 4ª feira de olho na guerra EUA x China

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago continuam a atuar com estabilidade na tarde desta quarta-feira (25) diante das últimas altas e ainda esperando pela melhor definição dos caminhos que os preços tomarão daqui em diante.

    Assim, perto de 12h20 (horário de Brasília), as cotações cediam entre 0,75 e 1,25 ponto, com o novembro/18 – que é referência para o mercado neste momento – valendo US$ 8,72 por bushel. Ao longo do dia, as cotações vêm testando os dois lados da tabela.

    Ainda tentando entender os últimos acontecimentos, principalmente o anúncio do pacote de medidas de auxílio aos produtores norte-americanos pelo governo Trump, os traders voltam a atuar com cautela e buscando seu melhor posicionamento.

    Além disso, o mercado ainda realiza parte de seus lucros, recuando após altas de mais de 1% no pregão desta terça-feira (24) na CBOT.

    Dessa forma, como explicam analistas internacionais, o bom desenvolvimento da nova safra americana e mais a guerra comercial entre China e EUA seguem pressionando as cotações no mercado futuro, porém, as baixas foram limitadas pelo auxílio do governo.

    “O mercado de grãos está esperando por mais detalhes do programa que vai destinar US$ 12 bilhões aos produtores americanos. Há algumas poucas semanas para que os órgãos do governo desenvolvam esses detalhes e coloque esse dinheiro nas mãos dos agricultores que têm sido impactados pelas tarifações. Até lá, como os agricultores vão manejar sua comercialização?”, dizem os analistas da consultoria internacional Allendale, Inc.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Não tem “receita de bolo” para projeto de irrigação

    Irrigar ou não irrigar? Essa é uma decisão que o produtor rural precisa avaliar vários pontos antes de decidir.

    O fator mais importante que determina a necessidade de irrigação ou não de uma certa cultura, em uma região, é a quantidade e a distribuição das chuvas. A lista de pontos a serem avaliado antes da decisão inclui ainda: aumento da produtividade, melhoria da qualidade do produto, produção na entressafra, uso mais intensivo da terra e a redução do risco do investimento feito na atividade agrícola.

    De acordo com o instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT), Edegar Matter não há uma “receita de bolo”. Segundo ele, cada caso é um caso. “Cada propriedade tem suas especificações. É preciso analisar todos os pontos positivos e negativos antes de comprar os equipamentos e investir num projeto de irrigação”.

    Depois da decisão de irrigar e de saber exatamente o que a área precisa, o produtor rural vai investir em planejamento, monitoramento e uma boa gestão da irrigação. Um bom projeto de sistema de irrigação deve considerar os fatores inerentes à cultura, ao local e ao clima, sem deixar de considerar as necessidades do produtor.

    A cultura e o local são dois pontos muito importantes a serem avaliados na hora de tomar a decisão de irrigar uma área. No momento de avaliar uma cultura é preciso verificar as necessidades específicas. A partir disso, se escolhe um sistema de irrigação que deve ser adequado para atender as particularidades de cada planta. Vale ressaltar que há vários tipos de irrigação como o gotejamento, aspersão ou microaspersão e diversos outros.

    Outro ponto importante que o produtor deve prestar atenção na hora de implantar o sistema de irrigação é o local. Um levantamento topográfico é necessário para o perfeito dimensionamento hidráulico. A análise de água determinará o tratamento prévio, se for necessário. A análise física de solo indicará não só o modelo de emissor de irrigação, mas também o melhor manejo, após a instalação da irrigação.

    No caso do manejo geral da cultura, é preciso levar em conta na hora de elaborar o projeto a época de produção, as pulverizações com defensivos, entre outros fatores. De acordo com pesquisas feitas pela Embrapa, o projeto de um sistema de irrigação ideal é aquele em que a setorização (operação) do sistema tenha solo, cultura e variedade de plantas homogêneas, para que o manejo da água e fertilizantes seja otimizado.

