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9 de agosto de 2018

  • Derivados do trigo viram alternativa ao plástico

    Pesquisadores do Departamento de Engenharia Química da Universidade de Huelva, na Espanha, identificaram compostos biodegradaveis derivados do glúten do trigo que poderiam se tornar alternativas ecológicas a embalagens plásticas convencionais. Esses bioplásticos desaparecem completamente da natureza em 50 dias, em vez de 100 a 1.000 anos como aqueles que vêm do petróleo.

    De acordo com a cientista responsável pela pesquisa, Inmaculada Martínez, a ideia principal do estudo é conseguir fazer com que esses produtos saiam do laboratório e possam ser usados no mercado, substituindo os plásticos que conhecemos. Ela ressalta que outro ponto positivo, além do baixo tempo de degradação, é a não utilização de solventes, o que demanda menor gasto de energia no processo de fabricação.

    Segundo o pesquisador e professor de Engenharia Química, Cortes Triviño, eles estão usando o método tradicional de fabricação de plásticos, a fim de não elevar o custo de aquisições de novas máquinas pela indústria. Assim, se a ideia der certo, as fábricas de embalagem só terão que mudar a matéria prima. “Nós não queremos mudar as máquinas, apenas criar um processo que tem menor impacto ambiental”, diz.

    Os especialistas afirmaram que o maior desafio é fazer com que o material não perca as características quando exposto a chuva, por exemplo, já que tem uma grande capacidade de absorção de água que pode fazer com que o material se desmanche ou fique mais macio. Uma alternativa seria misturar as propriedades desses biocompostos com outros polímeros, mas essa ideia ainda não foi testada.

    Fonte: Agrolink

  • China tem muitas formas de responder a tarifas dos EUA, afirma TV estatal

    XANGAI (Reuters) – A emissora chinesa estatal de televisão CCTV afirmou nesta quinta-feira que a China deve responder às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos contra produtos do país e disse que Pequim tem confiança de quem tem os meios de proteger os interesses do país.

    Os comentários foral divulgados depois que a China impôs na quarta-feira tarifas adicionais de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em importações de combustível e aço dos EUA. A medida foi uma retaliação contra os planos de Washington de começar a coletar tarifas de 25 por cento sobre 16 bilhões de dólares em bens chineses a partir de 23 de agosto.

    Fonte: Reuters

  • Agricultura: Em dez anos Brasil produzirá 69 milhões a mais de grãos

    O Brasil vai produzir nos próximos 10 anos 69 milhões de toneladas a mais de grãos, atingindo de 302 milhões t em 2027/2028. Segundo projeções do Ministério da Agricultura, o desempenho será puxado pela soja (156 milhões t) e o milho (113 milhões t), com incremento estimado em 30%. As carnes (bovina, suína e de frango) devem passar de 27 milhões t para 34 milhões t, aumento de 27%, ou mais 7 milhões t no mesmo período. “A produtividade é apontada como responsável pelo aumento da produção de grãos, o que pode ser constatado pelo aumento da projeção da área de plantio, no mesmo período, de apenas 14,5%. A pecuária que também vem introduzindo novas tecnologias contribuído para o desempenho e melhoria da produção”, disse a pata em nota.

    O estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2017/18 a 2027/28 da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura prevê expansão da área plantada de todas as lavouras (algodão, arroz, banana, batata inglesa, cacau, café, cana de açúcar, feijão, fumo, laranja, maçã, mamão, mandioca, manga, melão, milho, soja grão, trigo, uva), de 75 milhões hectares em 2018, para 85 milhões de hectares nos próximos 10 anos. “O crescimento global será de 13,3%, o equivalente a 10 milhões de hectares em regiões de pastagens naturais ou por reaproveitamento degradadas.”

    Conforme o Ministério, as maiores expansões devem ocorrer na soja, cana-de- açúcar e milho. Lavouras, como arroz, feijão, mandioca e laranja devem ter redução de área plantada. “Ganhos de produtividade deverão compensar as reduções, de modo que não haverá recuo de produção. O café deve apresentar certa estabilização da área e os ganhos de produtividade obtidos nos últimos anos permitem obter produção crescente, mesmo com tendência de redução de área.”

    O estudo projeta produção de carnes de 34 milhões de toneladas em 2027/28, aumento de 7 milhões de toneladas sobre 2018, destaca a pasta. O maior crescimento deve ocorrer nas carnes suína e de frango, seguidas por carne bovina. A carne de frango deve ter aumento de 4 milhões t, totalizando 17 milhões t em 2028. Em seguida, vem a carne bovina, somando 12 milhões t (+2 milhões de t). A produção de carne suína ficará em quase 5 milhões t (+1 milhão t) na próxima década.

    O Centro-Oeste vai liderar o aumento de produção de grãos, saindo de 103 milhões t para 139 milhões t (+ 36 milhões t ou 34,8%). “É prevista também expansão da produção de grãos em direção ao Norte do país, com crescimento de 34% em relação a 2018. Destacam-se nessa expansão os estados de Rondônia, Tocantins e Pará. Os estados do Sul terão incremento de 24,8% (+19 milhões t), alcançando 94 milhões t de grãos.” Nesse período, a área plantada no Centro-Oeste deve crescer 28,2%; a do Norte, 23%, e a do Sul, 7,5%.

    Exportações

    Segundo o Ministério da Agricultura, em dez anos o País exportará 139 milhões t de grãos, aumento de 37 milhões t em relação a 2018. A soja e o milho continuam como destaques, à frente de produtos como o açúcar e o café. As vendas externas de soja em grão ficarão em 96,5 milhões t e as de milho em 42,8 milhões t. O comércio externo de açúcar alcançará 37,2 milhões t e, de café, 34 milhões de sacas. As exportações de carnes alcançarão 8,8 milhões t (+ 2,3 milhões t).

    A pasta informa que dados preliminares desse trabalho, agora concluído, haviam sido anunciados pelo ministro Blairo Maggi no Global Agribusiness Fórum 2018 (GAF), no fim de julho, em São Paulo.

    Fonte: Broadcast Agro

  • China pode voltar a comprar soja dos EUA

    A Oil World, empresa de análises especializada em óleos vegetais, afirmou para o portal Agriculture.com que a China pode precisar voltar a comprar soja dos Estados Unidos em menos de duas semanas, em meio a disputa comercial travada entre os dois países. Segundo a petroleira, outras regiões não conseguem fornecer soja suficiente para atender às necessidades do país oriental.

    “A China precisa retomar as compras de soja dos EUA. Em nossa opinião, a escassez de oferta na América do Sul fará com que a China importe 15 milhões de toneladas de soja dos EUA em outubro de 2018 / março de 2019, mesmo que a atual guerra comercial não seja resolvida”, diz o comunicado da Oil World.

    Em julho, a China impôs tarifas de importação sobre uma lista de produtos dos EUA, incluindo a soja, como parte da disputa comercial. Agora, o maior importador de soja do mundo vem buscando suprimentos alternativos, especialmente na América do Sul, onde a disponibilidade para exportação está em baixa.

    De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o alvo dos orientais nos EUA é, pincipalmente a soja esmagada para a produção de óleo de cozinha e farelo. Nesse cenário, a petroleira garante que a China deverá aumentar as importações de farelo de soja processado, inclusive o estadunidense que passou por moagem na argentina.

    “O maior aumento provavelmente será visto nas exportações de farelo de soja da Argentina para a China. Se a China começar a comprar farelo de soja argentino, a falta de oferta de soja na Argentina aumentará as importações argentinas de soja dos EUA”, finalizou o comunicado.

    Fonte: Agrolink