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agosto 2018

  • Agro: Uma proposta para o futuro

    O setor do agro, que representa 23,5% de toda riqueza produzida no país (PIB), apresentou, nesta quarta-feira (29/08), aos candidatos à presidência da República o documento “O Futuro é Agro – 2018 a 2030”. A entrega do documento ocorreu durante encontro com os candidatos, realizado na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O texto de 140 páginas sugere ao futuro governante uma agenda moderna, sustentável, de livre mercado (sem tabelamento de preços) e que, se concretizada, levará o país a ampliar em 33% a produção agrícola até 2030.

    “O documento não é um rosário de queixas, mas um mapa para o futuro”, resumiu o presidente da CNA, João Martins.

    Elaborado pela CNA e pelo Conselho do Agro (integrado por 15 entidades do setor), em parceria com representantes do meio acadêmico e das indústrias do agro (FIESP e UNICA), o documento aponta gargalos e soluções possíveis em questões vitais para a agropecuária. Na logística, por exemplo, o setor elenca como essenciais 34 obras em rodovias, ferrovias, rios e portos (lista de obras em anexo) para a otimização do escoamento dos produtos agrícolas nos próximos 10 anos.

    Dez prioridades

    Os representantes da agropecuária apresentaram 10 tópicos que consideram importantes para a agenda do setor nos próximos anos (detalhamento no resumo executivo). Eles pedem aos futuros governantes que seja criada uma política de combate à criminalidade no campo, que tem aumentado exponencialmente no interior do país; querem também a universalização da telefonia celular, essencial para a difusão de novas tecnologias entre os produtores e para o aumento da produtividade; e pleiteiam a reforma tributária, com vistas a baratear o custo da produção e tornar os produtos brasileiros mais competitivos no exterior.

    Dentre outras prioridades, os representantes do setor sugerem ainda aos potenciais governantes: melhorias no arcabouço jurídico e a criação de um ambiente regulatório mais transparente (reforma trabalhista rural, regularização fundiária, etc.) como forma de garantir mais segurança jurídica no campo; priorização do seguro rural; e apoio a políticas públicas voltadas para o crescimento sustentável.

    Ainda estão entre as prioridades elencadas pelo setor: o compromisso de que sejam firmados acordos internacionais que promovam a competitividade da agropecuária brasileira; a adoção de políticas que fortaleçam o Sistema de Defesa Agropecuária; a ampliação dos recursos destinados à assistência técnica; e o desenvolvimento de políticas públicas focadas na ampliação da produção de biocombustíveis.

    As Projeções

    O documento entregue aos presidenciáveis faz uma completa radiografia da agropecuária brasileira, com projeção da produção para os próximos anos. Segundo os dados, a safra brasileira de grãos 2029/2030 será de 308,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 33% em relação à safra 2016/2017. O Centro-Oeste, com aumento percentual de produção de 45%, e o Sul, com incremento de produção de 35%, serão os principais responsáveis por essa performance.

    O setor ressalta que o aumento da produtividade, calcado especialmente em práticas mais modernas, ligadas ao uso da tecnologia da informação e no treinamento de pessoal, será o principal fator de ganho da produção.

    Nesse contexto, a média de produção passará dos atuais 3,84 toneladas por hectare (t/h) para 4,2 t/h. Os maiores ganhos, segundo o documento, ficarão por conta do arroz, milho e algodão.

    Em relação à carne (bovina, suína e de aves), o país ampliará sua produção em 9,4 milhões de toneladas.

    O documento cita também dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), segundo os quais o Brasil terá aumentado em 45,5% as suas exportações de carne em 2027. Ainda segundo os dados da USDA, o Brasil figurará, naquele ano, como o maior exportador mundial de produtos de origem animal, com participação de 42,5% no mercado mundial, seguido dos Estados Unidos, com 27% e da União Europeia, com 9,3%.

    O Agro e o PIB

    De acordo com os números do documento entregue aos presidenciáveis, os empregos gerados pelo setor correspondem a 32% do total de empregos no país. Em 2017, os excedentes exportados corresponderam a 44% do valor total das exportações brasileiras e o saldo comercial do agronegócio foi positivo em US$ 81,8 bilhões de dólares, enquanto os todos os demais setores da economia tiveram déficit de US$ 14,8 bilhões.

