Daily Archives

26 de setembro de 2018

  • Soja segue trabalhando em alta em Chicago com boas expectativas de demanda nos EUA

    Os preços da soja seguem trabalhando em alta na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (26). As expectativas de demanda forte pelo produto norte-americano continuam dando estímulo as cotações, segundo explica o diretor da Cerealpar, Steve Cachia.

    Por volta de 8h30 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 7,50 e 8 pontos nos principais vencimentos, com o novembro/18 sendo cotado a US$ 8,53 e o março/19 a US$ 8,79 por bushel.

    O mercado se ajusta também a novos números que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) ainda esta semana, buscando consolidar uma recuperação após tocar, nas últimas semanas, em suas mínimas de 10 anos.

    “Vai haver ajuste de posições a espera do relatório trimestral de estoques americanos na sexta-feira. Interessante ver se o USDA vai admitir estoques inferiores a ultima estimativa como a gente acredita”, diz Cachia.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Umidade do solo beneficia lavoura do milho

    Os corredores de umidade continuam voltados para o Sul do Brasil nesta terça-feira (25), com isso, há previsão de que ocorra chuva forte em grande parte das áreas produtoras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e até mesmo no extremo sul do Paraná. Todos os trabalhos de campo irão ser prejudicados, principalmente as atividades de plantio e colheita. Por outro lado, a instabilidade irá manter o solo com níveis elevados de umidade e favorecer o desenvolvimento das lavouras de milho, arroz e trigo que estão em fase de desenvolvimento Vale salientar que os sistemas de frente fria irão passar de forma rápida e afastada da costa do Sul do país. Já nesta quarta-feira (26), boa parte do Rio Grande do Sul irá apresentar tempo aberto e sem chuva, sendo que há previsão para o retorno das precipitações na próxima semana.

    A parte central e norte do país continuam com um padrão de chuva irregular. Como consequência, os produtores do Mato Grosso podem ter uma certa apreensão, tendo em vista que o plantio da soja se iniciou e ainda há muitas áreas com baixos volumes de chuva acumulada. Como não há previsão de precipitações generalizadas para toda esta semana no Centro-oeste, Sudeste e no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, as condições ainda não serão totalmente favorecidas ao plantio.

    Porém, como não haverá uma total ausência de chuva, alguns produtores podem ser favorecidos, principalmente aqueles que já receberam chuva nos últimos dias. Entretanto, vale ressaltar que até o meio de outubro, as condições para o Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, ainda serão de chuva irregular, o que pode resultar em uma maior apreensão juntos aos produtores, já que não serão todos que irão avançar com o plantio.

    Fonte: Agrolink

  • Setor precisa avançar na venda antecipada da safra

    O diretor de Abastecimento e Comercialização, José Maria dos Anjos, do Ministério da Agricultura, afirmou hoje que o setor de trigo precisa avançar no fechamento de contratos antecipados da safra, como estratégia de garantia de renda, algo que já ocorre em outras cadeias produtivas, como soja, milho e algodão. “Falta liquidez no mercado interno”, ressaltou durante a abertura do 25º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, em Foz do Iguaçu (PR), na posição de representante do ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

    Sobre outros entraves do segmento tritícola, ele destacou que os problemas com infraestrutura de escoamento e tributação encarecem o processo de venda aos moinhos e, muitas vezes, torna o cereal importado mais competitivo do que o produzido no País. “O trigo é o único produto importante que o Brasil produz menos do que consome”, acrescentou.

    A Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo) sugeriu aos candidatos para a Presidência da República um conjunto de propostas para a criação de uma política nacional do trigo que permita a ampliação da produção no longo prazo. Segundo o representante do ministério, a medida tem o apoio da Pasta agrícola.

    “Acreditamos que medidas adicionais para uma política do trigo são de suma importância para ampliar a produção e contam com o apoio do Ministério da Agricultura”, ressaltou.

    Fonte: Broadcast Agro

  • China registra redução na importação de grãos

    Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China indicam que o país asiático registrou uma redução significativa nas importações de grãos após impor tarifas aos embarques dos Estados Unidos. De acordo com as informações, a China comprou apenas 60 mil toneladas de sorgo em agosto, 79% abaixo das 259.892 toneladas importadas no ano anterior.

    Nesse cenário, a Administração Geral das Alfândegas indicou que foram adquiridas apenas 330 mil toneladas de milho em agosto, uma queda de 13,5% em relação às 377,5 mil toneladas de agosto do ano passado. Além disso, as importações de trigo também caíram 51,6%, com 140 mil toneladas recebidas.