    Após implantar um bom sistema de irrigação, utilizando um projeto adequado, muitos produtores acabam não dando valor e atenção suficientes ao manejo da irrigação, essencial para obtenção de bons resultados. Manejar a irrigação sem utilizar uma forma adequada para monitorar e entender a necessidade real da planta seria como ter uma “Ferrari mas não saber pilotar”.

    Portanto, o manejo da irrigação deve ser visto como uma atividade de extrema importância, para que se possa extrair o máximo potencial do sistema – envolvendo planejamento constante, monitoramento, tomada de decisão e ação.

    DICAS

    Quando se fala em gerenciamento de irrigação o produtor deve ficar atento aos pontos abaixo relacionados para ter um bom resultado na área irrigada.

    Realização de estudo das características físico-hídricas dos solos cultivados, através de análises laboratoriais e/ou testes de campo. É preciso avaliar capacidade de campo, ponto de murcha e densidade aparente.

    Monitoramento climático através da rede de estações, distribuídas em diversas regiões. O monitoramento climático é utilizado para estimar o consumo hídrico diário das culturas.

    Aferição e calibração dos equipamentos de irrigação, otimizando-se a performance de aplicação de água dos mesmos. Para tanto, os sistemas têm a uniformidade e lâmina média aplicadas e avaliadas, assim como a distribuição de pressão ao longo do sistema e avaliação do funcionamento do sistema motobomba. O trabalho envolve também redimensionamento de lâmina e remapeamento de bocais, quando necessário, e estudo econômico de cada sistema de irrigação aferido.

    Treinamento do pessoal da fazenda relacionado à irrigação, dentro dos objetivos de utilização do programa de manejo.

    Visitas periódicas de acompanhamento do processo de tomada de decisão de irrigação.

    Geração de relatórios mensais e de final de safra, por sistema de irrigação, envolvendo os principais aspectos relacionados à condução da irrigação.

    Fonte: Portal Mais Soja

  • Clima pode prejudicar trigo brasileiro

    A consultoria INTL FCStone divulgou um relatório indicando que o clima ainda pode apresentar riscos para o trigo brasileiro. A semeadura do grão ainda não foi concluída nos dois principais produtores da cultura no País, Rio Grande do Sul e Paraná, devido ao excesso de umidade no primeiro e a falta de chuvas no segundo.

    “As condições de umidade no Paraná ao longo dos próximos dias serão cruciais para garantir o potencial da safra. Importante salientar que, como no ano anterior houve uma quebra de safra expressiva, a produção deste ciclo poderá dobrar, para 3,4 milhões de toneladas, caso as expectativas se concretizem”, disse o relatório.

    De acordo com a consultoria, a média pluviométrica para o Paraná nos próximos 15 dias deverá chegar a apenas 2,8 milímetros, com a temperatura ficando entre os 12ºC e os 23,4ºC. Nesse cenário, a INTL FCStone garante que o período mais propenso para geadas já passou e o estágio de desenvolvimento vegetativo das lavouras poderá ser prolongado.

    “A ocorrência de geadas foi limitada, tendo sido registradas quatro ocorrências a partir de meados do mês, sendo que apenas duas delas foram considerados fortes (isto é, com a temperatura em torno de 0° C)”, diz a consultoria.

    Para o Rio Grande do Sul, a próxima quinzena será marcada por chuvas diárias em boa parte do estado, com um acúmulo médio entre 4,3 e 10 milímetros por dia. Além disso, a consultoria garante que o risco de geadas é praticamente nulo, com as temperaturas variando entre 9,7 °C e 18 °C, porém, há grande preocupação com a proliferação de fungos e pragas que se beneficiam dos longos períodos de umidade.

    “O quadro climático do estado se difere bastante do caso do Paraná, sendo marcado por chuvas abundantes e tendo sido registradas 19 geadas desde o início do mês. No entanto, como boa parte das geadas foram fracas ou moderadas, as temperaturas não baixaram para além de 0° C e não se esperam grandes danos causados pelo frio”, finaliza a INTL FCStone.

    Fonte: Agrolink