    Atualmente, o Brasil vende produtos agropecuários para mais de 140 países e é o maior exportador mundial de açúcar, suco de laranja, café em grãos, complexo de soja (grãos, farelo e óleo) e carne de frango; o segundo maior exportador de carne bovina e milho; e o quarto maior exportador de carne suína.

    Segundo projeção da OCDE (bloco dos países mais desenvolvidos), em 10 anos, a demanda mundial por alimentos deverá aumentar em 20%. E o Brasil será responsável pela oferta de 40% dos produtos que farão frente a esse aumento.

    Representatividade da CNA

    A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) é a voz do Agro brasileiro.

    Criada há 66 anos, a entidade fala em nome dos produtores de todo o país, tendo em sua base 1.949 sindicatos, presentes em 27 federações estaduais.

    A CNA representa, organiza e fortalece os produtores, defende seus interesses e apoia a geração de novas tecnologias em parceria com o seu braço de formação profissional, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

    O momento traz uma oportunidade histórica para que a CNA construa a base do sindicalismo moderno, capaz de contribuir com autonomia para o salto científico e tecnológico do setor do Agro.

    Moderna e efetiva, a CNA será protagonista do projeto de levar o Brasil ao topo da produção mundial de alimentos. O Futuro é Agro.

    Conselho do Agro

    O Conselho das Entidades do Setor Agropecuário (Conselho do Agro) reúne 15 entidades que representam os produtores rurais de diversas cadeias produtivas e segmentos da agropecuária. O grupo foi criado em 2016 para defender temas de interesse do setor e do país. É um órgão estratégico para propor e avaliar as políticas oficiais destinadas ao setor agrícola, sempre no sentido de modernizá-las e garantir segurança jurídica ao produtor.

    Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira de Agribusiness (ABAG), Associação Brasileira de Criadores (ABC), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (ABRAFRUTAS), Associação Brasileira dos Produtores de Milho (ABRAMILHO), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Brasil (APROSOJA BRASIL), Conselho Nacional do Café (CNC), Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (FEPLANA), Instituto Brasileiro de Horticultura (IBRAHORT), Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Sociedade Nacional da Agricultura (SNA) e Sociedade Rural Brasileira (SRB).

    Fonte: CNA / Portal Mais Soja

  • Cientistas isolam gene resistente à ferrugem do trigo

    Uma equipe internacional de pesquisadores da Universidade de Sidney, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), do John Innes Center, do Limagrain UK e do Instituto Nacional de Botânica Agrícola (NIAB) isolou os primeiros genes de resistência contra a ferrugem de trigo. De acordo com a Universidade de Sidney, a ferrugem listrada causa inúmeros danos ao cultivo do trigo.

    “A ferrugem do trigo é uma das doenças mais disseminadas e devastadoras, e a ferrugem das listras – que é amarela brilhante e tem forma de listras – é o mais problemático desses patógenos em todo o mundo porque se adapta facilmente a diferentes climas e ambientes. Além disso, não existem muitos genes eficazes que os criadores possam usar em suas variedades”, diz em nota.

    Nesse cenário os cientistas clonaram três genes relacionados à resistência à ferrugem, chamados Yr7, Yr5 e YrSP, e agora têm uma compreensão completa da estrutura do gene e das relações entre os três. Segundo eles, esta pesquisa foi uma contribuição importante para a compreensão da classe de proteínas do receptor imune dos genes de resistência do trigo.

    “A equipe de pesquisa de ferrugem da Universidade de Sydney sob a direção do professor Robert Park – líder mundial em pesquisa de ferrugem do trigo – criou mutações em 2015 e identificou mutantes para cada gene, enquanto, sem saber, em paralelo, cientistas do Reino Unido estavam trabalhando em dois dos genes”, informou a Universidade.

    Os pesquisadores informam ainda que apesar da estrutura gênica muito semelhante, cada gene confere uma especificidade de reconhecimento distinta e única ao patógeno da ferrugem da faixa.

    Fonte: Agrolink

  • Bayer e Monsanto iniciam integração

    As gigantes Bayer e Monsanto já iniciaram, na prática, seu processo de integração que levará à formação daquela que é apontada como a maior empresa de Pesquisa e Desenvolvimento mundial. O sinal verde para o início dessa fase foi dado na semana passada, quando foi concluída e aprovada pelos órgãos reguladores a venda de ativos em herbicidas e sementes à Basf.

