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28 de agosto de 2018

  • Processo de germinação de sementes é desbloqueado

    Um estudo produzido pelo Departamento de Biologia da Universidade de York conseguiu desbloquear o processo de germinação de sementes na canola. De acordo com professor Ian Graham, coordenador do projeto, o estudo pode aumentar a compreensão de uma das etapas mais importantes do ciclo de vida de uma planta e pode ajudar a melhorar a qualidade de sementes de culturas agrícolas no futuro.

    Os cientistas sabem há algum tempo que dois componentes dos vegetais desempenham um papel importante na regulação de como e quando a germinar a semente, o ácido abscísico (ABA) e giberelinas (GA). Noentantom. Agora, eles descobriram que o gene MFT é regulado pela qualidade da luz e recebe sinais de ABA e GA impedindo que a planta germine nas condições erradas, como quando não há luz suficiente para crescer.

    “Este é outro grande exemplo de como as plantas evoluíram para se manter em sintonia com os seus arredores. Isso permite que as sementes sobrevivam no solo por muitos anos, de modo que, quando chegar o momento certo, como quando uma árvore cai em uma floresta ou se vira no chão, as sementes podem subitamente entrar em ação”, explica o professor.

    Segundo Fabian Vaistij, principal autor do trabalho, em espécies de plantas selvagens, a capacidade de as sementes permanecerem inativas, mesmo sob condições que lhes permitam germinar, é importante para a sobrevivência. No entanto, ele diz que para espécies de cultivares, a eliminação dessa latência é uma das primeiras características que devem ser abordadas em um programa de melhoramento de plantas.

    “Compreender a base genética molecular de como a germinação das sementes é controlada fornecerá novas ferramentas para melhorar a qualidade das sementes e o vigor das mudas no desenvolvimento de novas culturas para o futuro”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Bioplástico consegue absorver 40 vezes o seu peso

    Pesquisadores do grupo “Tecnología y diseño de productos multicomponentes” da Universidade de Sevilha, em colaboração com especialistas da Universidade de Huelva e do Centro de Investigação, Tecnologia e Inovação da Universidade de Sevilha (CITIUS), descobriram que um bioplástico natural, criado a partir da proteína da soja, é capaz de absorver até quarenta vezes o seu peso. De acordo com pesquisador da Universidade de Sevilha Antonio Guerrero, responsável pelo estudo, a matéria-prima permitiu que tal feito fosse alcançado.

    “A soja tem uma grande capacidade de absorção, o que a torna um material ideal. No entanto, consideramos se ela se encaixaria nos bioplásticos superabsorventes, que são aqueles que precisam absorver entre 10 e 1.000 vezes o peso real em água. Depois de introduzir algumas variantes, o resultado obtido foi positivo “, afirma.

    Segundo os idealizadores, este bioplástico natural é ambientalmente amigável e biodegradável. Sendo assim, as Universidades estão analisando a possibilidade de aplicar essa tecnologia na horticultura, especificamente como uma matéria-prima para a fabricação de dispensadores de nutrientes agrícolas.

    “Este método é mais suave e menos agressivo que a atomização, o que praticamente não afeta a proteína. Desta forma, conseguimos isolar a matéria-prima com a qual vamos trabalhar”, explica Guerrero.

    A próxima fase do projeto é estudar a viabilidade de liberar esses compostos no campo através de dispensadores naturais formados a partir de soja superabsorvente.

    Fonte: Agrolink

  • Glifosato é “eliminado do organismo” em 3 horas, diz estudo

    Um estudo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostrou que os resquícios do defensivo químico Glifosato são “eliminados do organismo” depois de três horas do contato do ser humano com o agroquímico. De acordo com o professor Paulo Cesar Pires Rosa, o projeto foi financiado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

    “A Aprosoja arcou com os custos de reagentes e materiais para analisar essas amostras. E o sindicato rural indicou os trabalhadores, segundo os nossos critérios de inclusão e exclusão. O glifosato não é cumulativo. Depois de três horas da exposição, é praticamente todo eliminado do organismo”, explicou.

