Daily Archives

18 de setembro de 2018

  • TRIGO/CEPEA: Preços oscilam no mercado brasileiro

    De acordo com pesquisas do Cepea, os preços do trigo estão oscilando no mercado brasileiro. Nos momentos de baixa, a pressão vem do fraco ritmo de negociação envolvendo a nova safra nacional. Já os momentos de alta se devem à posição firme de vendedores que ainda detêm lotes remanescentes.

    No balanço da semana, no entanto, os valores registraram queda. Em relação às cotações do farelo e da farinha, conforme levantamento do Cepea, subiram. No caso do farelo, a demanda por parte da pecuária segue sustentando os valores, enquanto para as farinhas, as valorizações se devem ao ligeiro aumento no ritmo de negócios.

    Fonte: CEPEA/ESALQ

  • Soja tem novo dia de baixas em Chicago nesta 3ª ainda sentindo pressão da disputa EUA x China

    Como já vinha sendo esperado pelos traders, o governo norte-americano impôs mais US$ 200 bilhões em tarifas sobre produtos chineses, intensificando uma guerra comercial que já se estende desde maio e o mercado internacional da soja segue sentindo os efeitos.

    No pregão desta terça-feira (18) na Bolsa de Chicago, as cotações recuavam, por volta de 7h50 (horário de Brasília), entre 3,50 e 3,75 pontos, com o novembro/18 valendo US$ 8,19 por bushel. O março/19, referência para a safra do Brasil, tinha US$ 8,47.

    As baixas só não são mais intensas, como explicam analistas e consultores, porque o mercado já vinha esperando por mais esta medida do presidente Donald Trump. O importante, por outro lado, será acompanhar o desenvolvimento dos negócios ao longo dos próximos dias.

    “Veremos se o maior volume de negocios durante o dia será dominado pelo pessimismo que pode provocar uma pressão vendedora ainda maior”, explica Steve Cachia, diretor da Cerealpar.

    Os preços da soja são pressionados também pelo bom início da colheita no Corn Belt, que já apresenta um ritmo recorde. De acordo com números divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de ontem, 6% da área cultivada já foi colhida.

    No ano passado eram 4% e a média dos últimos cinco anos é de 3%. O índice fica bem acima das expectativas do mercado que variavam de 2% a 3% para esta semana.

    O reporte mostra ainda que 67% das lavouras dos EUA estavam em boas ou excelentes condições, contra 68% da semana anterior. 23% dos campos se apresentavam em situação regular e 10% em condições ruins ou muito ruins.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Produção deverá ser mais sofisticada no futuro, diz Lopes

    O presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, escreveu um artigo dizendo que os métodos de produção agrícola deverão ser mais sofisticados no futuro. Segundo ele, a demanda por alimentos está aumentando, assim como as exigências da população por uma alimentação cada vez mais saudável.

    “Um dos grandes desafios nas análises globais de segurança alimentar é a necessidade de sofisticação de modelos e análises que permitam estimar, de forma confiável, a demanda futura por alimentos. Isso porque teremos uma população cada vez mais numerosa, mais urbana, mais educada, rica e exigente, o que produzirá substancial pressão na produção e na sofisticação de alimentos até meados desse século”, comenta.

    Ele cita também um estudo recente produzido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) que indica que a produção agrícola mais que triplicou entre 1960 e 2015. Entretanto, o presidente da Embrapa alerta para os efeitos negativos das mudanças climáticas sobre as culturas agrícolas, que estão fazendo com que o aumento da produtividade seja prejudicado.

    “No entanto, os impactos decorrentes das mudanças climáticas e do desgaste dos recursos naturais – em especial solo e água – fazem crescer as incertezas e o receios acerca da capacidade de resposta aos desafios à frente”, estima.

    De acordo com Lopes, a demanda por alimentos irá aumentar 47% entre 2010 e 2050, o que representa menos da metade do crescimento que foi notado nos quarenta anos anteriores. Nesse cenário, ele afirma que será necessário repensar os métodos de produção para conseguir suprir todas essas necessidades.

    “Portanto, será preciso lidar com uma realidade desafiadora para o mundo da agricultura e da alimentação no horizonte de 2050. Crescimento econômico e dinâmica populacional serão os principais motores das transformações, com impactos significativos nos padrões de consumo e de produção de alimentos em todo o mundo”, conclui.

    Fonte: Agrolink

  • Desmatamento em áreas de soja no cerrado é o menor em 16 anos

    Um estudo encomendado pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) em parceria com a The Nature Conservancy e elaborado pela Agrosatélite, com base em imagens de satélite, indicou que o desmatamento em áreas de soja no cerrado é o menor desde 2001. De acordo com a publicação, entre 2014 e 2017, a área de soja aumentou apenas 7% ao ano no cerrado em regiões de desmatamento.

    Os dados comparados mostraram que em 2007 e 2013, esse percentual era de 18% ao ano e, entre 2001 e 2006, de 27% ao ano. Para o presidente da Abiove, André Nassa, a tendência é de que os números melhorem ainda mais. “Estamos na menor fase de desmatamento do Cerrado, a queda é expressiva e a tendência é de redução”, afirma.

    De acordo com ele, isso ocorreu porque, cada vez mais, a expansão da soja está ocorrendo em áreas que já estão abertas, respeitando a vegetação nativa do local. Como principais motivos para que essa tendência se fortaleça cada vez mais, ele cita um maior rigor na fiscalização e o aumento da produtividade das lavouras que já existem, fazendo com que os agricultores não precisem expandir a sua produção para áreas de terras cobertas pela vegetação local.

    Segundo os dados coletados, o cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e possui metade ainda em vegetação nativa e a outra metade de terra aberta. Do total de 204 milhões de hectares, 17 milhões de hectares são cultivados com soja, 10,5 milhões de hectares são de vegetação nativa nas fazendas e o restante, 11,6 milhões de hectares, são áreas já abertas e podem ser aproveitadas para o cultivo da soja.

    Fonte: Agrolink