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11 de outubro de 2018

  • Soja em Chicago trabalha em campo negativo nesta 5ª feira se preparando para chegada do USDA

    O mercado futuro norte-americano da soja, nesta quinta-feira (11), testa leves baixas à espera do novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na tarde de hoje. Por volta de 8h (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 3,75 e 4 pontos nos principais vencimentos, com o maio/18 valendo US$ 8,48 por bushel.

    Os dados atualizados do USDA chegam às 13h (horário de Brasília) e, segundo as expectativas do mercado, deverão mostrar um um aumento nas estimativas de produção, produtividade e estoques norte-americanos e as especulações já pesam sobre as cotações. Ontem, os preços caíram mais de 10 pontos.

    “As novas estimativas poderão trazer novos aumentos de produção para a soja norte-americana, frente à uma demanda pelo grão em decadência com a vigente e permanente Guerra Comercial EUA-China”, explicam os analistas da AgResource Mercosul (ARC).

    Na outra ponta, as condições de clima nos EUA ainda dão algum suporte aos preços, uma vez que chuvas intensas continuam a chegar ao Corn Belt.

    “As projeções climáticas estadunidenses têm desenvolvido uma delicada situação para safra do Cinturão Agrícola, que já apresenta
    problemas pontuais de enchentes sobre o extremo norte do Cinturão. Ainda é prematuro afirmar perdas generalizas em nível nacional”, complementa a consultoria internacional.

    Fonte: Notícias Agrícolas

  • Brasil poderá colher até 238 milhões de toneladas de grãos na safra 2018/19

    A produção estimada para o primeiro levantamento da safra 2018/19 indica um volume entre 233,6 e 238,5 milhões de toneladas, com uma variação entre 2,5 e 4,7% a mais do que a safra passada. Isso significa que a produção nacional poderá aumentar entre 5,6 e 10,6 milhões de toneladas. Os números estão no 1º levantamento da safra de grãos deste período, divulgado nesta quinta-feira (11), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Nas principais culturas do país, a soja pode alcançar uma produção entre 117 e 119,4 milhões de t, enquanto o milho total pode chegar até 91,1 milhões de t. Estima-se que a primeira safra de milho pode ser maior em relação à passada, alcançando entre 26 e 27,3 milhões de t, enquanto a segunda seria de até 63,7 milhões de t.

    Outras culturas também destacaram-se com a estimativa de aumento da produção, como o algodão, amendoim, feijão-comum cores e girassol. No caso do algodão, o bom desempenho das cotações da pluma, tanto no mercado interno quanto no externo, estimulou os produtores a investirem na lavoura, sendo esperados incrementos recordes na área plantada.

    Em relação ao milho, a grande aposta dos produtores é a expectativa de normalização das chuvas para a temporada que se inicia. O mercado mostra-se promissor e vem se fortalecendo a cada ano, com as alternativas de exportação para o mercado chinês, os reflexos da taxa de câmbio e a fabricação de etanol a partir de milho, além do forte mercado interno produtor de proteína animal.

    O estudo mostra também que a definição da área plantada do milho está condicionada à evolução do clima nos próximos meses, que estimulará, caso ocorra normalização das chuvas, o uso de um pacote tecnológico avançado, fato não ocorrido na temporada passada. Sendo assim, a estimativa de área total deverá apresentar forte incremento, com um intervalo de 16,6 a 16,8 milhões de hectares. Já a soja vem se consolidando como o principal produto na evolução do agronegócio brasileiro e que tradicionalmente impulsiona o incremento da área nacional produtora de grãos, apresentando, neste exercício, intervalo entre 35,4 e 36,2 milhões de hectares.

    Com relação à área total de grãos no país, a perspectiva é de aumento de 0,2 a 2,3% para o plantio da safra 2018/19, que poderá variar de 61,9 a 63,1 milhões de hectares.