    A pesquisa analisou a urina de 30 produtores rurais de uma das principais regiões produtoras de grãos do estado do Mato Grosso e constatou traços do produto em apenas 11% das amostras. Além disso, segundo os pesquisadores, elas estavam em níveis inferiores aos estipulados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Os idealizadores afirmam que o nível de Ingestão Diária Aceitável (IDA) foi menor também do que o estipulado e permitido pelas agências reguladoras dos Estados Unidos e da União Europeia. Os norte-americanos permitem um limite tolerável de 1,75 mg/kg/dia de glifosato e os europeus 0,3 mg/kg/dia.

    “O maior valor encontrado nas amostras foi de 0,007 mg/kg, enquanto que no Brasil, de acordo com a Anvisa, foi estabelecida uma IDA de 0,042 mg/kg (42ng/mL)”, diz o relatório.

    No dia 3 de agosto, a juíza substituta da 7ª Vara do Distrito Federal, Luciana Raquel Tolentino de Moura atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que todos os agroquímicos à base de glifosato fossem proibidos no Brasil. A medida vale por 30 dias ou até a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizar a reavaliação do defensivo.

    Fonte: Agrolink

  • Técnicos projetam safra de 34 milhões de toneladas no RS

    No embalo do ano agrícola, que se iniciou há cerca de 30 dias, a Emater/RS-Ascar divulgou, nessa segunda-feira (27.08), as projeções para a safra gaúcha de verão 2018/2019 com a estimativa das áreas de plantio e as principais culturas a serem cultivadas no Rio Grande do Sul. Apesar da necessidade de buscar mais recursos agrícolas a fim de melhorar o investimento na produção, a estimativa é de clima favorável e uma colheita satisfatória, principalmente no cultivo de soja, milho grão e feijão. Ao todo, a safra da temporada deve superar as 30,2 milhões de toneladas registradas anteriormente, chegando a 34 milhões de toneladas neste ano.

    O levantamento foi realizado pelas equipes técnicas e unidades operativas da Emater/RS-Ascar, compostas por 102 escritórios municipais para a cultura do arroz, 238 para feijão, 419 para milho grão, 367 para soja e 396 para milho silagem, além de 12 escritórios regionais e do escritório central. Conforme a entidade, o levantamento representa as percepções e intenções dos produtores e dos demais atores da cadeia produtiva (cooperativas, comércio de insumos, bancos, entre outros) em relação à próxima safra.

    A amostra de 419 municípios gaúchos cobriu 94% da área a ser cultivada por grãos de arroz, 80% por feijão, 93% com milho grão, 91% com soja e 90% com milho destinado à silagem. Entre os dados apresentados estão as projeções de área a ser plantada, a produtividade média estadual e a produção em média em toneladas.

    “Esperamos que as previsões divulgadas hoje se confirmem. Agradecemos a todos os técnicos envolvidos. Sem planejamento e sem diagnóstico, não temos como projetar o futuro da safra gaúcha. Todos nós temos a vontade de que haja uma estabilidade econômica. Essa é a nossa esperança como gestores e é a esperança do produtor”, afirmou o presidente da Emater, Iberê de Mesquita Orsi.

    Projeções para 2018/2019

    A projeção de maior destaque é para o cultivo de soja. Conforme a safra 2017/2018, em que foram plantados 5.758.133 hectares, para o futuro a área deve ser acrescida de 2,30%, chegando a 5.890.619 para 2018/2019.

    Para a safra de milho grão, a área a ser plantada deve ser de 738.074 hectares, um tamanho 5,53 maior que o ano anterior, onde foram cultivados 699.385 hectares. A produção deve chegar a 5.024.074 toneladas. Já para o milho silagem, a área será reduzida em 3,56%, mas ainda assim vai ser um espaço de 354.038 hectares. A produção pode chegar a 13.204.128 toneladas.

    O secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein, destacou e parabenizou o trabalho dos técnicos da entidade rural no levantamento. Já Tarcísio Minetto, titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, se demonstrou otimista com os números. “Tenho certeza de que, se confirmarmos as expectativas e não tivermos nenhum empecilho, teremos um bom desenvolvimento das culturas de verão”, disse.

    Estiveram presentes no evento a equipe técnica de extensionistas rurais da Emater, representantes dos escritórios de Santa Catarina e Paraná.

    Fonte: Expointer