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3 de outubro de 2018

  • Após altas, milho tem dia de pouca variação em Chicago nesta terça

    Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago trabalham com leve baixa nesta quarta-feira (3) depois de alcançar seus melhores preços em três semanas na sessão anterior. Segundo informações de agências internacionais, o clima adverso para a colheita nos EUA e as expectativas de boa demanda pelo cereal americano foram combustível para os ganhos, mas agora o mercado aguarda por novas informações antes de ditar um novo rumo para as cotações.

    Por volta das 10h50 (Brasília) as posições mais negociadas trabalhavam com quedas entre 0,25 e 0,75 pontos, levando o dezembro/18 aos US$ 3,67 e o março/19 a US$ 3,79 por bushel.

    No Meio-Oeste americano, as chuvas fortes continuam a causar certo atraso no ritmo da colheita. De acordo com os números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo (30), 26% da área cultivada com o grão já havia sido colhida, em um ritmo bem mais intenso do que o registrado há um ano. “E agora o mercado fica preocupado se isso pode prejudicar a qualidade da safra nos EUA”, diz o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities.

    No front da demanda, além da notícia do acordo que preserva o Nafta e,consequentemente, o livre comércio entre China, EUA e México, as informações de que o norte-americanos deverão aumentar o percentual de etanol na gasolina também favoreceu o andamento das cotações.

    Ainda como explica Araújo, o percentual deverá subir para 15%, o que aumenta a demanda pelo cereal e já motiva, inclusive, um aumento de área nos EUA na próxima safra, em detrimento da soja.

    “Acredito que a demanda pelos grãos está fazendo com que os altistas tomem algumas posições no mercado, dado por esse acordo em torno do Nafta, bem como as chuvas atrasando a colheita”, diz Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics. “As previsões para os próximos 11 a 20 dias mostram mais chuvas e com volumes elevados, trazendo mais preocupações com cheias em partes do Corn Belt”, completa.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Soja mantém foco sobre chuvas nos EUA e testa novas altas em Chicago nesta 4ª feira

    O mercado da soja trabalha com leves altas na manhã desta quarta-feira (3) na Bolsa de Chicago. Por volta de 7h55 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,25 e 2,75 pontos nos principais vencimentos, com o maio/19 já sendo negociado a US$ 9,08 por bushel. O novembro/18, que ainda é o contrato mais negociado do momento, vinha cotado a US$ 8,68.

    As atenções dos traders seguem mantidas sobre as questões climáticas no Meio-Oeste americano. Muitas chuvas continuam chegando ao Corn Belt e reduzindo o ritmo da colheita nos Estados Unidos, até mesmo paralisando os trabalhos de campo em alguns pontos do cinturão.

    E para os próximos dias, mais precipitações estão sendo indicadas nas previsões e começam a chamar a atenção do mercado para a qualidade dos grãos que ainda estão no campo. Os EUA têm pouco mais de 23% da área colhida.

    “A especulação ainda carece de novidades que aqueçam os bastidores da CBOT, no entanto, as preocupações climáticas mundiais tem sustentado o
    movimento altista para os preços da soja”, explicam os analistas de mercado AgResource Mercosul (ARC). “A ARC alerta que as projeções climáticas para esta primeira quinzena de outubro não são nada agradáveis para os produtores do Cinturão Agrícola. Precipitações intensas
    e constantes são esperadas para o centro-norte da macrorregião”, completam.

    Diante disso, se mantém o foco sobre o clima nos EUA e, no paralelo, atenção às questões comerciais norte-americanas – em torno da China e do NAFTA, agora USMCA -,uma vez que o novo boletim mensal de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) será reportado somente na próxima semana, mas já causando alguma ansiedade.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Brasil tem condições de ser o principal centro mundial de inovação em agricultura de precisão

    Por ser um dos maiores produtores agrícolas do mundo, o Brasil tem hoje a grande oportunidade de se tornar o principal centro de excelência em inovação tecnológica de ferramentas voltadas para a Agricultura de Precisão. A constatação foi feita por Tsen Chung Kang, professor da Fatec Pompéia, no interior paulista, durante palestra proferida no Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP 2018), que está sendo promovido nesta semana, em Curitiba, pela Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsbraAP).

    “Hoje não existe na agricultura mundial aquilo que tem sido denominado de Ecossistema de Inovação e o Brasil pode forjar esse centro de excelência em Agtech & Newfood”, comentou o palestrante que participoi do Painel BigData Agro – como lidar com isso? A seu ver, uma boa base para iniciar esse verdadeiro cluster de inovação em tecnologia agrícola são as cerca de 380 startups recentemente criadas no Brasil. Outro participante do painel, Marcio Duarte, diretor de Tecnologias da InCeres, concorda com o professor Tsen, mas salienta que o maior desafio para estimular e disseminar tecnologia de ponta no agro está na falta de material humano.