    “Até a semana passada, quando ainda não havíamos recebido a aprovação da aquisição pelos órgãos governamentais, Bayer e Monsanto trabalhavam como empresas independentes. Ou seja, não tínhamos a permissão para contatar a equipe da Monsanto e vice-versa. Com a aprovação, que foi na semana passada, agora os profissionais e as empresas estão conversando para definir a estratégia das equipes, como marketing e as demais áreas”, explica Paulo Pereira, diretor de Comunicação da Bayer no Brasil.

    No XXXI Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, que acontece de 27 a 31 de agosto no Rio de Janeiro (RJ), Bayer e Monsanto já atuam em conjunto. Há integração de suas equipes de comunicação, bem como o compartilhamento do mesmo estande na feira que ocorre paralelamente ao evento, nos pavilhões do Riocentro. O grande destaque é a apresentação da Plataforma Intacta 2 Xtend – a nova geração de soja com data prevista de lançamento para 2021.

    “Os portfólios das duas empresas são complementares. Seremos a empresa que mais investe em P&D no mundo. A maneira como as empresas atuarão no futuro está sendo estruturada, mas o foco da empresa sempre será inovação, sustentabilidade da agricultura e nossos clientes”, projeta Paulo Pereira.

    Fonte: Agrolink

  • Soja Intacta beneficiou América do Sul

    Um estudo da PG Economics, publicado na revista GM Crops and Food indicou que o plantio da soja Intacta com tolerância a herbicidas e resistência a insetos beneficiou os agricultores da América do Sul, com aumento de receita de US $ 7,64 bilhões nos primeiros cinco anos de adoção. Intitulado “A contribuição econômica e ambiental da soja Intacta na América do Sul: os primeiros cinco anos”, o estudo avaliou os cinco anos de uso do produto.

    “Um total de 73,6 milhões de hectares foram plantados para soja contendo essas características desde 2013/14, com os agricultores se beneficiando de um aumento na renda de US $ 7,64 bilhões. Para cada US$ 1 extra gasto com esta semente em relação à semente convencional, os agricultores ganharam um adicional de US$ 3,88 em renda extra”, diz o estudo.

    Além disso, a soja Intacta se mostrou um aliado na preservação ambiental, reduzindo a necessidade de pulverização, que, automaticamente, reduz também o uso de maquinários que auxiliam na poluição. Em 2017/2018, por exemplo, foi o ciclo que mais se notou avanços nesse sentido.

    “A tecnologia também facilitou cortes importantes no uso de combustível e mudanças de lavoura, resultando em uma redução significativa na liberação de emissões de gases do efeito estufa da área de cultivo da Intacta. Em 2017/18, isso equivalia a remover 3,3 milhões de carros das estradas”, informa o texto.

    Nesse cenário, o impacto ambiental causado pelo uso de pesticidas foi reduzido de forma bastante significativa, segundo os pesquisadores. Isso porque, o Quociente de Impacto Ambiental (EIQ) acabou sendo reduzido em quase um terço com a adoção da soja biotecnológica.

    “A tecnologia de sementes reduziu a pulverização de pesticidas em 10,44 milhões de kg (-15,1%) e, como resultado, diminuiu o impacto ambiental associado ao uso de herbicidas e inseticidas nessas culturas (conforme medido pelo indicador, o Quociente de Impacto Ambiental (EIQ) foi reduzido em 30,6%”, conclui o relatório

    Fonte: Agrolink

  • Especialista diz que sem glifosato plantio da soja é inviável

    A suspensão do glifosato no Brasil inviabiliza a adoção de práticas agrícolas consideradas mais sustentáveis, como o plantio direto, e levará a agricultura do país a um retrocesso no manejo da lavoura. A opinião é da vice-presidente da Sociedade Brasileira da Ciência de Plantas Daninhas, Camila Porto.

    “Hoje o glifosato é fundamental para o plantio direto. Sem ele, a agricultura brasileira terá que regredir e usar um manejo que não é conservacionista: arar e gradear a terra. Inviabiliza o sistema de produção e de controle de plantas daninhas”, afirmou, durante o XIII Congresso Brasileiro de Ciência de Plantas Daninhas, evento que preside, no Rio de Janeiro (RJ).

    Herbicida mais utilizado no Brasil, o glifosato tem sido tema de discussão judicial. No dia 3 de agosto, uma decisão da Justiça Federal, em Brasília, determinou sua suspensão até que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dê prioridade à reavaliação toxicológica do produto.

