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15 de agosto de 2018

  • Na comparação mensal, exportação de milho tem alta de 88%

    Segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, as exportações de milho na primeira quinzena de agosto atingiram um volume de 799,9 mil toneladas, alta de 88% frente o volume embarcado na primeira quinzena do mês anterior. Se o ritmo de embarques continuar, até o final do mês o volume exportado será de 2,3 milhões de toneladas.

    Para os próximos meses a expectativa é de que o volume destinado à exportação aumente frente os meses anteriores. A variação cambial e a demanda mundial firme colaboram com este cenário. Porém, atenção ao tabelamento do frete rodoviário que, dependendo do rumo, pode interferir no mercado de milho.

    Fonte:  Scot Consultoria

  • Especialistas criticam falta de trigo transgênico

    Os pesquisadores Brande BH Wulff, do Parque de Pesquisas Norwich, no Reino Unido e Kanwarpal S. Dhugga, do Centro Internacional de Melhoramento do Milho e do Trigo (CIMMYT), no México, criticaram a ausência de trigo geneticamente modificado (GM) para o comércio. O artigo intitulado “Trigo – o cereal abandonado pela GM” foi publicado na revista Science.

    De acordo com os pesquisadores, o trigo sofre com inúmeras doenças que estão aumentando com o passar dos anos, como a ferrugem do caule, por exemplo. Nesse cenário, eles afirmam que a pratica da transgenia nesse cereal poderia ser muito útil para garantir um alimento de melhor qualidade e reduzir os custos dos produtores, principalmente os pequenos.

    “Avanços recentes poderiam fornecer uma solução para esse problema por meio da rápida descoberta e isolamento de genes de resistência a doenças de parentes silvestres do trigo, seguida de sua introdução pela transformação em variedades de culturas de elite”, diz o texto.

    Além disso, eles dizem que existe uma barreira na cultura do trigo que fez com que o cereal fosse abandonado pelos cientistas que trabalham com os organismos geneticamente modificados. Os cientistas também fazem comparações com outras culturas comerciais que são cultivadas mesmo sendo transgênicas e trazem números benefícios.

    “As culturas GM, principalmente milho, algodão e soja, que contêm transgenes para tolerância a herbicidas e resistência a insetos aumentaram significativamente as margens de lucro para os agricultores. Embora o arroz GM ainda não esteja comercialmente cultivado, várias características foram aprovadas, por exemplo, resistência a insetos, tolerância a herbicidas e biofortificação com provitamina A”, concluem.

    Fonte: Agrolink

  • Brasil e China poderiam fazer parcerias em comércio de farelo de soja, diz diplomata chinês

    Empresas chinesas e brasileiras poderiam formar joint ventures de processamento de soja como forma de ampliar as exportações de farelo de soja da maior economia da América Latina para o principal importador global da oleaginosa, disse em uma entrevista um alto diplomata chinês.

    As empresas chinesas processam grande parte de toda a soja que usam em fábricas na China, em vez de comprar farelo de soja diretamente do Brasil, mas as companhias escolhem a opção mais lucrativa, disse Qu Yuhui, ministro-conselheiro encarregado de assuntos políticos da embaixada chinesa em Brasília.

    “Se uma companhia chinesa e outra brasileira juntas fizerem uma joint venture no Brasil para processar soja, essa é uma boa escolha para os lucros de ambos os lados”, disse ele à Reuters, acrescentando que tal parceria poderia aliviar o ônus dos custos logísticos brasileiros.

    Ainda assim, Qu disse que não há discussões atualmente para a China dar ao Brasil uma cota de farelo de soja com um imposto de importação mais baixo.

    O investimento chinês no Brasil saltou em 2017 para uma máxima de sete anos, estimulando o debate sobre as relações bilaterais antes da eleição presidencial brasileira em outubro.

    As compras chinesas de terras e operações de mineração atraíram críticas do candidato Jair Bolsonaro (PSL), que lidera a corrida em um cenário sem o ex-presidente Lula.

    Qu disse que era difícil entender a raiz da preocupação de Bolsonaro. Os compradores chineses respondem por apenas 3 por cento das compras de terras estrangeiras no Brasil, disse ele.

    Ele disse que a China e o Brasil continuarão a trabalhar para o desenvolvimento mútuo, independentemente de quem vencer a eleição, acrescentando que o comércio bilateral deve crescer 25 por cento, para 110 bilhões de dólares nos próximos dois a três anos.

    Qu disse que ainda é muito cedo para dizer se as disputas comerciais entre os EUA e a China terão impacto sobre o comércio entre a China e o Brasil, que já estava crescendo rapidamente antes da atual disputa.

    Além da demanda crescente por soja e milho brasileiros, Qu disse que o crescimento do consumo chinês impulsionará o comércio de frutas, frango e carnes suína e bovina.

    O aumento do comércio bilateral não ocorre sem atritos.

    A China impôs medidas antidumping ao frango brasileiro em junho, enquanto uma tarifa de açúcar pesou sobre as exportações brasileiras do adoçante para a China.

    “Estou relativamente otimista de que este problema possa ter uma solução apropriada em um período relativamente curto de tempo”, disse ele sobre as exportações brasileiras de açúcar. Ele expressou avaliação semelhante sobre o comércio de frango.

    Fonte: Reuters

  • Soja devolve parte dos últimos ganhos em Chicago e opera com leve baixa nesta 4ª feira

    O mercado internacional da soja volta a recuar nesta quarta-feira (15) na Bolsa de Chicago. As cotações devolvem boa parte dos ganhos de mais de 10 pontos do pregão anterior e, por volta de 7h45 (horário de Brasília), perdiam entre 6,25 e 7,25 pontos, levando o novembro/18 aos US$ 8,72 por bushel.

    Os traders veem notícias de um lado pressionado e de outro dando suporte às cotações neste momento e buscam definir um direcionamento. Entre os fatores que ainda seguem no radar dos participantes do mercado estão as condições de clima para a conclusão da safra nos EUA, as novidades sobre a guerra comercial entre chineses e americanos, além do início da nova temporada no Brasil.

    “A ARC lembra que apesar de problemas climáticos
    pontuais ao longo do Cinturão Agrícola estadunidense, ainda sim a safra se desenvolve bem, de maneira geral. Uma produção recorde
    continua dentre os cenários mais prováveis para a atual safra 2018/19”, diz o boletim diário da AgResource Mercosul.

    Ademais, as informações de demanda – que confirmam um ritmo ainda forte e aquecido do consumo, tanto aqui no Brasil, quanto nos EUA, também são acompanhadas de perto e tem servido como importante pilar para os futuros da oleaginosa.

    Fonte: Notícias Agrícolas