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2 de agosto de 2018

  • Plantas têm sistemas reserva de defesa

    Pesquisadores do Departamento de Biologia da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (NTNU), em parceria com cientistas do Imperial College London e do Sainsbury Laboratory, descobriram que as plantas possuem sistemas reserva de defesa para diferentes tipos de ataque. O estudo foi publicado na revista Science Signaling e mostra que a planta tende a recuperar imediatamente a parede celular que foi danificada.

    De acordo com Thorsten Hamann, professor adjunto da NTNU, diferentes processos químicos estão envolvidos no ambiente celular da planta, dependendo do tipo de situação que a ameaça. Segundo ele, é essa adaptação que faz o vegetal sobreviver a algumas doenças que sugam os seus nutrientes e não confundi-las com a seca, por exemplo. “A seca exige que a planta ajuste seu metabolismo, enquanto a doença exige que a planta ative várias respostas imunológicas”, explica.

    Para a pesquisa, os cientistas expuseram o agrião (Arabidopsis thaliana) a vários tipos de lesões diferentes para ver como a planta reagiria em cada situação. Nesse cenário, eles descobriram que, quando alguns genes da planta são bloqueados, ela consegue compensar esse bloqueio “convocando” um sistema de proteção reserva.

    “Descobrimos que, se bloquearmos a resposta imune das plantas, os mecanismos que mantêm o equilíbrio nas paredes das células poderiam compensar parcialmente esse bloqueio. Eles se tornaram uma espécie de sistema de defesa de reserva “, comenta Hamann.

    A expectativa, agora, é de que os cientistas consigam induzir as plantas a realizarem atividades de controle de doenças específicas. “Podemos ver como diferentes influências físicas acionam diferentes respostas químicas específicas”, finaliza.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Mercado acompanha valorização do trigo e inicia 5ª feira em campo positivo em Chicago

    Mais uma vez, os ganhos do trigo dão suporte aos preços do milho, conforme ponderam as agências internacionais. Às 8h26 (horário de Brasília), os futuros do trigo subiam mais de 8 pontos no mercado internacional.

    “Os futuros de trigo dos EUA sobem pela quarta sessão consecutiva nesta quinta-feira, tendo ganhos esta semana para quase 6%, com temores que o tempo quente e seco em vários grandes exportadores vão reduzir a produção global, o que empurrou os preços para patamares mais altos”, reportou a Reuters internacional.

    Além disso, o comportamento do clima no Meio-Oeste americano permanece no radar dos participantes do mercado. Isso porque, os mapas climáticos voltaram a indicar temperaturas acima da média e poucas chuvas em alguns estados. Cerca de 72% das lavouras de milho apresentavam boas ou excelentes condições até o início dessa semana.

    Ainda nesta quinta-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta seu novo boletim de vendas para exportação. O número é um importante indicador de demanda e nas últimas semanas tem dado sustentação aos preços da commodity.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja despenca com agravamento da guerra comercial

    O mercado norte-americano da soja teve um dia de perdas nos principais contratos futuros, com uma reviravolta na perspectiva da disputa comercial entre Estados Unidos e China. De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, caso Trump eleve de 10% para 25% as tarifas sobre produtos chineses, o gigante asiático deve retaliar.

    A Consultoria AgResource destaca que os ganhos da sessão de ontem na soja foram reduzidos na baixa desta quarta: “O mercado, que especulou boatos de uma possível reversão na retórica comercial EUA-China, não teve nenhuma confirmação oficial desta possibilidade. Pelo contrário, em nota publica da Casa Branca, foi mencionado que Trump estaria com intensões de elevar as taxas já impostas sobre produtos de importação chinesa”.

    A ARC lembra que a vigente tarifação de 10% “poderá ser elevada para 25% sobre US$ 200bilhões em produtos da China. No entanto, todas estas novas ameaças parecem fazer parte de um ‘jogo de pressão’ para forçar a reabertura das negociações bilaterais com o Governo de Xi Jinping. Por outro lado, o cenário para a safra estadunidense continua preocupante, principalmente pela chegada de uma massa de ar quente de alta pressão no Centro do país”.

    Fonte: Agrolink

  • Ferrugem asiática: com ela, todo cuidado vale

    A ferrugem asiática é considerada hoje o maior problema a ser enfrentado para o produtor de soja. Estima-se que, desde que chegou ao país, na safra 2001/2002, o prejuízo causado em lavouras nacionais já ultrapasse os 25 bilhões de dólares. Analisando a situação nos dias atuais, vemos que ela se alastrou de norte a sul do país, tornando-se o maior pesadelo de toda a classe. E se engana quem pensa que este é o único problema. Em geral, todas as demais doenças da soja contribuam para que as perdas se acumulem ainda mais.

    É preciso repensar a maneira de manejar as doenças na cultura da soja

    Muita coisa tem mudado em campo. Cada vez mais rápidos, os patógenos têm se tornado menos sensíveis a todos os grupos químicos existentes. E é preciso lembrar que só surgirão novos grupos químicos para o controle das doenças em meados da próxima década.
    Se esse processo continuar, corre-se o risco de, em pouco tempo, não haver mais ferramentas eficientes para controlar as doenças de maneira eficaz, prejudicando a produtividade. É preciso mudar a maneira como se maneja as doenças na soja!

    Novos tempos pedem novos – e melhores – hábitos

    Atenta a essa questão, a Syngenta lançou, em 2016, o programa Manejo Consciente, em parceria com as principais instituições de pesquisa do país. O objetivo é investigar a fundo os fungos causadores das doenças e a interação deles com a cultura da soja e com os fungicidas, além de levar o máximo de informação e orientação aos produtores sobre o controle eficiente e sustentável das doenças. O programa está pautado em 10 princípios fundamentais:

    1) Iniciar as aplicações de fungicidas preventivamente.
    2) Usar os 4 modos de ação de fungicidas nos programas.
    3) Aumentar a eficácia dos programas com multissítios e triazóis.
    4) Máximo de 2 aplicações de carboxamidas, com parceiros e no inícios do ciclo.
    5) Utilizar doses, adjuvantes e intervalos recomendados pelos fabricantes.
    6) Seguir o “vazio sanitário”.
    7) Buscar o “escape” plantando na época certa.
    8) Privilegiar variedade de ciclos mais curtos.
    9) Explorar a tolerância genéticas das variedades.
    10) Usar uma tecnologia eficiente de aplicação.

    Antes de tudo, conheça novos resultados.

    As recomendações transmitidas pela Syngenta por meio de seu programa Manejo Consciente, no tocante a aplicações de fungicidas para o controle da ferrugem da soja, se comprovaram como as mais eficazes em campo, de acordo com os resultados da Rede de Ensaios Cooperativos de Fungicidas, referentes à safra 17/18.

    A formulação EXF14475 – combinação que integra os ingredientes ativos e as concentrações da combinação do fungicida Elatus e de Cypress (multissítio) – faz parte do grupo de melhor performance nos resultados da Rede, que analisou a safra 17/18. Além disso, a eficiência dos fungicidas quando utilizados com multissítios – outro princípio do Manejo Consciente – também foi testada pela Rede. E os resultados evidenciam os fatos de que tais parceiros devem ser usados com todos os fungicidas e de que a combinação de Elatus com parceiros resulta em altos níveis de controle da ferrugem.

    Fonte: Agrolink