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Syngenta investe em agtech na América Latina

A Syngenta vem promovendo uma série de anúncios que indicam um investimento maior da multinacional na área de tecnologia e digitalização da produção agrícola, principalmente na América Latina. Os investimentos da empresa em agtech vão desde aplicativos que de automação da pulverização até ferramentas de gerenciamento de risco.

De acordo com a Syngenta, a plataforma brasileira de software de manutenção agrícola Strider, que promove o gerenciamento das pragas na lavora, será a próxima aquisição sul-americana da companhia. Além disso, a empresa participou de uma rodada de US $ 6 milhões para o mercado argentino de agronegócios Agrofy.

Segundo, Ariadne Caballero, líder de agricultura digital para América Latina (LATAM) na Syngenta, ainda não é possível elencar quais são os principais problemas que os agricultores da LATAM estão enfrento. No entanto, a empresa vem trabalhando na identificação desses empecilhos e tentando abranger o maior número de produtores possível com seus novos investimentos.

“No topo, você tem grandes empresas do agronegócio que estão usando ERPs e tudo é executado através de software, mas uma vez que você descobre que você tem alguns que estão usando caneta e papel e alguns que estão apenas mantendo tudo na cabeça. Então, estamos tentando atender a todos esses segmentos diferentes, dependendo do tipo de decisão que eles precisam tomar”, explica.

Caballero explica que o foco principal da Syngenta é na identificação dos riscos potenciais que o produtor irá enfrentar e que prejudicarão no rendimento de sua lavoura. Para isso, ela admite ser possível uma parceria com outras empresas privadas a fim de desenvolver produtos de qualidade e que realmente colaborem com o processo produtivo.

“Nós nos concentramos em três pilares. No coração estão os sistemas de gerenciamento de fazendas porque é aqui que criamos o maior valor para o cliente no nível de compreensão de seus números. A partir disso, temos ferramentas de agronomia digital que são o núcleo da Syngenta. A peça final é ferramentas de gerenciamento de risco – como você usa dados para reduzir o risco para os produtores?”, conclui.

Fonte: Agrolink