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13 de setembro de 2018

  • Soja em alta com números do USDA e reaproximação com China

    O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago registrou na quarta-feira (12.09) ganhos de 8,25 pontos no contrato de Novembro/18, fechando em US$ 8,40 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT também fecharam a sessão com valorizações entre 7,75 e 8,75 pontos.

    O mercado norte-americano da soja teve um dia de ganhos nos principais contratos futuros, com a redução dos estoques mundiais de soja para 2018/19. A T&F Consultoria Agroeconômica destaca que fontes ouvidas pela Dow Jones Newswires relatam que os Estados Unidos propuseram à China uma nova rodada de negociações comerciais, em um esforço para dar a Pequim outra oportunidade de abordar as preocupações de Washington sobre questões comerciais antes que a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, implemente tarifas adicionais sobre as importações chinesas.

    A Consultoria AgResource destaca que o relatório do USDA até chegou a trazer um movimento de pressão nos primeiros minutos após a sua publicação: “No geral, um aumento de produtividade para a safra estadunidense já era esperado. A estimativa atualizada para 59,2 sacas/hectare (elevada 1,34 sacas) define um novo recorde para a safra estadunidense. Nem mesmo o excepcional cenário climático de 2016 foi capaz de gerar produtividades em tais níveis – naquele ano foi registrado 58,24 sacas/hectare”.

    “Entretanto, a especulação já precificava tais números, com o Mercado sendo regido pela falta de interesse em vendas físicas nos Estados Unidos, usuários finais (consumidores de grão) adicionando compras e novas especulações sobre a reabertura de negociações entre EUA e China”, concluem os analistas da ARC.

    Fonte: Agrolink

  • Trigo: USDA aumenta estoques mundiais e preços caem

    A disponibilidade mundial de trigo para 2018/19 foi aumentada em 4,7 milhões de toneladas (MT) pelo relatório do USDA divulgado nesta quarta-feira (12.09). De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, isso ocorreu devido ao aumento de 3,4 milhões de toneladas nos estoques iniciais.

    “A safra russa foi aumentada em 3,0 MT devido à atualização dos resultados na região de trigo de inverno e ao clima excelente na região do trigo de primavera. A safra do Casaquistão foi aumentada em 0,5MT também devido às excelentes condições do trigo de primavera. A produção mundial foi aumentada em 2,7 milhões de toneladas na Índia para o recorde de 99,7MT, diante da atualização feita pelo governo local”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

    Segundo ele, estes aumentos foram parcialmente compensados pela redução de 2,0MT da safra da Austrália e à redução de 1,0MT da safra do Canadá, ambas devido às continuadas condições de seca durante o período de crescimento. As exportações mundiais foram reduzidas em 2,5MT diante da redução de 2,0MT das exportações da Austrália e 0,5MT de redução nas exportações do Canadá, devido à redução das suas respectivas safras.

    “As importações da Indonésia e do Irã foram reduzidas em 1,0MT e 0,5MT, respectivamente. O uso mundial do trigo aumentou 2,3 milhões de toneladas, devido ao aumento de 2,0MT no uso da Rússia para ração e uso residual e 1,0MT de aumento de rações e uso residual na União Europeia”, pontua Pacheco.

    “Com o total das disponibilidades aumentando mais que o uso, os estoques finais globais aumentaram 2,3MT para 261,2MT, mas ainda são 5% menores do que o recorde do ano passado. Para o Brasil e a Argentina o USDA manteve os mesmos números do mês passado, isto é produção de 4,7MT para o Brasil (contra 5,24MT estimadas pela Conab, ontem) e 19,5MT para a Argentina (contra 20,1MT estimadas pelo mercado do país)”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Milho: Mercado esboça tímida reação na manhã desta 5ª após recuar quase 4% na Bolsa de Chicago

    As cotações futuras do milho negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta quinta-feira (13) com ligeiras altas, próximas da estabilidade. Às 9h02 (horário de Brasília), as principais posições da commodity testavam ganhos entre 0,75 e 1,25 pontos. O vencimento setembro/18 operava a US$ 3,42 por bushel, enquanto o dezembro/18 trabalhava a US$ 3,53 por bushel.

    “O mercado testa uma reação depois de uma queda acentuada registrada nesta quarta-feira (12) após o reporte do boletim de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos)”, informou a Reuters internacional.

    Ainda ontem, as cotações caíram quase 4% depois do USDA indicar a safra americana em 376,63 milhões de toneladas, frente as 370,51 milhões de toneladas estimadas em agosto. A produtividade subiu de 186,62 sacas para 189,65 sacas do grão por hectare. E os estoques ficaram em 45,06 milhões, bem acima do indicado no boletim anterior, de 42,77 milhões de toneladas.

    Hoje, o departamento ainda divulga seu boletim semanal de vendas. O relatório é um importante indicador de demanda e pode influenciar o andamento das negociações em Chicago.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja trabalha com leves baixas em Chicago nesta 5ª feira corrigindo altas da sessão anterior

    Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago corrigem parte das altas registradas no pregão anterior e, nesta quinta-feira (13), trabalham com leves baixas. Perto de 7h50 (horário de Brasília), as cotações recuavam pouco mais de 4 pontos entre as posições mais negociadas, e a referência do mercado – o novembro/18 – era cotado a US$ 8,36 por bushel.

    Os traders terminam de digerir os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgados no boletim mensal de oferta e demanda nesta quarta (12), porém, de forma leve e sem grandes oscilações. Os dados foram considerados neutros, uma vez que o mercado já esperava um aumento na safra norte-americana.

    No entanto, além da conclusão da nova safra dos EUA, especialmente com o desenvolvimento da colheita e os primeiros resultados concretos chegando dos campos, o mercado segue atento às questões comerciais, principalmente aquelas ligadas à guerra comercial entre chineses e americanos.

    Ontem, a notícia foi de que os EUA propuseram à China uma nova rodada de negociações sobre as disputas tarifárias e, atualizada, a informação é de que a nação asiática teria recebido bem o convite.

     

    Ainda nesta quinta-feira, atenção também aos números das vendas semanais norte-americanas que chegam atualizados pelo USDA. As expectativas do mercado variam, para a soja, de 500 mil a 1 milhão de toneladadas; para o farelo de 100 mil a 300 mil e para o óleo de 0 a 20 mil toneladas.

    Completando o cenário do mercado internacional, os traders seguem atentos também ao comportamento do dólar frente ao real e ao início da safra 2018/19 na América do Sul. No Brasil, os trabalhos de plantio já foram iniciados, mas carregam incertezas que vão do clima à logística.

    Fonte: Notícias Agrícolas