    Embora a instituição não ter listado os dados totais de importação de países específicos, como os Estados Unidos que são os mais influenciados pela medida, a China tipicamente importa cerca de um terço de seu milho e trigo e quase todo o seu sorgo dos norte-americanos. Em julho, os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre todo o alumínio e o aço provenientes da China, e os chineses responderam cobrando tarifas de vários produtos norte-americanos, incluindo soja, sorgo e milho.

    Os volumes totais de importação de soja para agosto não foram listados no relatório, mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou recentemente que as importações chinesas para o ano comercial de 2018-2019 deverão cair em 1 milhão de toneladas. Sendo assim, o alvo dos orientais passa a ser o mercado sul-americano da oleaginosa, com destaque para Brasil e Argentina, que já exportaram uma quantidade significativa de soja para a China na última safra.

    Fonte: Agrolink

  • Agribrasil vê importação de 1 mi t de soja dos EUA pelo país no ano

    O Brasil deverá exportar um recorde de cerca de 80 milhões de toneladas de soja em 2018, contando com uma forte demanda da China, mas também terá de realizar atípicas importações da oleaginosa dos Estados Unidos para atender suas próprias necessidades, avaliou nesta terça-feira a Agribrasil, empresa que atua na originação de grãos.

    A conta da Agribrasil para a exportação do país considera o total já embarcado, a programação de navios e a expectativa de exportações entre outubro e dezembro.

    Contudo, o Brasil teria de importar cerca de 1 milhão de toneladas de soja dos EUA, que não estão vendendo quase nada para a China desde que Pequim, em guerra comercial com Washington, implantou em julho uma tarifa de 25 por cento sobre a oleaginosa norte-americana.

    Com uma safra recorde de soja sendo colhida nos Estados Unidos e o Brasil com estoques pequenos após exportações recordes, principalmente para a China, o mercado tem especulado já há algum tempo sobre compras brasileiras nos EUA.

    “Soja americana virá em breve pro Brasil”, afirmou à Reuters o presidente da Agribrasil, Frederico Humberg, que atua no setor há quase 30 anos, tendo trabalhado anteriormente em várias multinacionais.

    Ainda não há confirmação de negócios do Brasil com os EUA, os maiores produtores globais da oleaginosa. Anteriormente, a possibilidade de compras de soja norte-americana já havia sido comentada pela associação de exportadores do país, a Anec.

    Compras de soja pelo Brasil ajudariam os EUA a lidar com seu excedente, em momento em que os norte-americanos já buscam vender mais para a Europa, como forma de escoar uma parte da produção antes comprada pela China.

    As importações totais do Brasil somariam 1,25 milhão de toneladas, com parte vindo também do Paraguai, ante compras totais de 250 mil no ano passado.

    Enquanto os prêmios pagos pelos chineses pela soja brasileira elevam as cotações no país e apertam as margens da indústria nacional, nos Estados Unidos os preços da oleaginosa estão oscilando perto de mínimas em dez anos, o que ajudaria na efetivação de importações pelo Brasil.

    Humberg destacou que considerando as exportações do Brasil no ano até agosto (65,9 milhões de toneladas), mais cerca de 4 milhões já carregados em setembro e outros 3,6 milhões de toneladas previstos nos line-ups dos navios, o país já teria exportações garantidas de cerca de 73,5 milhões de toneladas.

    “Estimo que podemos ter mais 6-7 milhões de toneladas de exportação nos meses de outubro, novembro e dezembro, e com isso chegaríamos ao recorde de 80 milhões de toneladas de exportação”, explicou.

    Essa previsão de exportação do Brasil, maior exportador global do produto, supera a projeção da associação da indústria de soja (Abiove) divulgada no início de setembro, que apontou 76,1 milhões de toneladas, o que já representaria um crescimento de quase 12 por cento ante 2017.

    O CEO da AgriBrasil, uma empresa relativamente nova no país, mas com planos de triplicar a originação de grãos este ano, para 500 mil toneladas, ainda estima uma revisão para baixo do processamento de soja pelo país, para 41,5 milhões de toneladas, enquanto a Abiove vê 43,6 milhões de toneladas, versus 41,8 milhões no ano passado.

    O executivo ainda aposta em uma revisão para cima da safra brasileira, para 121 milhões de toneladas, versus aproximadamente 119 milhões vistos pela Abiove e governo.

    Mesmo com uma safra recorde, os estoques brasileiros terminarão em mínimas históricas em meio às fortes exportações, com a China respondendo por cerca de 80 por cento dos embarques do Brasil.

    Fonte: Reuters