    A situação preocupa produtores rurais em todo o Brasil, às vésperas do início do plantio da safra 2018/2019 de soja, principal cultura agrícola nacional. A Advocacia Geral da União (AGU) entrou com recurso e uma resposta ainda é aguardada.

    Na semana passada, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que é produtor de soja, divulgou em sua conta no Twitter que a determinação da primeira instância havia sido derrubada. Posteriormente, voltou atrás, desculpando-se por passar a informação incorreta.

    Crítico da suspensão do glifosato, Maggi chegou a dizer, em outra ocasião, que a safra nova estaria inviabilizada sem o herbicida. E que os agricultores teriam duas alternativas: não plantar soja ou desobedecer a ordem da Justiça.

    Em resposta à reportagem de Globo Rural, também na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que a reavaliação toxicológica do glifosato vem sendo feita desde 2008. Alega que ainda não há conclusão sobre a possível relação do herbicida com a ocorrência de câncer

    Questionada na Justiça sobre uma “demora” na análise, a Anvisa justifica que o assunto é complexo e leva tempo chegar a uma definição. Defende ainda que, mesmo se ficar claro que o herbicida não tem relação com câncer, as avaliações devem ser constantes, considerando outros fatores.

    “É seguro”

    Nos Estados Unidos, outra disputa judicial colocou mais um item no debate sobre a possível relação entre o glifosato e casos de câncer. A Monsanto foi condenada a pagar uma indenização de US$ 289 milhões ao jardineiro Dewayne Johnson, que teve seu diagnóstico de linfoma Não-Hodgkin ao uso do herbicida.

    Dona da Monsanto, a alemã Bayer afirmou que o veredicto está em desacordo com evidências científicas e conclusões de agentes reguladores em todo o mundo. Desde a sentença de Johnson, o número de processos judiciais relacionados ao glifosato saltou de 5,2 mil para 8 mil, segundo informações da própria companhia.

    Gerente de Assuntos Científicos da Bayer/Monsanto, Guilherme Cruz, avalia que, independente das questões litigiosas no Brasil e nos Estados Unidos, a visão da empresa é de que o glifosato é seguro e que os casos não têm embasamento científico.

    “Estamos aguardando a decisão (da Justiça brasileira), mas a nossa avaliação é de que o produto é seguro do ponto de vista científico”, diz ele.

    Gerente de boas práticas agrícolas da empresa, Ramiro Ovejero, lembra que em pelo menos 90% da área plantada com soja na América do Sul é utilizada a técnica do plantio direto. “Só por isso, dá para se ter uma ideia da necessidade do glifosato. Ele é um ferramenta importante para o manejo das plantas daninhas.”

    Fonte: Revista Globo Rural

  • Exportando tecnologia em grãos de soja, por Marcio Albuquerque

    A dependência da exportação de commodities com baixo valor agregado é apresentada muitas vezes como razão para parte dos problemas da economia brasileira. Porém, nem todas commodities são iguais. Diferentemente de produtos minerais que são extraídos e exportados conforme a disponibilidade das reservas naturais, commodities agrícolas são produzidas de forma renovável e sua produtividade depende diretamente da tecnologia e conhecimento empregados.

    Nas últimas décadas o Brasil se tornou grande ator no mercado mundial de alimentos graças ao desenvolvimento nacional de tecnologias agrícolas que permitiram uma produção cada vez mais ampla e intensa de culturas como a soja, com grande demanda no mercado mundial.

    A intensificação do uso de tecnologia nos últimos anos possibilitou um grande aumento de produtividade, ampliando a produção em um ritmo muito mais intenso do que o aumento das áreas utilizadas pela agricultura. São incrementos proporcionados pela biotecnologia, avanços agronômicos, máquinas mais modernas, gestão de conhecimento com agricultura de precisão e agricultura digital, técnicas de irrigação e diversos outros. Quando se exporta safras maiores a cada ano, estamos exportando dentro de cada grão de soja muita tecnologia usada para aumentar a produção das áreas já cultivadas.

    Como país que precisa se desenvolver, temos que avaliar o valor da tecnologia empregada e sua origem. Os custos com as novas tecnologias devem ser adequados para deixar no país maior margem pela produção, não podendo ser mais caras que os benefícios que trazem.

    Devemos principalmente apoiar o desenvolvimento nacional de tecnologias que sustentam o aumento de produção. Não podemos ficar dependentes apenas de boas tecnologias importadas, pois estas cobrarão os preços pelo desenvolvimento das mesmas. Como nação, se ficarmos apenas como campo de produção usando tecnologias importadas, as margens que teremos para o desenvolvimento do país serão cada vez menores.

