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6 de agosto de 2018

  • Agro e meio ambiente conversam com presidenciáveis

    A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, formada por 170 representantes do agronegócio, do meio ambiente e do clima, anunciou que irá apresentar um documento aos presidenciáveis contendo 28 medidas de modernização da produção e aumento da produtividade de forma sustentável. O documento foi lançado na última sexta-feira (03.08) e será apresentado aos candidatos entre agosto e setembro.

    De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o mundo terá 9 bilhões de pessoas até 2050 e o Brasil será um dos maiores fornecedores de alimentos. Nesse cenário, o climatologista Carlos Nobre, presidente do conselho diretor do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas e um dos membros da Coalizão, lembra que o País possui a maior biodiversidade do planeta enquanto 1,4 do seu Produto Interno Bruto (PIB) é movido pelo agronegócio.

    “O Brasil tem grande espaço para aumentar a produtividade com ciência, tecnologia e contribuir com a mitigação das mudanças climáticas no planeta sem deixar de ter destaque na produção de alimentos. É preciso incorporar essas propostas na plataforma política”, comenta.

    Segundo um dos representantes da Coalizão, o engenheiro agrônomo André Guimarães, o grupo reúne setores divergentes na política e até na sociedade. No entanto, ele diz que é do entendimento de todos que o futuro do País e do planeta só será garantido quando decidido em conjunto.

    “A floresta cuida as águas, que por sua vez irrigam a agricultura. O produtor e os empresários mais modernos já perceberam isso. Então, decidimos sentar à mesa e encontrar um consenso”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Vendas de soja do Brasil avançam para 84% do total da colheita 17/18, diz Safras

    Os produtores de soja brasileiros aceleraram as vendas para a safra atual e da próxima colheita, um sinal de forte demanda e preços atraentes, de acordo com dados da consultoria Safras & Mercado divulgados nesta sexta-feira.

    A Safras disse que as vendas de 2017/18 representam 84 por cento da produção, ante 74 por cento no igual período do ano passado e 82 por cento na média de cinco anos.

    No levantamento do mês passado, a Safras havia registrado vendas de 77,5 por cento da produção já colhida.

    A consultoria estima que o Brasil produziu 119,419 milhões de toneladas de soja na temporada 2017/18. Com base nesse número, a projeção do total de soja já negociada é de 99,934 milhões de toneladas.

    Para a nova safra, cujo plantio deve começar em setembro, a Safras vê as vendas antecipadas em 18 por cento da produção esperada, ante 8 por cento há um ano e 20 por cento na média de cinco.

    No levantamento do mês passado, a Safras havia registrado vendas de 15 por cento da produção futura.

    A análise vê uma produção estável no próximo ano safra, a 119,787 milhões de toneladas. Levando esse volume em conta, o total já comprometido pelos produtores totaliza 21,49 milhões de toneladas.

    Houve um aumento da demanda da China para a soja brasileira, devido ao conflito comercial entre o asiático e os Estados Unidos. A China está cobrando uma tarifa adicional de 25 por cento sobre as importações norte-americanas da oleaginosa.

    Os importadores chineses de soja têm procurado cargas no Brasil, em um momento em que normalmente o comércio migraria para os EUA, pelos diferentes períodos da safra.

    Fonte: Reuters

  • Oferta de milho deve crescer mesmo com incertezas

    A revisão de agosto da consultoria INTL FCStone confirma que a expectativa para a produção geral de milho deve permanecer inalterada, apenas com uma ligeira alta em relação ao último levantamento. No entanto, a analista de mercado da consultoria, Ana Luiza Lodi, alerta que as incertezas logísticas, motivadas pela elaboração da tabela do preço mínimo para o frete rodoviário, podem causar um impacto significativo nas exportações do grão.

    A perspectiva da INTL FCStone para a próxima safra do cereal fechou em 28 milhões de toneladas, com possibilidade de um leve recuo. Sendo assim, os estoques finais do grão devem fechar em um volume de 15 milhões de toneladas, 1 milhão de toneladas a mais do que a última revisão, feita em julho.

    No ciclo do verão, a estimativa ficou em cerca de 24,6 milhões de toneladas, sendo que o último relatório havia projetado um total de 23,8 milhões de toneladas de milho colhidas. A consultoria afirma que os responsáveis pelo aumento serão as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Já na safrinha 2017/2018 o aumento foi de 130 mil toneladas apenas, chegando a quantia de 55,5 milhões de toneladas, contra as 55,35 milhões de toneladas divulgadas em julho. A INL FCStone ressalta que os ganhos também partiram de revisões na produtividade das regiões Norte e Nordeste.

    “A logística tem um peso muito grande no mercado de milho. Entre os principais estados produtores de milho no inverno não houve mudanças em relação ao mês passado, mantendo-se as perspectivas de perdas importantes devido às adversidades climáticas. Novos ajustes não estão descartados, uma vez que a colheita ainda está em andamento”, finaliza Ana Luiza.

    Fonte: Agrolink

  • Projetos utilizam inteligência artificial na agricultura

    O Programa Parceria para Inovação Tecnológica (PITE), realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) em parceria com a Internacional Business Machine (IBM), selecionou nove projetos de pesquisa que visam introduzir a inteligência artificial (AI) para digitalizar a agricultura. Além da AI, os projetos utilizam também técnicas como aprendizagem de máquina e visão computacional.

    Um dos objetivos do programa é testar vários tipos de técnicas e segmentos tecnológicos que modernizariam a agricultura, como estratégias de monitoramento de pragas, por exemplo. Thiago Teixeira dos Santos, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), está desenvolvendo um trabalho que utiliza drones e robôs para reconstrução 3D de plantas, frutos e folhas.

    Segundo ele, as imagens criadas a partir dessa tecnologia poderão coletar dados para a classificação e análise das características vegetais. “No curto prazo, esta tecnologia deverá melhorar o monitoramento das lavouras; a médio prazo, será utilizado para o manejo”, explica.

    Outra ideia que fará parte do PITE foi desenvolvida por Pedro Takao Tamamoto na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Esse projeto utiliza técnicas de sensoriamento remoto para identificar diferentes tipos de pragas agrícolas que estão presentes nas lavouras.

    De acordo com Tamamoto, o projeto é mais eficiente dos que as técnicas de manejo utilizadas atualmente pois consegue uma visão de toda a lavoura e é capaz de identificar todos os tipos de pragas existente. Ele afirma que a ideia já está sendo testada e ficará pronta em 2020.

    “Já estamos utilizando câmara multiespectral para detectar variações e verificar se a planta está sob ataque. O próximo passo será criar padrões de imagens correlacionados com o tipo de inseto”, conclui.

    Fonte: Agrolink