    No entender de Duarte, estimular a Agricultura de Precisão demanda convencer jovens talentos na área de TI a ver na agricultura uma opção interessante de carreira. “Eu costumo usar meu próprio exemplo para reforçar a necessidade de atrair jovens para o campo. Eu vivia no Rio de Janeiro e me considerava expert no desenvolvimento de software até descobrir que todo meu conhecimento, que considerava de ponta, pouco valia para aplicação prática no campo. Recebi um convite da InCeres e hoje não troco isso por nada. Creio que tal mensagem temos de passar para todos os jovens”, aconselhou.

    Rafael Vieira de Sousa, professor da USP de Pirassununga-SP, acrescenta que fomentar o desenvolvimento tecnológico e da Agricultura de Precisão também passa por uma reavaliação na sistemática de ensino das escolas. “A academia brasileira nessa área de engenharia tem formado alunos da mesma maneira como era feita há 30 anos e isso não tem funcionado, pois está desconectado das necessidades reais da sociedade. A universidade tem de desenvolver capital humano voltado para a resolução de problemas práticos”, conclui.

    O ConBAP 2018, que reúne um público de 700 participantes, prosseguirá nesta quarta-feira (3-10) com diversos painéis e debates sobre o futuro e os desafios da Agricultura de Precisão no Brasil. Haverá inclusive, nesta quarta, uma conferência especial a ser proferida pelo pesquisador do USDA, Kenneth A. Sudduth (Ken), que foi presidente da International Society of Precision Agriculture no período 2014-2016. Ele abordará o temaData-driven Advances in Agriculture.

    Além dos debates, o ConBAP 2018 ainda reúne, numa área de exposição montada na entrada dos auditórios, cerca de 40 empresas que mostram produtos e serviços voltados para as atividades de Agricultura de Precisão.

    Fonte: AsbraAP

  • Benzoato de emamectina é alternativa contra Helicoverpa armigera

    Com o plantio de soja iniciado nas principais regiões produtoras do Brasil, a atenção do produtor volta-se agora para o controle das principais ameaças à cultura. Nesse cenário, a infestação de Helicoverpa armigera se mostra como uma das pragas de mais difícil combate em diversos estados brasileiros, tendo ressurgido com força total no ano passado e provocado perdas estimadas em mais de R$ 2 bilhões nos últimos cinco anos.

    É consensual entre os maiores especialistas que o inseticida mais efetivo no controle da Helicoverpa armigera até o momento é o Benzoato de emamectina. No Brasil, apenas quatro produtos contendo esse ingrediente ativo estão autorizados pelos órgãos reguladores a serem utilizados.

    O Proclaim 50 WG da Syngenta é o único até agora com registro definitivo para ser comercializado em todos os estados brasileiros.

    No entanto, os produtores de soja possuem ainda outras quatro alternativas de inseticidas à base de Benzoato de emamectina. Esses produtos possuem “registro emergencial” que vigora nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia:

    Emamectina Benzoato CCAB ( 50 g.i.a/kg WG ) , empresa CCAB Agro

    Desafio BR ( 50 g.i.a WG ) Ouro Fino

    Emamec 20 SG ( 200 g.i.a/Kg SG )

    Benzo 200 SG ( 200 g.i.a/kg ) Tide/Prentiss

    Para se efetuar a venda dos produtos registrados na modalidade emergencial é necessário fazer a homologação junto as autoridades locais. O objetivo da Processo de homologação é garantia que o produto seja aplicado para a cultura autorizada e monitorar a ocorrência da Helicoverpa. A homologação também garante o uso do produto legalizado combatendo o contrabando de Benzoato de emamectina.

    “Há muitos relatos de pessoas envolvidas com o contrabando e roubo de defensivos, assim como casos de fitotoxicidade causados por produtos contrabandeados possivelmente resultados de contaminação por herbicidas. A homologação é um processo simples que varia um pouco em relação a cada Estado”, explica o engenheiro agrônomo Josué Verba, da Prentiss.

    Ele conta que a equipe da Prentiss oferece o suporte, orienta e realiza o processo de homologação para o produtor para garantir que a venda seja segura e fique dentro dos moldes da lei. Segundo ele, o Benzo 200 da Prentiss possui uma “concentração de ingrediente ativo quatro vezes maior que a do produto de referência no mercado, 200 gramas de ingrediente ativo por quilo de produto comercial, e vem em uma embalagem diferenciada, rígida de fácil manuseio. Sua formulação SG (grânulos solúveis em água) não produz pó e é de fácil manuseio”.

    Fonte: Agrolink