    Porém, se seguirmos investindo em desenvolver conhecimento agronômico e tecnologia nacionais para serem empregados no crescimento da produção, dentro da cada grão de soja estaremos exportando um pouco do conhecimento, dos insumos e das tecnologias usadas para produzi-lo.

    Fonte: Marcio Albuquerque

  • Processo de germinação de sementes é desbloqueado

    Um estudo produzido pelo Departamento de Biologia da Universidade de York conseguiu desbloquear o processo de germinação de sementes na canola. De acordo com professor Ian Graham, coordenador do projeto, o estudo pode aumentar a compreensão de uma das etapas mais importantes do ciclo de vida de uma planta e pode ajudar a melhorar a qualidade de sementes de culturas agrícolas no futuro.

    Os cientistas sabem há algum tempo que dois componentes dos vegetais desempenham um papel importante na regulação de como e quando a germinar a semente, o ácido abscísico (ABA) e giberelinas (GA). Noentantom. Agora, eles descobriram que o gene MFT é regulado pela qualidade da luz e recebe sinais de ABA e GA impedindo que a planta germine nas condições erradas, como quando não há luz suficiente para crescer.

    “Este é outro grande exemplo de como as plantas evoluíram para se manter em sintonia com os seus arredores. Isso permite que as sementes sobrevivam no solo por muitos anos, de modo que, quando chegar o momento certo, como quando uma árvore cai em uma floresta ou se vira no chão, as sementes podem subitamente entrar em ação”, explica o professor.

    Segundo Fabian Vaistij, principal autor do trabalho, em espécies de plantas selvagens, a capacidade de as sementes permanecerem inativas, mesmo sob condições que lhes permitam germinar, é importante para a sobrevivência. No entanto, ele diz que para espécies de cultivares, a eliminação dessa latência é uma das primeiras características que devem ser abordadas em um programa de melhoramento de plantas.

    “Compreender a base genética molecular de como a germinação das sementes é controlada fornecerá novas ferramentas para melhorar a qualidade das sementes e o vigor das mudas no desenvolvimento de novas culturas para o futuro”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Bioplástico consegue absorver 40 vezes o seu peso

    Pesquisadores do grupo “Tecnología y diseño de productos multicomponentes” da Universidade de Sevilha, em colaboração com especialistas da Universidade de Huelva e do Centro de Investigação, Tecnologia e Inovação da Universidade de Sevilha (CITIUS), descobriram que um bioplástico natural, criado a partir da proteína da soja, é capaz de absorver até quarenta vezes o seu peso. De acordo com pesquisador da Universidade de Sevilha Antonio Guerrero, responsável pelo estudo, a matéria-prima permitiu que tal feito fosse alcançado.

    “A soja tem uma grande capacidade de absorção, o que a torna um material ideal. No entanto, consideramos se ela se encaixaria nos bioplásticos superabsorventes, que são aqueles que precisam absorver entre 10 e 1.000 vezes o peso real em água. Depois de introduzir algumas variantes, o resultado obtido foi positivo “, afirma.

    Segundo os idealizadores, este bioplástico natural é ambientalmente amigável e biodegradável. Sendo assim, as Universidades estão analisando a possibilidade de aplicar essa tecnologia na horticultura, especificamente como uma matéria-prima para a fabricação de dispensadores de nutrientes agrícolas.

    “Este método é mais suave e menos agressivo que a atomização, o que praticamente não afeta a proteína. Desta forma, conseguimos isolar a matéria-prima com a qual vamos trabalhar”, explica Guerrero.

    A próxima fase do projeto é estudar a viabilidade de liberar esses compostos no campo através de dispensadores naturais formados a partir de soja superabsorvente.

    Fonte: Agrolink

  • Glifosato é “eliminado do organismo” em 3 horas, diz estudo

    Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que os resquícios do defensivo químico Glifosato são “eliminados do organismo” depois de três horas do contato do ser humano com o agroquímico. De acordo com o professor Paulo Cesar Pires Rosa, o projeto foi financiado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

    “A Aprosoja arcou com os custos de reagentes e materiais para analisar essas amostras. E o sindicato rural indicou os trabalhadores, segundo os nossos critérios de inclusão e exclusão. O glifosato não é cumulativo. Depois de três horas da exposição, é praticamente todo eliminado do organismo”, explicou.