    Fonte:  CONAB – Companhia nacional de abastecimento

  • Robótica é sucesso no campo, dizem especialistas

    Alguns usos da robótica na agricultura, como visão computacional para detectar pragas e automação da colheita estão sendo consideradas opções de sucesso para os agricultores. Quem afirma são Marcelo Abreu, Head de Inovação e Felipe Neves, Arquiteto de Soluções, ambos do centro privado de pesquisa Venturus.

    “Os algoritmos e a robótica estão mais presentes do que nunca. Inclusive na lavoura! Hoje já é possível implementar algoritmos de posicionamento com erros abaixo da casa dos milímetros com servomotores de baixo custo para compor estruturas robóticas que atuem no campo. Além disso, a própria unidade de controle do robô pode ficar responsável por se comunicar com o gestor da lavoura, informando o andamento das atividades em tempo real”, escrevem.

    Os especialistas alertam para alguns impasses que ainda estão dificultando a utilização da robótica com o verdadeiro êxito na agricultura, consumo e fonte de energia elétrica necessária para a alimentação. No entanto, eles afirmam que pode se esperar um grade investimento dessa tecnologia, uma vez que acreditam que ela pode auxiliar em vários momentos da produção.

    “Em uma típica aplicação de agricultura de precisão, o robô pode, durante o dia, fazer uso de câmeras para obter imagens de cada item a ser futuramente colhido; classificar e adicionar as condições climáticas daquele momento, bem como enviar relatórios. Em outra aplicação, o mesmo robô pode analisar as condições de solo utilizando pontos equidistantes e sempre no mesmo horário”, comentam explicando o funcionamento de robôs cartesianos.

    Além do cartesiano, outro modelo que já está em uso é o robô com 7 graus de liberdade (7DoF), que promete automatizar a colheita de frutos sensíveis como tomate ou pêssego. “Ele tem a vantagem de ter mais liberdade de movimentos (quase uma réplica do movimento realizado pelo braço humano), o que é importante neste caso, já que os frutos não crescem em localidades regulares”, concluem.

    Fonte: Agrolink

  • Produção de milho do Brasil deve aumentar, diz USDA

    O mais novo relatório produzido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a área e a produção de milho para o ciclo 2018/2019 devem aumentar. De acordo com os dados, a área deverá passar de 16,65 milhões de hectares para 18 milhões e a produção deve bater as 95 milhões de toneladas, ante 85 milhões do ciclo anterior.

    A notícia é considerada animadora pelos especialistas do Departamento, já que o ciclo de 2017/2018 havia registrado uma redução de 17 milhões de toneladas, ou 17,3% na produção e uma queda de 5,68% nos hectares plantados com a cultura. Para o USDA, as condições climáticas foram fundamentalmente responsáveis por essa diminuição.

    “Os declínios na área e produção foram devidos ao plantio tardio do milho safrinha, devido à colheita tardia da soja, ao investimento reduzido nos insumos agrícolas e à menor área para o milho de primeira e segunda safras. Além disso, as condições de seca e as geadas esporádicas em grandes áreas de safrinha prejudicaram significativamente os rendimentos”, diz o texto.

    As exportações do ano de mercado de 2017/2018 estão previstas em 21 milhões de toneladas, em linha com a estimativa de produção revisada para baixo. “A maior parte do milho safrinha tem sido tipicamente destinada a mercados estrangeiros, mas as exportações neste ano foram prejudicadas pela oferta limitada e pelo tabelamento do frete mínimo para o transporte rodoviário de cargas”, complementa o USDA.

    Quanto ao consumo, o Departamento espera que haja um crescimento em mais 4,8%, chegando em 65,5 milhões de toneladas. “Apesar dos reveses causados pela greve dos caminhoneiros em maio e de ter sido forçado a sacrificar milhões de aves, a indústria de carne de frango, que é responsável pelo consumo de grande parta da safra de milho, está em recuperação e deve crescer cerca de 2,3% no ano que vem”, conclui.

    Fonte: Agrolink