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1 de agosto de 2018

  • Soja tem intensa realização de lucros nesta 4ª feira em Chicago após máximas de 1 mês

    Os preços devolvem boa parte das últimas altas, principalmente após o mercado fechar o pregão anterior com altas de mais de 20 pontos – atingindo suas máximas em um mês – e frente ao início de um novo mês, o que pede cautela e busca por posicionamento entre os traders.

    Além disso, o peso da guerra comercial persiste. A informação de que China e EUA estariam retomando suas conversas sobre a questão tiveram efeito pontual e a preocupação do mercado segue.

    “Os preços da oleaginosa continuam a ser um dos principais barômetros da disputa comercial entre China e Estados Unidos”, diz o diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank da Australia, Tobin Gorey.

    As informações da reaproximação dos dois países, afinal, seguem no campo dos boatos, como explicam os analistas da AgResource Mercosul (ARC). “A ARC lembra que as possibilidades de reabertura de negociações entre Trump e Xi Jinping ainda são apenas boatos. Nenhuma fonte do governo norte-americano nos confirmou tal inclinação”.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • China e EUA retomam negociações e cotações sobem

    A possibilidade de retorno das negociações entre China e Estados Unidos no meio da guerra comercial iniciada por ambos fez com que as cotações subissem na Bolsa de Chicago. De acordo com o analista de mercado da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Fernando Pacheco, representantes dos dois países já se reúnem para as tratativas de trégua envolvendo o setor agropecuário.

    “Os futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta expressiva nesta terça-feira, com relatos na mídia de que Estados Unidos e China estão retomando discussões sobre a recente disputa comercial entre os dois países. Segundo a Bloomberg, representantes do secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o vice premiê chinês, Liu He, estão discutindo maneiras de reabrir as negociações”, comenta.

    Segundo o analista, as condições climáticas dos Estados Unidos também estão colaborando para um aumento das cotações em Chicago. Informações da a empresa de meteorologia DTN, dão conta de que as condições no momento são benéficas, com umidade adequada, no entanto, indicam temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal, o que pode reduzir a umidade do solo e prejudicar a produção.

    “Ontem, após o fechamento do mercado de ontem, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) disse que 70% da safra do país estava em condição boa ou excelente até a semana passada, sem variação ante a semana anterior. Um ano antes, essa parcela era de 59%”, complementa.

    Fonte: Agrolink

  • Benefícios da utilização do sistema de plantio direto na produção de soja sustentável

    O sistema de plantio direto é uma técnica de cultivo conservacionista efetuada sem as etapas do preparo convencional. Dessa forma, é realizado o mínimo revolvimento do solo, cobertura permanente e rotação de culturas.

    No Brasil, todas as propriedades com certificação RTRS têm aderido ao sistema, uma vez que promove diversos benefícios aos produtores rurais, como redução do risco de erosão, menor custo de produção e desgaste do maquinário e, ainda, promove o aumento da vida microbiológica no solo. Também proporciona o sequestro de carbono e a reduz das emissões da propriedade, pois este fica incorporado na palha e plantas vivas no solo.

    “O sistema de plantio direto promove a redução da erosão que, por consequência, melhora a qualidade da água, diminuindo o assoreamento dos rios e nascentes, além de proporcionar o aumento da vida no solo”, aponta o Engenheiro Agrônomo e Gerente Administrativo da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP), Jeankleber Bortoluzzi.

    Inclusive, a maior parte da recarga dos aquíferos é feita dentro das fazendas que utilizam o sistema de plantio direto e que respeitam as legislações ambientais. Sendo assim, os produtores que mantem o solo coberto com palhas ou plantas vivas são capazes de conservar a água de dentro da própria propriedade.

    “A principal diferença entre o plantio direto e o convencional é que, enquanto o primeiro não realiza nenhuma intervenção, no segundo o solo é preparado para receber a cultura, o que envolve o uso de implementos arados e grades para o revolvimento e inversão das camadas, deixando o solo exposto às ações do tempo que promovem a erosão”, comenta Jeankleber.

    Para o Consultor Externo da RTRS, Cid Sanches, os benefícios da utilização do sistema de plantio direto estão totalmente relacionados aos ganhos que os produtores certificados possuem, já que o padrão RTRS é um instrumento que garante a produção de soja ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável.

    “Unir os benefícios da certificação com os do sistema de plantio direto são excelentes ferramentas para expandir a rentabilidade da produção de soja. Entretanto, gostaria de ressaltar que a certificação é neutra e propriedades que realizam plantio convencional também podem ser certificadas, já que nosso principal objetivo é a gestão eficiente e a sustentabilidade em todos os elos da cadeia”, observa Cid.

    Fonte: Agrolink