    A pesquisa analisou a urina de 30 produtores rurais de uma das principais regiões produtoras de grãos do estado do Mato Grosso e constatou traços do produto em apenas 11% das amostras. Além disso, segundo os pesquisadores, elas estavam em níveis inferiores aos estipulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Os idealizadores afirmam que o nível de Ingestão Diária Aceitável (IDA) foi menor também do que o estipulado e permitido pelas agências reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia. Os norte-americanos permitem um limite tolerável de 1,75 mg/kg/dia de glifosato e os europeus 0,3 mg/kg/dia.

    “O maior valor encontrado nas amostras foi de 0,007 mg/kg, enquanto que no Brasil, de acordo com a Anvisa, foi estabelecida uma IDA de 0,042 mg/kg (42ng/mL)”, diz o relatório.

    No dia 3 de agosto, a juíza substituta da 7ª Vara do Distrito Federal, Luciana Raquel Tolentino de Moura atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que todos os agroquímicos à base de glifosato fossem proibidos no Brasil. A medida vale por 30 dias ou até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizar a reavaliação do defensivo.

    Fonte: Agrolink

  • Técnicos projetam safra de 34 milhões de toneladas no RS

    No embalo do ano agrícola, que se iniciou há cerca de 30 dias, a Emater/RS-Ascar divulgou, nessa segunda-feira (27.08), as projeções para a safra gaúcha de verão 2018/2019 com a estimativa das áreas de plantio e as principais culturas a serem cultivadas no Rio Grande do Sul. Apesar da necessidade de buscar mais recursos agrícolas a fim de melhorar o investimento na produção, a estimativa é de clima favorável e uma colheita satisfatória, principalmente no cultivo de soja, milho grão e feijão. Ao todo, a safra da temporada deve superar as 30,2 milhões de toneladas registradas anteriormente, chegando a 34 milhões de toneladas neste ano.

    O levantamento foi realizado pelas equipes técnicas e unidades operativas da Emater/RS-Ascar, compostas por 102 escritórios municipais para a cultura do arroz, 238 para feijão, 419 para milho grão, 367 para soja e 396 para milho silagem, além de 12 escritórios regionais e do escritório central. Conforme a entidade, o levantamento representa as percepções e intenções dos produtores e dos demais atores da cadeia produtiva (cooperativas, comércio de insumos, bancos, entre outros) em relação à próxima safra.

    A amostra de 419 municípios gaúchos cobriu 94% da área a ser cultivada por grãos de arroz, 80% por feijão, 93% com milho grão, 91% com soja e 90% com milho destinado à silagem. Entre os dados apresentados estão as projeções de área a ser plantada, a produtividade média estadual e a produção em média em toneladas.

    “Esperamos que as previsões divulgadas hoje se confirmem. Agradecemos a todos os técnicos envolvidos. Sem planejamento e sem diagnóstico, não temos como projetar o futuro da safra gaúcha. Todos nós temos a vontade de que haja uma estabilidade econômica. Essa é a nossa esperança como gestores e é a esperança do produtor”, afirmou o presidente da Emater, Iberê de Mesquita Orsi.

    Projeções para 2018/2019

    A projeção de maior destaque é para o cultivo de soja. Conforme a safra 2017/2018, em que foram plantados 5.758.133 hectares, para o futuro a área deve ser acrescida de 2,30%, chegando a 5.890.619 para 2018/2019.

    Para a safra de milho grão, a área a ser plantada deve ser de 738.074 hectares, um tamanho 5,53 maior que o ano anterior, onde foram cultivados 699.385 hectares. A produção deve chegar a 5.024.074 toneladas. Já para o milho silagem, a área será reduzida em 3,56%, mas ainda assim vai ser um espaço de 354.038 hectares. A produção pode chegar a 13.204.128 toneladas.

    O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, destacou e parabenizou o trabalho dos técnicos da entidade rural no levantamento. Já Tarcísio Minetto, titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, se demonstrou otimista com os números. “Tenho certeza de que, se confirmarmos as expectativas e não tivermos nenhum empecilho, teremos um bom desenvolvimento das culturas de verão”, disse.

    Estiveram presentes no evento a equipe técnica de extensionistas rurais da Emater, representantes dos escritórios de Santa Catarina e Paraná.

    Fonte: Expointer