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26 de julho de 2018

  • Preço do milho volta a ser atrativo

    Os indicadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) referentes às médias dos preços do milho registraram nesta quarta-feira (25.07) altas de 0,74% nas médias das cotações da B3 e de 1,53% nos preços médios em Campinas. A especulação com milho na B3 é o dobro da mesma especulação no mercado físico.

    De acordo com o analista Luiz Fernando Pacheco, da T&F Consultoria Agroeconômica, isso pode sinalizar que, finalmente, os compradores “podem ter se dado conta de que, realmente, faltará milho e que os preços atuais podem ser atrativos a médio e longo prazo, embora esta não seja uma afirmação definitiva”.

    “O certo é que todas as notícias desta semana falam de mais quebra ou deterioração do milho safrinha em praticamente todos os estados produtores e de uma forte retração dos vendedores. Por isso, alguns compradores estão aceitando os preços de venda pedidos, acreditando que, no futuro, eles serão baratos”, explica.

    Além disso, outro fator de alta está começando a despontar fortemente no mercado é a provável alta dos preços de exportação. “Puxadas pela alta das cotações do trigo em Chicago, diante dos anúncios de quebra nas safras da Europa e do Mar Negro, grande parte das quais concorrem com o milho no mercado de rações, as cotações do milho também subiram em Chicago e no mercado internacional. Isto poderá provocar nova onda de demanda do milho brasileiro para exportação e, consequentemente, reduzir as disponibilidades internas, elevando ainda mais os preços do milho no mercado doméstico”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Cientistas criam pulverizador inteligente

    Pesquisadores do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e da Faculdade de Ciências Alimentícias, Agrícolas e Ambientais da Universidade Estadual de Ohio (CFAES) desenvolveram o primeiro sistema de pulverização inteligente do mundo. De acordo com Erdal Ozkan, professor de engenharia agrícola da CFAES, a nova tecnologia permite uma aplicação mais eficiente que o sistema tradicional.

    “Usando pulverizadores convencionais, os produtores simplesmente ligam o pulverizador em uma extremidade da fileira das plantas e param de pulverizar na outra extremidade. Ainda estamos usando o mesmo tipo de pulverizadores projetados há mais de 60 anos. Aplicar uma taxa fixa de pesticidas continuamente, independentemente das variações nas condições-alvo, não é mais um princípio que podemos praticar”, explica.

    Segundo os criadores, a economia para os produtores que utilizarem o pulverizador inteligente pode chegar a cerca de US$ 230 por acre anualmente. Okzam afirma que um produtor com um campo de 100 acres poderia recuperar o custo do pulverizador inteligente dentro do primeiro ano de uso.

    Além disso, o dispositivo consegue mostrar retornos ambientais importantes, como economia de água e redução no desperdício de defensivos químicos. A equipe também está trabalhando para desenvolver um kit de pulverizador inteligente que possa ser instalado em quase qualquer pulverizador, o que reduziria a despesa adicional para utilizar essa nova tecnologia.

    “Prevenir a poluição ambiental por pesticidas de ar ou de água deve ser tão importante hoje quanto controlar pragas, se não mais importante. A tecnologia empregada no pulverizador inteligente é um exemplo de alcançar ambos: controle satisfatório de pragas e a redução do risco associado à poluição do meio ambiente com pesticidas”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Soja: Acordo entre EUA e Europa estimula mercado e preços sobem mais de 15 pts em Chicago nesta 5ª

    A euforia voltou ao mercado internacional da soja nesta quinta-feira (26) depois do anúncio do presidente americano Donald Trump de zerar a tarifa para a Europa comprar soja com exclusividade dos Estados Unidos.

    “Nós vamos trabalhar para reduzir as barreiras e aumentar o comércio em serviços, químicos, farmacêuticos, produtos médicos, assim como soja”, disse Trump no fim do dia nesta quarta-feira (25) e a reação nos preços na Bolsa de Chicago foi imediata.

    Os traders, no mercado internacional, vinham esperando por novidades fortes que pudessem promover movimentos como este nos preços, permitindo-os tomar posições mais agressivas para a oleaginosa na CBOT. A notícia chegou exatamente com esse efeito.

    “Há um suporte do acordo comercial EUA e União Europeia, que deve levar a um maior volume de exportações americanas de soja para esta região. Estes acontecimentos podem, pelo menos momentaneamente, provocar a entrada dos fundos de investimento no mercado e oferecer suporte apesar da pressão das condições excelentes da safra americana de soja 2018”, explica Steve Cachia, direto de Malta, na Europa, onde é diretor da Cerealpar e consultor do Kordin Grain Terminal.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Trump fecha acordo para a Europa comprar soja exclusivamente dos EUA

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira depois de uma reunião com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que eles concordaram em trabalhar na diminuição das barreiras comerciais.

    Entre as medidas acertadas por Trump e Juncker está o compromisso dos europeus de comprar mais soja dos EUA.

    “Nós vamos trabalhar para reduzir as barreiras e aumentar o comércio em serviços, químicos, farmacêuticos, produtos médicos, assim como soja”, disse Trump.

    “Eles vão começar quase que imediatamente”, disse Trump, ao se referir à promessa de compra de “muita soja” pelos europeus.

    “Nós podemos importar mais soja dos EUA, e assim será feito”, afirmou Juncker, que preside a Comissão Europeia, braço executivo da UE, durante o anúncio do acordo.

    Nas últimas seis safras, o Brasil foi o principal fornecedor de soja à Europa. Isso pode mudar se a promessa feita nesta quarta se cumprir.

    Caso haja tarifa zero, a soja americana pode se tornar mais barata do que a brasileira, reduzindo a competitividade do Brasil.

    Brasil e EUA exportam um mix de produtos agrícolas muito semelhante —com destaque para produtos como soja, carne, açúcar e suco de laranja.

    No caso da soja em grãos, cerca de 80% das exportações do Brasil vão para a China —que, em guerra com os americanos, continuaria dando preferência ao Brasil. Mas, na competição para vender outros produtos, o Brasil poderia ser seriamente afetado.

    Ainda que seja considerada uma possibilidade mais remota, uma composição dos EUA com os chineses poderia tornar o cenário ainda mais desfavorável ao Brasil.

    A redução da tensão comercial entre as duas das maiores economias do mundo também foi celebrada por especialistas e deve ajudar o crescimento global.

    “A economia global só pode se beneficiar disso”, afirmou a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde.

    Por ora, nenhuma tarifa foi suspensa ou eliminada. As conversas apenas estão no começo.

    Trump e Juncker, porém, prometeram congelar novas iniciativas e rever as sobretaxas de aço e alumínio, bem como as medidas retaliatórias que foram impostas na sequência.

    O objetivo é chegar a um ambiente comercial sem tarifas, sem barreiras e sem subsídios para bens industriais.

    Trump e Juncker, porém, prometeram congelar novas iniciativas e rever as sobretaxas de aço e alumínio, bem como as medidas retaliatórias que foram impostas na sequência.

    É uma mudança significativa após meses de tensão e troca de farpas, que começaram quando Trump impôs tarifas ao aço e alumínio, no início deste ano.

    Fonte: Reuters